Categoria "humanização"
12 abr 2019

Clínica-Escola de Estética e Cosmética oferece estética inclusiva à comunidade por valores simbólicos

Divulgação

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Sentir-se bem esteticamente é fundamental para o bem-estar. Estar feliz com a aparência reflete positivamente no físico e no emocional e é fundamental para a qualidade de vida. Essas são as diretrizes da Clínica-Escola de Estética e Cosmética da Newton  que, a partir de 15/04, ficará ainda melhor, com a oferta de mais serviços, novos e modernos equipamentos, tecnologias de tratamento avançadas e um ambiente de estética inclusiva. Ou seja, todos os tratamentos faciais e corporais já oferecidos à comunidade por valores simbólicos, agora poderão ser usufruídos com total conforto também por pessoas com dificuldades de locomoção e outras necessidades. “O setor de beleza e estética é um dos que mais cresce no Brasil, mas é preciso pensar na prestação de serviços estéticos acessíveis a todos”, justifica Izabela Teixeira Dias, coordenadora do curso de Tecnologia em Estética e Cosmética da Newton Paiva.

Totalmente reformada e adaptada em termos de acessibilidade, a Clínica- Escola de Estética e Cosmética da Newton investiu em aparelhos para tratamento de dermatoses e rejuvenescimento da pele (Fototerapia) e para tratamentos de celulite (Cellutec). Outra novidade é o serviço de Tricologia, para tratar da saúde dos cabelos e de casos de alopécias e dermatites seborreicas, por exemplo.

“A ampliação da Clínica de Estética e Cosmética faz parte da constante busca da Newton por inovação e traz a possibilidade de atendermos mais pessoas e, assim, promover uma estética inclusiva. O objetivo é contribuir para que as pessoas se sintam bem, tenham autoestima, em um espaço pensado para atender diversos tipos de públicos com necessidades especiais, como cadeirantes e obesos, com equipamentos adequados”, ressalta a coordenadora.

Serviço – Clínica-Escola de Estética e Cosmética Newton

Serviços: limpeza de pele, peeling de diamante, hidratação, revitalização, radiofrequência, design de sobrancelhas, drenagem linfática, massagem relaxante, massagem modeladora, reflexologia (massagem nos pés), Manthus, endermologia, drenagem pós-operatório e tricologia.

Preços: os atendimentos têm valores entre R$ 10,00 e R$ 30,00

Agendamento prévio: (31) 3516.2644 / (31) 3516.2669.

Endereço: Av. Silva Lobo 1718 – Nova Granada

18 mar 2019

As novas tecnologias ajudam no tratamento, mas não substituem a presença do profissional de saúde

saúdeA comunicação é a capacidade que o homem tem de comungar idéias, sonhos, projetos de vida e experiências culturais. São conjugações e construções de sentidos, por meio do diálogo, o principal reconhecedor e legitimador do outro na convivência. A compreensão da comunicação como dialógica é, sem dúvida, um dos modelos mais influentes da comunicação, que remonta à filosofia grega de Platão e Sócrates. É por meio do diálogo, que o cidadão conquista a capacidade de intervir nos processos da natureza e sua historicidade.

No entanto, os artefatos tecnológicos, como celulares, redes sociais, aplicativos e outras tantas possibilidades de mediação de sentidos, alteraram, significativamente, as distâncias geográficas e temporais e, consequentemente, as formas de interação social. O que significa dizer que as nossas experiências estão cada vez mais mediadas pelos inventos tecnológicos. Nesse sentido, o principal impacto da contemporaneidade na comunicação é uma grande valorização dos meios tecnológicos e uma pouca reflexão sobre os sentidos tecnológicos.

Diante de uma valorização excessiva das mediações tecnológicas e das urgências nas relações sociais e interpessoais, a comunicação perde algumas características fundamentais: a capacidade de ouvir e aceitar o outro na sua complexidade. Em se tratando de saúde, o atual cenário é ainda mais preocupante, já que a comunicação entre o profissional de saúde e o paciente se afirma como elemento essencial na sua promoção. O acolhimento, a escuta, o afeto, a cooperação e conversa operam criando um modo próprio de governar os processos terapêuticos, de estabelecer espaços de negociação, possibilitando a troca de conhecimentos.

Quando voltamos um pouquinho no tempo, temos a sensação que a relação entre o médico, o paciente e os seus familiares tinha bases mais sólidas, contribuindo para o sucesso do tratamento oferecido pelo profissional. Infelizmente, aquele médico da família, que acompanhava todos os seus integrantes ao longo da vida, não existe mais. Talvez alguns poucos profissionais, com bases na linha mais tradicional da medicina, ainda consigam estabelecer relações afetivas duradouras com seus pacientes.

Uma das hipótese para o “esfriamento” da relação médico-paciente seja o avanço dos artefatos tecnológicos, que proporciona notáveis benefícios ao diagnóstico precoce de várias doenças, salvando vidas. No entanto, ao mesmo tempo, as máquinas que promovem o prolongamento da vida distanciam as relações entre profissionais de saúde e pacientes ávidos por uma atenção diferenciada. Outra hipótese muito presente no meio acadêmico é o foco na especialização médica, subtraindo a correlação entre as partes e a totalidade.

Segundo o autor do livro “Câncer no reto: meu paciente e eu”, Geraldo Magela Gomes da Cruz, a relação médico-paciente é movida por amor. Por isso, a necessidade do contato físico e o aperfeiçoamento das técnicas de comunicação com foco no atendimento médico. Ele relata que nas décadas de 60 e 70 os cânceres retais eram operados sem muitos recursos tecnológicos. Diagnosticado o tumor, o paciente era submetido a uma cirurgia altamente mutiladora. As consequências eram: impotência sexual e incontinência urinária. “Como tudo era empírico, as mentiras ficavam soltas: “a colostomia vai ser revertida quando seus eosinófilos atingissem 50% no sangue circulante”, dentre outras tantas. Hoje, com o Google, isto não seria possível. O paciente, hoje em dia, não suporta esperar por uma resposta do médico. Ele quer uma resposta para suas dúvidas ou alívio para sua dor agora!”, esclarece o autor.

O coloproctologista Geraldo Magela alerta que “perdemos a noção de tempo e de espaço: todos estamos ligados instantaneamente e independentemente de onde estejamos. Parece que o médico está presente e disponível o tempo todo! Por isso, é importante aprimorar e saber usar os métodos de comunicação, se não vai estar fadado a permanecer desatualizado e alheio às tendências”.

Ainda segundo o autor do livro “Câncer no reto: meu paciente e eu”, as novas tecnologias, como por exemplo as redes sociais, ajudam no exercício das atividades médicas, mas nada substitui a presença física do profissional. “A rede social vai facilitar a relação, em tempo (imediatamente) e espaço (seja lá onde o médico estiver). O paciente que está com dor não pode esperar um médico atender um telefone fixo 3 ou 4 horas depois, é preciso que ele atenda o Whatsapp ou SMS e na hora dê uma solução, orientação”, finaliza.

13 mar 2019

Vídeo caseiro pode auxiliar especialistas a diagnosticar autismo, segundo pesquisa

autismoUma pesquisa publicada no Plos Medicine (https://journals.plos.org/plosmedicine/article?id=10.1371/journal.pmed.1002705) apontou que vídeos caseiros das crianças podem auxiliar consideravelmente na elaboração do diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA), inclusive melhorando o prognóstico, principalmente em caso de reconhecimento precoce dos sintomas de TEA. A efetividade da análise e a sua praticidade podem ser uma alternativa muito interessante para adiantar o início do tratamento.

A pesquisa segue a premissa de que as crianças, ao serem colocadas num ambiente estranho, vão, naturalmente, agir de maneira distinta do seu costume, o que pode interferir na avaliação clínica. No entanto, durante a pesquisa, ao mostrar para especialistas vídeos caseiros das crianças em seu ambiente familiar, a precisão do diagnóstico dos profissionais envolvidos foi de até 80%.

Outra grande vantagem da gravação caseira é a possibilidade da análise das imagens ser feita pelos mais diversos profissionais, servindo de recurso para o estabelecimento de uma avaliação construída em equipe. De acordo com a idealizadora do Espaço Nardin, a psiquiatra Emmanuely De-Nardin, a possibilidade dos diferentes profissionais envolvidos no tratamento compartilharem suas observações e avaliações das imagens contribui para a formulação de uma hipótese diagnóstica e a construção de um plano terapêutico mais adequados. “Sabemos hoje que alcançamos melhores resultados clínicos com pacientes autistas quão mais precoces forem as intervenções, que devem envolver uma boa articulação entre uma equipe multidisciplinar. Os vídeos caseiros podem ser um potencial recurso para auxiliar na identificação precoce do quadro e na atuação dos profissionais envolvidos. No entanto, é importante ressaltar que eles são um recurso adicional e de nenhuma maneira substituem as consultas presenciais” afirma De-Nardin.

A descoberta é importante principalmente devido à possibilidade de agilizar o processo da comprovação do diagnóstico, tendo em vista que o tratamento é mais efetivo quando começado cedo. “Cabe a nós também trabalhar para que os diversos atores sociais que convivem com as crianças, como os pais, cuidadores e professores estejam informados sobre os sinais clínicos mais precoces, de modo que as imagens possam ser levadas até uma equipe clínica capacitada da forma mais breve possível”, esclarece Emmanuely.

O tratamento formulado para cada paciente

Apesar de ser um indicativo importante, o diagnóstico preciso só pode ser dado com uma avaliação presencial. “O autismo é um transtorno de amplo espectro. Crianças com o mesmo diagnóstico podem necessitar de tratamentos completamente diferentes e as particularidades de cada paciente devem ser respeitadas para a construção de um plano terapêutico”. No Espaço Nardin, por exemplo, avaliamos cada paciente em suas necessidades específicas para aquele momento, junto com as famílias e as escolas”, enfatiza Maria Helena De-Nardin, psicopedagoga e diretora clínica do Espaço Nardin.

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