Categoria "Comportamento"
05 jun 2015

Tudo bem ser diferente?

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sonia

Filho e mãe: companheiros nas brincadeiras

A jornalista, blogueira, professora universitária de Jornalismo, doutora em Estudos Linguísticos na UFMG, com a tese “Estética da Diferença: contribuições ao estudo da deficiência e das redes sociais digitais como dispositivos de mise en scène“, Sônia Calda Pessoa, é tão inquieta e incomodada com o preconceito contra as crianças especiais, o racismo e a homofobia que criou o blog “Tudo Bem Ser Diferente”.

A iniciativa partiu das próprias experiências, depois do diagnóstico de hidrocefalia e de um tumor benigno no terceiro ventrículo cerebral do seu único filho, Pedro. Segundo Sônia, a descoberta da doença foi feita por uma pediatra em uma consulta de rotina. A partir da suspeita da profissional, ela passou a pesquisar diariamente todos os detalhes da hidrocefalia, das neurocirurgias, tratamento, reabilitação, terapias e profissionais.

Com o objetivo de reunir as principais informações e interagir com com outros pais e mães que passavam pela mesma situação, Sônia resolveu criar o blog Tudo Bem Ser Diferente.

Conversei com a professora Sônia sobre a importância das brincadeiras e atividades lúdicas para o desenvolvimento das crianças que apresentam algum tipo de dificuldade na hora de brincar. Confira:

Adriana Santos: Qual a importância do brincar para o desenvolvimento das crianças que apresentam alguma deficiência, física, mental ou comportamental?

Sônia Pessoa: O brincar é fundamental para o desenvolvimento de qualquer criança e ainda mais importante para as crianças com necessidades especificas. A ideia de aprender brincando faz todo o sentido. É na brincadeira que a criança imagina, cria, imita, repete, desafia e se vê desafiada, se revela, se constrange, fica inibida, se solta, enfim, a brincadeira é a roda da vida, a roda social na qual a criança tem a oportunidade de se relacionar e de aprender se relacionando com os iguais, as próprias crianças.

Adriana Santos:  Os espaços públicos brasileiros, como praças, zoológicos e parques ecológicos, oferecem oportunidades para que as crianças possam brincar com saúde e segurança?

Sônia Pessoa: Ainda estamos caminhando em direção à segurança e a saúde em suas condições plenas, mas percebo um grande avanço nos últimos dez anos, com brinquedos mais interativos, mais adaptados e mais propícios ao brincar. É um caminho longo e sou otimista que será cada vez melhor.

Adriana Santos: Qual a importância da interação entre crianças e animais domésticos, como cães e gatos?

Sônia Pessoa: Os animais são companheiros, amigos, despertam o afeto e também apresentam desafios para as crianças como a coordenação motora, a responsabilidade, o cuidar, o se sentir importante para alguém a partir de um outro ponto de vista – a criança, ao cuidar dos animais, não depende de um adulto. Por outro lado, o animal depende dos cuidados da criança. É uma relação importantíssima, que estimula o lúdico e ao mesmo tempo faz a criança amadurecer em alguns aspectos.

Adriana Santos: Os pais/mães devem interferir nas brincadeiras dos filhos? Ou brincadeira é só coisa de criança?

Sônia Pessoa: Brincadeira é coisa de criança e é coisa de todo mundo. Dependendo do contexto (e sempre sou a favor de avaliar os contextos), o adulto pode dar uma mãozinha para a brincadeira fluir. Aqui em casa, por exemplo, temos uma criança observadora que sente certa dificuldade de brincar. Muitas vezes estimulamos, nos colocamos na brincadeira e damos aquele empurrãozinho para que a brincadeira flua de maneira mais intensa. Alguns amiguinhos conseguem exercer esse papel de ‘estimuladores’ de brincadeiras. Mas nem sempre os próprios amigos dão conta disso. Por isso, não vejo problema nessas ‘interferências’ sutis, que sempre trazem bons frutos.

Adriana Santos: Os intervalos escolares ou recreios estão ficando cada vez menores. Talvez só o tempo das crianças lancharem. As escolas oferecem poucas oportunidades das brincadeiras diárias, por meio de atividades lúdicas e interativas. Você morou na França, durante seu doutorado, e levou a família, marido e filho. O Pedro também reclamou do tempo oferecido para brincar na escola? Como foi a sua experiência com o seu filho nas escolas francesas?

Sônia Pessoa: Nós sempre procuramos escolas no Brasil para o nosso filho que valorizem o brincar como parte de suas atividades pedagógicas, não só como atividade ‘recreativa’. Durante o doutorado sanduíche em Paris, ele estudou em uma escola pública francesa determinada pela prefeitura local, determinada pela proximidade de casa, como determina a legislação francesa. A escola tinha o horário do recreio, como acontece nas demais, mas mantinha também algumas atividades semanais como natação, visitas a parques próximos, passeios de metrô e idas a museus, que ajudavam bastante a dividir o tempo entre a sala de aula e outras possibilidades que as crianças adoravam. Penso que as aulas tradicionais podem e devem ser repensadas em qualquer escola. É mais interessante uma aula de vez em quando em uma quadra, uma cozinha, um parque, um museu, ao pé da árvore, enfim, em espaços diferenciados, que estimulem a criança a aprender brincando. Isso é possível em qualquer escola, basta querer.

03 jun 2015

Cachorro adotado defende tutora de assalto

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foto cão

Amanda Prado é uma jovem senhora de 18 anos. Ela é casada e tem um lindo bebê de 1 ano e 9 meses, dois cachorros e um gato. Zico, um vira-lata de 5 anos e a gatinha Catatau foram adotados na ONG Cão Viver. A família mora no bairro Nacional, em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

Hoje (3/06), por volta das 11 horas, em torno de um comércio do bairro, Amanda passou por um sufoco. Ela foi rendida por um senhor que exigiu dinheiro. Como ela negou, já que a garota não tem o costume de andar com dinheiro na bolsa, o homem contrariado pegou uma faca e ameaçou Amanda.

Quando ele segurou o braço dela, Zico, o cão vira-lata adotado por ela apareceu do nada e mordeu o agressor. O resto da história, vou deixar para Amanda dizer. Conversamos pelo Facebook, depois que eu li um depoimento emocionado da Amanda na Comunidade SOS BICHOS MINAS GERAIS 

“Eu só vi um cachorro voando em cima do cara e mordendo. Foi quando eu consegui sair, quando olhei, era meu amigo, meu filho, que surgiu não sei de onde e como. Descobri depois, que deixamos (ela e o marido) o portão aberto e ele fugiu e não percebemos, e depois ele no seguiu, de carro, ele correu atrás, não fomos muito longe dois quarteirões de casa. Acho que ele já estava num canto vigiando”

“Felizmente o senhor não teve nada grave foi para hospital com o braço e a mão bem machucada, claro foi detido. Eu nunca imaginei que um cachorro sempre ao nosso lado pode ser um herói, agora o que passou na cabeça dele para fugir, eu não faço ideia, mas sei que se não fosse por ele não sei o que teria acontecido”

“A raça dele é a mais linda de todas, a raça que ama, independente de qualquer coisa. Meu vira lata Zico. Ele tem muito ciúmes de mim nenhum cachorro pode chegar perto, mas de gente eu não sabia..”

27 maio 2015

Aliso não, mãe!

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aliso não

A mineira Carolina Monteiro, de apenas 8 anos de idade, está dando aulas de autoestima contra o preconceito na internet. A pequena garota usa seu canal no YouTube para mostrar sua identidade e beleza e rebater críticas dos coleguinhas da escola sobre seu cabelo black power.

Fique de olho!

A busca por novas técnicas de alisamento de cabelos é rotina nos salões de beleza, até mesmo quando os clientes são crianças. Desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a utilização do formol nestas técnicas em 2009, surgiram diversas novas escovas e com diferentes nomenclaturas. A novidade que vem sendo divulgada é a escova de aminoácidos, que promete não agredir os fios e pode ser usada até por grávidas e crianças. No entanto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta que o aminoácido, por si só, não promove o alisamento, o que provavelmente ocorrerá com a associação de uma outra substância ou a conversão dessa em formol, quando o cabelo é submetido ao calor.

Saiba mais sobre os riscos do alisamento de cabelos com formol. Anvisa

Racismo na universidade

A estudante de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) Lorena Monique resolveu trazer à tona a discussão sobre o racismo presente no dia a dia acadêmico. Inspirada na campanha organizada por alunos negros e negras da Universidade de Harvard (EUA), a aluna desenvolveu um ensaio fotográfico com pessoas que transitavam pelo campus e pediu que elas posassem com frases preconceituosas que já ouviram.

A ideia é mostrar como a discriminação, mesmo que de forma velada, tem consequências devastadoras para quem passa por isso todos os dias. Veja o ensaio completo aqui.

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