Categoria "Comportamento"
08 jun 2015

Quais os bons motivos para você contratar um Coach?

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Renata Lemos (arquivo pessoal)

As relações de trabalho mudaram nas últimas décadas, principalmente com o surgimento das novas ferramentas de comunicação interativas e das estratégias de economia cada vez mais globalizadas.

Com a proliferação desses artefatos tecnológicos muitas profissões caíram no esquecimento e outras tantas surgiram para compor o cenário atual. Algumas profissões nasceram, justamente, com o objetivo de auxiliar o “novo trabalhador” na árdua tarefa de fazer as melhores escolhas profissionais e pessoais.

Você já ouviu falar em Coach? É uma palavra em inglês que significa treinador, instrutor que assessora o cliente (coachee), levando-o a refletir, chegar a conclusões, definir ações e, principalmente, agir em direção a seus objetivos, metas e desejos. O profissional coach é aquele que pode ajudar, você, a identificar oportunidades.

Conversei com a master coachRenata Lemos, responsável por uma das maiores escolas preparatórias de Coach do Brasil. A empresa registrou nos últimos três anos um aumento de 400 por cento na procura de pessoas interessadas pela profissão Coach, mas também por aqueles que desejam tomar decisões mais acertadas.

Adriana Santos: O que é Coach ou Coaching?

Renata Lemos – Master Coach: Muitas pessoas confundem as duas palavras. Coach é o profissional que faz o processo. Coaching é o processo em si. Temos também a palavra Coachee, que é o cliente que participa do processo. Coaching é uma metodologia de desenvolvimento humano que busca atende as necessidades humanas, como atingir metas, despertar o potencial, desenvolver novas habilidades , solucionar problemas e se autoconhecer.

Adriana Santos: Quais são os Benefícios do Coaching?

Renata Lemos – Master Coach: O Coaching traz muitos benefícios como autorreflexão, autoconhecimento, melhoria da comunicação, flexibilidade, inteligência e controle emocional, autodesenvolvimento, resiliência, foco, desenvolvimento e aprimoramento de habilidades e capacidades, relacionamento interpessoal, gestão do tempo, definição de metas e objetivos realistas, quebra de crenças limitantes.

Adriana Santos: Qual a diferença entre Coach ou Coaching, Psicologia Clínica e Orientação Profissional?

Renata Lemos – Master Coach: Coach é profissional capacitado a realizar o processo de Coaching. As ferramentas utilizadas no Coaching foram desenvolvidas através de ciências como: Administração, Filosofia, Sociologia, Psicologia, Antropologia, entre outras, que juntas proporcionam o aprimoramento de habilidades e capacidades que visam o despertar do potencial humano. Então dentro do Coaching encontramos também um pouco da Psicologia. A psicologia em si é voltada para questões mais profundas, muitas vezes focado em analisar o subjetivo e padrões de comportamento limitantes, sem tempo determinado. O Coaching é um processo de inicio, meio e fim. Ele possui um ou mais objetivos a serem trabalhados, através de perguntas e ferramentas que levam a pessoa a reflexão, potencializando seus pontos fortes, trabalhando o autoconhecimento, desenvolvendo os pontos de melhoria para que o cliente atinja o que estado desejado em uma curto espaço de tempo. A orientação profissional trabalha com objetivo de auxiliar o cliente na escolha ou mudança de carreira. Tanto Coaching e Psicologia podem atuar com a orientação profissional. O Coaching e a Psicologia juntos torna o processo evolutivo do cliente ainda mais acelerado e poderoso.

Adriana Santos: Qual a importância do equilíbrio emocional e autoconfiança na conquista do trabalho ideal?

Renata Lemos – Master Coach: Para que possamos conquistar o trabalho ideal, e preciso primeiramente ter a consciência do que é o ideal para cada indivíduo. Para que isso ocorro o autoconhecimento é necessário, pois precisamos entender quais são as nossas motivações, o que nos faz feliz e realizados. Quando nos conhecemos verdadeiramente, aumentamos a nossa autoconfiança e nosso equilíbrio emocional, pois temos a consciência de quem somos, do que somos capazes e onde queremos chegar. Esse conhecimento nos ajuda a resistir as pressões do dia a dia e sermos mais felizes no ambiente de trabalho.

Adriana Santos: Por que tantas pessoas estão insatisfeitas com o próprio trabalho?

Renata Lemos – Master Coach: Muitas pessoas estão vivendo de forma desenfreada e infelizes nos dias de hoje. A falta de tempo, os relacionamentos principalmente com as lideranças, a busca por algo a mais, o não conhecimento de si mesmo e de suas emoções, faz com que muitos profissionais busquem novas oportunidades de trabalho. Ë importante que o profissional tenha consciência de si mesmos, das suas motivações, de seus valores e principalmente do seu propósito de vida. Muitos profissionais não sabem porque realizam aquele trabalho sem nenhum sentido. Encontrar um sentido, um propósito, o que nos faz feliz, nos ajuda a nos realizar e sermos felizes profissionalmente.

Adriana Santos: Como o coach pode ajudar pessoas na conquista de maior satisfação pessoal e profissional?

Renata Lemos – Master Coach: O Coaching auxilia o autoconhecimento e reúne varias ferramentas que permite o profissional entender suas motivações, conhecer seus pontos fortes, suas crenças limitantes, encontrar o seu propósito e sua missao de vida, para que ela possa cada vez mais conhecer suas necessidades profissionais e pessoais para que se torne uma pessoa mais realizada e feliz.

08 jun 2015

Como criar pássaros sem gaiolas?

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A corte de Nova Deli, na Índia, decidiu que pássaros têm direito de viver com dignidade fora de gaiolas, voando livremente.

Segundo a imprensa indiana, o juiz Manmohan Singh afirmou em sua decisão que comercializar pássaros em gaiolas é uma violação de seus direitos.

“Tenho clareza de que todos os pássaros no céu têm o direito fundamental de voar no céu e nenhum ser humano tem direito de detê-los em gaiolas, com fins comerciais ou quaisquer outros”, afirmou o juiz.

Fonte: Folha de São Paulo.

Como criar pássaros livres, soltos e felizes? Saiba mais com Flávio Giusti do canal do Youtube VegetariRANGO

05 jun 2015

Tudo bem ser diferente?

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Filho e mãe: companheiros nas brincadeiras

A jornalista, blogueira, professora universitária de Jornalismo, doutora em Estudos Linguísticos na UFMG, com a tese “Estética da Diferença: contribuições ao estudo da deficiência e das redes sociais digitais como dispositivos de mise en scène“, Sônia Calda Pessoa, é tão inquieta e incomodada com o preconceito contra as crianças especiais, o racismo e a homofobia que criou o blog “Tudo Bem Ser Diferente”.

A iniciativa partiu das próprias experiências, depois do diagnóstico de hidrocefalia e de um tumor benigno no terceiro ventrículo cerebral do seu único filho, Pedro. Segundo Sônia, a descoberta da doença foi feita por uma pediatra em uma consulta de rotina. A partir da suspeita da profissional, ela passou a pesquisar diariamente todos os detalhes da hidrocefalia, das neurocirurgias, tratamento, reabilitação, terapias e profissionais.

Com o objetivo de reunir as principais informações e interagir com com outros pais e mães que passavam pela mesma situação, Sônia resolveu criar o blog Tudo Bem Ser Diferente.

Conversei com a professora Sônia sobre a importância das brincadeiras e atividades lúdicas para o desenvolvimento das crianças que apresentam algum tipo de dificuldade na hora de brincar. Confira:

Adriana Santos: Qual a importância do brincar para o desenvolvimento das crianças que apresentam alguma deficiência, física, mental ou comportamental?

Sônia Pessoa: O brincar é fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança e ainda mais importante para as crianças com necessidades especificas. A ideia de aprender brincando faz todo o sentido. É na brincadeira que a criança imagina, cria, imita, repete, desafia e se vê desafiada, se revela, se constrange, fica inibida, se solta, enfim, a brincadeira é a roda da vida, a roda social na qual a criança tem a oportunidade de se relacionar e de aprender se relacionando com os iguais, as próprias crianças.

Adriana Santos:  Os espaços públicos brasileiros, como praças, zoológicos e parques ecológicos, oferecem oportunidades para que as crianças possam brincar com saúde e segurança?

Sônia Pessoa: Ainda estamos caminhando em direção à segurança e a saúde em suas condições plenas, mas percebo um grande avanço nos últimos dez anos, com brinquedos mais interativos, mais adaptados e mais propícios ao brincar. É um caminho longo e sou otimista que será cada vez melhor.

Adriana Santos: Qual a importância da interação entre crianças e animais domésticos, como cães e gatos?

Sônia Pessoa: Os animais são companheiros, amigos, despertam o afeto e também apresentam desafios para as crianças como a coordenação motora, a responsabilidade, o cuidar, o se sentir importante para alguém a partir de um outro ponto de vista – a criança, ao cuidar dos animais, não depende de um adulto. Por outro lado, o animal depende dos cuidados da criança. É uma relação importantíssima, que estimula o lúdico e ao mesmo tempo faz a criança amadurecer em alguns aspectos.

Adriana Santos: Os pais/mães devem interferir nas brincadeiras dos filhos? Ou brincadeira é só coisa de criança?

Sônia Pessoa: Brincadeira é coisa de criança e é coisa de todo mundo. Dependendo do contexto (e sempre sou a favor de avaliar os contextos), o adulto pode dar uma mãozinha para a brincadeira fluir. Aqui em casa, por exemplo, temos uma criança observadora que sente certa dificuldade de brincar. Muitas vezes estimulamos, nos colocamos na brincadeira e damos aquele empurrãozinho para que a brincadeira flua de maneira mais intensa. Alguns amiguinhos conseguem exercer esse papel de ‘estimuladores’ de brincadeiras. Mas nem sempre os próprios amigos dão conta disso. Por isso, não vejo problema nessas ‘interferências’ sutis, que sempre trazem bons frutos.

Adriana Santos: Os intervalos escolares ou recreios estão ficando cada vez menores. Talvez só o tempo das crianças lancharem. As escolas oferecem poucas oportunidades das brincadeiras diárias, por meio de atividades lúdicas e interativas. Você morou na França, durante seu doutorado, e levou a família, marido e filho. O Pedro também reclamou do tempo oferecido para brincar na escola? Como foi a sua experiência com o seu filho nas escolas francesas?

Sônia Pessoa: Nós sempre procuramos escolas no Brasil para o nosso filho que valorizem o brincar como parte de suas atividades pedagógicas, não só como atividade ‘recreativa’. Durante o doutorado sanduíche em Paris, ele estudou em uma escola pública francesa determinada pela prefeitura local, determinada pela proximidade de casa, como determina a legislação francesa. A escola tinha o horário do recreio, como acontece nas demais, mas mantinha também algumas atividades semanais como natação, visitas a parques próximos, passeios de metrô e idas a museus, que ajudavam bastante a dividir o tempo entre a sala de aula e outras possibilidades que as crianças adoravam. Penso que as aulas tradicionais podem e devem ser repensadas em qualquer escola. É mais interessante uma aula de vez em quando em uma quadra, uma cozinha, um parque, um museu, ao pé da árvore, enfim, em espaços diferenciados, que estimulem a criança a aprender brincando. Isso é possível em qualquer escola, basta querer.

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