Categoria "Cidade"
12 jan 2016

Atriz Nicole Puzzi denuncia nas redes sociais maus-tratos contra os animais no Mercado Central de BH

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Reprodução/Youtube

O Mercado Central de Belo Horizonte ainda não se “adaptou”  às novas regras para a exposição de cães, roedores, pássaros e outros animas domésticos em vitrines e gaiolas. A resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) entrou em vigor em 15 de janeiro de 2015.

A resolução prevê regras para a comercialização dos animais. Desde janeiro de 2015, os bichos podem ficar expostos, mas em ambiente livre de excesso de barulho, com luminosidade adequada, livre de poluição, em ambiente limpo e sem riscos de acidentes, os locais têm que ter espaço para movimentação. Os estabelecimentos e veterinários que não cumprirem os requisitos definidos na resolução estão sujeitos a multas.

Próximo de completar um ano de completo descaso, a atriz Nicole Puzzi publicou um vídeo em suas redes sociais mostrando que nada ainda foi feito em favor dos animais.  Cães, pássaros e roedores continuam confinados em espaços pequenos. O Mercado Central de Belo Horizonte continua o mesmo…  Nada ainda foi feito… Até quando??? Assista

29 dez 2015

Universitário cria 5 mil abelhas em pequeno apartamento no centro de São Paulo

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Reprodução/Facebook

O estudante de gestão ambiental Celso Barbieri Jr., de 24 anos, é um apaixonado por abelhas sem ferrão.  Ele cria 5 mil abelhas na sala de seu apartamento de 42 m² no Centro de São Paulo. Para abrigá-las, o universitário projetou uma rede de túneis feita com canos de PVC para abelhas entrarem e saírem, se tornou referência na criação e proteção desses insetos em cidades.

O apartamento não tem sacada e ele precisa manter a janela da sala fechada para que sua gata não fuja. A solução foi montar as colmeias em duas caixas de madeira que ele mantém em uma prateleira sobre a janela.

Tanto amor também tem uma justificativa bem racional: proteger as espécies nativas através do cuidado, do manejo adequado e da educação das pessoas.

Conversei com Barbieri sobre a importância da preservação da abelha sem ferrão. Confira a entrevista realizada por e-mail.

Adriana Santos: Qual a importância das abelhas sem ferrão para os biomas brasileiros?

Celso Barbiéri Jr: As abelhas são animais extremamente importantes devido ao serviço de polinização que executam. Mais de 70% da polinização do mundo depende das abelhas, bem como quase 80% das plantas que nos servem de alimento. As abelhas sem ferrão são importantíssimas para a polinização dos biomas do Brasil, por terem evoluído juntas com as plantas, sendo assim extremamente eficientes. Existem estimativas que apontam que as abelhas sem ferrão sejam responsáveis por até 90% da polinização em alguns sub-biomas.

Adriana Santos: É verdade que as abelhas estão desaparecendo do planeta?

Celso Barbiéri Jr: Sim. É verdade. As populações de abelhas têm entrado em declínio no planeta. Não se tem certeza há quanto tempo, mas passaram a notar isso por conta do desaparecimento das abelhas do gênero Apis, (com ferrão) na última década.  Isso se aplica também aos outros grupos de abelhas, inclusive as solitárias e as sem ferrão (infelizmente ainda são menos estudadas).

Adriana Santos: Qual os principais motivos?

Celso Barbiéri Jr: Os principais motivos do desaparecimento das abelhas é o uso indiscriminado de agrotóxicos como: Glifosato, DDT e Neonicotinóides; a massificação de monoculturas e os desmatamentos. Já as principais causas de morte das abelhas sem ferrão, em zona urbana, são as podas feitas sem instrução e o uso do fumacê para controlar o mosquito da dengue.

Adriana Santos: Como podemos ajudar a salvar as abelhas?

Celso Barbiéri Jr: O primeiro passo é falar sobre a importância das abelhas. Deixar claro que não teremos alimentos, vida e futuro sem a presença das abelhas. Plantando árvores e flores, você protege as abelhas. Não consumindo agrotóxicos, você melhora a sua saúde e ajuda a proteger os polinizadores. E mantenha os enxames de abelhas sem ferrão que você conhece protegidos. Só isso já vai ajudar bastante na proteção das abelhas.

Adriana Santos: Como surgiu a ideia do SOS Abelhas Sem Ferrão?

Celso Barbiéri Jr: Surgiu de um grande amigo que idealizou o projeto. O nome dele é Gerson Pinheiro. Um belo dia a filha caçula dele falou que queria um enxame de abelhas em casa, logo depois que retornou de uma excursão escolar. Ele respondeu: “você está maluca”. A garota explicou que as abelhas não tinham ferrão. Gerson foi pesquisar sobre o assunto e se apaixonou. Em pouco tempo estava formado um grupo de amigos apaixonados por abelhas sem ferrão. O grupo notou a necessidade de resgatar abelhas em risco de morte, além de educar a população sobre o tema. Nasceu o SOS Abelhas sem Ferrão. Poucos meses depois, decidi o tema para meu projeto de formatura. Como já estava interessado pelas abelhas nativas do Brasil, fui assistir uma palestra do SOS Abelhas sem Ferrão. Adorei a ideia. Me encantei de vez pelas abelhas sem ferrão. Em pouco tempo entrei já integrava o time. Estou no SOS Abelhas sem Ferrão há mais de um ano.

Adriana Santos: Como surgiu a ideia de criar abelhas no seu apartamento?

Celso Barbiéri Jr: Eu sentia a necessidade de aprender um pouco mais sobre a criação de abelhas sem ferrão em ambientes urbanos (o que é permitido por lei). Resolvi testar como as abelhas poderiam viver dentro de um apartamento e em um ambiente tão árido, como é o caso do centro de São Paulo- SP. Passei alguns apuros para bolar o esquema de canos para a saída das abelhas, além de protegê-las das luzes artificiais durante á noite. Deu tudo tudo certo. Elas passam bem e polinizam o meu bairro.

Adriana Santos: Como os vizinhos reagiram?

Celso Barbiéri Jr: Na verdade se eu não tivesse contado para os vizinhos, eles nunca teriam notado. No entanto eles acham a ideia bacana, embora seja algo inusitado.

Adriana Santos: Há algum perigo?

Celso Barbiéri Jr:  O único perigo é você se apaixonar pelas abelhas sem ferrão, pois elas são muito dóceis. Não há perigo algum.

Adriana Santos: Como as abelhas são criadas?

Celso Barbiéri Jr: Basicamente as caixas ficam em cima de uma prateleira sobre a janela da minha sala. Por lá elas podem sair pelo basculante da janela através de canos de PVC. As abelhas vão para a rua e coletam tudo que precisam. Eu só preciso checar, quinzenalmente, e dar um xarope de água com açúcar no inverno por conta da escassez de flores.

02 dez 2015

Voluntários ‘adotam’ idosa cuidadora de 70 cães e 25 gatos

Arquivado em Animais, Cidade, Comportamento
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Reprodução/Facebook

Um grupo de moradores de Sorocaba, no interior de São Paulo, decidiu adotar uma idosa de 72 anos e seus 70 cães e 25 gatos. Dona Carmem Rosa, que reside em Salto de Pirapora, município vizinho, estava com dificuldade para manter com dignidade os animais abandonados que recolhia nas ruas da cidade.

Os voluntários Vanessa Nunes e Ricciéri de Oliveira se mobilizaram por meio das redes sociais e realizaram um mutirão para limpar a casa. Integrantes do grupo os veterinários Allan Menin, Débora Fernanda Guilherme e Carolina Gutieres examinaram os animais e separaram quatro cães que estão em pior situação de saúde. Uma cachorra foi submetida a retirada de um tumor de mama.

Todos estão com alguma doença decorrente das precárias condições de higiene. “Estamos fazendo o tratamento e depois vamos selecionar aqueles que devem ser submetidos à castração”, afirmou a veterinária. Parte dos cães será oferecida em adoção, mas alguns animais vão continuar na casa de dona Carmem. “Ela é uma pessoa boa e gosta dos animais, então vamos ajudá-la com ração e assistência”, disse Carolina Gutieres.

O grupo trabalhou vários dias para retirar lixo e entulho acumulados na casa. A prefeitura providenciou duas caçambas para que o material fosse descartado. Segundo ela, ainda há muito material a ser retirado. “Precisamos de mais braços para esse trabalho”, disse.

Os voluntários conseguiram ração para os bichos e cinco cestas básicas para a mulher, que sobrevive com a aposentadoria de um salário mínimo. “Ela é tão generosa que dividiu parte das doações com outras famílias necessitadas”, contou a veterinária. A psicóloga, Carolina de Paula Almeida que também integra o grupo tenta convencer dona Carmem a aceitar que parte dos animais seja adota por outras famílias.

“Dona Carmem é muito apegada aos animais, e não sabe negar quando algum deles precisa de abrigo, porém toda essa situação é complicada para a mesma. Ela vive em condições precárias e acabou acostumando-se com a ausência de conforto em prol dos animais que acolheu. Estamos realizando um trabalho que cuide não só dos animais, mas também com a saúde física e emocional de Dona Carmem. É um trabalho de resgate de sua identidade, e de escuta e acolhimento de suas aflições, relata a Psicóloga.

O grupo lançou na rede social Facebook a página “Abrigo da Dona Carmem” para ampliar a mobilização. A página será também um canal para a adoção dos animais. De alguns, dona Carmem já avisou que não abre mão, por isso a turma vai construir um canil em sua casa, que tem terreno grande. “Ela quer fazer o melhor para eles, e a gente vai ajudar”, disse Carolina Gutieres.

“É um trabalho desafiador, estamos com muitas pessoas motivadas em ajudar, porém precisamos muito de apoio financeiro já que existem várias tarefas a serem realizadas que geram um alto custo.” afirma Carolina de Paula Almeida.”

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