Categoria "Internacional"
30 out 2015

A melhor forma de superar o medo da morte é viver com verdade, dizem especialistas

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Divulgação

A cantora Lana Del Rey, 30 anos, disse recentemente à Revista ‘Billboard’ que tem pânico da morte. Ela revelou ainda que recorre à terapia três vezes por semana. Tinha apenas quatro anos quando “percebeu”que a morte é inevitável. Desde aí, Lana Del Rey vive em constante sobressalto. “Lembro-me de ver um programa na TV no qual uma pessoa era assassinada. Perguntei aos meus pais: ‘Vamos todos morrer?’ Eles disseram: ‘Sim’. Fiquei completamente devastada e desatei a chorar”, recordou.

A cantora ainda relatou: ‘Aconteceu algo nos últimos três anos, com os meus ataques de pânico… estão piores. É difícil ter uma vida normal quando sabemos que todos nós vamos morrer”. Além da morte, a cantora disse que também tem medo de tubarões.

TANATOFOBIA: MEDO DA MORTE

Na mitologia grega, Tanato ou Tanatos era a personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior. Assim como Hades para os gregos, tem uma versão romana (Plutão), Tanatos também tem a sua: Orco (Orcus em latim) ou ainda Morte (Mors). Era conhecido por ter o coração de ferro e as entranhas de bronze.

Diz-se que Tanatos nasceu em 21 de Agosto, sendo a sua data de anos o dia favorito para tirar vidas.

Tanatos era filho de Nix, a noite, e Érebo, a noite eterna do Hades. Era irmão gêmeo de Hipnos, o deus do sono e era representado como uma nuvem prateada ou um homem de olhos e cabelos prateados. Tanatos tem um pequeno papel na mitologia, sendo eclipsado por Hades. Tanatos habitaria os Campos Elísios junto com seu irmão.

Três Medos – segundo o filósofo Jacques Choron existem três tipos de medo da morte: medo do que vem depois da morte (ligado as religiões, castigos, solidões, sentimento de culpa, etc.), medo do evento ou do processo de morrer (sofrimento prolongado, fraqueza, dependência, estar exposto e vulnerável, etc.) e medo do “deixar de ser” (é o mais terrível, é conflito entre o nada versus a continuidade após a morte, o não ser).

O medo é um sentimento natural e necessário para que sejamos prudentes frente a perigos. No entanto, medo excessivo é patológico. Segundo, Osho, em “O Livro do Viver e do Morrer: Celebre a Vida e Também a Morte”, o medo surge não por causa da morte, mas por causa da vida não vivida. E, por causa do medo da morte, a velhice também causa medo, pois esse é o primeiro passo para a morte. Do contrário, a velhice também é bela. Ela é o amadurecimento do seu ser, é maturidade, crescimento.

Conversei com duas profissionais sobre o processo de morrer: a vice presidente da Sotamig,  Cristiana Savoi,  e a psiquiátrica e coordenadora do Grupo de Enlutados- GAL, Mariel Paturle. Confira:

ENTREVISTA COM  CRISTIANA SAVOI

Adriana Santos: A morte é inevitável, mas muito temem ir embora. Por que temos tanto medo de morrer?

Cristiana Savoi: Essa é uma pergunta instigante. A morte é mistério e como tal gera medo e fascínio. Medo do fim, medo da perda, medo do desconhecido… Ninguém sabe o que vem depois… se é que há um depois . O medo da morte é quase universal naqueles que se sabem mortais. Animais morrem, mas não têm consciência da sua mortalidade e por isso não temem a morte .

Adriana Santos: Quando o medo da morte é uma doença?

Cristiana Savoi:  Quando ele é grande o suficiente para paralisar a vida. Quando é disfuncional e gera limitações nas atividades diárias da pessoa. Quando causa sofrimento desproporcional. Um pouco de medo é necessário à nossa sobrevivência. Por medo de morrer, não atravesso a rua sem olhar. Mas se deixo de sair de casa porque posso morrer atropelada, algo está errado.

Adriana Santos: As pessoas no final da vida, por conta de doenças terminais,  sentem muito medo de morrer?

Cristiana Savoi: O medo está presente muitas vezes, mas não obrigatoriamente. E nem sempre é o medo da morte em si. Pode ser medo da dor, da incapacidade, da dependência, do abandono. Como dizia Epicuro, não precisamos temer a morte, pois quando ela está, nós não estamos.

O medo da morte não é diretamente ligado à proximidade dela, no sentido temporal. Acredito que a intensidade do medo de morrer tenha mais relação com a percepção de cada um, com a experiência de vida, com as crenças e espiritualidade do paciente. Há doentes muito graves que, na iminência da morte, são capazes de experimentar grande aceitação, serenidade e paz. Vivem de modo pleno a experiência de morrer. Estão vivos no momento final. Há diversos relatos emocionantes de pacientes. A impressão que tenho é de que o medo da morte é inversamente proporcional ao sentido que se atribui à própria vida.

Adriana Santos: Como ajudar os pacientes terminas para uma boa morte?

Antes de tudo, é preciso ter conhecimento técnico no caso do médico, saber prescrever analgésicos, remédios pra controle dos sintomas desagradáveis, como falta de ar, agitação, vômitos e tantos outros, que podem ser intensos e devem ser tratados com eficiência e rapidez. Esse é o primeiro passo. É necessário conhecer o paciente, seus desejos e seu conceito de ‘ boa morte’ . Pra isso, a comunicação é imprescindível. O que é importante para aquela pessoa? Estar em casa? Estar lúcido? Ter a companhia de alguém especial? A relação de confiança e respeito entre o paciente, a família e os profissionais de saúde é a base para que se construa a ‘ boa morte’, ou a melhor morte possível…

ENTREVISTA COM MARIEL PATURLE

Adriana Santos: Por que ainda temos tanto medo de morrer?

Mariel Paturle: Temos medo da morte porque na nossa cultura não somos preparados para lidar com as perdas e nem com a nossa morte. Assim, as pessoas morrem despreparadas para morrer, como viveram despreparadas para viver. Vivemos negando a morte, a escondendo, a dissimulando. Vivemos como se fôssemos imortais. Já diz Mário Quintana; “Esta vida é uma estranha hospedaria, da qual saímos quase sempre às tontas, pois as nossas malas não estão prontas e a nossa conta nunca está em dia”…

Adriana Santos: Qual a melhor idade para se falar sobre a morte com as crianças?

Um dos objetivos da nossa associação, a SOTAMIG ( Sociedade de Tanatologia e Cuidado Paliativo de Minas Gerais), é o da educação para a morte, que deve começar desde cedo, na infância. Começar a trazer para as crianças a ideia que a morte é algo natural, que faz parte da nossa condição humana e que acontecerá a todos nós. Isto pode ser feito a todo momento em que ocorrer na vida da criança algum questionamento, ou pergunta a respeito. Estas informações serão passadas de acordo com a capacidade de compreensão e entendimento destas crianças, aproveitando fatos corriqueiros da vida, tipo a perda de um animal de estimação ou a morte de um amigo ou de um parente. E também permitir que elas compareçam a funerais, a velórios e sejam apresentadas a estes rituais. Isto deve ser feito, com o consentimento da criança, se ela manifestar esta vontade de ir.

Adriana Santos: Falar sobre a morte é sintoma de depressão?

Falar sobre a morte, ao contrário do que se imagina, não é um assunto depressivo, macabro ou que deva ser evitado. Pelo contrário, percebemos que falar da morte, é falar da vida! A morte nos remete ao sentido da vida. Ver a vida, sob a ótica da morte. Ela nos ensina a viver melhor. Ela é muito útil e prática para nos dizer que se o tempo é limitado,( não sabemos quando iremos, só que iremos um dia) então devemos aproveitá-lo e viver da melhor forma possível evitando procrastinações e adiamentos e de uma forma responsável. Frente à possibilidade da morte, tudo se ilumina no seu aspecto essencial. Estaremos alertas para o que estamos fazendo do nosso tempo de viver, o que estamos buscando e construindo nas nossas vidas.

Adriana Santos:  A senhora tem alguma dica para perder o medo da morte?

Mariel Paturle:  Se vivermos bem, de uma forma intensa, com bons vínculos e relacionamentos com as pessoas, se conseguirmos realizar os desejos da nosso coração, se sentirmos que a nossa vida valeu a pena, será na minha opinião, mais fácil ir embora. Poderemos ir serenos, sem grandes arrependimentos, sabendo que cumprimos a nossa missão, que o nosso tempo foi útil e proveitoso. Principalmente, se desenvolvemos o nosso potencial espiritual. Se crescermos como seres humanos. Sabendo que a nossa vida será transformada, que algo de nós permanece vivo e em constante evolução. Parece que tememos a morte, pois estamos no geral, muito identificados com o nosso corpo e vivendo de uma forma muito materialista. Temos medo de morrer porque não sabemos quem somos! Se tivermos a consciência da nossa espiritualidade, se a tivermos trabalhado em vida, poderemos ir tranquilos!

COMO SUPERAR O MEDO DA MORTE.

Saiba as 5 formas de ajudar no entendimento da origem do medo da morte. AQUI

21 out 2015

Cidade Flutuante é vista na China e vídeo bomba na internet

Arquivado em Internacional

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Milhares de habitantes das cidades chinesas de Jiangxi e Foshan, no sul do país, presenciaram, no início do mês, um fenômeno que bombou a internet. As imagens do que parece ser uma cidade flutuante gerou algumas teorias da conspiração, desde uma projeto secreto da NASA, influência dos illuminatti, universos paralelos, ataque surpresa de alienígenas até mesmo a vida de Jesus Cristo. No entanto há uma explicação científica parte dos meteorologistas.

Trata-se de uma ilusão de ótica, resultado do chamado efeito Fada Morgana (acredita-se que Morgana foi uma sacerdotisa que viveu na Grã-Bretanha no século V – ela é uma figura recorrente nas fábulas do Rei Artur). Este fenômeno acontece quando o ar frio, mais denso, é impedido de circular pelo ar quente, ficando nas camadas mais baixas da atmosfera. Desta forma, acaba por atuar como uma lente, criando este tipo de ilusão. No caso da China, os edifícios parecem estar muito mais alto do que realmente estão.

Apesar da explicação científica, o sucesso das teorias da conspiração já renderam milhões de visualizações nos vídeos publicados no You Tube. As imagens são surpreendentes!!!

08 out 2015

Pesquisa alerta sobre problemas mentais após cirurgias bariátricas

Arquivado em Internacional, Obesidade

Imagem: Creative Commons

Pessoas que passam por uma cirurgia para redução de peso têm um risco 50% maior do que a média da população de tentar cometer suicídio após a operação – é o que aponta uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7).

A pesquisa envolveu 8.815 habitantes da província canadense de Ontário que passaram por cirurgia bariátrica entre 2006 e 2011 e foi publicada no Journal of the American Medical Association (JAMA).

As pessoas analisadas no estudo foram acompanhadas durante seis anos: três anos antes e três após a cirurgia bariátrica para aliviar a obesidade mórbida, uma epidemia nos países desenvolvidos, onde cerca de 6% da população é afetada.

Embora os pesquisadores já soubessem há algum tempo que os problemas de saúde mental podem resultar do excesso de peso, não tinham sido capazes de identificar se os riscos de auto-mutilação aumentavam antes ou após a cirurgia.

O número real de emergências por auto-mutilação entre as 8.800 pessoas acompanhadas pelo estudo foi baixo – 111 pacientes tiveram 158 emergências derivadas de tentativas de suicídio. Mas os pesquisadores encontraram que o risco destas emergências aumentou significativamente – aproximadamente 50% – após a operação.

“Envenenamento autoinfligido intencionalmente por medicamentos foi o mecanismo mais comum de tentativa de suicídio”, argumenta o estudo. Outros métodos de auto-mutilação incluem a ingestão excessiva de álcool, trauma físico e envenenamento por produtos químicos tóxicos.

Segundo Junaid Bhatti, principal autor da pesquisa feita pelo Instituto de Investigação Sunnybrook, em Toronto, os resultados sugerem a necessidade de maiores cuidados no acompanhamento dos pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica. Cerca de 200.000 destas operações foram feitas em 2014 nos Estados Unidos.

Cirurgia bariátrica, segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Cirurgia Bariátrica ou Cirurgia de redução do estomago, é uma plástica no estômago que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado.

A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse tipo de cirurgia é indicado para pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos.

A cirurgia é um procedimento complexo. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos.

Mulheres que realizam cirurgia bariátrica devem aguardar pelo menos 15 a 18 meses antes de engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto.

Em alguns casos, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária.

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