Categoria "acolhimento"
11 fev 2020

Bloco de carnaval de palhaços leva folia para hospitais de Minas Gerais

Foto: Carol Reis

Este ano são esperadas 5 milhões de pessoas para o carnaval em Belo Horizonte. Para garantir que pessoas hospitalizadas ou acolhidas em instituições aproveitem esta grande festa, o Instituto Hahaha leva a folia até elas. De 13 de fevereiro a 1 de março, os artistas palhaços promovem o Bloco Hahaha em 7 hospitais da Rede SUS, 1 Instituição de Longa Permanência para Idosos e 2 Unidades de Acolhimento Institucional de Minas Gerais.

O cortejo carnavalesco terá figurino com adereços da época, além de marchinhas e a famosa paródia anual criada pelos próprios artistas. Este ano, a música escolhida é a “Tudo OK”, de Thiaguinho MTr. O Instituto lançará nesta quinta-feira o clipe oficial da “Brota no Plantão”, uma versão com a participação especial dos idosos do Instituto Geriátrico Afonso Pena (IGAP). Há anos, as paródias tem extrapolado fronteiras físicas e conquistado o afeto de milhões de pessoas na grande avenida virtual das redes sociais, como o vídeo da paródia “Funk das Enfermeiras” que já teve mais de 17 milhões de visualizações.

A largada dos cortejos acontece em Ipatinga, no Vale do Aço, no dia 13 de fevereiro no Hospital Márcio Cunha, da Fundação São Francisco Xavier. Em seguida, em Belo Horizonte, os cortejos passarão pelos seguintes locais: Hospital Infantil João Paulo II e Hospital João XXIII – Rede Fhemig (14/02), Santa Casa BH e Instituto Geriátrico Afonso Pena (17/02), Hospital da Baleia e Casa dos Pequenos (18/02), Hospital Paulo de Tarso e Casa Tremedal (19/02), e Hospital das Clínicas – UFMG (20/02).

Para o Gestor de Criação e Manutenção Artísticas do Instituto, Eliseu Custódio, o Bloco Hahaha é uma forma de conectar as pessoas privadas de participar da folia com o que acontece fora dos ambientes de saúde e de acolhimento. “O ritmo do carnaval nestes ambientes impulsiona um movimento que é orgânico, o de festejar. Levar a energia do carnaval para esses espaços automaticamente já ativa a memória corporal do balanço, do gingado e da celebração”.

Chefe da unidade de Pediatria do Hospital das Clínicas-UFMG, Regina Celi Marques de Almeida, afirma que: “as ações em datas festivas são aguardadas com muito entusiasmo não só pelos pacientes, mas por toda comunidade hospitalar (servidores, acompanhantes, visitantes e equipe acadêmica). Duas palavras define este projeto: profissionalismo e doação. O que me chama mais atenção, é a aceitação do público. Momento mágico, que transforma a tristeza em Alegria”.

Instituto Hahaha. Novidades em 2020

Instituto Hahaha tem muitos motivos para fazer folia neste ano! Além da Residência Artística iniciada em Ipatinga, há um novo marco: a expansão das intervenções dos palhaços para as Unidades de Acolhimento Institucional (Uai’s) Casa dos Pequenos e Casa Tremedal, em Belo Horizonte. Desde janeiro, crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional recebem uma vez por semana a visita dos artistas palhaços.

O Bloco Hahaha é executado por meio do Ministério da Cidadania e Pátria Amada Brasil, da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, e do Fundo Municipal do Idoso, com o patrocínio da Drogaria Araujo, Cemig, Usiminas, ArcelorMittal, Viena Siderúrgica, Vaccinar, Abbott, Mater Dei, Uber, Magotteaux Brasil, Biohosp, Thermotelha e ThermJet, Hidropoços, e apoio de Lyon Engenharia, Instituto Usiminas e Fundação São Francisco Xavier.

Programação

13/02 – Hospital Márcio Cunha – Ipatinga – 9h30

14/02 – Hospital Infantil João Paulo II – 11h

14/02 – Hospital João XXIII – Rede Fhemig 10h

17/02 – Santa Casa BH – 10h

17/02 – Instituto Geriátrico Afonso Pena – 12h

18/02 – Hospital da Baleia – 10h

18/02 – Casa dos Pequenos – 14h30

19/02 – Hospital Paulo de Tarso – 10h

19/02 – Casa Tremedal – 17h

20/02 – Hospital das Clínicas UFMG – 10h

09 dez 2019

Domingo solidário: Movimento “Juntos pelo Heitor” mobiliza Sabará

O Movimento “Juntos pelo Heitor” está cada vez mais forte.  Heitor Junio de Pádua dos Santos, 3 anos, tem uma doença rara e precisa de medicamentos caros, além de uma dieta rica em cálcio. Com o objetivo de arrecadar dinheiro para garantir o tratamento do garotinho, domingo (8/12) foi  dia de ação, amor e solidariedade, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Amigos e familiares organizaram um evento solidário na Praça de Esportes da cidade. Os convidados tiveram a oportunidade de participar do Bingo Beneficente; comprar roupas, sapatos e acessórios no Bazar do Heitor e prestigiar as bandas: Fuzuê, Mistura Nossa e Swing do Tapa.    Os artistas da região também abraçaram a causa do garotinho.

“O meu filho pode ficar com os membros atrofiados e até mesmo não conseguir mais andar. Ele está perdendo precocemente os dentinhos. Heitor tem uma doença rara chamada hipofosfatasia alcalina baixa“, esclarece Adriana Fátima de Pádua, mãe do garotinho.

As doze ampolas importadas do medicamento Stresing (Astotase Alfa|), que podem oferecer mais qualidade de vida ao Heitor, custam cerca de cem mil reais por mês. A família não pode arcar com os custos; e o SUS não fornece o remédio pela rede pública de saúde. A solução foi acionar a Justiça, além de contar com o apoio dos amigos. “O processo já está nas mãos da juíza. Acreditamos na justiça. Acreditamos na solidariedade”, diz confiante a mãe do Heitor.

 

02 dez 2019

Unicef: mortalidade infantil tem redução histórica no Brasil

Imagem Google

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil São Paulo – com edição. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)  produziu um relatório que confere ao Brasil reconhecimento por ter melhorado, ao longo dos anos, índices como o da mortalidade, do trabalho infantil, além da exclusão escolar.

Conforme o Unicef, de 1990 a 2017 registrou-se “redução histórica” no total de mortes de crianças menores de um ano de idade. No período, a taxa nacional caiu de 47,1 para 13,4 a cada 1 mil nascidos vivos. Além disso, entre 1996 e 2017, 827 mil vidas foram salvas.

A queda nos índices de cobertura vacinal, adverte o Unicef, tem sido porta de entrada para doenças que eram, até recentemente, consideradas erradicadas, como o sarampo. “Em 2016, a mortalidade infantil subiu pela primeira vez em mais de 20 anos e ainda não voltou aos patamares de 2015, acendendo um sinal de alerta. No total, 42 mil crianças menores de 5 anos ainda morrem por ano no Brasil”, informa o fundo da ONU no relatório.

A representante do Unicef no Brasil, Florence Bauer, afirma que o país deve consolidar os avanços já conquistados até agora, voltando a atenção para a primeira infância e a adolescência. “Os indicadores, em sua maioria, são piores no Nordeste e no Norte do país. E piores entre as populações indígena, parda e negra”, diz.

Florence exemplifica seu argumento comentando que não basta manter escolas, mas também garantir que todos possam chegar a elas, em especial as crianças em situação de vulnerabilidade social. “Por isso é que é preciso que as políticas, mais do que nunca, tenham um enfoque de equidade, não sendo suficiente dar as mesmas oportunidades para todos. O que a gente precisa é de políticas que permitam que qualquer criança e adolescente tenha acesso a essas mesmas oportunidades. Por exemplo, não é suficiente que uma escola exista, porque tem uma parte da população que tem que ir atrás, não vai ter oportunidade de chegar.”

A mandatária comenta que a contribuição da convenção consiste em fortalecer a noção de que os direitos das crianças e dos adolescentes são “inegociáveis e indissociáveis”. Única instituição citada nominalmente no tratado, o Unicef, relata Florence, tem conclamado os presidentes dos países signatários a “reafirmar o compromisso” com os princípios ali colocados.

Índice de violência

A alta incidência de homicídios de adolescentes é outro ponto abordado no documento. O Unicef destaca que, entre 1990 e 2007, o total de ocorrências dessa natureza mais do que dobrou.

“De 1996 a 2017, 191 mil crianças e adolescentes de 10 a 19 anos foram vítimas de homicídio”, informam os autores do relatório, acrescentando que, a cada dia, em média, 32 meninas e meninos nessa faixa de idade são assassinados.

Nos municípios paulistas, somente na década encerrada em 2017, destaca o documento do Unicef, 8.200 crianças e jovens nessa faixa etária foram assassinados. A taxa chegou a ser de 9,7 homicídios por 100 mil habitantes, há dois anos.

Imigrantes e saúde mental

Para o Unicef, outro ponto que deve integrar a agenda das autoridades preocupadas com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes refere-se à acolhida de refugiados. Dos cerca de 200 mil venezuelanos que ingressaram no país até julho, 30% eram menores de idade.

O tema suicídio também figura no relatório do Unicef como uma das questões contemporâneas que requerem atenção. “Nos últimos 10 anos, os suicídios de crianças e adolescentes vêm aumentando no Brasil. Eles passaram de 714, em 2007, para 1.047, em 2017.

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