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12 mar 2019

Borboletas brancas renovam a esperança de um mundo melhor

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Sou uma mulher nascida na década de 70, portanto tenho mais de 40 anos. Escolhi o jornalismo como missão de vida. Tenho um filho adolescente de 17 anos. Ele acha que já é dono do próprio nariz. Será?  Que medo dessa tal liberdade! Já fui casada e vivo, atualmente, um relacionamento afetivo sem grandes pretensões, mas com muita verdade no coração. Amo ler todos os dias. Coleciono vários livros incríveis e acredito que vou escrever algo revolucionário em nome do amor. Quero morrer consciente e convicta que deixei como herança o meu melhor. Coisas de sagitariana! Acho que posso mudar o mundo com a força do pensamento positivo. Vejo sentido em tudo… Para mim, nada é por acaso!  A vida não é um jogo de dados e os sonhos são chaves do grande mistério.

Hoje acordei especialmente estranha. Para falar a verdade, sempre acordo estanha.  Tive sonhos agradáveis, mas muito estranhos. Sonhei com imagens holográficas, gênios da lâmpada, auditório, crianças e um apresentador de programas adorável. Anotei tudo em um pedaço de papel. Tentei interpretar alguns símbolos com a ajuda do Google. Refleti sobre a minha vida atual e fiz algumas projeções futurísticas bem otimistas para o ano de 2019. Pedi ao universo  solução imediata para os problemas que insistem em atravessar o meu caminho. Tenho fé em Deus. Tenho fé na vida.

Finalmente, levantei da cama e resolvi tomar o café da manhã em uma lanchonete próxima ao meu apartamento. Pedi queijo quente e café amargo. Para meu deleite, quando aguardava o lanche matutino, vi duas borboletas brancas sobrevoando umas das ruas mais movimentadas do bairro Floresta, em Belo Horizonte. Sim, acredito em sincronicidade.

Caminhei um pouco em meditação. Na banca, a revista ‘Vida Simples” conquistou o meu olhar. Na capa rosa, a manchete: “Sincronicidade: como as boas coincidências podem nos ajudar a descobrir o que realmente desejamos e apontar novos caminhos para uma vida com mais propósito”.  Puxa, a vida é mesmo uma caixinha de surpresas! Basta acreditar que a resposta sempre está disponível.

Significado de borboleta, segundo o Dicionário de Símbolos

A borboleta é considerada o símbolo da transformação. Entre outros, simboliza felicidade, beleza, inconstância, efemeridade da natureza e da renovação.

Borboleta

A metamorfose das borboletas é simbolizada como: a crisálida é o ovo que contém a potencialidade do ser. A borboleta que sai dele é um símbolo de ressurreição ou pode representar a saída do túmulo.

Os estágios desse inseto (lagarta, crisálida e borboleta) significam respectivamente vida, morte e ressurreição, ou seja, a metamorfose cristã.

Borboleta Branca simboliza a serenidade, a calma, a paz.

Na mitologia grega, a personificação da alma é representada por uma mulher com asas de borboleta. Segundo as crenças gregas populares, quando alguém morria, o espírito saía do corpo com forma de borboleta.

No Japão, a borboleta é o símbolo da gueixa e representa a figura feminina (mulher), visto que está associada à ligeireza, gentileza e graciosidade.

No mundo sino-vietnamita a borboleta exprime a longevidade ou está associada ao crisântemo. O crisântemo simboliza o outono, ou seja, a renovação, uma vez que no outono ocorre a queda das folhas.

Para os astecas e os maias, a borboleta simbolizava o deus do fogo Xiutecutli (conhecido também por Huehueteotl). Esse deus levava como emblema um peitoral chamado “borboleta de obsidiana”, o qual simbolizava a alma ou o sopro vital que escapa da boca de quem está morrendo.

A borboleta no meio das flores representa a alma do guerreiro morto no campo de batalha.

Os Balubas e os Luluas do Kasai, do Zaire central, também associam a borboleta com a alma. Para eles, o homem segue o ciclo da borboleta desde sua nascença até sua morte.

A infância está associada a uma pequena lagarta. Na maturidade, a uma grande lagarta e, à medida que vai envelhecendo, se transforma em uma crisálida. O casulo é o túmulo de onde sai a sua alma, cuja forma é uma borboleta.

Além disso, o seu túmulo seria associado ao casulo, de onde a alma sairá sob a forma de uma borboleta. Por fim, os iranianos e alguns povos turcos da Ásia central acreditam que os defuntos podem aparecer de noite na forma de borboleta.

Na mitologia irlandesa, a borboleta simboliza a alma liberta de seu invólucro carnal, da mesma maneira que na simbologia cristã.

O conto Corte de Etain narra a a história do Deus Miter que se casa pela segunda vez com a deusa Etain, e por ciúmes, sua primeira esposa, a transforma em uma poça de água. Após algum tempo, a poça dá vida a uma lagarta que se transforma em uma linda borboleta.

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