Categoria "Cidade"
16 nov 2015

Jabuticaba é atração no festival de Sabará

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Divulgação

A Prefeitura de Sabará vai realizar o 29º Festival da Jabuticaba & 13a Feira do Artesanato nos dias 4, 5 e 6 de dezembro. O local escolhido é a Avenida Central (Lagoa da Reta), no bairro Campo Santo Antônio. Na ocasião, o visitante terá a oportunidade de apreciar a saborosa Jabuticaba in natura e seus derivados e também adquirir produtos feitos pelos artesãos da região.

Na área reservada aos derivados da Jabuticaba poderão ser encontrados diversos produtos como: vinhos, licores, geleias doces e temperadas, compotas, bombons, trufas, bolos, sucos, chup-chups, sorvetes e outras delícias. Já na parte do artesanato, o público terá uma variedade de trabalhos feitos à mão para adquirir: palmas barrocas, renda turca de bicos, imagens, quadros sacros, oratórios, brincos, colares, anéis, pulseiras, produtos em biscuit, bonecas de pano, bolsas em couro e sabonete artesanais dentre as muitas opções da feira.

A Jabuticaba é uma fruta 100% brasileira e suas árvores podem ser encontradas em todos os estados brasileiros. Por ser uma espécie que se adapta a vários tipos de clima, é fácil de cultivar. A polpa é rica em ferro, fósforo e boas doses de niacina e antocianinas, vitaminas que melhoram a digestão e são muito eficientes no combate ao aparecimento de células cancerígenas e tumores. Se consumida com a casca e com o caroço, ajuda a regular o intestino, pois é uma excelente fonte de fibras.

Conversei com Marcio Souza, nutricionista esportivo e clínico funcional, sobre as propriedades medicinais da jabuticaba. Confira:

Adriana Santos: Quais os benefícios da Jabuticaba?

Márcio Souza: A jabuticaba é um excelente alimento funcional. É uma fruta rica em compostos fenólicos, principalmente as antocianinas. As antocianinas pertencem à classe dos bioflavonóides e conferem à planta essa cor forte, arroxeada, estando presente principalmente na casca. Além das antocianinas, a jabuticaba também é fonte de ácido elágico, ácido gálico e quercetina. Esses componentes fazem com que a jabuticaba tenha um excelente poder antioxidante, combatendo radicais livres, e com estudos recentes sendo realizados no diabetes, hipertensão, obesidade e até mesmo em doenças pulmonares obstrutivas crônicas. Além do efeito antioxidante, a jabuticaba também exerce efeito anti-inflamatório, vasodilatador e hipotensor.

Além de ser fonte de antocianinas, a casca da jabuticaba é rica em pectina, um tipo de fibra solúvel, que controla o aumento dos níveis de açúcar no sangue e diminui a absorção de gorduras, sendo interessante para o diabetes, hipercolesterolemia e obesidade. E a polpa ainda é fonte de vitaminas e minerais, como ferro, vitamina C, B3 e fósforo.

A jabuticaba é uma fruta tão potente e é nossa, 100% brasileira, com propriedades semelhantes às berries, como morango, mirtilo, framboesa.

Adriana Santos: A jabuticaba é bem-vinda nas dietas de emagrecimento?

Márcio Souza: A jabuticaba pode sim ser usada em dietas de emagrecimento. O acúmulo de gordura corporal aumenta a produção de compostos inflamatórios e aumenta o estresse oxidativo, com maior produção de radicais livres. A jabuticaba e seus compostos fenólicos reduzem essa inflamação e favorecem a perda de gordura. As fibras da fruta também contribuem para a saúde intestinal, e sem um intestino funcionando bem, o emagrecimento não acontece de forma adequada.

Adriana Santos: Como consumi-la?

Márcio Souza: O ideal é consumi-la fresca, principalmente quando estiver na época. Mas hoje em dia a jabuticaba é utilizada também na produção de vinhos, licores e geleias. O suco ou o chá de jabuticaba é excelente para a saúde, e não precisa usar açúcar, já que a fruta já é doce suficiente. Procure um nutricionista e inclua todos esses benefícios no seu dia-a-dia.

Adriana Santos: Alguma receita?

Márcio Souza: CHÁ DE CASCA DE JABUTICABA

Modo de preparo: Ferva por 5 minutos 250 ml de água com 15 cascas de jabuticaba. Retire as cascas e tome o chá, rico em compostos fenólicos.

Mas é claro que você não precisa perder as fibras presentes na casca. Acrescente essas cascas em um iogurte natural ou mesmo em uma salada de frutas.

A jabuticaba pode sim ser usada em dietas de emagrecimento. O acúmulo de gordura corporal aumenta a produção de compostos inflamatórios e aumenta o estresse oxidativo, com maior produção de radicais livres. A jabuticaba e seus compostos fenólicos reduzem essa inflamação e favorecem a perda de gordura. As fibras da fruta também contribuem para a saúde intestinal, e sem um intestino funcionando bem, o emagrecimento não acontece de forma adequada.

NINGUÉM RESISTE…. 

#Repost @sitiosaolucas・・・󾆷 󾁉 tem gente que ama jaboticaba mesmo, neh !?! 󾍃 🌳 #sitiosaolucas

Posted by S Simplesmente on Quarta, 30 de setembro de 2015

13 nov 2015

Tristeza toma conta do coração do povo krenak

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Reprodução/Google

… não tenho palavras. Só lamento.

A tristeza toma conta do coração do povo krenak !!!

Posted by Yrerewa Braz on Quinta, 12 de novembro de 2015

O povo indígena conhecido hoje como Krenak, habitante da margem esquerda do Rio Doce, município de Resplendor, na região Leste de Minas Gerais, formou-se ao longo de um processo histórico marcado pelo caráter violento da expansão econômica sobre aquela região, originalmente de densa mata atlântica, onde diversos grupos de ‘Botocudos’ – resistindo à colonização em outras zonas já ‘conquistadas’ pelos brancos – se abrigaram até meados do Século XIX.

13 nov 2015

Quem se importa com o maior crime ambiental da história?

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Arquivo pessoal

OPINIÃO. Rogério Godinho, jornalista, autor das biografias “O Filho da Crise”, “Tente outra vez” e “Nunca na solidão”. Aluno de história global e globalização em Harvard e aluno-visitante de filosofia no MIT.

Vou dar a medida da encrenca. O que está acontecendo no Rio Doce é pior do que a soma dos piores desastres ambientais dos últimos 30 anos. Algodões, Camará, Macacos, os três rompimentos de Cataguases (2003, 2007 e 2009) até Itabirito no ano passado. Por qualquer critério disponível, seja extensão ou volume de rejeitos. Repito: o que está acontecendo é pior do que a soma de todos eles.

São 62 bilhões de litros de uma lama impregnada de metais que vai chegar até o litoral do Espírito Santo. A empresa insiste que não é tóxico, mas as empresas de fiscalização das diversas cidades afetadas fizeram testes e detectaram a presença de mercúrio, manganês, cromo, chumbo, entre outras substâncias. Por isso, elas interromperam a coleta e estão sem água. Mais de 500 mil pessoas afetadas. Sem contar que o rejeito – pela presença do ferro – está cimentando (mesmo!) diversas partes do rio. E estamos falando da mais importante bacia hidrográfica dentro da Região Sudeste. Sentiu o problema?

No que se refere a mortes, ainda não sabemos o número real, até porque a Samarco (cuja acionista conhecida para o brasileiro é a mineradora Vale) fechou a região das barragens e não permite o acesso. Isso também é inédito: a empresa responsável e que precisa ser investigada é a única a ter acesso ao local do crime, o que torna difícil obter um número preciso de fatalidades.

Sem contar os milhares de animais mortos. Imagine uma longa estrada de destruição. Visualize. Peixes, vacas, cavalos, cachorros, tudo que estava na frente. Até ninhos de tartarugas lá na foz do rio estão removendo para tentar salvar antes que a lama cheia de substâncias químicas chegue.

Em contraste, temos uma mídia que parece não considerar o assunto importante. A Folha de SP não julgou necessário dar a manchete principal para a tragédia nem mesmo no dia seguinte ao ocorrido. Ao invés disso, elegeu como assunto central:

“Lula afirma que não tem medo de ser preso pela PF”.

É o que chamamos de uma anti-notícia. Se alguém tivesse sido preso, seria um fato relevante. Neste caso, trocaram o maior desastre ambiental da história brasileira por nada. Fumaça.

No terceiro dia, outra anti-notícia. A matéria principal era um ex-diretor da Petrobras reclamando que virou um leproso (coitado!). Nenhuma informação crucial, nenhum furo, nada que justificasse ela ser a matéria principal naquele dia tão importante. Era só um perfil inócuo de um sujeito inócuo.

Além disso, as chamadas da primeira página falavam de gente desaparecida. Só isso. É extremamente relevante, claro, mas é uma irresponsabilidade deixar de tocar em temas essenciais, enquanto as matérias internas reproduzem tudo o que dizem a Samarco/Vale e o governo municipal, estadual e federal sem contextualizar, apurar ou refletir.

Enquanto isso, a internet mostrava fontes sérias dizendo que:

1) A empresa tem responsabilidade integral (Fonte: Ministério Público, que deu entrevista na TV, mas não apareceu nos jornais)

2) Não há nenhuma possibilidade da causa ser um abalo sísmico (Fonte: cientistas)

3) Milhares de animais morreram e outros milhares ainda vão morrer (Fonte: moradores das regiões afetadas e biólogos)

4) Pode ser o fim do Rio Doce. (Fonte: cientistas) Irônico não? A Vale [do Rio Doce] matou o Rio Doce.

5) A natureza vai levar 20 ou 30 anos para se recuperar. Alguns dizem 100 anos. Talvez nunca se recupere (Fonte: biólogos)

6) É provavelmente o maior desastre ambiental ocorrido no Brasil e um dos maiores do mundo. (Fonte: especialistas, baseados em um simples levantamento histórico)

O que isso significa? Sobre a mídia, que ela se torna cada vez menos relevante, pois não está cumprindo seu papel. E sem uma imprensa atuante, o setor público e o privado fazem o que querem. Até um governador pode dar entrevista dentro da sede da empresa responsável pela tragédia que ninguém liga, enquanto quase todos os outros líderes políticos fingem que não é com eles (quando é).

Este é o nosso vazamento de óleo do Golfo México, nosso vazamento da Exxon no Alasca, nosso Fukushima.

Mas quem se importa?

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