Categoria "adolescente"
29 jul 2019

Ministério Público do Trabalho lança plataforma com informações sobre trabalho infantil

Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil Brasília

O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançou, no último dia 25/07, em cooperação com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Observatório da Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil. Pela plataforma, de formato digital, será possível acessar informações detalhadas sobre o assunto, como o total de crianças e adolescentes vítimas de acidentes de trabalho. O projeto foi concebido no âmbito da iniciativa SmartLab de Trabalho Decente, que opera por meio de um laboratório multidisciplinar de gestão do conhecimento, com foco na promoção do trabalho decente no Brasil.

A ferramenta permitirá consultas com diferentes configurações. Para se filtrar a pesquisa, poderão, por exemplo, ser aplicados filtros de área geográfica, faixa etária e ramo de trabalho.

O observatório tem como base repositórios públicos e oficiais, que integram o Sistema Estatístico Nacional. Nele constam resultados de levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das áreas de educação, saúde, trabalho, Previdência Social, Justiça e assistência e desenvolvimento social.

A procuradora do Trabalho Patrícia Sanfelici disse que o observatório “desvenda os números” referentes ao trabalho infantil e, mais, “atribui sentido a eles”. Desse modo, ainda segundo a procuradora, facilitará a compreensão dos dados às pessoas que irão utilizá-lo.

A plataforma levou mais de dois anos para ficar pronta e usa, para uma melhor visualização das informações, o storytelling, termo em inglês que se refere ao conjunto de recursos de narração de histórias.

“O observatório tem um grande feito, que é reunir todos os dados que já existem e já estão à disposição, porém esparsos e, por vezes, não estão postos de um modo tão facilmente assimilável”, explicou Patrícia Sanfelici, que também comanda a Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente do MPT.

Invisibilidade de vítimas

De acordo com Sanfelici, o levantamento de dados concretos sobre o tema enfrenta dificuldades em função da pobreza estrutural e racismo. Frequentemente, disse, a fiscalização também esbarra em obstáculos ao tentar apurar casos envolvendo o espaço doméstico. Isso, segundo a procuradora, também contribui para a subnotificação.

“É inegável que avançamos muito nos últimos anos, diria desde os anos 1980. Da década de 1990 até hoje, tivemos um avanço muito considerável na identificação e no combate ao trabalho infantil, tanto que houve uma redução no número de crianças e adolescentes em situação de trabalho. Porém, nós temos, sim, muitas arestas a aparar, temos, sim, que melhorar muito nossas compilações de dados. E o observatório é, justamente, um instrumento que trabalha nesse sentido”, disse.

Ela salientou que o observatório deve, inclusive, aprimorar o trabalho das equipes, cada uma dentro de suas competências. “A gente se depara com incongruências nas identificações de trabalho infantil. Uma criança acidentada não tem, às vezes, naquele acidente, o reconhecimento de que era por trabalho. Isso é algo que se pode procurar melhor, fazendo uma aproximação com os protocolos de atendimento de crianças e adolescentes, para que possam considerar a possibilidade de ser um acidente de trabalho”, exemplifica.

Estatísticas
De acordo com o MPT, entre 2007 e 2018, foram notificados 300 mil acidentes de trabalho entre crianças e adolescentes até os 17 anos. No mesmo período, ocorreram 42 óbitos decorrentes de acidentes laborais na faixa etária dos 14 e 17 anos.

Em 2017, cerca de 588 mil crianças com menos de 14 anos trabalhavam em atividades agropecuárias e 480 mil estudantes do 5º e 9º anos do ensino fundamental declararam trabalhar fora de casa. Além disso, entre 2017 e 2018, foram identificados 2.487 pontos como vulneráveis à exploração sexual comercial de crianças e adolescentes nas rodovias e estradas federais.

O MPT destaca que o trabalho infantil e o trabalho escravo são “fenômenos complexos e inter-relacionados”. Informações da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério da Economia, indicam que do total de vítimas de trabalho escravo resgatadas entre 2003 e 2018, 937 eram crianças e adolescentes.

19 jul 2019

Café: a bebida que transforma vidas

Movidos pela paixão, os amantes do café dizem que toda hora é hora de tomar um cafezinho. E os brasileiros são os maiores consumidores: tomamos, em média, 839 xícaras por ano, o que resulta, em aproximadamente, 33,5 litros por pessoa, segundo dados da Euromonitor International.

Aroma, sabor, doçura, acidez são algumas características que dão harmonia para o paladar e olfato. Segundo os parâmetros da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), esses fatores sensoriais devem ser qualidades notáveis. Para chegar a esta categoria, há a Metodologia de Avaliação Sensorial, daSpecialty Coffee Association (SCA). Com nota máxima de 100 pontos, as bebidas especiais devem ter de alcançar, no mínimo, os 80 pontos.

Apreciador e produtor de café, Almir Moreira, mais conhecido como Miro, é proprietário do Sítio Adelaide, que fica em São Bento, município de Carangola, na Zona da Mata mineira. Produtor de café há muitos anos, naquela região, Miro que sempre foi um empreendedor, há dois anos decidiu se especializar em café especial: o café Tutty. “Entrar nesse mercado sempre foi o meu sonho. Comecei a fazer cursos de técnicas de manejo na lavoura e principalmente os cuidados na colheita, que é feita de forma manual e seletiva”, explica.

De acordo com Miro, para chegar à categoria especial, as colheitas dos grãos têm que ser 100% maduros, levados para terreiros suspensos e o cuidado com a higiene do local é fundamental. “A pontuação do primeiro lote do café Tutty chegou na marca de 87.7. Meu objetivo é chegar a nota máxima”, diz orgulhoso.

Jovens baristas

O projeto social Jovens Baristas foi criado em março de 2019 e tem como foco capacitar jovens discriminados pela sociedade por conta de fatores sociais, culturais e questões de gênero, na faixa etária de 17 a 27 anos, a profissão de Barista.

Mas o que é um barista? Barista é o profissional especializado em cafés de alta qualidade. Também trabalha criando novas bebidas baseadas em café, utilizando-se de licores, cremes, bebidas alcoólicas, leite, entre outros

Entrevista com Kívian Monique Moreira, idealizadora do projeto.

Qual a duração do curso?

O curso tem 4 meses de duração.

O que eles aprendem no curso?

No conteúdo, nós passamos tudo o que é necessário para ser um profissional completo. Para que isso aconteça, nós contamos com a participação de vários profissionais – que atuam na área do café: plantação, cultivo, preparo da bebida, torra, empreendedorismos, atendimento ao cliente, regras da vigilância sanitária, comportamento em ambiente de trabalho, entre outras coisas que são necessárias para dar o máximo de conhecimento aos nossos alunos.

Qual a importância do curso?

Com o crescimento do consumo do café especial, o mercado de trabalho tem buscado, a cada dia, mais profissionais especializados neste produto. O projeto “Associação Jovens Barista” busca preparar os jovens desfavorecidos para atender a demanda do mercado:

*Brewing ( Coado )
*Barismo

*Bebidas e drinks a base de Café

*Latte Art
*Torra
*Degustação e Classificação

*Empreendimento

*Mercado de Trabalho

Qual o início da próxima turma?

As inscrições serão abertas e Novembro/2019

Quais os critérios de seleção?

Ter de 17 a 27 anos de idade

Sofrer algum tipo de discriminação social

Ser de Belo Horizonte ou Região metropolitana

Renda máxima de até 2 salários mínimo

A seleção é feita após um estuda de necessidades, temos um numero pequeno de vagas.

Contato: Kívian (31) 9752 62016

19 mar 2019

Saiba como desmistificar o aparecimento da “Momo” nos vídeos infantis de internet

momo

Por Adriano Teles, analista de TI, pai do Arthur e da Helena

Bom, todo mundo falando da Momo, mais uma vez… É, essa parada é sinistra mesmo.  Mas tecnologia é isso aí, infelizmente. Só tenho uma dica: se não pode ficar perto, não deixe usar.  E, por isso, continuo com a minha máxima: não consigo encontrar NENHUM motivo pra uma criança (de até 10 anos) ter um celular. Ninguém consegue me dar uma justificativa plausível. Mas cada um é cada um. Cuidem das suas crianças!

Bom, vamos lá:

Avaliando calmamente (e tecnicamente), tudo isso soa bem fake pra estar na plataforma sim. Sei que existe um tanto de gente má, travestida de doido, pedófilo, psicopata e tudo mais nesse mundo virtual. Sei também que existem bugs que podem ser usados pra substituir um vídeo pelo outro mas isso, pela própria plataforma, é tratado como um vírus e excluído quase que instantaneamente.  Além disso, existem as denúncias que são tratadas por pessoas e não pelos robôs.

Hoje em dia é muito fácil mesmo criar boatos para assustar tudo mundo, principalmente pais e mães. Mas digo, esse caso é um pânico coletivo, gerado por mentiras. Isso nos deixa com vontade de proteger cada vez mais as crianças, deixá-las dentro de uma redoma, se possível. Mas a gente não vai (e não deve) proteger de tudo, o tempo tudo. Aliás, isso não ajuda em muita coisa. Só torna a criança mais frágil, medrosa e sem possibilidades de tomar suas próprias decisões. Temos que ensinar elas à reconhecer riscos, avaliar, e se proteger sozinhas e, quando não der (ou não conseguirem) devem nos procurar.

Umas dicas sérias:
* Tenha conversas regulares com o(s) seu(s) filho(s) – conscientize-os sobre como estar seguro online – e entrem em um acordo sobre quais sites são apropriados para eles e garantir que entendam o raciocínio por trás disso. Eles também precisam saber que podem – e devem – confiar em um adulto se notarem alguma coisa perturbadora enquanto estiverem online;

* Certifique-se de que seu filho entenda que ele não deve “fazer amizade” com alguém online que não conhece na vida real ou adicionar números desconhecidos a seus contatos – as pessoas online nem sempre são honestas sobre quem são e o que querem;

* Ativar configurações de segurança – configurações como a reprodução automática devem ser desativadas e os controles parentais podem ser instalados para ajudar a evitar que as crianças visualizem conteúdo impróprio;

* Faça uso de recursos, como mudo, bloqueio e relatório – isso os protegerá de muitos conteúdos nocivos;

* Nunca compartilhe informações pessoais, como números de telefone, endereços, etc, com pessoas que você não conhece.

Com isso, digo que, devemos sim redobrar nossa atenção nesse mundo vil, mas também temos que fazer nosso “dever de casa” filtrando verdades de mentiras. Tirar nosso medo da frente dos olhos e pesquisar muito sobre tudo. É nosso dever e obrigação. Esse “trabalho” veio junto do nascimento das crianças. Sei que as informações sobre a Momo são perturbadoras, mas é isso que enfrentaremos por anos à fio nessa geração.

Mas e então, como lidar com Momo?

1. Pergunte para seu filho se ele já viu o Momo em algum vídeo. Como ele se sentiu? O que achou?

2. Fale a verdade. Conte para ele que o Momo é uma escultura chamada “Mãe Pássaro” e que não é REAL.

3. Reforce que o Momo não existe. Que ele não tem vida, o que existem são pessoas que querem assustar os outros. Deixe seu filho seguro de que os vídeos NÃO são reais.

4. Explique que não existe possibilidade do Momo (ou das pessoas que fazem o vídeo) saberem quem ele é, onde ele mora ou quem são as pessoas da sua família. REFORCE ISSO!

5. Acolha e dê segurança ao seu filho. Peça para que cada vez que alguém o assuste ou fale sobre o Momo com ele, que ele conte para você. Assim, você o ajudará a enfrentar e superar qualquer medo.

6. Jamais deixe sua criança assistir vídeos sem supervisão. A internet se tornou um lugar sem limites, por isso cabe aos pais dar esse limite.

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