Categoria "Cidade"
20 nov 2015

Plataforma online mostra quais fontes geram eletricidade no Brasil

hidrelétrica de Ilha Solteira

A Usina Hidrelétrica Ilha Solteira, localizada no rio Paraná. A fonte hídrica é a principal do Brasil

Você sabe de onde vem a eletricidade que faz o seu computador, tablet ou celular funcionar para que possa ler esse texto? Nesse momento ela está vindo de diferentes fontes, como a hidráulica ou eólica, por exemplo. Mas isso varia dependendo da demanda por energia e da disponibilidade de cada usina no país.

Para mostrar o panorama da geração de eletricidade no Brasil e as missões de gases de efeito estufa associadas a ela, foi lançado o SEEG Monitor Elétrico. A plataforma online é uma iniciativa coordenada pelo Observatório do Clima e desenvolvida pelo Greenpeace e pelo Instituto de Energia e Meio ambiente (Iema).

O site mostra quais fontes estão gerando nossa eletricidade e também as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera associadas às usinas térmicas, que consomem combustíveis poluentes como carvão e óleo diesel.

Os dados do Monitor são atualizados todos os dias. Assim, a ferramenta mostra a realidade do sistema elétrico a todo o momento. E, já que a plataforma foi abastecida com dados da produção de eletricidade no país nos últimos anos, podemos analisar períodos específicos e visualizar a evolução tanto da geração de eletricidade como de suas emissões no Brasil.

Pelo Monitor, ficamos sabendo, por exemplo, que no dia 16 de novembro deste ano, 73,32% da eletricidade gerada no Sistema Interligado Nacional (SIN)* veio de usinas hidrelétricas. Outros 3,99% vieram de usinas eólicas, enquanto 17,92%, de térmelétricas movidas à combustíveis fósseis, que são poluentes. Por conta dessa geração térmica, vemos pelo Monitor que as emissões de gases de efeito estufa pela geração de eletricidade no SIN eram de 15,8 milhões de toneladas equivalentes de CO2 em 2011 e foram para 70,8 milhões em 2014 – ou seja, mais que quadruplicaram.

gráfico emissões. monitor

“O Monitor nos permite ver até mesmo um raio-X da crise do setor elétrico”, diz Larissa Rodrigues, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “A avaliação dos últimos anos nos mostra como a geração está cada vez mais suja, e também muito cara, já que a conta dos combustíveis é alta. Assim, o cidadão perde duas vezes: vive em um ambiente poluído e tem uma conta de luz cara”. Desde 2011, como podemos ver no gráfico abaixo, as emissões de gases de efeito estufa associadas a geração de eletricidade subiram sem parar.

O Monitor também traz o número dos sistemas de micro e minigeração distribuída registrados no país. Esses sistemas, como painéis fotovoltaicos nos telhados, são instalados pelos próprios consumidores e conectados na rede de distribuição. Entre suas vantagens está a compensação econômica: a eletricidade produzida e que não é logo consumida é colocada à disposição da rede, gerando descontos na conta de luz do consumidor. Aqui no Greenpeace trabalhamos para disseminar a geração distribuída para todos os brasileiros.

*O Sistema Interligado Nacional (SIN) é o grande sistema de produção e transmissão de energia elétrica do país. Nele estão conectadas as usinas de geração e as linhas de transmissão e distribuição. O SIN atende mais de 90% da eletricidade do país. Atualmente, não são atendidos pelo SIN os sistemas isolados (Ex.: alguns municípios) e não são por ele contabilizados parcela da autoprodução (Ex.: indústrias com usinas de geração próprias) e a geração distribuída, que inclui os sistemas de micro e minigeração (Ex.: painéis fotovoltaicos instalados pelos próprios consumidores).

Crédito:  Greenpeace

16 nov 2015

Cientistas independentes apuram causas e consequências do rompimento das barragens em Mariana

Arquivado em Cidade, Meio Ambiente

riodoce

Cientistas brasileiros estão se mobilizando, pela internet, para fazer uma avaliação independente do impacto ambiental causado pelo rompimento das barragens de Mariana, em Minas Gerais. Muitos deles se deslocaram para os locais atingidos e estão coletando dados e amostras para análises. Uma iniciativa de crowdfunding  (financiamento coletivo pela Web) foi lançada para financiar os estudos e a elaboração de relatórios.

Por iniciativa do Dr. Dante Pavan, sob a coordenação da Dra. Viviane Schuch e apoio de Dr. Denis Abessa, Dr. Fabio Comin, Dr. Renato Gaban Lima, Msc. Leandro João Carneiro de Lima Moraes, Dra. Rominy Stefani, Denise Soares e Dino Xavier Zammataro, o grupo de pesquisadores divulgou, nas redes sociais, que os relatórios e a prestação de contas serão de domínio público

“Considerando que este é um dos maiores desastres ambientais sofrido pelo Brasil, envolvendo rios e as populações a sua volta, abrangendo vários municípios, que as posturas das instituições públicas são vagas e o poder econômico dos envolvidos, é de extrema importância que exista um relatório independente e isento, que possa ser utilizado nas ações decorrentes relacionadas aos efeitos do rompimento das barragens”, diz a proposta dos cientistas independentes.

O grupo já arrecadou cerca de 26 mil reais. A meta é de 50 mil reais. Restam 27 dias.  SOSRIODOCE

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Foto: Jornal Estado de Minas

 

16 nov 2015

Jabuticaba é atração no festival de Sabará

Arquivado em Cidade
jaboticaba2

Divulgação

A Prefeitura de Sabará vai realizar o 29º Festival da Jabuticaba & 13a Feira do Artesanato nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. O local escolhido é a Avenida Central (Lagoa da Reta), no bairro Campo Santo Antônio. Na ocasião, o visitante terá a oportunidade de apreciar a saborosa Jabuticaba in natura e seus derivados e também adquirir produtos feitos pelos artesãos da região.

Na área reservada aos derivados da Jabuticaba poderão ser encontrados diversos produtos como: vinhos, licores, geleias doces e temperadas, compotas, bombons, trufas, bolos, sucos, chup-chups, sorvetes e outras delícias. Já na parte do artesanato, o público terá uma variedade de trabalhos feitos à mão para adquirir: palmas barrocas, renda turca de bicos, imagens, quadros sacros, oratórios, brincos, colares, anéis, pulseiras, produtos em biscuit, bonecas de pano, bolsas em couro e sabonete artesanais dentre as muitas opções da feira.

A Jabuticaba é uma fruta 100% brasileira e suas árvores podem ser encontradas em todos os estados brasileiros. Por ser uma espécie que se adapta a vários tipos de clima, é fácil de cultivar. A polpa é rica em ferro, fósforo e boas doses de niacina e antocianinas, vitaminas que melhoram a digestão e são muito eficientes no combate ao aparecimento de células cancerígenas e tumores. Se consumida com a casca e com o caroço, ajuda a regular o intestino, pois é uma excelente fonte de fibras.

Conversei com Marcio Souza, nutricionista esportivo e clínico funcional, sobre as propriedades medicinais da jabuticaba. Confira:

Adriana Santos: Quais os benefícios da Jabuticaba?

Márcio Souza: A jabuticaba é um excelente alimento funcional. É uma fruta rica em compostos fenólicos, principalmente as antocianinas. As antocianinas pertencem à classe dos bioflavonóides e conferem à planta essa cor forte, arroxeada, estando presente principalmente na casca. Além das antocianinas, a jabuticaba também é fonte de ácido elágico, ácido gálico e quercetina. Esses componentes fazem com que a jabuticaba tenha um excelente poder antioxidante, combatendo radicais livres, e com estudos recentes sendo realizados no diabetes, hipertensão, obesidade e até mesmo em doenças pulmonares obstrutivas crônicas. Além do efeito antioxidante, a jabuticaba também exerce efeito anti-inflamatório, vasodilatador e hipotensor.

Além de ser fonte de antocianinas, a casca da jabuticaba é rica em pectina, um tipo de fibra solúvel, que controla o aumento dos níveis de açúcar no sangue e diminui a absorção de gorduras, sendo interessante para o diabetes, hipercolesterolemia e obesidade. E a polpa ainda é fonte de vitaminas e minerais, como ferro, vitamina C, B3 e fósforo.

A jabuticaba é uma fruta tão potente e é nossa, 100% brasileira, com propriedades semelhantes às berries, como morango, mirtilo, framboesa.

Adriana Santos: A jabuticaba é bem-vinda nas dietas de emagrecimento?

Márcio Souza: A jabuticaba pode sim ser usada em dietas de emagrecimento. O acúmulo de gordura corporal aumenta a produção de compostos inflamatórios e aumenta o estresse oxidativo, com maior produção de radicais livres. A jabuticaba e seus compostos fenólicos reduzem essa inflamação e favorecem a perda de gordura. As fibras da fruta também contribuem para a saúde intestinal, e sem um intestino funcionando bem, o emagrecimento não acontece de forma adequada.

Adriana Santos: Como consumi-la?

Márcio Souza: O ideal é consumi-la fresca, principalmente quando estiver na época. Mas hoje em dia a jabuticaba é utilizada também na produção de vinhos, licores e geleias. O suco ou o chá de jabuticaba é excelente para a saúde, e não precisa usar açúcar, já que a fruta já é doce suficiente. Procure um nutricionista e inclua todos esses benefícios no seu dia-a-dia.

Adriana Santos: Alguma receita?

Márcio Souza: CHÁ DE CASCA DE JABUTICABA

Modo de preparo: Ferva por 5 minutos 250 ml de água com 15 cascas de jabuticaba. Retire as cascas e tome o chá, rico em compostos fenólicos.

Mas é claro que você não precisa perder as fibras presentes na casca. Acrescente essas cascas em um iogurte natural ou mesmo em uma salada de frutas.

A jabuticaba pode sim ser usada em dietas de emagrecimento. O acúmulo de gordura corporal aumenta a produção de compostos inflamatórios e aumenta o estresse oxidativo, com maior produção de radicais livres. A jabuticaba e seus compostos fenólicos reduzem essa inflamação e favorecem a perda de gordura. As fibras da fruta também contribuem para a saúde intestinal, e sem um intestino funcionando bem, o emagrecimento não acontece de forma adequada.

NINGUÉM RESISTE…. 

#Repost @sitiosaolucas・・・󾆷 󾁉 tem gente que ama jaboticaba mesmo, neh !?! 󾍃 🌳 #sitiosaolucas

Posted by S Simplesmente on Quarta, 30 de setembro de 2015

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