Categoria "Alimentação e Nutrição"
30 out 2019

Molho de tomate caseiro ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer

Você sabia que o molho de tomate caseiro é uma receita antioxidante e anticancerígena que reforça a vitalidade do nosso organismo? Hummmmm! Além dos benefícios para a saúde, o preparo é perfeito para incrementar  macarrão e pizza.  Difícil alguém não gostar. Na minha casa, não pode faltar uns pacotes de molhos de tomates de uma marca preferida, mas agora resolvi apostar também nos métodos mais naturais e saudáveis.

Como adoro inventar, coloquei alguns ingredientes de peso da receita: alho, manjericão, azeite virgem, urucum, páprica picante e tempero com ervas finas. Graças aos temperos e aos diferentes ingredientes que adicionamos, podemos potencializar os benefícios do molho de tomate caseiro.

Para fazer um pote (imagem), gastei 4 tomates grandes sem sementes; uma colher de chá de urucum; uma colher de café de páprica picante; uma colher de sobremesa de alho triturado; folhas frescas de manjericão e azeite virgem de boa qualidade. Diferente de algumas receitas que encontrei na internet, prefiro tomates com pele e sem sementes (coloco na água e levo ao fogo por alguns minutos até praticamente derreterem). Coloco os ingredientes, logo após os tomates amassados, em uma panela com alho azeite e deixo ferver por alguns minutinhos. Pessoal, não sou cozinheira profissional. É apenas uma dica que agrada o meu paladar e ajuda a manter a saúde da minha família.

Confira os benefícios de cada ingrediente:  

Tomate. Protege o organismo de infecções bacterianas, assim como problemas digestivos e pulmonares, além de reduzir vários tipos de câncer.

Urucum. Reduz o colesterol ruim LDL sem alterar o colesterol bom HDL. Além de todos os benefícios a semente de Urucum mantém o metabolismo acelerado e facilita a perda de peso.

Páprica.  Auxilia na redução de marcas de expressão, manchas da idade, rugas, flacidez e melhora a aparência da pele.

Azeite.  Ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares, protege contra alguns tipos de câncer.  É rico em ácidos graxos monoinsaturados, principalmente o oleico (ômega-9), que possuem propriedades de reduzir concentrações sanguíneas de LDL (ou “mau” colesterol) e aumentar o HDL (“bom” colesterol).

Alho. É conhecido alimento medicinal, além de ser um tempero muito utilizado na culinária para potencializar o sabor. São vários os benefícios:  melhora a circulação e a saúde cardiovascular; depura o organismo de toxinas; protege diante dos radicais livres; aumenta as defesas; proporciona vitalidade; previne as doenças neurodegenerativas e o câncer.

Manjericão. É uma planta medicinal aromática deliciosa que ajuda no sono e no alívio da ansiedade. As propriedades são muitas: antiespasmódica, digestiva, vermífuga, antibacteriana, fungicida, inseticida, adstringente, cicatrizante, febrífugo, estimulante, anti-emético, anti-tussígeno e anti-inflamatória.

23 out 2019

Você já ofereceu comida caseira para o seu filho de 4 patas?

Meu filhote de 4 patas. O nome dele é Sol

Como muitos leitores do Blog Saúde do Meio já sabem, eu sou vegetariana há 7 anos e tento manter uma postura equilibrada sobre o assunto. Foi uma decisão consciente com bases na minha jornada espiritual de longos anos. Por isso, não tento impor as minhas preferências alimentares, nem mesmo para o meu filho adolescente. Ele consome carne e outras proteínas de origem animal. É claro que o meu doguinho chamado Sol também não está na lista dos vegetarianos da família.

No entanto, lá em casa, procuro oferecer uma comidinha caseira balanceada feita com muito amor para todos. Até o meu filho de quatro patas é beneficiado, principalmente porque ele desde pequenino apresenta problemas intestinais.  É um sufoco. Já tentei trocar de ração várias vezes, mas o problema persiste. Até que eu ofereci angu sem sal (nem temperos) com um pouco de sardinha. Sol amou a novidade. Foi um milagre.  No outro dia, as fezes estavam mais endurecidas. Desde então, procuro incluir no cardápio uma comidinha caseira.

Conversei com a médica veterinária nefrologista, Juliana Baldassarri Bizzarri, sobre os cuidados na hora de optar pela comida caseira. Veja:

Adriana Santos:  É possível uma alimentação caseira para cães, sem perda de nutrientes?

Juliana B. Bizzarri: A alimentação caseira é viável sim, principalmente para animais com restrições na dieta, mas sempre deve ser feita de acordo com a orientação do médico veterinário

Alimentação caseira ou ração?

Eu particularmente prefiro a ração, por sua praticidade e especificações para algumas raças e doenças específicas

Quais os benefícios da ração?

A ração é um alimento balanceado e específico para cada espécie e manutenção da saúde dos animais

Quais os benefícios da alimentação caseira?

A alimentação caseira é excelente para alguns animais que tem restrições alimentares como doenças e alergias, mas ela deve ser muito bem elaborada levando em conta a individualidade de cada indivíduo

Quais os alimentos proibidos para cães?

Cebola, alho, frutas cítricas, uva, carambola e abacate, principalmente

Quais os cuidados na hora de preparar a comida caseira para os cães?

Principalmente seguir as orientações do veterinário e suplementar adequadamente para cada indivíduo

Um cão pode ser “vegetariano”?

Os cães são animais onívoros, isso significa que eles necessitam da proteína de origem animal para garantir alguns nutrientes essenciais para boa saúde do organismo

Quem alimenta os cães com comida caseira, precisa oferecer suplementos de vitaminas aos animais?

A alimentação caseira deve ser sempre suplementadas com suplementos específicos para cada um de acordo com as necessidades de cada indivíduo

Considerações finais

Alimentação natural está em alta e na moda, mas pode ser perigoso para a saúde do cão se não for muito bem orientada pelo médico veterinário.

22 out 2019

Unicef: 1 a cada 3 crianças menores de 5 anos não cresce adequadamente

Imagem ilustrativa

Por Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil Montevidéu. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou um novo relatório dedicado à saúde alimentar e à nutrição das crianças em todo o mundo. O documento Situação Mundial da Infância 2019: Crianças, alimentação e nutrição traz dados preocupantes, como por exemplo, que há 250 milhões de crianças sofrendo de desnutrição ou sobrepeso no mundo.

Dados de 2018 do Unicef mostram que 149 milhões de crianças menores de 5 anos sofrem de déficit de crescimento ou estão muito baixas para a idade. E 50 milhões delas estão com baixo peso para a sua altura.

Além disso, metade das crianças com menos de 5 anos (340 milhões) sofrem de fome oculta, caracterizada pela falta de nutrientes essenciais, como vitamina A e ferro, o que prejudica a capacidade de crescerem e desenvolverem todo o seu potencial. O levantamento também aponta que 40 milhões delas estão obesas ou com sobrepeso.

Atualmente, a má alimentação é o principal fator de risco para doenças. Uma dieta pobre em nutrientes mas alta em calorias é a realidade de milhões de pessoas em todo o mundo e afeta, principalmente, as populações mais pobres. De acordo com as Nações Unidas, é preciso que as crianças tenham acesso a alimentos nutritivos, seguros, acessíveis e sustentáveis.

Dados Mundiais

Entre 2000 e 2016, a proporção de crianças de 5 a 19 anos com excesso de peso aumentou de 10% para quase 20%. O sobrepeso pode levar ao aparecimento precoce de diabetes tipo 2 e depressão.

O número de crianças com crescimento atrofiado diminuiu em todas as regiões, exceto na África, enquanto o número de crianças com excesso de peso aumentou em todas as regiões, incluindo a África.

Nas áreas rurais e entre as famílias mais pobres, apenas uma em cada 5 crianças de até 2 anos de idade recebe o mínimo de nutrientes para um desenvolvimento cerebral adequado. Cerca de 45% das crianças entre 6 meses e 2 anos não consomem frutas ou legumes e 60% não consomem ovos, leite, peixe ou carne.

Apenas 40% das crianças com menos de 6 meses são alimentadas exclusivamente com leite materno. A amamentação pode salvar a vida de 820 mil crianças por ano ao redor do planeta.

Um número crescente de bebês é alimentado com fórmulas infantis. As vendas de fórmula à base de leite cresceram 72% entre 2008 e 2013 em países de renda média-alta, como Brasil, China e Turquia, em grande parte devido a propagandas inadequadas e políticas ineficientes para estimular e apoiar a amamentação.

Muitos adolescentes consomem regularmente alimentos processados: 42% bebem refrigerante pelo menos uma vez por dia e 46% consomem fast food pelo menos uma vez por semana. Essas taxas sobem para 62% e 49%, respectivamente, para adolescentes em países de renda alta.

Brasil

De acordo com o Unicef, o Brasil reduziu a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos de 19%, em 1990, para 7%, em 2006. No entanto, ainda é um sério problema para indígenas, quilombolas e ribeirinhos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, a prevalência de desnutrição crônica entre crianças indígenas menores de 5 anos era de 28,6%. Os números variam entre etnias, alcançando 79,3% das crianças ianomâmis.

No Brasil, o consumo de alimentos ultraprocessados (com baixo valor nutricional e ricos em gorduras, sódio e açúcares) vem crescendo, assim como as taxas de sobrepeso e obesidade. Uma em cada três crianças de 5 a 9 anos possui excesso de peso. Entre os adolescentes, 17% estão com sobrepeso e 8,4% são obesos.

Na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de crianças menores de 5 anos têm desnutrição crônica (baixo crescimento para a idade), 0,7 milhão têm desnutrição aguda (baixo peso para a altura) e 4 milhões têm excesso de peso, incluindo obesidade.

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