Categoria "Comportamento"
18 abr 2017

Hospital de Lagoa Santa alerta sobre aumento de casos de suicídios

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Imagem Google

A Santa Casa de Lagoa Santa registrou, no último mês, cinco tentativas de suicídio entre jovens na faixa dos 25 anos. A maioria dos casos provocado por praguicidas de uso doméstico, produtos de limpeza e consumo de medicamentos controlados.

Segundo Fabiana Saqueto, assistente social do Hospital, houve um aumento significativo de casos. As vítimas são atendidas no ambulatório do hospital. “Uma das dificuldades de tratar o paciente é a ocultação de informações do próprio paciente ou dos familiares. As situações de extremo sofrimento, angústia e outros conflitos podem provocar, com o tempo, algum tipo de distúrbio psiquiátrico”, esclarece Fabiana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o suicídio é um problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Setenta e cinco por cento dos suicídios ocorrem em países de baixa e média renda. O Brasil é o oitavo país com mais registros de suicídios.

Alguns casos estão relacionados com transtornos mentais, em particular, depressão e abuso de álcool. Os casos mais frequentes acontecem em momento de crise ou na dificuldade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças. Além disso, enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e solidão estão fortemente associados com o comportamento suicida.

Segundo dados da OMS, até o momento, apenas alguns países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 países relatam possuir uma estratégia nacional para isso. O suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre vários setores da sociedade, além da conscientização da população por meio de informações claras, sem preconceitos e com o objetivo de alertar as famílias sobre os principais sinais de uma pessoa com perfil suicida.

24 mar 2017

PPS vai ao STF para defender direito do uso da maconha para efeito medicinal

Arquivado em Comportamento, saúde

cannabis2Os relatos de pacientes que se beneficiam com o uso terapêutico da cannabis são frequentes e se popularizam nas redes sociais. Utilizando-se da base constitucional à saúde, muitas famílias buscam na Justiça o direito de cultivar a planta para atender às necessidades de seus filhos, na maioria dos epiléticos refratários que não têm alternativa, a não ser plantar, tendo em vista os preços elevados dos extratos de cannabis importados autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses relatos estimularam algumas famílias e organizações de pacientes a optarem por cultivar cannabis para fins medicinais em casa, contrariando a Lei 11.343 conhecida como a Lei de Drogas.

Além de ser contravenção penal, o uso medicinal expõe contradições. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até março deste ano, já havia concedido mais de 2.300 autorizações para importação de extratos de cannabis para atender a pacientes com indicação ao tratamento. Por outro lado, a Justiça brasileira penaliza as famílias que manipulem a erva para produzir o medicamento. No Brasil, quem cultiva a erva pode pegar de 5 a 15 anos de cadeia.

Para mudar esse cenário, o deputado Antônio Jorge (PPS/MG), acompanhado do presidente da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Ama+Me), Leandro Ramires, e do advogado da entidade, Maurício Sullivan, reuniu-se em Brasília, na semana passada, com o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) e com o presidente honorário do partido, ministro Roberto Freire, que declararam o apoio do PPS à causa. Nos próximos dias, a legenda vai entrar com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Esse processo se justifica porque o impedimento do consumo da cannabis para fins medicinais desrespeita um preceito fundamental, que é o direito à saúde. “Privar o paciente do acesso a esses tratamentos é desrespeitar um preceito garantido constitucionalmente”, alerta Antônio Jorge.

A Medicina Canabinoide é indicada para pacientes portadores de Alzheimer, autismo, câncer (vários tipos), depressão, distonia, dor crônica, encefalopatia, epilepsia, esclerose múltipla, esquizofrenia, fibromialgia, paralisia cerebral, Parkinson e retardo mental com transtorno do desenvolvimento.

Dificuldades de Acesso na importação – Além dos entraves burocráticos, outra barreira encontrada pelas famílias é encontrar um médico prescritor. Atualmente, menos de 100 profissionais prescrevem cannabis medicinal no Brasil. Apesar do número reduzido, especialistas de 27 especialidades e subespecialidades já prescreveram formalmente, o que demonstra o interesse dos médicos brasileiros, de várias áreas, pelo potencial terapêutico da cannabis.

O custo elevado dos produtos importados é outro impeditivo. O custo médio de um tratamento com extrato de cannabis rico em CBD pode variar de R$ 1.020,00 a mais de R$ 21 000,00 por mês, valor que impede o acesso para a maioria das famílias. Além de caro, os extratos canábicos importados são considerados suplementos alimentares nos países de origem e, portanto, não são submetidos à mesma fiscalização das autoridades sanitárias como acontece para fármacos e fitoterápicos.

“Se considerarmos somente o benefício alcançado no tratamento da epilepsia refratária com cannabis medicinal, os números impressionam”, alerta Leandro Ramires. Segundo ele, o custo médio com a medicação anticonvulsivante para pacientes epiléticos refratários é de R$ 825,00 por mês. Cerca de 92% desses pacientes fazem uso de três ou mais drogas anticonvulsivantes, sendo as mais comuns: ácido valpróico, topiramato e oxcarbazepina; com nomes comerciais de Depakote, Topamax e Tryleptal, respectivamente. O movimento financeiro para atender 320 mil pacientes, somente com anticonvulsivantes, é da ordem de R$ 264 milhões por mês.

Estudo “Uso de óleo de cannabis rico em canabidiol para controle de epilepsia refratária: estudo observacional” mostra que após o uso oral de extrato de cannabis rico em CBD, 73% dos pacientes reduziram para a metade o uso de medicação anticonvulsivante tradicional. “Se a metade dos pacientes epiléticos refratários do Brasil (180.000) utilizasse um óleo de cannabis seriam economizados perto de R$ 55 milhões por mês para as famílias e para o SUS”, alerta Ramires.

Uma vez garantido o direito ao cultivo medicinal, as associações de pacientes, já existentes e atuantes no país terão a oportunidade de buscar qualidade, continuidade, dosagens adequadas dos canabinoides, técnicas de cultivo e beneficiamento da planta para que mais pacientes possam ser beneficiados. Iniciativas que partem das famílias de pacientes mobilizam instituições de pesquisa país afora.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se dispôs a ajudar famílias que já cultivam, sob a guarda de um Habeas Corpus, a produzirem um extrato respeitando protocolos de qualidade dentro de suas instalações.

Novas perspectivas acadêmicas surgem com manifestações de apoio e interesse científico da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que se juntam às outras universidades brasileiras que já possuem pesquisa em cannabis e canabinoides para fins medicinais.

As possibilidades terapêuticas, fundamentadas na correta manipulação clínica do Sistema Endocanabinoide para várias condições patológicas, abrem um mercado de cannabis medicinal que vai muito além do direito ao cultivo pelos próprios pacientes individual ou coletivamente. “O Brasil não deve ficar para trás neste contexto e pode até servir como referência internacional, se o direito ao cultivo para fins medicinais for garantido aos pacientes e seus coletivos em todo território nacional. Será um grande passo em busca do acesso mais igualitário a todos que precisam e se beneficiam do uso medicinal da cannabis, assegura Leandro.

15 mar 2017

Adolescentes compram indiscriminadamente anticoncepcionais em farmácias

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A venda indiscriminada de hormônios femininos, como anticoncepcionais, pode agravar os riscos à saúde das mulheres. É bom lembrar que o medicamento é vendido sem a exigência de receita médica em vários países, inclusive no Brasil. Especialistas alertam que a automedicação sem uma avaliação médica pode acarretar problemas como a trombose e a embolia. O problema pode ser ainda mais complicado quando uma adolescente resolve usar o anticoncepcional por conta própria.

Recebi algumas mensagens de mães aflitas relatando que as filhas adolescentes estavam comprando anticoncepcionais em farmácias sem orientação de uma ginecologista. Teve um relato bem inusitado de um garoto de 15 anos com problemas psicológicos que usava anticoncepcional para ficar sem pelos no corpo. Enfim, as farmácias vendem indiscriminadamente o medicamento em qualquer situação. Conversei com o professor da UFMG e ginecologista Agnaldo Lopes sobre o assunto.

1- Adriana Santos: Quais os principais efeitos colaterais dos anticoncepcionais para adolescentes?

Agnaldo Lopes: Os efeitos mais comuns para adolescentes são náuseas, vômitos, dor de cabeça, mal estar, intolerância gástricas e possibilidade de sangramento irregular.

2- Quais os cuidados no uso dos anticoncepcionais para meninas que começaram a menstruar?

Todo método anticoncepcional deve ser prescrito por um médico após uma histórica clínica e avaliação detalhada.

3- Por que no Brasil os adolescentes podem comprar o medicamento sem receita médica, já que são menores de idade?

A legislação brasileira permite isso. Reforço a importância da prescrição do anticoncepcional por um médico, apesar de que todas as barreiras para os métodos contraceptivos podem implicar em gravidez não desejada.

4- Adolescentes usam concepcionais também para tratar espinhas. Os meninos podem usar o anticoncepcional feminino? Quais os possíveis efeitos colaterais?

É absolutamente contraindicado. Não devem usar de forma alguma.

5- O anticoncepcional Diane foi proibido na França por provocar trombose em várias mulheres. Por que ainda é consumido no Brasil, em especial por adolescentes que tentam tratar espinhas?

O Diane é aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) como tratamento hormonal contra os sintomas de hiperandrogenismo (excesso de pelo e de acne).

6- Qual a importância de procurar um ginecologista para iniciar o uso do anticoncepcional?

Ele vai definir juntamente com a mulher se a pílula anticoncepcional é o método contraceptivo mais indicado, qual o tipo de pílula ela deve tomar, e aconselhá-la sobre benefícios físicos e sinais alerta de cada método

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