Categoria "Cidade"
05 jul 2019

JK: ainda podemos realizar o impossível?

Crédito: Memorial da Democracia

Paulo Rabello de Castro*

Até hoje não contabilizamos integralmente o que Juscelino Kubitschek representou para o desenvolvimento do País e galvanização da identidade nacional. Os jovens das novas gerações – a X, a Y e a do Milênio – mal conhecem a figura de JK, que só não sucumbiu no completo esquecimento por causa da referência ocasional ao seu nome, batizando ruas e praças pelo Brasil afora. Em São Paulo, JK é avenida e shopping. Mas, afinal, quem foi esse brasileiro e como seria ele hoje, no dizimado cenário atual de um País estagnado na economia, recessivo no seu desenvolvimento humano e conflagrado em seu funcionamento político? MEDIOCRIDADE é a palavra do momento. Nada define melhor o atual estágio de nossas impossibilidades. Mas será que um JK redivivo poderia realizar a reviravolta, aparentemente inviável, do resgate da alma nacional?

Tentar resgatar aquele JK do desenvolvimento acelerado é o tema e propósito de um extraordinário livro**, lançado este mês, em três volumes, pelo renomado economista mineiro Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, uma antologia completa de discursos, palestras, conferências, filmes e outras memórias do nosso presidente mineiro. O enorme território de “imaginários” de JK, tudo que Juscelino sonhou para o Brasil, é de uma vastidão e de beleza só comparáveis aos Lençóis Maranhenses, à terra do Jalapão ou à Selva Amazônica. O volume principal da obra seria um filme se não fosse o livro que é. São quase seiscentas páginas de JK pra-lá-e-pra-cá, replicando, em parágrafos eletrizantes, a energia e a capacidade de deslocamento físico do gestor público que amava voar, numa época em que passear pelos ares era risco de vida, mostrando a determinação de JK em adotar a inovação como meta e a eficiência como método, para fazer o futuro acontecer mais celeremente e do modo como ele havia planejado.

JK foi prefeito, governador e presidente. Mas, sobretudo, foi um notável gerente de vontades coletivas, bem diferente dos de hoje, que publicam fake news para manipular a cabeça do povo. Pelo contrário, JK projetava sonhos na tela imaginária da cabeça de cada brasileiro, e conseguia, simultaneamente, planejar e faz executar esses sonhos na vida real. Vamos construir estradas? Vamos conquistar a Amazônia? Vamos levar água e energia ao Nordeste? Vamos desbravar o Centro-Oeste? Vamos criar cidades inteiras, barragens hidroelétricas, linhas de transmissão? Vamos montar parques industriais? Vamos revolucionar a educação? Vamos projetar no mundo a cultura do Brasil? Vamos ganhar Copas no esporte? Vamos receber turistas com sorrisos, música e boa comida? Tudo isso era Juscelino.

Nesse sentido, a obra literária é concebida, num grande mosaico, por meio de curtos trechos de discursos de JK, como um filme de cenas rápidas com cortes abruptos, que nos leva pela narrativa em suspense, na primeira pessoa do próprio, desde sua infância pobre e estudiosa na bucólica Minas do passado quase remoto, até o Palácio do Catete, no dia da sua majestosa diplomação presidencial e, dali, ao grande salto do Brasil nos seus “cinquenta anos em cinco”. A narrativa do livro foge ao convencional. Ali aparece um Juscelino embaralhado e embrulhado em Nonô, em JK, em peixe vivo, em pé de valsa, em artista do impossível, tudo de cambulhada sobre a alma de um leitor despreparado para defender-se daquele motivador emérito da alma humana, que sabia convocar o que há de melhor em nós, de nos inspirar a enxergar os piores desafios como se fossem obstáculos fáceis de transpor ou montanhas simples de escalar. Pela mão e pela pena convincente de Juscelino, percorremos vastos territórios de um país apenas sonhado, em que trabalhadores motivados prosperam ao embalo de indústrias que se fundam, uma após outra, espalhando oportunidades para todos os lados, num país a que acorrem, entusiasmados, capitais europeus, japoneses e norte-americanos, atraídos por participar de um projeto de construção coletiva, imaginado e pontuado em 30 Metas de um plano monumental de desenvolvimento, o seu Plano de Metas.

Excessivo? Sem dúvida, pois JK nunca fez por menos. Seu delírio bom e grandioso sempre esteve em cada gesto e ato do estadista. Parte do sonho dele ainda se transfere, nos desesperados dias atuais, como bálsamo a brasileiros desencantados. A vivência dos embalados anos 1950 se transfere, no livro, do papel para a pele dos leitores, que ouvem de novo a bossa nova, que se arrepiam com os gritos de gol nos campos do futebol-arte, que respiram o ar pesado e lucrativo das chaminés paulistas, e que saem dos canos de descarga de uma imensa frota de veículos made in Brasil. Que tempos extraordinários! Seria possível de algum modo repeti-los? Ficamos matutando se os feitos de JK poderiam de novo saltar da prancheta do pensamento de alguma liderança política para imaginar e projetar outro grande avanço do País. Este livro do próprio JK, “psicografado” por Carlos Alberto, nos responde que sim, apesar da realidade atual ser a de um país esvaído por milhões de desempregados, acossado por malfeitos, descaminhos e, pior, aleijado pelas incapacidades.

Haveria tempo? Para JK, sim, sempre haveria. Lembrando Einstein, a imaginação é mais poderosa do que o conhecimento, porque pula etapas. E o Brasil, inspirado e guiado pelo exemplo de um JK, não precisa avançar por etapas convencionais. Pode produzir uma espantosa virada. Pode progredir por saltos inverossímeis. Pode produzir soluções impensadas, pode incorporar milhões a um desenvolvimento sem paralelo. Sem deixar ninguém para trás. Querer, e crer ser possível fazer, são as premissas de um Brasil transformado e turbinado pela esperança. Nesse outro Brasil, o exemplo de vida de Juscelino Kubistchek tem que ser contado e recontado a gerações sucessivas de brasileiros. Parabéns a Carlos Alberto pela iniciativa de um livro especial que nos reeduca para saber querer e a crer.

LIVRO JK

A nova edição da coletânea Juscelino Kubitschek – Profeta do Desenvolvimento – Exemplos e Lições ao Brasil do Século XXI será lançada na próxima terça feira, 18 de julho, às 19h, no Espaço Institucional da ACMINAS (Avenida Afonso Pena, 372, 4º andar, Centro.

(*) Paulo Rabello de Castro é economista. Prefaciou a obra em comento. rabellodecastro@gmail.com

(**) “Juscelino Kubitschek, Profeta do Desenvolvimento”, de Carlos Alberto Teixeira de Oliveira, Mercado Comum, 2019.

03 jul 2019

Shopping recebe a exposição sobre as primeiras formas de vida até o surgimento do homem

Arquivado em Cidade, Comportamento

A exposição Terra de Lund será realizada nos dias 6 a 21 de julho, no Shopping Monte Carmo, em Betim, com o objetivo de explorar as primeiras formas de vida que surgiram no mar, desde as formas de vida simples, unicelulares, primitivas até a evolução de organismos mais complexos e o surgimento das plantas nos continentes.

É possível visualizar toda essa transição por meio de fósseis de invertebrados marinhos, em destaque as trilobitas, que povoavam os mares durante o período Devoniano (416 milhões e 359 milhões de anos).

Do ambiente oceânico primitivo, entramos em uma era de transição da vida aquática para a terrestre, ainda na Era Paleozoica (542 milhões e 251 milhões de anos atrás). São vistos registros de vegetais e dos primeiros peixes e anfíbios. E chegamos a um estágio próximo a florestas, que marca o início da Era Mesozoica (251 milhões e 65,5 milhões de anos atrás). Aqui surgem os primeiros animais terrestres, com variados fósseis dos períodos Triássico, Jurássico e Cretáceo. Onde reinaram os temíveis dinossauros.

O destaque da exposição fica para o período em que surgiram os primeiros hominídeos, há 4 milhões de anos na África. Réplicas de fósseis, ferramentas pré-históricas, utensílios de caça e artefatos decorativos. Um mergulho na arte rupestre e nas tradições dos primeiros humanos.

A exposição faz uma homenagem ao pai da paleontologia, arqueologia e espeleologia. Peter W. Lund (1801-1880), naturalista dinamarquês que descobriu centenas de espécies extintas e a presença do homem pré-histórico na região de Lagoa Santa, MG. Peter W. Lund escavou milhares de fósseis. O visitante vai conhecer mais sobre o estudo das cavernas com as maquetes e representações sobre os processos geológicos.

Há vários banners e displays que complementam a exposição, que é ricamente ilustrada e com mais de 200 peças, sendo algumas únicas. Para as crianças, a parte lúdica fica com a turminha da Terra de Lund, com livros, atividades e exibição do desenho animado, “Terra de Lund, a pedra do espaço”. Um passeio pelo mundo fantástico da pré-história. Aventura e conhecimento. O projeto é uma realização do jornalista mineiro Paulo Baraky Werner.

SHOPPING MONTE CARMO
Av. Juiz Marco Túlio Isaac, 1119 – Ingá Alto, Betim – MG
01 jul 2019

Verdemar apresenta nova linha de café com os vencedores do Concurso de Qualidade promovido pela Emater

Arquivado em Cidade, Comportamento

A rede de supermercados Verdemar lançou um lote de cafés especiais produzidos em Minas Gerais, com a marca “Cafés Campeões Verdemar”. Os produtos foram os vencedores do 15º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés, promovido no final do ano passado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).  O evento de lançamento dos cafés marca própria Verdemar foi realizado no último dia (25/6),  para convidados, no Verdemar Sion, e contou com a presença do diretor comercial do Verdemar, Alexandre Poni, do diretor-presidente da Emater-MG, Gustavo Laterza, do vice governador do Estado de Minas Gerais, Paulo Brant, da presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Alexia Paiva, e dos produtores dos cafés vencedores do concurso.

Após o anúncio do resultado do concurso de 2018, sete produtores responsáveis pelos cafés vencedores fizeram negociação com rede de supermercados, que adquiriu 57 sacas de café de alta qualidade, o equivalente a 3.420 quilos, que vão originar cerca de 13,5 mil embalagens de Cafés Campeões para venda no Verdemar. Os cafés foram cultivados nas regiões do Sul de Minas, Cerrado e Matas de Minas. Alexandre Poni acredita que a venda dos cafés em uma rede de supermercados com foco na gastronomia, presente em 14 pontos da capital e Nova Lima, é uma oportunidade de valorizar o trabalho no campo e a qualidade dos produtos mineiros. “Café é uma paixão para mim e uma marca do nosso estado, assim como o queijo. O cliente quer conhecer mais sobre a gastronomia e sua diversidade e o café tem se tornado cada dia mais um produto gourmet.”

O grande vencedor do concurso da Emater foi o produtor Josias Gomes, da cidade de Espera Feliz. Seu café, de gosto adocicado e aroma intenso, ganhou o título de Campeão Estadual em 2018 na categoria Natural.  O produtor comemora o sucesso do seu produto: “Tenho muita honra de chegar até aqui, depois de muito trabalho duro de toda a minha família e ver o meu café sendo apreciado por todos”.

Os cafés, que já estão nas gôndolas do Verdemar, podem ser encontrados em três versões: café em grão, café moído para espresso e moído para filtro. O diferencial das embalagens está no rótulo, com informações sobre a procedência do café, suas características, além da foto e da história do produtor. Uma forma de prestigiar o agricultor e aproximar o consumidor de quem está produzindo no campo.  As embalagens também vêm com a indicação de que os cafés participaram do concurso da Emater-MG, empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Como em todos os cafés de marca própria Verdemar, as embalagens são desenvolvidas para proteger o café da umidade, luz e oxigênio, a fim de preservar suas características naturais, especialmente de aroma e sabor. Além disso, a rede trabalha com a torra em uma loja, com envase artesanal e em pequena escala para que o produto não permaneça muito tempo nas gôndolas, chegando sempre fresquinho na mesa do consumidor.

“Nos produtos do agronegócio há muita inovação, tecnologia e trabalho. A capacidade produtiva em Minas Gerias é muito grande. Empresas que valorizam este trabalho, como o Verdemar, são as grandes responsáveis por gerar boas notícias no estado”, finaliza Paulo Brant, vice-governador do Estado de Minas Gerais.

Página 3 de 671234567... 67Próximo