Categoria "Beleza"
28 abr 2021

Como reaproveitar embalagens plásticas para shampoo

Imagem: Adriana Santos

Em tempos de pandemia e de recursos escassos, nada melhor do que economizar. Todos agradecem: a nossa família e o planeta Terra. No entanto, tudo é uma questão de hábito. Mudar comportamentos não é tão fácil assim, mas faz muito bem. Você já leu o livro “O poder do hábito” de Charles Duhigg? Vale a pena. Ele escreve justamente sobre os benefícios de agir diferente. É divertido, acredite!

Imagem: Adriana Santos

Então, que tal pensar sustentável? Mas o que é isso? Na verdade é um estilo de vida que ajuda a poluir menos o planeta. São várias atitudes que só dependem da nossa criatividade e boa vontade. Aproveitar as embalagens vazias para shampoo e comprar refis podem ajudar muito no orçamento doméstico. Podemos usar as embalagens, por exemplo, para guardar produtos fracionados ou sabonetes líquidos. Outra dica é armazenar álcool em gel nas embalagens e colocar em pontos estratégicos da casa.

Gosto muito de comprar os produtos da marca Shalon Line, além de veganos e baratos, os rótulos são fáceis de ser removidos. É uma maravilha. As embalagens são simples e as cores me agradam. As embalagens da marca Seda também são super práticas. Indico as duas, porque, realmente, os frascos plásticos são bem versáteis na hora do aproveitamento.

Depois de bem higienizadas, aproveito algumas embalagens para fracionar álcool em gel com umas gotinhas de óleo essencial e, também, armazenar os shampoos da Natura que vêm dentro de refis. Gosto muito de consumir os produtos Natura, além da marca não testar em animais, 90% das fórmulas dos produtos são feitos com ingredientes naturais e, portanto, renováveis.

Outras embalagens utilizo para guardar produtinhos caseiros que preparo para hidratar os cabelos, como hidratação com babosa. É sempre bom lembrar, que as embalagens de cosméticos não devem armazenar alimentos.

27 abr 2021

Salve Ralph ganha a simpatia dos brasileiros

Divulgação

É impossível ficar indiferente com o vídeo do Ralph, o coelho porta-voz da campanha global para proibir os testes de cosméticos em animais. #SaveRalph​​​ é um curta-metragem de animação em stop-motion produzido pela Humane Society International. Na animação, Ralph relata a própria histórica como “cobaia” em um laboratório da indústria de cosméticos. Taika Waititi, ganhador do Oscar, empresta sua voz a esse personagem, que no Brasil ganha vida pela dublagem de Rodrigo Santoro.

A campanha #SaveRalph​​ da HSI aborda a crueldade dos testes em animais, usando a história de um coelho amável e com marcas visíveis dos maus-tratos, para trazer à tona a situação de incontáveis ​​coelhos e outros animais nos laboratórios em todo o mundo.

O vídeo tem provocado muitas citações e reflexões, em especial por parte dos jovens, nas redes sociais no Brasil e no mundo. Li muitos relatos de meninas e meninos conferindo as embalagens dos cosméticos para identificar as marcas que não testam em animais.

12 mar 2021

Feiura e beleza: Quem ama o feio, bonito lhe parece?

A dica “Saúde & Literatura” de hoje é um passeio histórico em torno de dois aspectos que movem artes, desde a antiguidade clássica até a atualidade, e, consequentemente, influenciam toda estética social: beleza e feiura. Afinal, o que é beleza? O que é feiura? Gosto se discute? O que é arte? O que é estética?

“Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental” (Vinícius de Moraes)

“Quem ama o feio, bonito lhe parece” (Provérbio popular)

“A beleza está nos olhos de quem vê” (Provérbio popular)

Para mergulhar fundo nas águas profundas de dois conceitos  filosóficos que mexem com as nossas emoções, nada melhor do que dois livros maravilhosos do escritor, filósofo, professor e semiólogo,  Umberto Eco.

No último dia 19 de fevereiro, completaram-se cinco anos desde a morte do autor das obras: História da Feiura e História da Beleza. Os livros buscam testemunhos teóricos capazes de delimitar o gosto de determinada época.

Depois de registrar, o curso do belo na civilização ocidental, no livro História da beleza, Umberto Eco se volta para a feiura e nos faz refletir sobre os padrões estéticos que influenciam o surgimento das culturas. Para um ocidental, por exemplo, uma máscara ritual africana pode causar estranhamento, repulsa, terror, ao passo que para o nativo pode representar uma divindade benévola.

Nos quinze capítulos do livro “História da Feiura”, Umberto Eco reflete sobre as diversas transformações do conceito de feiura, em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a política e a economia.

Entre demônios, loucos e deformidades, descobre-se uma veia iconográfica rica e curiosa. As ilustrações do livro são sensacionais e ajudam no entendimento de cada conceito.

Beleza deve ser analisada ou sentida?  O que é beleza? Umberto Eco propõe essas indagações em História da beleza, evitando ideias preconcebidas em torno do belo e do ponto de vista limitante de uma determinada cultura.  Até o feio, o cruel e o demoníaco merecem considerações importantes do autor, no sentido de ancorar argumentos teóricos e conceituais do belo, desde a antiguidade clássica.

O livro “História da Beleza” conta com 17 capítulos, dos quais escreveu nove (os outros são de autoria do escritor italiano Girolamo de Michele). A linguagem é original, inteligente e comparativa, afinal Umberto Eco é um amante das palavras.

Pra discutir conceito tão complexo, Eco investiga as múltiplas ideias de Beleza expressadas e discutidas da Grécia antiga até hoje, traçando paralelos curiosos, como, por exemplo, entre a nudez da Vênus de Millo, do século II A.C., com a da modelo Monica Bellucci, num calendário da Pirelli; ou entre o corpo atlético do Apolo do Belvedere, exibido no Musei Vaticani, em Roma, e os bíceps anabolizados de Arnold Schwarzenegger no filme Comando.

Sensacional!!!

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