Posts de Adriana Santos
31 ago 2015

60% dos pacientes com psoríase podem ter depressão

Arquivado em Animais, saúde
luciana

Luciana Aquino. Arquivo pessoal

“É como a flor, Luciana
Olhos que vivem sorrindo
Riso tão lindo
Canção de paz” (Tom Jobim)

Luciana Aquino é jornalista, escritora, mãe de um filho adolescente e de uma peludinha (Yorkshire) e ama contemplar poemas e sorrisos. Lu, como é conhecida pelos colegas da imprensa, desde pequena já notava algumas lesões no couro cabeludo que se pareciam com dermatite seborreica. “Quando entrei na adolescência apareceram algumas pequenas lesões nos cotovelos e atrás das orelhas. Descobri que meu problema era psoríase e que também era hereditário”, diz.

Na adolescência, segundo ela, as lesões eram pequenas e não as incomodavam tanto. Mas a crise veio após os 40 anos. Ela ficou com 97% do corpo tomado pela psoríase eritrodérmica. “Fiquei muito mal. Foram 15 dias na cama, com lesões no rosto, tronco, braços e pernas. Foi uma miscelânea de dor e revolta. Tipo: Por que eu? O que houve ?” desabafa.

Ela relata alguns momentos tristes, quando se sentiu descriminada em um clube. “Já fui convidada a retira-me da piscina de um clube, porque alguém reclamou com a diretoria que tinha uma moça com uma pequena lesão nas costas. Detalhe: era eu que estava com meu filho pequeno, na época, com dois anos na piscina”, relembra com pesar.

Luciana sempre foi uma mulher bela, com a pele que parecia um pêssego. A doença não poupou e atingiu o rosto. “Nossa chorei muito. Principalmente quando as lesões chegaram ao rosto. Nunca tive no rosto. Fiquei deformada. Mas passou, graças a Deus. Ainda sofro com os efeitos colaterais do remédio, como ressecamento das mucosas. Os lábios estão extremamente ressecados”, explica.

A jornalista diz que o abalo emocional não foi maior porque contou com o apoio incondicional do amor de sua vida. “Quando me vi com o corpo todo cheio de lesões e chorei para o meu marido e disse para ele: Não me olha!. E ele me respondeu que não amava meu exterior, mas a Luciana que está dentro de mim, superei todos os traumas que a doença poderia ter me causado”, relata apaixonada.

Par entender mais sobre o drama pessoal de Luciana, conversei com Dr.  Rafael de A. Moraes, dermatologista 

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Adriana Santos: O que é psoríase?

Rafael Moraes: Psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele e articulações, imunomediada, de base genética, com várias formas clínicas e apresentações distintas. A psoríase acomete igualmente homens e mulheres e pode ocorrer em qualquer idade, com picos de incidência na segunda e quinta décadas de vida. Estima-se que a psoríase ocorra em 1% da população.

Adriana Santos: A doença tem fundamento psicológico?

Rafael Moraes: Como fator agravante sim, mas não como causa isolada. A psoríase está relacionada a uma autoestima baixa, com prevalência aumentada de distúrbios do humor, incluindo a depressão. Até 60% dos pacientes com psoríase podem ter depressão. Há estudos evidenciando que transtornos psicológicos podem determinar o agravamento da doença mas, isoladamente, dificilmente são a causa da psoríase. Até 10% dos pacientes com psoríase possuem ideações suicidas.

Adriana Santos: Psoríase é consequência ou causa de depressão?

Rafael Moraes: A psoríase pode causar ou agravar uma depressão já estabelecida. A doença pode determinar um prejuízo psicológico e emocional em um indivíduo, nem sempre relacionado à extensão da doença cutânea. Sob o ponto de vista do paciente, a psoríase grave pode ser aquela que causa constrangimento, ansiedade ou interfere no relacionamento físico, social, como a prática de lazer ou esportes. No sentido de auxiliar o dermatologista a iniciar um tratamento sistêmico para casos de psoríase com repercussão psicossocial, foram criados índices para estimar objetivamente essa questão. Um deles é o DLQI (dermatology life quality índex), desenvolvido por Finlay & Khan (1994), que contém 10 questões relacionadas às experiências vivenciadas pelo paciente, na semana precedente. O questionário é autoaplicável, podendo ser utilizado para diversas enfermidades dermatológicas, antes e pós-tratamento.

Adriana Santos: Quais os sintomas da psoríase?

Rafael Moraes: A psoríase é marcada tipicamente por lesões avermelhadas e descamativas, eventualmente úmidas ou pustulosas, que podem acometer unhas, couro cabeludo, mucosas e articulações, além da pele. Coceira é sintoma eventual da doença.

Adriana Santos: Psoríase tem cura?

Rafael Moraes: Não há um medicamento que determine a cura definitiva da Psoríase. Os objetivos do tratamento são melhorar as lesões e controlar o quadro cutâneo pelo maior tempo possível, além de aumentar a qualidade de vida do paciente. Até 5% dos pacientes podem apresentar melhora definitiva das lesões espontaneamente ou após algum tratamento.

Adriana Santos: Qual o melhor tratamento contra psoríase?

Rafael Moraes: Há muitas drogas envolvidas no tratamento da psoríase e a eficácia de cada uma delas é variável, dependendo de cada paciente. Geralmente segue-se um protocolo que se inicia pelo uso de medicamentos tópicos e hidratantes, seguido de fototerapia e, em seguida, medicamentos sistêmicos. Sempre avaliam-se a gravidade das lesões, a repercussão psicossocial da psoríase, o risco e os benefícios das medicações envolvidas no tratamento. Orientações gerais também são muito importantes. A hidratação da pele é medida fundamental para evitar novas lesões e controlar o quadro em portadores da psoríase. Preconizam-se cuidados especial em relação ao banho: devem ter de 5 a 10 minutos, frio/morno, com uso de sabonetes brancos e neutros e sem o uso de buchas. Vale lembrar que a psoríase pode, eventualmente, ser desencadeada na pele atritada ou machucada. Tal fenômeno é conhecido como “fenômeno de Koeber” ou “fenômeno isomórfico”, daí a preferência da psoríase por locais como cotovelos e joelhos. Evitar fatores desencadeantes ou agravantes das lesões é de suma importância, entre eles: infecções bacterianas; distúrbios dos íons no sangue; determinados medicamentos; uso de bebidas alcoólicas e fumo; estresse.

28 ago 2015

Caminhada ou corrida: você decide!

Arquivado em Comportamento
Kylia Zé e Rberta

Roberta, Zé Pio e Kylia: amigos para sempre

Dizem que a vida começa aos 40. Não muito tempo atrás, era mais ou menos por aí que a vida terminava. Hoje os quarentões e as quarentonas estão cada vez mais jovens, belos, ativos e preocupados com qualidade de vida.

Vejam só a foto acima. São meus amigos de infância. Lindos, né? O Zé é um pouco mais novo, mas as meninas foram minhas coleguinhas do antigo primário. Que saudades!

Toda vez que acesso o meu Facebook vejo meus amigos esbanjando saúde, vitalidade e muitas fotos. Eles estão sempre juntos em caminhadas, corridas e maratonas. Segundo eles, a boa forma física é graças a prática regular de atividades físicas.

Kylia é coordenadora de marketing e levava uma vida sedentária. Ela começou a caminhar em 2012. Antes fazia Pilates para ajudar no tratamento de dores lombares. “Comecei a caminhar e, com o passar do tempo, iniciei a corrida e não parei mais, muito influenciada pelas amigas Gislaine e Roberta”, diz entusiasmada. Desde que começou já percorreu aproximadamente 500 km.

Todo início de ano, ela faz um check-up e teste ergométrico, recomendados por um cardiologista de confiança. Outra preocupação é na escolha correta do tênis. Ela preza o conforto para evitar lesões.

tenisamiga

Foi difícil começar? “Sim , as vezes tinha preguiça.. mas até tomar gosto pela corrida. Hoje acordo cedo aos domingos e feriados. Até com chuva eu vou! A energia e a adrenalina são contagiantes! Sou muito mais bem disposta e a energia em alta. A frequencia de esforço cardíaco ta melhor, a musculatura também, as dores lombares acabaram enfim… só coisas boas”conclui.

roberta kylia

Minhas adoráveis amigas: Roberta, Kylia e um fofinho que não sei o nome.

As meninas sempre me convidam para caminhar. Sou sedentária, mas consciente que preciso mudar de padrão comportamental. Então conversei com a Dra. Carla Tavares, médica do Departamento de Medicina esportiva do Minas Tênis Clube e responsável pelo serviço de cardiologia do esporte da Rede Mater dei de Saúde. Confira:

Adriana Santos: Antes de começar qualquer atividade física, como a caminhada e a corrida, o que o interessado deve prestar atenção com relação à saúde?

Carla Tavares: O primeiro passo para quem deseja iniciar uma atividade física é a realização de uma consulta médica. Neste momento, o médico irá definir se há algum risco em se iniciar a prática da atividade desejada e orientar em relação ao treinamento.

Além da consulta clínica criteriosa e um bom exame físico pode ser necessária a solicitação de alguns exames baseado na idade, no histórico pessoal, familiar e no exame físico de cada pessoa.
Vencida essa etapa, é muito importante providencia roupas e calçados adequados, além de programar um plano de dieta e hidratação adequado.

Adriana Santos: Quais os benefícios da caminhada e da corrida à saúde do coração?

Carla Tavares: A caminhada e a corrida são exercícios excelentes para quem busca ampliar sua aptidão cardiorrespiratória, manter níveis de colesterol, glicose e pressão arterial controlados e melhorar a qualidade de vida.

Adriana Santos: Pessoas que apresentam algum problema cardíaco pode correr ou caminhar?

Carla Tavares: Em geral, a caminhada e até mesmo a corrida são exercícios muito seguros e até mesmo quem tem determinados problemas cardíacos podem se beneficiar desses exercícios. É o caso, por exemplo, do individuo hipertenso que pode otimizar o controle da pressão com esses exercícios, podendo inclusive diminuir a dependência de medicamentos. Ou no caso do paciente portador de insuficiência cardíaca que pode melhorar sua qualidade de vida e até mesmo a sua sobrevida . Mas para os portadores de doenças cardíacas é fundamental a orientação médica, principalmente em relação aos limites a serem respeitados.

Adriana Santos: Correr ou caminhar? Qual a melhor atividade física para o coração?

Carla Tavares: Tanto a caminhada quanto a corrida são excelentes exercícios para o coração. A definição da intensidade ideal do exercício tem sido muito estudada dentro da cardiologia e da medicina do esporte e sabemos hoje que o exercício moderado para o coração ainda é o mais seguro e mais indicado.

Adriana Santos: Qual o tempo ideal de corrida ou caminhada para fortalecer o coração?

Carla Tavares: Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia os exercícios devem ser realizados, no mínimo, cinco vezes por semana, com duração de pelo menos 30 minutos, de modo contínuo ou intervalado, com o objetivo de reduzir significativamente eventos cardiovasculares e contribuir para o controle dos fatores de risco cardíacos. Se a atividade for intensa esse volume de exercício citado pode ser reduzido mantendo os mesmos benefícios.

Adriana Santos: Beber água e antes das atividades podem ajudar no desempenho das atividades físicas?

Carla Tavares: A hidratação é fundamental durante os exercícios, inclusive para a melhora do desempenho. A falta de hidratação adequada dificulta a recuperação, aumenta o risco de lesões, pode comprometer a performance, a força musculatura, além de poder prejudicar a rapidez de raciocínio – importante em vários esportes.

Adriana Santos: Qual o seu conselho para quem deseja inciar uma atividade física?

Carla Tavares: Meu conselho para quem deseja iniciar a prática de exercícios é não perder tempo! Quanto mais longo o período de sedentarismo, maior o risco para a saúde. Então, marque logo sua avaliação e médica, escolha o exercício que te proporciona mais prazer e bem estar e boa sorte!

27 ago 2015

Cooperativa de Artesanato inova no mercado de vendas diretas com produtos sustentáveis

Arquivado em Comportamento

Cooperativa-Futurarte-Ramacrisna1

Diante de uma oportunidade de expansão de mercado e necessidade de manter a sustentabilidade do projeto gerando trabalho e renda para as mulheres da comunidade de Betim, a Cooperativa de Artesanato Futurarte, apoiada pela Instituição Social Ramacrisna, vislumbrou no mercado de vendas diretas, uma oportunidade para fazer o seu negócio perpetuar, proporcionando renda extra para pessoas que se identifiquem com o conceito dos produtos e a causa social.

“Utilizar ferramentas eficazes para promover a sustentabilidade econômica de grupos em vulnerabilidade, principalmente quando o material reciclado se transforma em arte, deve ser implementado e valorizado pois o resultado social dignifica a mulher e sua família”, explica a vice-presidente da Instituição Social Ramacrisna, Solange Bottaro.

A venda direta é um sistema de comercialização de bens de consumo e serviços baseado no contato pessoal entre vendedores e compradores, fora de um estabelecimento comercial fixo.

A Futurarte será pioneira atuando nesta modalidade de vendas, com foco em produtos artesanais sustentáveis. Além disso, inova também no formato de apresentar seus produtos. Ao contrário das empresas convencionais, a Futurarte utiliza um catálogo virtual, que será apresentado por meio de um tablet ou smartphone, itens necessários para se tornar um revendedor. Esta ação vai de encontro ao trabalho da Cooperativa que busca a sustentabilidade biental através da reutilização de materiais como: jornais, sacos de cimento, banners e retalhos de tecidos.

As mudanças no comportamento dos consumidores são reais e vêm aumentando a partir de sua interação com o meio e vivência de experiências que demandam uma mudança de postura em suas escolhas no dia a dia visando a sustentabilidade do planeta que perpassa por três eixos fundamentais que são o ambiental, social e econômico.

Quando um consumidor mais consciente se depara com um produto que tem qualidade, criatividade, design inovador, são ecologicamente corretos, feitos de materiais reaproveitados e ainda são efetivamente instrumentos de inclusão social e geração de trabalho e renda, imediatamente cria-se uma conexão com o público em geral.

“Estas constatações de adesão imediata do público ao projeto, foram concluídas em projetos pilotos que fizemos com alguns revendedores pré-selecionados. A Futurarte além de entrar no mercado de venda direta com um posicionamento bem diferenciado, prima também por uma excelente remuneração dos revendedores dos produtos”, ressalta Thayane Fidelis, consultora de marketing da Futurarte.

No Brasil, esse mercado conta com mais de 4,5 milhões de pessoas em sua força de vendas, gera cerca de 8 mil empregos diretos e atingiu, em 2013, US$ 14,6 bilhões em volume de negócios. O país ocupa a quarta posição no ranking da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e China.

Sobre a Futurarte

A Cooperativa Futurarte foi criada em julho de 2004 pela Instituição Social Ramacrisna, com patrocínio da Petrobras. Tem como objetivo gerar trabalho e renda para mulheres da zona rural de Betim a partir da produção e comercialização de produtos artesanais sustentáveis.

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