Categoria "Comportamento"
13 jan 2021

Papo Assemp: Cancelamento, relacionamentos virtuais e conversas digitais

Arquivado em Cidade, Comportamento, opinião, Vlog

Amigos e amigas, tive a satisfação de participar de um papo bem gostoso com o jornalista Patrick Ribeiro da Comunicação da Associação dos Servidores da Prefeitura de Belo Horizonte (ASSEMP) sobre os relacionamentos virtuais, durante a pandemia coronavírus; cancelamentos virtuais; privacidade nas redes e muito mais. Foram momentos de interação virtual e muito aprendizado para todos que participaram da live promovida pela Comunicação ASSEMP/BH.

Confira

18 nov 2020

Segurança Pública Integrada: Processo criminal digital é finalista do prêmio Conip 2020

Arquivado em Cidade, Comportamento

Foto: Página oficial Facebook da Polícia Civil de Minas Gerais

O projeto “Processo criminal digital no âmbito das prisões em flagrante” é finalista do prêmio Conip 2020. Funcionando desde março de 2020 no PCnet, ele está contribuindo para aumentar a confiabilidade, a segurança e a celeridade das investigações em Minas Gerais.

A solução foi desenvolvida pela Prodemge, em parceria com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O objetivo foi integrar de forma eletrônica estas duas entidades e, com isso, digitalizar todo o processo criminal de Minas Gerais referente a prisões em flagrante, unificando a Polícia Militar, a Polícia Civil, o sistema prisional, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública.

O resultado do vencedor do prêmio será divulgado durante o Conip – Congresso de Inovação no Poder Judiciário e Controle, que acontecerá virtualmente de 1º a 4 de dezembro.

Crédito: Página Oficial (Facebook) da Polícia Civil de Minas Gerais

17 nov 2020

A obesidade é um fator de risco para câncer da próstata

Imagem Google

Por: Daniel Xavier Lima, médico Urologista e coordenador da urologia do corpo clínico do Biocor Instituto

O câncer da próstata é o segundo mais frequente entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. A a importância do diagnóstico precoce já está bem estabelecida na sociedade, tanto pela frequência com a qual a doença ocorre, quanto pelas campanhas de conscientização. O Novembro Azul, que tem lugar de destaque dentre essas campanhas em todo o mundo, objetiva renovar essa consciência e eliminar o preconceito contra a realização dos exames de rastreamento, especialmente o exame de toque retal.

Estima-se que de todos os homens vivos hoje, em torno de 1 em cada 7 (15%) apresentarão a doença em algum momento e aproximadamente 1 em cada 38 (2,6%) irão falecer em decorrência dela. Em todo o mundo, a partir da década de 1990, momento em que o exame de sangue com a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) passou a ser feito de forma rotineira, ocorreu uma queda significativa na mortalidade. Embora existam algumas controvérsias a respeito da necessidade de se rastrear todos os homens, devido à possibilidade de serem diagnosticados tumores indolentes, que não causariam a morte do paciente, a seleção dos pacientes que precisam ser tratados a partir dos dados do diagnóstico inegavelmente traz benefícios para o controle da doença e reduz a mortalidade.

Sabe-se que o rastreamento do câncer da próstata encontrou uma resistência a partir de resultados conflitantes da literatura na década passada, havendo uma redução da sua realização em vários locais do mundo, especialmente nos EUA. Lamentavelmente, observou-se um aumento do número dos casos de câncer da próstata metastático (quando já há disseminação para outras partes do corpo e não há possibilidades de cura) nesses últimos anos, especialmente nos pacientes de cor negra, que apresentam maior incidência da doença.

Embora o rastreamento do câncer da próstata permita um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz, ele não impede que a doença venha a se estabelecer. Essa é uma questão crucial quando é discutido o termo “prevenção” contra o tumor prostático. Sabemos que os fatores de risco envolvem questões genéticas, para as quais ainda não podemos agir, além de fatores relacionados aos hábitos, que podem ser modulados.

Dentre esses fatores de risco, a obesidade é uma situação que tem trazido discussões. Sendo uma ocorrência comum em homens de meia-idade, quando o câncer da próstata também é bastante frequente, a gordura corporal em excesso é comprovadamente relacionada ao maior risco de câncer colorretal e de mama, dentre outros. Acredita-se que dos tipos de câncer associados à obesidade, cerca de ¼ deles poderiam ter sido evitados se a prevalência de pessoas obesas no mundo não tivesse dobrado desde 1980.

Grandes estudos prospectivos correlacionaram a obesidade com maior risco de câncer de próstata mais agressivo. Também foi encontrada maior mortalidade nos pacientes obesos tratados com radioterapia e cirurgia. Fatores hormonais podem estar implicados, além de dificuldades técnicas para o tratamento. Em estudos experimentais com modelos de câncer da próstata em camundongos, também se observa crescimento acelerado do tumor nas situações em que a obesidade está presente.

Curisosamente, a obesidade reduz os valores séricos do PSA, provavelmente por efeito dilucional, reduzindo então a possibilidade do exame se mostrar alterado nas fases iniciais do câncer da próstata. Pelas mudanças das dimensões corporais, o exame do toque retal também pode se mostrar prejudicado. Esses podem ser outros fatores que resultam nos piores resultados do tratamento desse tumor nos pacientes obesos.

Somando-se a essas evidências, há também correlação entre a ingestão elevada de gordura animal e o risco do câncer de próstata. Esses fatos corroboram a recomendação universal de que a adoção de hábitos de vida saudáveis, a prática de atividade físicas e a alimentação saudável são armas fundamentais para a verdadeira prevenção dos tumores malignos. No caso do câncer da próstata, recomenda-se também a visita periódica ao urologista, que da mesma forma é uma medida de manutenção da saúde.

Página 1 de 15412345... 154Próximo