Categoria "Cidade"
22 mar 2021

Acordo visa proteção de dados do consumidor no Brasil

Arquivado em Cidade, Comportamento

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Se Por: Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil – Brasília. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) assinaram hoje (22) um acordo de cooperação técnica que tem por objetivo proteger os dados do consumidor no Brasil. Por meio desse acordo, as duas entidades pretendem alinhar esforços e reforçar as fiscalizações, de forma a evitar incidentes como o vazamento indesejado de dados, como os que têm ocorrido no país.

“Tanto a ANPD quanto a Senacon buscarão a uniformização de entendimentos e uma atuação coordenada no endereçamento de reclamações de consumidores. A atuação conjunta é especialmente importante nos casos relacionados a incidentes de segurança envolvendo dados pessoais de consumidores”, informa a Senacon.

Na semana passada, a Operação Deepwater, da Polícia Federal, prendeu em Uberlândia um suspeito de ser o responsável pelo maior vazamento de dados do Brasil. As investigações apuraram que, em janeiro, por meio da internet, inúmeros dados sigilosos de pessoas físicas e jurídicas – tais como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e Cadastro de Pessoas Jurídicas (CNPJ), nome completo e endereço – foram ilicitamente disponibilizados.

Segundo a PF, foram colocados à venda, em fóruns na internet, mais de 223 milhões de CPFs, além de informações detalhadas como nomes, endereços, renda, imposto de renda, fotos, beneficiários do Bolsa Família e scores (pontuação) de crédito.

Durante a cerimônia de assinatura do acordo entre Senacon e ANPD, a secretária Nacional do Consumidor, Juliana Oliveira Domingues, ressaltou que o trabalho conjunto fortalecerá as plataformas de sua secretaria. Além de representar “um compromisso com a sociedade, para formular políticas públicas para fortalecer a atividade na ponta”.

O presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves, lembrou que sua entidade foi criada há apenas 4 meses e que o evento de hoje representa um acordo que será “um marco para o Brasil”, em prol do consumidor. “A ANDP não tem espírito punitivo, mas de educação e de mudança de cultura, para mostrar às empresas que o respeito aos dados do consumidor é muito importante”, disse ao defender a inclusão de outras instituições nessa rede de proteção de dados.

Edição: Fernando Fraga

18 mar 2021

Zé Gotinha: Exemplo de comunicação em saúde pública no Brasil

Zé Gotinha já é um “balzaquiano. Como amo o Zé! São 35 anos de muitas histórias boas para contar. O eterno garotão foi criado, em 1986, durante o governo de José Sarney, no primeiro mandato democrático após a terrível Ditadura Militar. O personagem mais amado do Brasil foi idealizado pelo artista plástico, Darlan Manoel Rosa.

A iniciativa foi parte da soma de muitos esforços de uma bem sucedida campanha de vacinação contra o vírus da poliomielite, criada pelo Ministério da Saúde e apoiada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Seu principal objetivo era tornar as campanhas de vacinação mais atraentes para as crianças. Por isso, o nome Zé Gotinha foi escolhido, democraticamente, por meio de um concurso promovido pelo Ministério da Saúde, envolvendo alunos de escolas de todo o Brasil.

O personagem também é “convocado” para outras missões, no sentido de alertar sobre a prevenção de doenças, como, por exemplo, sarampo.

Pensando aqui com os meus neurônios já cansadinhos de tanto pensar sobre estratégias de comunicação…

Qual a razão da falta de investimento em projetos coletivos que incentivam a comunicação nas campanhas de saúde pública?

Por que as assessorias de comunicação das instituições governamentais preferem nomear assessores que desconhecem os princípios da mobilização social ou desconhecem o próprio sistema de saúde pública (SUS)?

Enfim, as considerações finais são apenas um desabafo sincero de uma comunicadora que sente falta das boas iniciativas de comunicação e saúde pública.

Vida que segue… sempre na esperança da criação de novos personagens ou estratégias de comunicação mais eficientes.

 

05 mar 2021

Mulher: uma conquista a cada dia

Arquivado em Cidade, Comportamento, opinião

Por: Emília de Castro Belo, administradora de empresa, sócia- Fundadora da Aspen Investimentos

Entrada no mercado de trabalho, independência financeira, direito político, liberdade sexual. Essas são algumas conquistas da mulher moderna. Mas será que isso basta? Acho que não, pois essas vitórias e os obstáculos do dia a dia parecem andar juntinhos, como por exemplo, conciliar a vida profissional com a familiar e ainda priorizar as atividades profissionais; desempenhar plenamente os papéis, como o de mãe, profissional, dona de casa e ainda ser uma esposa exemplar; e etc.

Vale dizer que tudo começou no dia 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos, quando mulheres foram para as ruas para reivindicar por seus direitos. Já naquela época, havia muitas denúncias de más condições de trabalho em fábricas formadas essencialmente pelo sexo feminino. Era nítido, que os privilegiados que tinham melhores condições, eram os homens, com cargo de chefia.

Com as reivindicações do Movimento Feminista, especialmente a partir da década de sessenta do século XX, as mulheres conseguiram inúmeras conquistas, ou seja, mesmo não evitando a desigualdade entre os sexos, diminuíram consideravelmente as diferenças.

As profissões importantes e de prestígio, à época, eram muito menos associadas a nomes femininos do que são atualmente. Com acesso negado aos estudos e ambientes intelectuais durante séculos, a primeira mulher a alcançar um diploma de ensino superior o conquistou estudando sozinha, e não dentro das salas de aula. A heroína foi a filósofa italiana Elena Lucrezia Piscopia Cornaro, que reclamou este direito acredite, apenas em 1678.

Foi apenas no início do Século XX que as mulheres de classe média começaram a atuar nas empresas, preenchendo funções de auxiliar, como secretárias. Aos poucos, elas foram ganhando espaço no mercado de trabalho, bem como sua inserção na política. Além disso, as mudanças na economia, a globalização e o capitalismo, trouxeram como consequência a busca pelo aumento da renda familiar, favorecendo o crescimento das mulheres dentro das empresas.

Diante do atual cenário, mediante o surgimento da pandemia em decorrência do novo coronavírus, a vida de muitas mulheres virou pelo avesso. De acordo com a pesquisa Mulheres na pandemia, realizada pela Gênero e Número, 50% das mulheres no Brasil passaram a ser cuidadoras de alguma pessoa, sendo que 16% delas foram prejudicadas em suas finanças por conta desse fato.

Mas no Dia Internacional da Mulher, que se comemora no dia 8 de março, temos também que destacar as coisas boas: direito de expressão, direito ao voto, direito de escolher ter ou não filho, direito de tomar as próprias decisões. O resultado desse mix positivo foram as transformações ideológicas e psicológicas nas novas gerações.

A mulher tem a capacidade de sempre encontrar equilíbrio entre a sua carreira e a vida familiar. Ela sabe dividir e diferenciar o que é trabalho e o que é lazer encontrando uma nova forma de viver bem na sociedade. Que assim seja!

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