Categoria "acolhimento"
17 maio 2019

Aprenda a cuidar de recém-nascidos e crianças na Santa Casa de BH

Arquivado em acolhimento, cursos

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Estão abertas as inscrições para o curso de Cuidador de Recém-nascidos e Crianças, oferecido pela Santa Casa BH Ensino e Pesquisa. A capacitação tem início em 15 de junho e prepara os alunos para aplicação de cuidados específicos em cada fase do desenvolvimento da criança, além de apresentar as situações emergenciais e possíveis intercorrências no processo de cuidar, com reconhecimento dos sinais de danos, riscos e gravidade. O requisito para participar é ter idade a partir de 18 anos. O curso tem 40 horas de duração (5 sábados, das 8 às 17 horas). O investimento é de R$ 80 (matrícula) e duas parcelas de R$ 135. As inscrições devem ser feitas no site santacasabh.org.br/ver/iep. Informações: (31) 3238-8704 | (31) 3238-8601 | (31) 3238-8672

12 abr 2019

Clínica-Escola de Estética e Cosmética oferece estética inclusiva à comunidade por valores simbólicos

Divulgação

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Sentir-se bem esteticamente é fundamental para o bem-estar. Estar feliz com a aparência reflete positivamente no físico e no emocional e é fundamental para a qualidade de vida. Essas são as diretrizes da Clínica-Escola de Estética e Cosmética da Newton  que, a partir de 15/04, ficará ainda melhor, com a oferta de mais serviços, novos e modernos equipamentos, tecnologias de tratamento avançadas e um ambiente de estética inclusiva. Ou seja, todos os tratamentos faciais e corporais já oferecidos à comunidade por valores simbólicos, agora poderão ser usufruídos com total conforto também por pessoas com dificuldades de locomoção e outras necessidades. “O setor de beleza e estética é um dos que mais cresce no Brasil, mas é preciso pensar na prestação de serviços estéticos acessíveis a todos”, justifica Izabela Teixeira Dias, coordenadora do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da Newton Paiva.

Totalmente reformada e adaptada em termos de acessibilidade, a Clínica- Escola de Estética e Cosmética da Newton investiu em aparelhos para tratamento de dermatoses e rejuvenescimento da pele (Fototerapia) e para tratamentos de celulite (Cellutec). Outra novidade é o serviço de Tricologia, para tratar da saúde dos cabelos e de casos de alopécias e dermatites seborreicas, por exemplo.

“A ampliação da Clínica de Estética e Cosmética faz parte da constante busca da Newton por inovação e traz a possibilidade de atendermos mais pessoas e, assim, promover uma estética inclusiva. O objetivo é contribuir para que as pessoas se sintam bem, tenham autoestima, em um espaço pensado para atender diversos tipos de públicos com necessidades especiais, como cadeirantes e obesos, com equipamentos adequados”, ressalta a coordenadora.

Serviço – Clínica-Escola de Estética e Cosmética Newton

Serviços: limpeza de pele, peeling de diamante, hidratação, revitalização, radiofrequência, design de sobrancelhas, drenagem linfática, massagem relaxante, massagem modeladora, reflexologia (massagem nos pés), Manthus, endermologia, drenagem pós-operatório e tricologia.

Preços: os atendimentos têm valores entre R$ 10,00 e R$ 30,00

Agendamento prévio: (31) 3516.2644 / (31) 3516.2669.

Endereço: Av. Silva Lobo 1718 – Nova Granada

18 mar 2019

As novas tecnologias ajudam no tratamento, mas não substituem a presença do profissional de saúde

saúdeA comunicação é a capacidade que o homem tem de comungar idéias, sonhos, projetos de vida e experiências culturais. São conjugações e construções de sentidos, por meio do diálogo, o principal reconhecedor e legitimador do outro na convivência. A compreensão da comunicação como dialógica é, sem dúvida, um dos modelos mais influentes da comunicação, que remonta à filosofia grega de Platão e Sócrates. É por meio do diálogo, que o cidadão conquista a capacidade de intervir nos processos da natureza e sua historicidade.

No entanto, os artefatos tecnológicos, como celulares, redes sociais, aplicativos e outras tantas possibilidades de mediação de sentidos, alteraram, significativamente, as distâncias geográficas e temporais e, consequentemente, as formas de interação social. O que significa dizer que as nossas experiências estão cada vez mais mediadas pelos inventos tecnológicos. Nesse sentido, o principal impacto da contemporaneidade na comunicação é uma grande valorização dos meios tecnológicos e uma pouca reflexão sobre os sentidos tecnológicos.

Diante de uma valorização excessiva das mediações tecnológicas e das urgências nas relações sociais e interpessoais, a comunicação perde algumas características fundamentais: a capacidade de ouvir e aceitar o outro na sua complexidade. Em se tratando de saúde, o atual cenário é ainda mais preocupante, já que a comunicação entre o profissional de saúde e o paciente se afirma como elemento essencial na sua promoção. O acolhimento, a escuta, o afeto, a cooperação e conversa operam criando um modo próprio de governar os processos terapêuticos, de estabelecer espaços de negociação, possibilitando a troca de conhecimentos.

Quando voltamos um pouquinho no tempo, temos a sensação que a relação entre o médico, o paciente e os seus familiares tinha bases mais sólidas, contribuindo para o sucesso do tratamento oferecido pelo profissional. Infelizmente, aquele médico da família, que acompanhava todos os seus integrantes ao longo da vida, não existe mais. Talvez alguns poucos profissionais, com bases na linha mais tradicional da medicina, ainda consigam estabelecer relações afetivas duradouras com seus pacientes.

Uma das hipótese para o “esfriamento” da relação médico-paciente seja o avanço dos artefatos tecnológicos, que proporciona notáveis benefícios ao diagnóstico precoce de várias doenças, salvando vidas. No entanto, ao mesmo tempo, as máquinas que promovem o prolongamento da vida distanciam as relações entre profissionais de saúde e pacientes ávidos por uma atenção diferenciada. Outra hipótese muito presente no meio acadêmico é o foco na especialização médica, subtraindo a correlação entre as partes e a totalidade.

Segundo o autor do livro “Câncer no reto: meu paciente e eu”, Geraldo Magela Gomes da Cruz, a relação médico-paciente é movida por amor. Por isso, a necessidade do contato físico e o aperfeiçoamento das técnicas de comunicação com foco no atendimento médico. Ele relata que nas décadas de 60 e 70 os cânceres retais eram operados sem muitos recursos tecnológicos. Diagnosticado o tumor, o paciente era submetido a uma cirurgia altamente mutiladora. As consequências eram: impotência sexual e incontinência urinária. “Como tudo era empírico, as mentiras ficavam soltas: “a colostomia vai ser revertida quando seus eosinófilos atingissem 50% no sangue circulante”, dentre outras tantas. Hoje, com o Google, isto não seria possível. O paciente, hoje em dia, não suporta esperar por uma resposta do médico. Ele quer uma resposta para suas dúvidas ou alívio para sua dor agora!”, esclarece o autor.

O coloproctologista Geraldo Magela alerta que “perdemos a noção de tempo e de espaço: todos estamos ligados instantaneamente e independentemente de onde estejamos. Parece que o médico está presente e disponível o tempo todo! Por isso, é importante aprimorar e saber usar os métodos de comunicação, se não vai estar fadado a permanecer desatualizado e alheio às tendências”.

Ainda segundo o autor do livro “Câncer no reto: meu paciente e eu”, as novas tecnologias, como por exemplo as redes sociais, ajudam no exercício das atividades médicas, mas nada substitui a presença física do profissional. “A rede social vai facilitar a relação, em tempo (imediatamente) e espaço (seja lá onde o médico estiver). O paciente que está com dor não pode esperar um médico atender um telefone fixo 3 ou 4 horas depois, é preciso que ele atenda o Whatsapp ou SMS e na hora dê uma solução, orientação”, finaliza.

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