Posts de Adriana Santos
20 jul 2015

Shampoo seco: tendência de inverno

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Os shampoos secos servem como um quebra galho para aquele dia em que você não tem tempo de lavar os cabelos, mas deseja deixá-los com um aspecto menos oleoso e mais cheiroso. A intenção do shampoo seco é justamente absorver a oleosidade e dar mais volume e textura à raiz. Ele também pode ser usado para encorpar as madeixas pois, desta forma, fica mais fácil manipular os cabelos e fazer penteados. Algumas marcas proporcionam frescor e possuem protetor solar. Prático, ele pode ser encontrado em pó solto ou aerossol. É um produto coringa para ter no nécessaire.

Cuidados

O shampoo seco não deve ser aplicado em todo comprimento. Ele deve ser usado somente na raiz e somente naqueles momentos de emergência quando não dá tempo de lavar os fios, principalmente para quem sofre com oleosidade excessiva. Mas atenção!! NÃO é um shampoo para ser usado regularmente, pois NÃO substitui a lavagem tradicional. Usado de forma indiscriminada e sem intercalar com o shampoo habitual, ele afeta a saúde do couro, que pode virar um ninho de fungos, além de ressecar o cabelo.

Como não manchar os cabelos

O shampoo seco não mancha os cabelos. Alguns podem deixar os fios um pouco esbranquiçados, entretanto, é só aguardar alguns segundos e penteá-los normalmente para que fiquem com a aparência natural. Algumas marcas oferecem shampoos a seco com cor para disfarçar os fios brancos e, da mesma forma, os cabelos devem ser penteados para imprimir aparência natural.

Aplicação correta

O cabelo deve ser aberto por partes e os jatos devem ser direcionados para a raiz, a uma distância recomendada de 20 a 30 centímetros. Após aplicado, o cabelo deve ser escovado para que sejam removidos possíveis resquícios do shampoo.

Por: Rosângela Rocha, hair stylist e visagista do Maison Rocha

17 jul 2015

UFMG oferece curso online e gratuito sobre dislexia

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De acordo com a ABD (Associação Brasileira de Dislexia), 0,5% a 17% da população mundial tem o transtorno. É importante deixar claro que dislexia não é uma doença. Trata-se de um transtorno genético e hereditário da linguagem, o que compromete a capacidade de aprender a escrever e compreender um texto.

Sem saber, professores ou pais acham que esse comportamento pode ser falta de concentração ou até mesmo preguiça. Para desmistificar o tema, a UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) lançou, com o Instituto ABCD, uma plataforma para capacitação online e gratuita com informações essenciais sobre dislexia.

O curso traz tópicos como: qual a sensação de ter dislexia; o que causa a dislexia; o desenvolvimento da leitura; o cérebro e a linguagem; fases da leitura; dificuldades na leitura, entre outros. Acesse aqui e confira o material.

Crédito: Catraca Livre

16 jul 2015

Telmo Ronzani: Liberação de cerveja no Mineirão é um grande retrocesso

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou nesta terça-feira (14/07) o projeto de lei que volta a liberar a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios do Estado. A votação registrou 35 votos a favor e 15 contra. Agora, o projeto espera a sanção do governador Fernando Pimentel. Caso seja aprovado, as bebidas já poderão ser vendidas nos estádios mineiros a partir de agosto.

Pimentel prometeu examinar o tema com atenção redobrada: “Vamos conversar com as autoridades na área da segurança pública, vamos ver o parecer delas e se for possível sim, mas não posso garantir neste momento. Eu mesmo não tenho opinião a respeito. Devo dizer que sinto que o clima nos estádios melhorou muito depois que a venda de bebidas alcoólicas foi limitada. Um ambiente mais de paz, sem conflitos internos. Mas isto não quer dizer que a gente não possa examinar o projeto com um olhar mais tolerante”, destacou, em entrevista coletiva.

Conversei sobre o assunto com Prof. Dr. Telmo M. Ronzani, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Drogas-CREPEIA da Universidade Federal de Juiz de Fora.  Em 2014, ele foi o único representante da América Latina a compor o grupo final de pesquisadores de todo o mundo na comissão que desenvolverá documento oficial contendo recomendações a todos os países para políticas sobre drogas. Telmo foi convidado pelo United Nations Oficce on Drugs and Crime (UNODC), da Organização das Nações Unidas (ONU), responsável pela política internacional sobre drogas. Confira.

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Adriana Santos Bebidas alcoólicas consumidas em ambientes de grande concentração de pessoas favorecem a violência?

Telmo Ronzani Não podemos atribuir a violência humana ao uso de álcool e outras drogas. Não seria uma simples relação direta. Por outro lado, existem evidências de situações ou contextos que favorecem comportamentos violentos onde o álcool é um aditivo importante para promover violência. Sabe-se que ambientes de grande concentração, com algumas pessoas ou grupos que exacerbam a rivalidade ou estimulam uma posição de violência ou mesmo desumaniza o adversário, vendo-o muitas vezes como um inimigo a ser eliminado, o álcool pode ser um componente sim que favorece ações ou reações violentas.

Adriana Santos Há estudos científicos que apontam a relação direta entre consumo de bebidas e violência doméstica?

Telmo Ronzani Relação direta não, mas os estudos apontam uma importante associação entre tais comportamentos. Temos vários estudos internacionais e mesmo nacionais que demonstram que o consumo de álcool é bastante associado à violência doméstica. Porém, é importante ressaltar e reforçar de que o uso de álcool não é a causa da violência doméstica. Para entendermos o fenômeno da violência é preciso uma análise mais complexa e multifatorial. Por outro lado, ao considerarmos o uso de álcool como um desses fatores, podemos pensar em ações objetivas para mudar tais indicadores.

Adriana Santos Liberar o consumo de cerveja no Mineirão é uma boa ideia do ponto de vista da saúde pública?

Telmo Ronzani Na minha opinião, baseada nas evidências, é uma péssima ideia. Quando conseguimos esse importante avanço que foi proibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, pudemos observar importantes indicadores dentro e fora dos estádios nos momentos do jogos de diminuição da violência. Vários países que possuem uma regulação de fato do consumo de álcool adotaram e demonstram como isso contribuiu para diminuir os eventos violentos. Portanto, a liberação é um grande retrocesso.

Adriana Santos Na sua opinião quais os interesses imperam na liberação do consumo de cervejas no Mineirão: saúde ou mercado de bebidas?

Telmo Ronzani Na minha opinião, infelizmente o mercado e o lobby de alguns setores tem grande influência em diversos níveis do poder público. Por isso a dificuldade que temos no país para se implementar de fato uma regulação da venda, produção e consumo de álcool e tabaco. Não conseguimos avançar em ações efetivas simplesmente por um interesse de mercado que praticamente é livre de qualquer regulação. Esses dois produtos muitas vezes são vistos como um produto qualquer e esse é um grande equívoco em relação à saúde pública.

Adriana Santos Cerveja pode ser considerada uma droga?

Telmo Ronzani Sim, a cerveja é a bebida alcoólica é a droga mais consumida no Brasil. E o álcool é a droga com maior impacto de saúde e social no mundo. Porém, há uma regulação fraca em nosso país e temos uma cultura ligada ao consumo em grandes quantidades, principalmente entre os jovens. Isso demonstra nossa grande contradição ao defendermos políticas altamente proibicionista de algumas drogas hoje consideradas como ilícitas, com impactos e consumo muito menores mas, por uma posição equivocada, acaba por deixar que o tráfico tenha sua própria regulação e tenha como uma das consequências a violência vinculada principalmente a populações mais pobres. Por isso, defendo um ampla e real regulação de todas as substâncias.

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