Categoria "Internacional"
03 fev 2016

Cientistas chineses criam macacos autistas em pesquisa cruel

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Anti-vivisseccionistas criticaram a “cruel” e “falha” criação dos primeiros macacos autistas do mundo. Cientistas na China modificaram geneticamente oito macacos para carregarem um gene ligado ao autismo em humanos. As informações são do The Huffington Post UK.

De acordo com a revista de ciência Nature, os pesquisadores disseram que os animais começaram a mostrar sinais da doença, incluindo correr “obsessivamente em círculos”, ignorar seus colegas e grunhir ansiosamente quando encarados.

Até agora, as investigações sobre o autismo têm explorado predominantemente camundongos e ratos.

O principal cientista, Dr. Qiu Zilong, do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências, disse em uma coletiva de imprensa: “O modelo do rato não é próximo o suficiente. Não há escolha. Temos que ir para uma espécie de primatas não-humanos.”

Mas o estudo tem sido criticado pelo grupo de campanha anti-vivissecção, Cruelty Free International, que disse que não só a pesquisa tem probabilidade de falhar, mas também provoca um enorme sofrimento para os macacos.

“O autismo é uma desordem complexa e as causas genéticas estão longes de ser claras”, afirmou Dr Katy Taylor, diretora de ciência da Cruelty Free International

“As tentativas de explorar macacos para modelar doenças humanas são, ao nosso ver, falhas e improváveis de ter sucesso”, disse.

“Enquanto você pode ser capaz de alterar um ou dois genes, você não pode superar as enormes diferenças entre nós e outros primatas não humanos em outras áreas, incluindo a expressão do gene. Também é cruel; vários macacos neste recente trabalho ficaram muito doentes e foram mortos”, explica Taylor.

“Em vez de desenvolver técnicas que possam levar a um aumento na exploração de macacos em pesquisas, os cientistas deviam concentrar seus esforços no desenvolvimento de abordagens mais relevantes para humanos.”

A equipe de pesquisadores deu o gene MECP2 – pensado a ser ligado ao autismo em humanos – para dezenas de óvulos de macacos, que foram fertilizados in vitro.

Os animais nasceram de fêmeas fertilizadas e foram estudados à medida que eles cresciam.

Fonte: ANDA

05 jan 2016

Hotel abriga animais abandonados e incentiva adoção

Arquivado em Animais, Internacional
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Reprodução Hotel Derek

A Organização Não Governamental (ONG) Charlie’s Angels Animal Rescue (CAAR), em parceria com a rede de hotéis Aloft, criou em Ashville, na Carolina do Norte (Estados Unidos da América), um hotel muito especial.

Para além de pessoas, o hotel recebe animais resgatados que não têm lar e incentiva os hóspedes humanos a visitar e a interagir com os hóspedes caninos.

A ideia nasceu de um mero acaso. Há uns meses um funcionário do hotel fez uma viagem de avião e ao seu lado foi sentada uma voluntária da ONG. Conheceram-se. Partilharam experiências e a conversa recaiu na dificuldade de arranjar um abrigo para os cães abandonados. Uma vez que o hotel sempre permitiu a estadia de animais, o funcionário lembrou-se de que poderia passar por aí a solução. E assim foi.

Na página de Facebook do hotel é possível ver não só os cães disponíveis para adoção, como todos aqueles que já foram adotados, juntos dos respectivos donos.

Crédito: Conexão Lusófona

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07 dez 2015

Alunos do King’s College de Londres querem revogar o título de “doutor” do CEO da BHP

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Alunos do King’s College de Londres querem revogar o título de “doutor” que a universidade concedeu ao presidente da BHP Billinton, empresa que juntamente com a Vale forma a Samarco. Eles reivindicam, ainda, um pedido público de desculpas pelo crime ambiental do dia 5 de novembro de 2015 por parte do Dr Andrew Mackenzie. Para isso, criaram um abaixo-assinado na plataforma Change.org

A comunidade se diz simpatizante da causa socioambiental brasileira e acusa a tríade (Samarco, BHP Billiton e Vale) de  não arcar com os prejuízos e as responsabilidades pela catástrofe de Mariana. Os estudantes acreditam que as práticas comerciais das empresas não são sustentáveis e desrespeitam o meio ambiente.

Mais de 50 milhões de toneladas de minério de ferro de resíduos, que contêm altos níveis de metais pesados ​​e produtos químicos tóxicos (equivalente a 20.000 piscinas olímpicas de resíduos de lama tóxica), contaminaram a Bacia do Rio Doce, no Estado de Minas Gerais, matando pelo menos 15 pessoas. A lama tóxica atingiu o oceano Atlântico através da costa do Estado do Espírito Santo.

Dr Andrew Mackenzie é o CEO da anglo-australiana BHP Billiton.

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