Categoria "Comportamento"
15 fev 2016

Cinco filmes para saber mais sobre saúde

Arquivado em Comportamento, saúde
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Imagem/Google

A saúde é um tema muito vasto e repleto de vertentes e pontos de vista interessantes. Por isso, o Blog da Saúde explorou o catálogo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e indica cinco de filmes e documentários para enriquecer o seu conhecimento sobre a área. Os títulos abrangem diversos assuntos, desde registros da história da saúde brasileira, até discussões atuais como o uso de drogas e as formas de nascer.

Aproveite as sugestões e conheça um pouco mais sobre saúde:

Revolta da Vacina

O documentário mistura esquetes teatrais e depoimentos de médicos, pesquisadores e historiadores, para apresentar a história da varíola, da vacina e da revolta popular de 1904, conhecida como Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro. O material aborda questões sociais, políticas e culturais que envolveram a campanha de vacinação do governo de Rodrigues Alves.

Crack, repensar

O uso de crack cresce no mundo de modo alarmante. É uma droga de fácil dependência após uso inicial. A abstinência gera grande desconforto ao usuário, depressão, ansiedade e agressividade contra terceiros. A necessidade do uso frequente acarreta delitos, para obtenção de dinheiro, venda de bens pessoais e familiares, e até prostituição, tudo para sustentar o vício.

No documentário “Crack, repensar” (2015) os diretores Felipe Crepker e Rubens Passaro buscam desconstruir estigmas e preconceitos em torno do crack e usuários.

Parir é Natural

A discussão sobre os procedimentos que envolvem o parto tem sido destaque na sociedade. A redução das cesarianas desnecessárias é uma das bandeiras do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O documentário “Parir é Natural” apresenta depoimentos de mulheres que viveram a experiência do parto e o posicionamento de profissionais de saúde, especialistas em parto e nascimento, com o intuito de ampliar o debate sobre a cesárea e todas as suas consequências.

Cinematógrafo brasileiro em Dresden

Registros do começo do século XX foram resgatados para este documentário que conta com imagens de época e entrevistas com pesquisadores de história da saúde e do cinema. O material é o primeiro filme científico brasileiro conhecido, marcando o pioneirismo do Brasil e do Instituto Oswaldo Cruz na utilização de imagens em movimento na comunicação e informação em saúde.

O material conta com dois filmes exibidos em 1911 no pavilhão brasileiro da Exposição Internacional de Higiene em Dresden (Alemanha). O tema principal é o combate à febre amarela no Rio de Janeiro e a recém-descoberta doença de Chagas em Lassance (MG).

A peleja dos guerreiros Sá & Ude contra os monstros Dó & Ença no país dos tropicais

Utilizando referências do cordel, o filme de Wilson Freira conta de forma divertida a história do embate entre guerreiros que lutam em defesa da vida e monstros que disseminam enfermidades.

Os vídeos e documentários pode ser adquiridos na Editora Fiocruz pelos contatos comercialeditora@fiocruz.br ou (21) 3882-9007

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

11 fev 2016

ESPECIAL: Politica & Amor. “Falta muitas vezes amor próprio para dizer não à corrupção”

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John Lennon e Yoko Ono se casaram em 20 de março de 1969 e, no dia seguinte, em plena lua-de-mel no Hotel Hilton, em Amsterdã, segurando tulipas, começaram um protesto pacífico contra a guerra do Vietnã. Eles ficaram nus na cama por uma semana. Foi um ato político em nome do amor altruísta. O evento foi chamado de “Bed in”, ou “John e Yoko na cama pela paz”.

Durante a década de 1970, John e Yoko envolveram-se em vários eventos políticos, como promoção à paz, pelos direitos das mulheres e trabalhadores e também exigindo o fim da Guerra do Vietnã. O casal mais conhecido da história contemporânea também colecionou desafetos. Onze anos depois do bed-in de Montreal, no dia 8 de dezembro de 1980, Lennon foi assassinado à porta do edifício Dakota, em Nova York, por Mark Chapman.

O desfecho trágico envolvendo o assassinato de Lennon é emblemático para pontuar a reflexão que proponho nesta postagem: o que a política tem de congruente com o amor? A temática é oportuna principalmente em tempos nos quais a política e o amor estão tão em baixa. O ódio matou o sonho? Até que ponto é possível governar com amor? É possível governar sem amor?

Conversei com Filipe Celeti. Ele é bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela mesma instituição. Editor da Bunker Editorial. Colabora com artigos para o Instituto Ludwig von Mises Brasil (IMB), e tem participado com artigos e podcasts em outros sites e institutos como Portal Libertarianismo, Livre & Liberdade e Estudantes Pela Liberdade (EPL), referentes à educação, política e cotidiano.  Segundo ele, “falta muitas vezes amor próprio para dizer não à corrupção”.

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Filipe Celeti/Arquivo pessoal

Adriana Santos:  A política pode ser amorosa?

Filipe Celeti: A política expressa um modo de amar. O problema com a palavra amorosa é pensar no amor enquanto romantismo, beleza, sutileza, doação, negação de si e muitos outros termos que estão presentes no senso comum. Quando vemos o amor humano se manifestar, enxergamos o ciúmes, a luxúria, os crimes passionais, o egoísmo, a possessividade e uma série de sensações amorosas que diferem do idealismo que envolve o amor. A política é amorosa. Carrega os vícios e as taras, os sonhos e as utopias dos amantes.

Adriana Santos:  A política é compatível com o amor?

Filipe Celeti: Eu vejo cinco compatibilidades entre política e amor. Os insensíveis são como os totalitários: eles não amam e querem que os outros também não amem. Os amantes altruístas são como os socialistas: o outro é louvado para que a individualidade desapareça. Os egoístas são como os conservadores: pretendem impedir que os outros sejam diferentes de seus padrões. Os românticos são como os centristas: são confusos naquilo que desejam ou esperam de si e dos outros. Os amoristas – os que amam plenamente – são como os libertários: querem o máximo de realização pessoal e de realização do outro.

Adriana Santos:  É possível governar com amor?

Filipe Celeti: Só se governa com amor. O importante é perguntar: qual amor? Há quem não ame e queira controlar tudo para que nada se parece com o amor que não compreende. Há quem negue a si mesmo e busque sempre agradar o outro, geralmente governando em nome de um outro dissolvido numa coletividade qualquer. Há quem ame apenas a si mesmo e que seja capaz de governar apenas para si. Há quem esteja confuso, mudando as regras e as suas convicções a todo momento. Há quem ame plenamente a si e aos outros, desejando que todos sejam livres para viver suas vidas plenamente, sem serem negados, perseguidos ou precisarem se esvaziar de si mesmos.

Adriana Santos:  O amor pode ser um ato político?

Filipe Celeti: Certamente! Embora muitas vezes o amor politizado que se busca é mais do que já está vivenciado, presenciado por todos nós. Vivemos numa época do desprezo pelo amor, aquela flor roxa que nasce no coração dos trouxas. Vivemos numa época do egocentrismo, no qual o amor que importa é apenas o amor de si. Como se amar a si mesmo bastasse. Também há o apelo altruísta que no fundo apenas dissolve o amor, visto que não há um ser que o possua em si mesmo para transbordá-lo para o outro. A maioria não sabe amar, fica cedendo aqui ou acolá, tentando equacionar o seu eu e o outro. Amar não é batalhar para impor a si e nem uma abstenção de si. Amar não é uma formalidade ou um teatro. Amar não é viver eternamente conciliando duas formas de amar até a exaustão da insegurança.

Adriana Santos:  A política pode ser um ato de amor.

Filipe Celeti: Sim! Através da política posso efetivar minha insensibilidade buscando cada vez mais poder para controlar a todos. Meu egoísmo encontra sólida base na política para legislar em benefício próprio. Meu altruísmo me motiva a negar a mim mesmo, me tornando a voz de uma minoria silenciada. O romantismo e sua utopia me levam a politicar sem saber muito bem o que desejo, mas tendo a sensação que estou pelo menos tentando. Minha amorosidade pode me levar a lutar contra os que querem impor o modo de amar que possuem a todos.

Adriana Santos:  O amor pode transformar a política?

Filipe Celeti: O amor transforma a política. Nem sempre o amor a muda para o que poderíamos chamar de “melhor”. Há vários amantes, amando de diversas maneiras, com uma base sólida de como devem amar e efetivando o amor que aprenderam a ter. Vence aquele que conseguir conquistar os outros amantes. Presentes, discursos, promessas, trocas de afeto, ofensas, ciúmes para com a nova coligação ou partido do antigo amante, traições, delações premiadas, tudo faz parte do turbilhão amoroso da política. É por isto que falta muitas vezes amor próprio para dizer não à corrupção e amor para com os outros para dizer não ao apelo dos lobbies que visam apenas seus próprios benefícios.

Adriana Santos: Vale a pena ler o artigo “A Política do Amor” do filósofo Filipe Celeti. AQUI

CINEMA, POLÍTICA E AMOR

Falar de amor no campo político gera certo mal-estar. Pelo menos no cinema, a relação política e amor  é quase sempre explosiva. Pedi algumas indicações de filmes consagrados sobre o tema para quem entende do assunto.

Veja a lista com Marden Machado. Ele é jornalista, roteirista e também comentarista de cinema do programa Light News, da Transamérica Light FM, bem como da rádio CBN Curitiba. Participa também dos programas Fale Com Maria, da TV Evangelizar e Caldo de Cultura, da UFPR TV. É autor do livro Cinemarden – Um Guia (Possível) de Filmes, lançado pela Editora Arte e Letra, de Curitiba. Comenta um filme por dia no YouTube.

Marden fez uma edição especial para o blog “Saúde do Meio”. Confira:

 

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“Sindicato de Ladrões”/Divulgação

 

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“Rede de Intrigas”/Divulgação

 

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“Eles não usam black-tie”/Divulgação

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“Pra frente, Brasil”/ Divulgação

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“1984” /Divulgação

05 fev 2016

Mix de oleaginosas com frutas secas e garrafinhas de água coloridas são boas opções para o carnaval

Divulgação

Está próximo um dos períodos mais animados do ano, o carnaval! Para aproveitar esses dias na folia e com muita agitação, Aline Penedo, nutricionista da equipe Alessandra Feltre, dá algumas dicas importantes para desfrutar a festa com saúde e muita energia:

. É fundamental se alimentar bem ao longo do dia. Por isso, deve-se evitar o jejum prolongado, tentando fracionar a alimentação de 3 em 3 horas. É importante incluir diversas frutas e legumes no cardápio, já que além dos seus nutrientes, esses alimentos possuem grande quantidade de água, auxiliando na hidratação;

. Uma dica para evitar o jejum prolongado é ter sempre na bolsa uma barrinha de cereal, um mix de oleaginosas ou frutas desidratadas, pois são lanches fáceis de carregar e de comer;

. Durante o carnaval é de suma importância manter-se hidratado, pois além de gastar muita energia, perde-se muita água. Devido a isto, é imprescindível beber bastante líquido em forma de água, sucos naturais (de preferência, de frutas leves como limão, acerola, maracujá e morango), chás e água de coco (isotônico natural capaz de repor os sais minerais perdidos com a transpiração);

. Para os que ingerem bebida alcoólica, é ainda mais importante a boa alimentação e hidratação, uma vez que o álcool “desidrata” o corpo.

SUGESTÃO DE CARDÁPIO PARA O CARNAVAL

Café da manhã reforçado antes de sair de casa

1 copo de suco de limão com manjericão

Tapioca (2 col. sopa) com recheio de queijo minas padrão (1 fatia M), semente de chia (1 col. sobremesa), banana (1/2 unid.), pasta de amendoim natural sem açúcar (1 col. sobremesa)

Ou

1 xícara de café

Pão integral (1 fatia), queijo cottage (1 col. sopa), kiwi picado com morango e 1 col. sobremesa de creme de avelã sem açúcar

Almoço

Na hora do almoço, caso não for realizar a refeição em casa, a nutricionista sugere que o folião procure por locais seguros, salutares. Na hora de escolher o que comer, a profissional sugere pratos leves, com base em saladas e proteínas magras, sem molhos industrializados.

Lanches

Opção de suco:

Melancia, gengibre e água de coco – São frutas pouco calóricas, que juntas promovem a hidratação rápida do corpo. A melancia contém vitaminas A e C, antioxidantes capazes de combater os radicais livres produzidos durante os dias de carnaval; o coco principalmente, é capaz de repor os eletrólitos perdidos ao longo do dia com as elevadas temperaturas e a hortelã auxilia na digestão e traz um sabor “refrescante” ao suco.

Mix de oleaginosas e frutas secas:

Pode-se comprar o mix pronto ou preparar em casa (uma dica é comprar os saquinhos de chup-chup e guardar o mix, assim fica fácil de carregar). Uma boa sugestão é misturar duas castanhas de caju sem sal, quatro amêndoas, uma castanha do pará e dois damascos secos. Dentre os benefícios, as castanhas são ricas em gorduras consideradas anti-inflamatórias ao organismo, em minerais antioxidantes e ainda em sais minerais; as frutas desidratadas são fontes de carboidratos, vitaminas e minerais capazes de proporcionar energia de forma rápida ao organismo, além de serem ricas em fibras – auxiliando no funcionamento intestinal.

Garrafinha colorida para o carnaval:

Prepare em uma garrafinha – Água, folhas de hortelã ou alecrim, e misture frutas coloridas como por exemplo fatias de limão siciliano, morango, blueberry, acerola, dentre outras frutas que sejam leves e coloridas. Assim fica fácil, nutritivo e divertido se hidratar no carnaval.

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