Posts de Adriana Santos
13 ago 2020

ConecteSUS: cidadão pode consultar exames de Covid-19 por aplicativo

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No último dia 3 de agosto, o Ministério da Saúde, por meio do DATASUS, apresentou, em Brasília, dois projetos tecnológicos: portal e o aplicativo do Conecte SUS Cidadão. A iniciativa visa interligar as informações de saúde dos diversos pontos da Rede de Atenção à Saúde. Agora  o cidadão pode visualizar os resultados dos exames para detecção da Covid-19 realizados em laboratórios já credenciados. Os dados podem ser acessados  por meio do celular, computador ou tablet, utilizando apenas o CPF.

Outra funcionalidade importante do ConecteSUS Cidadão é o calendário de vacinas. Nele, é possível consultar todas as vacinas aplicadas nas redes pública e privada, com informações como dose, lote e validade. Essa funcionalidade é automática e não exige mais que o usuário cadastre manualmente esses dados. Além disso, é possível acessar o calendário de vacinas previstas para crianças, adolescentes, gestantes e adultos.

O QUE É DATASUS

O acesso à informação do Sistema Único de Saúde (SUS) é disponibilizado pelo DATASUS. O objetivo é subsidiar  análises objetivas da situação sanitária em todo país, tomadas de decisão baseadas em evidências e elaboração de programas de ações preventivas de saúde. No sistema, são encontrados dados de morbidade, incapacidade, acesso a serviços, qualidade da atenção, condições de vida e fatores ambientais, que ajudam na construção de Indicadores de Saúde.

11 ago 2020

Os efeitos de uma educação abusiva

Arquivado em adolescente, criança, opinião

Por: Telma Abrahão, Educadora Parental, com formação em biomedicina

Num mundo em constante transformação, onde queremos tudo cada vez mais rápido, muito se fala a respeito da “falta de limites” que vemos nas crianças, porém a maioria dos pais se sentem perdidos quando o assunto é a educação dos filhos. Uma das dúvidas mais frequentes é: “Como educar crianças para se tornarem adultos responsáveis, capazes, bem resolvidos e com boa autoestima, sem bater, punir ou castigar?” Seria possível?

A resposta é sim! Certamente não é o caminho mais fácil, pois exige tempo e dedicação, porém possível se os pais se dedicarem a estudar e a aprender mais sobre o que motiva determinados comportamentos indesejados nos filhos.

Sabemos que gerar um filho, amamentar e proteger são instintivos, mas educar não. Se você educar no modo automático ou por instinto, vai errar e muito. Precisamos aprender novas formas de reagir aos desafios comportamentais das crianças e compreender de uma vez por todas, a responsabilidade que o papel de pais nos impõe. Não é a escola, nem as babás ou os familiares que possuem o dever de educar uma criança. Esse dever é dos pais e a construção de um ser humano responsável e emocionalmente saudável precisa começar dentro de casa, no dia a dia, na transmissão de importantes valores, através de um modelo que inspire respeito, de um ambiente que proporcione afeto, segurança e limites claros.

Reforço que compreender as bases de uma educação respeitosa é fundamental para os pais mudarem a forma de agir com seus filhos. Crianças não são pequenos adultos, elas possuem o cérebro imaturo, são dominadas pelas emoções e ainda não aprenderam a lidar com o que sentem. Elas vão aprendendo conforme se desenvolvem e também de acordo com o ambiente onde vivem.

O problema é que quando os pais não compreendem isso, acabam esperando um comportamento que elas não possuem condições de ter. A maioria das “birras”, por exemplo, não é um ataque contra os pais, elas são a manifestação dessa imaturidade cerebral para lidarem com o que sentem. Podem ser ainda, necessidades físicas não atendidas como cansaço, fome, sono ou necessidades emocionais não atendidas como falta de afeto ou acolhimento emocional.

Pais rígidos e autoritários criam filhos ansiosos, desconectados e nervosos. Tudo isso porque o medo e o estresse constante liberam grandes quantidades de cortisol no corpo dessa criança em desenvolvimento e podem trazer problemas como, dificuldade de concentração, de aprendizado e até mesmo de socialização. O estresse é uma resposta fisiológica a uma situação adversa e que desencadeia mudanças químicas, que afetam os mais diversos sistemas do nosso corpo e quando constantes, podem trazer problemas para a criança, como dificuldade no aprendizado ou de concentração.

O Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, cita três tipos diferentes de respostas ao estresse: positiva, tolerável e tóxica, dependendo da intensidade desse estresse. O que mais preocupa é a terceira opção, que é chamado de estresse tóxico.

Ele pode ocorrer quando uma criança vivencia dificuldades, que são constantes e prolongadas, sem o apoio emocional adequado dos pais ou cuidadores. Entre os exemplos mais comuns, estão: violência doméstica, abusos físico ou emocional, negligência, falta de cuidados, pais viciados em álcool ou drogas, pais depressivos ou ainda casos de pobreza extrema.

Pais que não conseguem cuidar do filho, que brigam o tempo todo, que não se dedicam a amar e se conectar com os filhos, podem fazer com que a criança entre em um estado permanente de estresse, considerado tóxico. Isso pode gerar consequências por toda a vida. Esse fator aumenta a probabilidade da criança apresentar atrasos no desenvolvimento e problemas de saúde mais tarde, como abusos de drogas e depressão, além de dificuldade de socialização e aprendizado.

Diante do estresse, o corpo e o cérebro entram em estado de alerta, aumentam a frequência cardíaca e liberam mais hormônios, como adrenalina e cortisol. Depois de certo tempo, é esperado que e o corpo voltasse ao estado natural, mas se o apoio emocional e o acolhimento dos pais não ocorrerem, essa resposta se mantem ativa, inclusive quando já não existe mais um perigo evidente.

As pesquisas feitas até agora demonstram que estabelecer uma relação emocional estável, com adultos que se preocupam com o bem-estar da criança, pode prevenir e até mesmo reverter os danos do estresse tóxico.

Como esperar que uma criança aprenda a se autocontrolar, se muitos pais até hoje não aprenderam a fazer isso? Como desejar ter filhos seguros se tantos pais têm dúvidas sobre seu próprio valor e se sentem perdidos na vida porque são fruto de uma infância cheia de punição e pouca conexão emocional?

Realmente precisamos nos reeducar para estarmos aptos a educar com o amor e o respeito que toda criança merece.

26 jun 2020

OVNI: Luz misteriosa em São João del-Rei intriga moradores há oito décadas

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

Ovni Pesquisa

Por Edison Boaventura Júnior, ufólogo e coeditor da Revista Ovni PesquisaDuas mil pessoas testemunharam, impressionadas, um estranho fenômeno luminoso, que evoluiu sobre o Morro do Carmo, na cidade de São João del-Rei, MG

No dia 2 de maio de 1986, o ufólogo Edison Boaventura Júnior entrevistou o senhor Antônio Borges Silva, de 70 anos na época, que contou seu avistamento de OVNI, ocorrido em dezembro de 1939, por volta das 22h, no morro do Carmo, em São João del-Rei, no estado de Minas Gerais.

Na Planilha de Informação Técnica do GUG (Grupo Ufológico de Guarujá), ficou registrado este interessante relato, ocorrido antes da Era Moderna dos Discos Voadores, ou seja, antes do ano de 1947.

Antônio disse: “Na época eu tinha 24 anos de idade e muitas pessoas tinha visto a luz. Ninguém sabia o que era uai. Era uma luz branquinha forte e às vezes, fica amarela e, depois avermelhada uai e, também verde azulado. Andava o trem pra cima e pra baixo, zigue-zague e sumiu no mato. Outras pessoas também observaram a luz”.

A cidade de São João del-Rei é famosa pelos variados casos folclóricos de observações de “bolas de fogo”, “mães-de-ouro” e, até mesmo, de objetos voadores não identificados, que aparecem frequentemente nos arredores da cidade e da zona rural, principalmente onde existem morros e mata abundante.

O escritor Alair Coêlho de Resende chegou a escrever que: “São João del-Rei é rica em casos de assombrações… Não são raros os relatos de pessoas sérias que tiveram a feliz, ou amedrontadora oportunidade, de serem contempladas com visões noturnas sobrenaturais. E estes relatos eram mais frequentes quando nossa iluminação pública era mais precária, ou até inexistente, fato que ocorria com mais intensidade até a década de cinquenta, quando quase não tínhamos veículos automotores percorrendo nossas estradas e ruas”.

JORNAIS DA ÉPOCA REGISTRARAM O FATO

Ovni Pesquisa

Passados alguns anos da coleta do primeiro depoimento da ocorrência, tivemos acesso ao jornal Diário da Noite, número 3839, de 29 de dezembro de 1939, que na página número 5 trouxe um artigo esclarecedor intitulado “UMA LUZ MYSTERIOSA MOVE-SE PELO MORRO”.

O periódico informava que a população local continuava impressionada com o fenômeno, que foi observado nas imediações da cidade e sobre o morro do Carmo, em vários dias do mês de dezembro de 1939. Na ocasião, pessoas de respeito na cidade foram ouvidas sobre as estranhas aparições da luz.

Um dos entrevistados pelo jornal foi o senhor Garcia de Lima, professor e diretor da Escola de Menores Padre Sacramento. Ele confirmou a existência do fenômeno dizendo: “Não acredito em fenômenos sobrenaturais, mas não posso negar um fato evidente constatado por centenas de pessoas”.

Outra testemunha, o fazendeiro Emygdio Apolinário de Moraes afirmou: “Essa luz é velha, errante. Aparece aqui e acolá. É minha conhecida há muitos anos. Já a vi até sobre o Rio das Mortes e na Serra de Tiradentes. É um fato incontestável, porque é a expressão da verdade”.

VIRAM A LUZ

O senhor Alfredo Mauro e seu irmão Ricardo Mauro, de um estabelecimento tradicional na cidade, o conhecido Café Rio de Janeiro, declararam ser autênticas as aparições e que até presenciaram a “luz misteriosa”.

“Meu irmão Ricardo sempre falou em tal luz. Não acreditava nela. Mas certa noite resolvi ir até lá. Foram em minha companhia o meu filho Ricardinho, o senhor Roberto Pequeno, o motorista Ricardo e o senhor Geraldo Guimarães, filho do senhor Hermógenes Guimarães, gerente da Agência Chevrolet e do Banco Hipotecário. Fui como desejaria ir, sem alarde, num dia de pouca gente.

Estivemos lá das 9:00 até as 10:00 horas da noite, sob uma coberta, próxima da Escola Padre Sacramento, sem nada observar. Por volta das 10:30 horas surgiu a luz, próxima a um vargedo. Um foco forte e brilhante. Corremos todos para ela, que desapareceu subitamente, para surgir em ponto diferente. Reapareceu seis vezes mais e, quando regressamos, do vidro traseiro do automóvel ainda observamos, nitidamente, um foco lindo, forte a iluminar a noite escura. Não sou nervoso, nem supersticioso. Asseguro-lhe ser um fato real, fenômeno que deve ser explicado pela Ciência. Um fato natural dos mais curiosos que tenho observado em toda a minha vida”, relatou o comerciante.

DUAS MIL PESSOAS TESTEMUNHARAM O FENÔMENO

Na época, o jornal também entrevistou o bibliotecário municipal, senhor Vicente de Azevedo. “Pode citar o meu nome. Vi a luz do Patronato, várias vezes, com outros amigos. Fenômeno interessantíssimo. Merece ser estudado pelos homens de Ciência”, disse o funcionário público. O senhor Alcides Barbosa, funcionário do Centro de Saúde, também viu o mesmo fenômeno, acompanhado de outros amigos. Todavia, no dia 12 de dezembro de 1939, duas mil pessoas foram ao morro do Carmo e atestaram a existência da “luz misteriosa”.

O artigo do jornal encerrou dizendo que o fenômeno ainda não estava explicado. Entretanto, não restava nenhuma dúvida quanto à sua veracidade. Muitos jornais divulgaram o fato, sendo que cada um tentava explicar de uma maneira diferente. Uns diziam que era inverdade e o motivo da invenção seria para trazer notoriedade para a cidade e região.

Jornais como “O Globo”, do dia 7 de dezembro, “O Imparcial”, do dia 8 de dezembro, “A Gazeta”, do dia 9 de dezembro e o “Diário do Comércio”, dos dias 3 e 10 de dezembro, dentre outros, mencionaram o fenômeno.
Conversei com a filha do Geraldo Guimarães, a senhora Maria Lúcia Monteiro Guimarães que, gentilmente, pesquisou vários jornais da região no intuito de auxiliar na nossa investigação sobre o intrigante episódio.

OUTRAS TESTEMUNHAS

Há alguns anos, conversamos também com o senhor Pedro de Figueiredo Rodrigues, que foi testemunha do fato. Ele declarou que, durante o mês de dezembro, ele avistou várias vezes uma bola de luz que variava de cor e voava muito rápido por cima do morro. Segundo ele, ela voava cerca de 800 metros em poucos segundos.

Recentemente, o pesquisador Paulo Baraky Werner esteve na cidade, onde fez vários contatos e tirou fotos para a pesquisa. Ele também tentou localizar alguma testemunha viva, com o auxílio da Rádio local. A partir de então, conversei por telefone com duas destas testemunhas. O senhor Paulo Resende, que na época tinha 17 anos de idade, informou que viu por três vezes. “Era uma luz avermelhada que voava no morro. Ninguém sabia o que era. Mas, depois falaram que era armação de taxistas com lanternas que estavam faturando pouco e, inventaram esta estória para conseguir mais clientes e aumentar os seus ganhos”, disse Paulo.

Outra testemunha com a qual conversamos foi o conhecido major Ivan Esteves Alves, que é o último expedicionário são-joanense sobrevivente da 2ª Guerra Mundial. “No antigo Patronato sempre se via uma luz no morro. Lembro que a gente, meu pai e meu irmão, vimos uma luz colorida. Era grande e estava no morro. Isso no ano de 1926. Muitos falavam que aparecia ali. Ninguém sabia o que era aquele fenômeno. Apareceu depois muitas vezes e foi visto por moradores da cidade”, afirmou o major.

CONCLUSÕES

É fato que algo sobrenatural aconteceu naquele ano de 1939. Considero que pode ter sido um fenômeno ufológico real nos primeiros dias e, até ter tido um esquema fraudulento com os taxistas, posteriormente, conforme mencionou o senhor Paulo Resende.

Mesmo que um embuste tenha ocorrido no final do período, o caso inicial é autêntico, pois a quantidade de testemunhas e as características do fenômeno observado garantem esta linha de raciocínio. Além do mais, a cidade tem uma incidência grande de fenômenos ufológicos, aliada ao fato de que muitos populares nomeiam este fenômeno de “mãe-de-ouro”, “bola de fogo”, “luz do mundo” ou “assombração”.

Os jornais da região periodicamente noticiam fatos de natureza sobrenatural. Como exemplo, na edição número 4726, de 26 de julho de 1952, do jornal “Diário do Comércio” foi estampado a notícia com o seguinte título: “Disco Voador em São João del-Rei?”.

O artigo que transcrevo a seguir versava sobre um estranho objeto, que foi observado no céu pela manhã, no dia 25 de julho de 1952: “Fomos informados que várias pessoas, no bairro das Fábricas, cerca de 9:30 horas da manhã de ontem, observaram um estranho objeto no céu, supondo-se tratar do tão discutido “disco voador”. Procuramos ouvir algumas das pessoas indicadas, entre as quais os senhores Samuel Rocha, José Juvenal da Cruz, Carlos Batista da Silveira e Antônio Tomás, que confirmaram à nossa reportagem terem visto um objeto de aparência metálica, completamente parado no espaço, por alguns instantes e depois tomar o rumo do nascente, sem produzir o menor ruído”.

Assim, concluímos que um fenômeno ufológico autêntico ocorreu no final do ano de 1939, naquelas paragens mineiras, diante dos olhos espantados de milhares de são-joanenses!

No mês de abril de 1939, na cidade mineira de Uberaba, ocorreu a observação de uma luz misteriosa que foi noticiada por vários jornais.

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