Categoria "Cidade"
23 maio 2016

Denúncias de violência sexual contra crianças chegam a quase 50 por dia

Arquivado em Cidade, Comportamento, criança

Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil

Mais de 17,5 mil crianças e adolescentes podem ter sido vítimas de violência sexual no Brasil em 2015, quase 50 por dia durante um ano inteiro. Os números são relativos às denúncias feitas ao Disque-Denúncia Nacional, Disque 100, e foram divulgados no Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio).

As denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Disque 100 foram apenas uma parcela das 80.437 registradas em 2015 contra essas faixas etárias. Negligência e violência psicológica são outras violações registradas. As meninas são as maiores vítimas, com 54% dos casos denunciados. A faixa etária mais atingida é a de 4 a 11 anos, com 40%. Meninas e meninos negros/pardos somam 57,5% dos atingidos.

No Rio de Janeiro, os dados do Núcleo de Violência Doméstica (NVD), do Disque-Denúncia, indicam redução de 30% nas denúncias sobre esses assuntos, 558 sobre abuso sexual e 574 sobre exploração sexual. Em 2014, ocorreram 810 denúncias de abuso sexual e 801 de exploração sexual. Apesar da redução, o número de casos de exploração sexual infantil em relação ao de abuso registrou aumento de quase 3%.

Para a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), a população precisa estar alerta ao problema, que é preocupante. “Temos de participar das ações direcionadas a esse grave problema, mobilizando os vários setores da sociedade e proteger nossas crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. É um problema grave, que precisa ser enfrentado de forma sistemática, trazendo maior visibilidade”, comentou a vice-presidente da Soperj, Anna Tereza Soares de Moura.

“Vale ressaltar que esses números são apenas a ponta de um iceberg, já que existe um muro de silêncio em torno desses casos de violência contra criança e adolescente, dificultando ainda mais a compreensão da magnitude real do problema”, acrescentou Anna Tereza.

No Rio de Janeiro, nos quatro primeiros meses de 2016, o NVD registrou 77 denúncias sobre abuso, sendo 97 sobre exploração sexual. Assim como em anos anteriores, a zona oeste foi a região com maior volume de denúncias, sobretudo os bairros de Campo Grande, Realengo, Padre Miguel, Santa Cruz, Bangu, Jacarepaguá.

Como denunciar?

Para denunciar qualquer caso de violência sexual infantil, é necessário procurar o Conselho Tutelar, delegacias especializadas, autoridades policiais ou ligar para o Disque-Denúncia Nacional, o Disque 100, vinculado à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

No Rio de Janeiro, também estão disponíveis os telefones 2253 1177 (capital) ou 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local). As informações são monitoradas e têm encaminhamento diferenciado às autoridades.

O serviço funciona de segunda à sábado, das 7h às 23h30, e têm parceria com Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) e conselhos tutelares, enviando as denúncias e solicitando providências.

A Data

No dia 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. Seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado. Os agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos.

A data ficou instituída como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a partir da partir da aprovação da Lei Federal 9.970/2000.

09 maio 2016

As obras de restauração da lateral direita da Igreja São José começam hoje

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A fachada principal da Igreja São José, em Belo Horizonte, já foi completamente restaurada. Ficou uma maravilha que encanta os milhares de fieis do santo protetor do trabalho, da família e da boa morte.  A próxima etapa é a restauração  das fachadas laterais. Os andaimes  já estão montados na lateral direita, próxima ao Salão Paroquial. Hoje (09/05) já começam os trabalhos de recuperação das cores.

A Paróquia São José foi criada em 27 de janeiro de 1900, por Dom Silvério Gomes Pimenta, e entregue aos Missionários Redentoristas para o seu cuidado pastoral.

A pedra fundamental da igreja foi lançada em 20 de abril de 1902, começando a ser utilizada como matriz em 19 de março de 1904. Em 1910, foi construída a escadaria principal e, entre 1911 e 1912, realizou-se a pintura do seu interior.

Há mais de cem anos, é lugar privilegiado de religiosidade, cultura, manifestações e encontros na cidade de Belo Horizonte.

São José

Provavelmente São José nasceu em Nazaré. Tanto na aldeia, como nos arredores, todos sabiam que ele era descendente do Rei Davi, apesar de sua pobreza e humildade.

São José era, conforme os Apócrifos, um Faber Ignarius – “operário de madeira”, ou carpinteiro.

José, O Justo, conforme as escrituras, foi escolhido por Deus para ser esposo da Virgem Maria e o Pai adotivo do Messias.

Provavelmente o que mais chamou a atenção de Deus sobre José, foi à bondade e o silêncio. Enquanto, em sua carpintaria, manuseava as ferramentas com suas mãos habilidosas e calejadas, seu coração permanecia unido a Deus.

Deus propõe á José a maior de todas as dádivas, a mais importante missão confiada a um homem, e, em compensação, a maior glória no céu. Isto tudo tendo incontáveis provações.

José entende o chamado e, de coração, atende a Deus, e com toda a sua humildade e pobreza, acolhe Maria, a Virgem de Nazaré, casa-se com ela e, com o suor de seu rosto, provê o sustento daquele que ao mundo sustenta.

É invocado como o patrono da Boa Morte, pois teve a mais privilegiada da humanidade. Tendo, de um lado, Jesus e, de outro, Maria e, provavelmente, recomendou a Jesus que cuidasse bem de sua Mãe!

Como ajudar:

Adquira um carnê com mensalidades de apena 10 reais e ganhe um lindo pôster de São José! A aquisição do carnê e o pagamento dos talões podem ser feitos na secretaria paroquial ou com os agentes do Dízimo e Acolhida.

Faça seu depósito em conta: Banco do Brasil – Agência 1614-4 – Conta Corrente 11253-4

ou estão faça sua contribuição espontânea na Secretaria Paroquial

30 mar 2016

Estatuto dos Animais é aprovado no Senado

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Imagem ilustrativa

Foi aprovado hoje (30/03), na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal o substitutivo do senador Antônio Anastasia ao PLS 631/2015, proposto pelo senador Marcelo Crivella, que institui o Estatuto dos Animais.

Essa é uma proposta muito importante porque define regras e direitos até então difusos ou inexistentes. O projeto protege os animais contra sofrimentos desnecessários, prolongados e evitáveis e buscar garantir a sua saúde e integridade, assegurando ainda o provimento de suas necessidades naturais. O Brasil está atrasado nessa área. Por isso, essa matéria é mais um avanço para promovermos uma cultura de paz no nosso País.

“Procurei ouvir especialistas e movimento de defesa dos animais para ajudar na elaboração do meu relatório e do substitutivo. Entre os avanços do projeto, estão a determinação de que ninguém deverá causar dor ou sofrimento desnecessários aos animais, exceto em casos de controle de zoonoses, de espécies invasoras e de ensino e pesquisa científica na área da saúde, expressamente previstos na legislação, buscando sempre reduzir o sofrimento ao máximo”, defende Anastasia.

A proposta ainda tramitará por mais uma comissão do Senado antes de ir à Câmara. 

Animais Protegidos

De acordo com o projeto, as espécies protegidas pelo Estatuto dos Animais são as classificadas no filo Chordata, subfilo Vertebrata, que englobam animais que têm, como características exclusivas, um encéfalo grande dentro de uma caixa craniana e uma coluna vertebral. São cerca de 50 mil espécies, desde peixes primitivos até aves e mamíferos.

Entre o rol de maus-tratos, estão os atos de forçar um animal a realizar movimentos contrários à sua natureza ou além de sua capacidade física; abandonar o animal em situação de perigo; abandonar animal criado em cativeiro, quando despreparado para se alimentar de maneira adequada; submeter animal a treinamentos, eventos, apresentações circenses, ações publicitárias que causem dor, sofrimento ou dano físico; violência física; privar o animal de água ou alimento adequado e confinar animal com outro que lhe cause medo, perigo, agressão ou qualquer tipo de dano.

 

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