Categoria "Cidade"
03 set 2019

Ministério Público e Polícia Civil realizam “Operação Patmos” contra a corrupção em Minas

Arquivado em Cidade, Comportamento

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Polícia Civil deflagraram nesta terça-feira, 3 de setembro, a Operação Patmos* para apurar a prática dos crimes de corrupção e associação criminosa, dentre outras infrações penais, perpetrados, em tese, por policiais lotados na Delegacia Regional de Ubá, um advogado e uma ex-estagiária do referido órgão.

Por meio das investigações foram revelados indícios de que os investigados e terceiras pessoas ainda a serem identificadas, tenham agido com o objetivo de praticar, em tese, os crimes de tráfico e associação, peculato, corrupção passiva e advocacia administrativa, todos do Código Penal.

Foram expedidos quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão, os quais estão sendo cumpridos em Ubá e Juiz de Fora, na Região da Zona da Mata. Conforme balanço parcial da operação, foram presos um investigador, um advogado e uma ex-estagiária da Delegacia Regional de Ubá.

Um delegado lotado na Delegacia Regional de Ubá, que está com mandado de prisão temporária em aberto, ainda não foi localizado. As investigações continuam tendo como foco apurar condutas de agentes públicos e terceiras pessoas de Ubá e região, correndo o procedimento sob segredo de justiça, razão pela qual o mérito das investigações e os nomes, por ora, não serão revelados.

A ação foi desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) Regional de Visconde do Rio Branco, Corregedoria da Polícia Civil e Promotorias de Justiça da Comarca de Ubá. Cinco promotores de Justiça, cinco delegados e diversos agentes da Polícia Civil participam dos trabalhos.

*O nome da operação faz uma referência à ilha grega de Patmos, local onde no final do primeiro século o apóstolo João recebeu as revelações do livro do Apocalipse.

Delegado preso em BH

Na última quinta-feira (29/08), o delegado Felipe Cordeiro, 48 anos, lotado na Delegacia de Venda Nova, foi preso por policiais militares e civis,. Ele é suspeito de plantar e cultivar maconha no apartamento onde mora, no bairro Itapoã, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.

Foram apreendidos 35 pés maconha, sementes de maconha, estufas e demais apetrechos para plantio e cultivo. Foram apreendidos também dois litros de extrato de maconha.

 

Fonte: Ministério Público de Minas Gerais

28 ago 2019

Polícia Militar de Minas Gerais realiza semana da saúde, em Sabará

Desde segunda-feira (26/08)  até sexta-feira (30/08), policiais militares participam da 2ª Semana da Saúde do 61º Batalhão, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A solenidade de abertura teve a presença do Diretor de Saúde da Polícia Militar Sr. Coronel Welson que enfatizou sobre os importantes trabalhos realizados no Hospital da Polícia Militar e nos NAIS das unidades. Tenente Coronel Mauro comandante do 61º BPM agradeceu a importante presença do Coronel e o homenageou com o troféu do Guardião da Vila Real.

A solenidade prosseguiu com os oficiais da área de saúde qu palestram sobre os seguintes temas: “Periodontia e Implantodontia”, ministrada pelo Major QOS Seabra; “Qualidade de Vida” ministrada pelo 2 º Ten QOS Guenael; e “Comunicação não Violenta”, ministrada pela 2º Ten QOR Silvia.

Ao longo da semana serão realizadas outras atividades como vacinação, medição de pressão arterial, bioimpedância e palestras sobre higienep bucal destinada ao público infantil. E para fechar a semana, a tropa participará de um “aulão” de Aeroboxe comandada pelo Ten Roberto Silva e posteriormente correrão pelas ruas da cidade.

Major Ivana, Chefe do NAIS do 61º BPM, disse que objetivo das atividades da Semana da Saúde é despertar e conscientizar os policiais para o autocuidado. Iniciativas como essas podem resultar no aumento da higidez física e mental da tropa com reflexos positivos na qualidade de vida.

Crédito: Polícia Militar de Minas Gerais

27 ago 2019

Qual a capacidade de controle dos radares da Força Aérea Brasileira?

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

OVNI Pesquisa

Por Sérgio Santana. Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL); Pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC-MG)

O Sistema de Controle de Tráfego Aéreo brasileiro opera três tipos de radares: os radares de aproximação de precisão (que são móveis e utilizados quando aeronaves estão em procedimento de aterrissagem, instalados em Bases Aéreas, estando capacitados para receber as aeronaves e conduzi-las até um pouso seguro, sob quaisquer condições meteorológicas), os de vigilância em áreas terminais (gerenciando o tráfego aéreo próximo a aeroportos, integrando a rede conhecida pela abreviatura APP, “approach”, aproximação) e os radares de rota (que controlam o tráfego aéreo a longa distância e podem ser bi ou tridimensionais). Os bidimensionais determinam a direção horizontal (azimute) dos contatos, enquanto que os radares tridimensionais determinam também a sua altitude.

Na rede de aproximação os radares são do tipo bidimensional, ou seja, fornecem dados sobre o azimute (que é a representação de uma determinada direção calculada em função da sua separação angular de um determinado ponto de origem; o chamado Norte Astronômico) e a distância – não informando a altitude.

No controle de Tráfego Aéreo em Rota são usados os radares primários, que podem ser bi e tridimensionais, instalados em áreas estratégicas por todo o território nacional – onde estão os DTCEA, ou Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo. Integram os ACC (Area Control Center, Centros de Controle de Área), que empregam radares primários instalados em locais que propiciem melhores desempenhos em alcance e visualização, como no topo de montanhas, por exemplo, onde estão sediados os já referidos DTCEA.

Para complementar os dados dos radares primários, estão instalados os radares secundários, que captam informações sobre a altitude quando as aeronaves estão com seus transponders ligados, equipamentos que contém informações codificadas, como matrícula da aeronave, altitude, posição e direção – dados esses fundamentais na atividade de Controle do Espaço Aéreo e de Tráfego Aéreo.

No âmbito da Defesa Aérea, os dados coletados pelos Radares Secundários distinguem as aeronaves amigas das inimigas, permitindo que os órgãos competentes tomem decisões e cumpram suas missões. A utilização deste dispositivo contorna algumas limitações de radares convencionais, tais como baixa refletividade e falta de posicionamento vertical. Atualmente o uso de radares secundários é obrigatório em aeroportos de grande movimentação aérea.

Apenas os de longo alcance serão descritos neste texto.

Modelos em operação

Os radares de rota da Força Aérea Brasileira são os franceses Thales TRS 2230 (treze dos quais foram entregues entre 1982 e 1987, plenamente operacionais a partir de 1991) e Thomson-CSF LP 23M (cinco instalados em 1994); os norte-americanos Lockheed Martin TPS-77 B34 (seis entregues entre 1999 e 2001, implantados entre 2002 e 2005) e Raytheon ASR-23SS (sete operacionais ao mesmo tempo dos TPS-77 B34) e os espanhóis Indra IRS-20MP/S (dois adquiridos entre 2011 e 2012).

O Thales TRS 2230 é um radar fixo. A sua antena está limitada à velocidade de varredura de 6rpm, durante as quais até 90 alvos podem ser detectados em uma gama de altitudes variando entre o nível médio do mar até 30.500 metros e a distância máxima de 400 km. Por sua vez, o LP 23 opera associado ao processador PR800, que fornece ao centro de controle até 300 “tracks” (pistas) confirmadas, com dados de alcance, altitude e azimute, com outras 700 adicionais à espera de confirmação. Possuía alcance entre 0.5 e 370 km contra alvos se deslocando entre o nível médio do mar a até 30.500 metros de altitude. Atualmente está sendo oferecida uma versão modernizada do LP 23, denominada LP23SST, que de acordo com o fabricante pode ter incorporado um canal meteorológico e a função altimetria e possui um alcance padrão de 370 km que pode ser estendido para até 463 km através do aumento da potência emitida.

O radar LP23SST pode operar nas configurações totalmente autônomas, associado a um radar de vigilância secundária/Identificação Amigo-ou-Inimigo ou operação em modo S com os dados de saída do radar sendo configurados em todos os formatos possíveis de protocolos de comunicação.

O Lockheed Martin TPS-77B34 (conhecido na FAB como “TPS-B34”), de origem norte-americana, também é um equipamento radar de pulso Doppler, mas com varredura eletrônica na determinação da altitude dos contatos, cerca de 1000 deles podendo ser detectados a cada varredura da antena, com velocidade de rotação entre cinco e 12 rpm. O alcance varia entre 10 e 463 km, enquanto o teto de serviço é de 30.500 metros. Já o Raytheon ASR-23SS possui uma antena que opera entre quatro e 12 rpm, com o alcance variando de 148 a 463km, nos quais mais de 1000 contatos se deslocando à velocidade superior a 1.800km/h podem ser detectados simultaneamente. O B34 pode ser transportado em aviões ou caminhões. Na FAB esses radares por vezes são instalados em uma plataforma de 12 metros de altura, aumentando o seu alcance para 475 km.

Por fim, o espanhol Indra IRS-20MP/S é capaz de atuar em todas as condições meteorológicas e sob interferências naturais e artificiais, seja em relação a contatos aéreos cooperativos ou não, assim complementando a função de transponder dos radares secundários. Apresenta velocidade de rotação da antena entre cinco e 15 rotações por minuto, com alcance entre 149 a 333 km, teto de serviço de 24.384 metros e capacidade de detectar 1000 contatos a cada varredura, 500 destes podendo ter a sua trajetória determinada. Apresenta a vantagem de ser transportável. E, como o B34, pode ser instalado em uma torre de 12 metros, o que aumenta o seu alcance. Recentemente foi anunciado investimento para aumentar essa rede de radares, de modo a incrementar a capacidade de cobertura de todo o sistema.

Breves considerações gerais sobre a capacidade de detecção dos radares

De um modo geral, todos os radares são projetados para atuarem em determinada situação. Assim, como demonstrado, mesmo para controle de tráfego aéreo, há vários tipos de radares, cada um concebido com suas peculiaridades. Contudo, todos eles possuem limites operacionais, que estabelecem, por exemplo, as velocidades e altitudes mínimas e máximas dos alvos que podem ser detectados por suas antenas. Qualquer objeto voador, terrestre ou não, que se desloque fora desses parâmetros não será detectado. Isso explica (mesmo em parte, porque não se sabe a composição material de tais objetos ou suas técnicas/recursos de voo) o porquê de avistamentos de objetos voadores não identificados não serem detectados pelos órgãos de controle de tráfego aéreo.

 

Thomson-CSF LP 23M

 

RADAR TPS-77 B34

 

Thales TRS 2230

Página 4 de 731 ...12345678... 73Próximo