Categoria "Cidade"
01 jul 2016

Muro da gentileza comove moradores de Vespasiano

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Antes uma praça sem atrativos, sem cor, com bancos vazios e um grande muro cinza ao fundo, na região Central de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte. E para completar o cenário desolador, enfrentamos uma das estações mais geladas dos últimos 4 anos. Mas no meio do caminho ou bem em frente, há sempre pessoas atentas que não conseguem enxergar um mundo descuidado e sem compaixão.

Vanessa Arruda, diretora de um grande laboratório da cidade, percebeu que alguma coisa precisava ser feita e envolveu os colegas de trabalho. Foi quando pensaram em um “Muro da Gentileza “. A ideia é simples: quem tem doa; quem precisa recebe. Só que gentileza gera gentileza, já dizia o Profeta Gentileza nos viadutos do Rio de Janeiro.

A população ficou totalmente envolvida com a iniciativa. A professora de Artes Aloma Batista e outros profissionais que amam a beleza pintaram com as cores da solidariedade o muro e os bancos de cimento de uma antiga praça abandonada.

As roupas quentinhas e em bom estado chegaram de toda parte. Até mesmo sapatos e outros acessórios.

Endereço: Rua Alberto Lázaro, em frente ao número 28 – Laboratório São Lucas, Centro – Vespasiano

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06 jun 2016

Betim e Quinta do Bem juntos na doação de medula óssea

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No próximo dia 9/06, das 8h às 13h, a campanha Quinta do Bem, a Secretaria de Saúde de Betim e a Fundação Hemominas Betim irão organizar o cadastro de doação de medula óssea no hall da Prefeitura de Betim (rua Pará de Minas, 640, Brasiléia).

Os interessados devem levar o documento de identidade. Ajude a divulgar. Vamos precisar de voluntários no dia para preencher o formulário. As pessoas que quiserem ser voluntárias, por gentileza, façam contato pelo Facebook.

Flávia Freitas, jornalista mineira e idealizadora da Quinta do Bem, campanha que incentiva a doação de medula óssea. Conheça o projeto. AQUI

23 maio 2016

Denúncias de violência sexual contra crianças chegam a quase 50 por dia

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Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil

Mais de 17,5 mil crianças e adolescentes podem ter sido vítimas de violência sexual no Brasil em 2015, quase 50 por dia durante um ano inteiro. Os números são relativos às denúncias feitas ao Disque-Denúncia Nacional, Disque 100, e foram divulgados no Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes (18 de maio).

As denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Disque 100 foram apenas uma parcela das 80.437 registradas em 2015 contra essas faixas etárias. Negligência e violência psicológica são outras violações registradas. As meninas são as maiores vítimas, com 54% dos casos denunciados. A faixa etária mais atingida é a de 4 a 11 anos, com 40%. Meninas e meninos negros/pardos somam 57,5% dos atingidos.

No Rio de Janeiro, os dados do Núcleo de Violência Doméstica (NVD), do Disque-Denúncia, indicam redução de 30% nas denúncias sobre esses assuntos, 558 sobre abuso sexual e 574 sobre exploração sexual. Em 2014, ocorreram 810 denúncias de abuso sexual e 801 de exploração sexual. Apesar da redução, o número de casos de exploração sexual infantil em relação ao de abuso registrou aumento de quase 3%.

Para a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj), a população precisa estar alerta ao problema, que é preocupante. “Temos de participar das ações direcionadas a esse grave problema, mobilizando os vários setores da sociedade e proteger nossas crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. É um problema grave, que precisa ser enfrentado de forma sistemática, trazendo maior visibilidade”, comentou a vice-presidente da Soperj, Anna Tereza Soares de Moura.

“Vale ressaltar que esses números são apenas a ponta de um iceberg, já que existe um muro de silêncio em torno desses casos de violência contra criança e adolescente, dificultando ainda mais a compreensão da magnitude real do problema”, acrescentou Anna Tereza.

No Rio de Janeiro, nos quatro primeiros meses de 2016, o NVD registrou 77 denúncias sobre abuso, sendo 97 sobre exploração sexual. Assim como em anos anteriores, a zona oeste foi a região com maior volume de denúncias, sobretudo os bairros de Campo Grande, Realengo, Padre Miguel, Santa Cruz, Bangu, Jacarepaguá.

Como denunciar?

Para denunciar qualquer caso de violência sexual infantil, é necessário procurar o Conselho Tutelar, delegacias especializadas, autoridades policiais ou ligar para o Disque-Denúncia Nacional, o Disque 100, vinculado à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos.

No Rio de Janeiro, também estão disponíveis os telefones 2253 1177 (capital) ou 0300 253 1177 (interior, custo de ligação local). As informações são monitoradas e têm encaminhamento diferenciado às autoridades.

O serviço funciona de segunda à sábado, das 7h às 23h30, e têm parceria com Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA) e conselhos tutelares, enviando as denúncias e solicitando providências.

A Data

No dia 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. Seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado. Os agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos.

A data ficou instituída como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a partir da partir da aprovação da Lei Federal 9.970/2000.

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