Categoria "Internacional"
12 jun 2015

Coelho desafia avalanche e conquista redes sociais

Arquivado em Internacional

Preste bem atenção! É possível que tenha um pouco de dificuldades em distinguir um coelho branco no meio da neve fofa no vídeo acima.

O vídeo foi filmado pela empresa de viagens Helipro na península de Kamchatka, na Rússia. Segundo a empresa, a equipe filmava cenas do “The Balance Movie”, no mês passadoquando o “improvável” aconteceu. Mas o coelho foi mais rápido que a avalanche e conquistou as redes sociais.

11 jun 2015

Bagagem de mão nos aviões pode ficar ainda menor

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Foto: Alamy

Associação Internacional de Transporte Aéreo prepara-se para aprovar recomendação que obriga a reduzir medidas das malas que vão junto dos passageiros.

Regras mais rígidas no que diz respeito à bagagem de mão nos aviões podem ser adotadas em breve pelas principais companhias aéreas. Segundo a edição online do jornal britânico Telegraph, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que representa 260 companhias de todo o mundo – cerca de 80% do total do tráfego aéreo – prepara-se para fazer uma recomendação no sentido de reduzir as medidas das malas que podem viajar junto dos passageiros.

Caso a proposta seja aceita, as malas de mão autorizadas terão 55cm de altura por 35cm de largura e 19cm de profundidade. Uma diminuição significativa, já que atualmente algumas empresas permitem malas com 56cm de altura, 45cm de largura e 25cm de profundidade.

As medidas variam de companhia para companhia e algumas permitem mesmo que os passageiros levem uma segunda mala menor com os pertences pessoais – categoria onde se enquadram, por exemplo, as bolsas femininas. Porém, pelo menos oito transportadoras já manifestaram disponibilidade para seguir as indicações da IATA, nomeadamente a Avianca e a Azul, cujos proprietários são candidatos à privatização da TAP.

Aos passageiros restarão então duas opções: comprar a bagagem de mão adaptada à diretiva da IATA, ou viajar com as malas no porão, o que normalmente significa um custo adicional no bilhete. A recomendação da associação internacional começou a ser desenhada após conversações com a Airbus e a Boeing, as duas maiores empresas da indústria da aviação.

O vice-presidente da IATA para os aeroportos, Thomas Windmuller, disse ao Telegraph que a medida poderá contribuir para um embarque mais rápido, uma vez que as malas menores deverão acabar com os conflitos em relação à falta de espaço nos compartimentos destinados à bagagem na cabina do avião.

Crédito: Diário de Notícias

Saúde nas férias

As férias escolares estão chegando, período em que há um aumento considerável no número de viagens para dentro e fora do país. Tudo é organizando com antecedência: o pacote de turismo, o roteiro, seguro de vida, mas a maioria das pessoas se esquece de um item primordial para que as férias sejam tranquilas: a saúde em dia.

Especialistas alertam para que antes de colocar o pé na estrada é fundamental que o viajante e sua família procurem ajuda médica para avaliar as suas condições de saúde.  Medidas como realizar exames de rotina (check-up), orientação nutricional e atualização do cartão de vacinas são importantes para evitar situações desagradáveis durante a viagem.  “É importante lembrar que quando viajamos estamos, em grande maioria, indo para destinos que fogem da nossa rotina, com cultura, alimentação e clima diferentes. E isso pode influenciar na saúde. Por isso é recomendado que a pessoa procure o seu médico e realize um check-up antes de viajar”, ressalta do Dr. Ariovaldo Mendonça, médico do Check-up do Grupo Hermes Pardini.

Os exames recomendados antes de viajar são procedimentos simples, de rotina, mas que podem prevenir a ocorrência de situações desagradáveis. O Dr. Ariovaldo explica que esses exames são realizados num período de seis horas e que levam cerca de seis dias para ficarem prontos. “O check-up é a garantia de que a pessoa está viajando em boas condições de saúde e com as recomendações médicas adequadas no caso da identificação de algum risco”, diz o médico que alerta para a importância da avaliação dos pacientes crônicos. “Os pacientes crônicos como, por exemplo, diabéticos, obesos, hipertensos, cardíacos, exigem cuidados e orientações específicas antes da viagem. As medicações já utilizadas devem ser mantidas, por isso é importantíssimo que a pessoa leve a prescrição médica.  Em alguns casos (mais específicos) o médico pode até não recomendar a viagem”, alerta.

30 maio 2015

Profissionais da saúde e da aviação ajudam pessoas que tem medo de voar

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Na atualidade, o avião é o meio de transporte mais econômico para percorrer longas distâncias. Além disso, é o  mais rápido e o mais seguro que existe. No entanto muitas pessoas sentem medo ou até mesmo pavor diante da possibilidade de voar, em especial depois de experiências traumáticas ou de acidentes aéreos noticiados na mídia.

Conversei com a Dra Cristina Albuquerque, psicóloga da aviação, psicoterapeuta cognitivo-comportamental, especialista no tratamento de fobias de voo. Ela é diretora do primeiro centro especializado no estudo, prevenção  e tratamento da fobia de voo em Portugal, Voar sem Medo em cooperação com a VALK Foundation (um dos primeiros e mais prestigiados centros de investigação e tratamento da aerofobia a nível mundial, fundado na Holanda em 1989). Ela relata as experiências clínicas e reúne dicas importantes para enfrentar o medo de voar no livro Voar Sem Medo – Um guia prático para voar confiante e descontraído (Ed.Gradiva, 2010).

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Adriana Santos: O que é Aerofobia?

Dra Cristina Albuquerque: As definições médicas mais correntes definem a aerofobia como um medo acentuado, persistente e excessivo que surge quando a pessoa é confrontada com a perspectiva de viajar de avião. A exposição a este estímulo fóbico provoca quase sempre uma reação de ansiedade – em alguns casos pode atingir o ataque de pânico – que o indivíduo reconhece como desproporcionada e que produz um enorme transtorno e interferência na sua vida pessoal, profissional, social ou familiar.

O medo de voar pode ter graus de severidade diferentes: desde a ansiedade de voo ligeira até ao medo paralisante, com total incapacidade de entrar num avião. Pode afectar desde aquelas pessoas que nunca voaram na vida até aos passageiros aéreos mais frequentes.

Adriana Santos: E como se manifesta?

Dra Cristina Albuquerque: O medo de voar pode ter traduzir-se através de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos que variam muito de pessoa para pessoa.

Enviesamento e estreitamento da atenção
A pessoa vai hiperalerta e regista todos os ruídos e movimentos do avião. Evita falar, comer, levantar-se e nem se distrai a ler um livro porque sente necessidade de ir a verificar “se está tudo a correr bem”. Vai sempre de olho nas expressões e comportamentos da tripulação para detectar o mínimo sinal de perigo nos seus comportamentos.

Alterações da concentração
A pessoa não se consegue concentrar em tarefas simples porque está preocupada com pensamentos relacionados com situações de voo trágicas. Tem dificuldade em ler, ver um filme ou fazer qualquer outra coisa que implique um esforço de concentração.

Dificuldade no raciocínio
As ideias fluem de forma acelerada e desorganizada. O cérebro está a funcionar no “modo de perigo” e a pessoa tem dificuldade em agir de forma racional.

Alteração da memória
Memória é seletiva, focando-se sobretudo em recordações negativas. Todos os registos mnésicos associados a acidentes de aviação ou más experiências prévias vêm à memória, deixando a pessoa ainda mais apavorada.

Expectativas e interpretações negativas
Medo de desmaiar, que falte o ar, que haja uma explosão ou um incêndio, que o mau tempo impeça o piloto de aterrar, interpretação errada de ruídos que são normais.

Pensamentos tipo obsessivo
Pensamentos catastróficos recorrentes. A ideia de que “algo vai correr mal” está constantemente presente.

Fuga ou evitamento de estímulos que possam evocar o medo dos aviões
Ver filmes ou imagens sobre aviões, idas ao aeroporto, fazer a mala, embarcar para fazer uma viagem, etc.

Catastrofização
A pessoa prepara-se para a viagem como se fosse para a morte. Faz despedidas dramáticas dos amigos e familiares, redige o testamento, deixa uma carta escrita, faz um seguro de vida, etc.

Exemplos de sintomas Físicos
> Sensação de falta de ar (hiperventilação)
> Palpitações ou coração acelerado, pressão no peito
> Tensão muscular, tremores, formigueiros
> Boca seca
> Dores de cabeça, dificuldade no sono, irritabilidade
> Tonturas, visão turva
> Palidez ou rubor
> Desconforto abdominal e intestinal (dores de barriga, gases)
> Alterações gastrointestinais como náuseas, vómitos, diarreia
> Transpiração excessiva (mãos frias e suadas)
> Poliúria (aumento da necessidade de urinar)

Adriana Santos: Por que muitas pessoas sentem medo da viagem aérea, já que o avião
é um dos transportes mais seguros que temos na atualidade?

Dra Cristina Albuquerque: O medo de viajar de avião resulta duma combinação de vários factores individuais: predisposição genética para a ansiedade, história pessoal, personalidade, vivencia de experiencias traumáticas a bordo. Existe também uma série de condições relacionadas com o ambiente físico e emocional que rodeia a viagem que pode contribuir para a ansiedade de voo. Além das malas, cada passageiro, sempre que vai viajar de avião, transporta consigo as suas próprias tensões, preocupações e problemas pessoais . O próprio trajecto até ao aeroporto pode ser stressante se houver congestionamento de transito ou atrasos: perder um voo pode significar perder uma oportunidade de negócio ou umas férias planeadas em família… Chegado ao aeroporto, as pessoas, a temperatura das instalações, as luzes, o ruído e a confusão ajudam à tensão.

Adriana Santos: Quais os medos associados mais comuns que afetam a experiência de voar?

Dra Cristina Albuquerque: Geralmente é difícil estabelecer uma única razão que permita explicar  o que está na origem do medo de voar. Nalguns casos, o aerofóbico consegue determinar com clarividência o que desencadeou o seu medo, o momento exacto a partir do qual ficou com medo de viajar de avião. Outras vezes, nem a própria pessoa consegue estabelecer uma relação causal entre um determinado acontecimento ou situação e o principio do medo.

De acordo com os resultados preliminares dum estudo que a Voar Sem Medo, em PORTUGAL realizou numa amostra de 670 pessoas, os medos mais frequentemente associados ao medo de voar são:

Medo do mau tempo (87.9%)

Medo do acidente (87.4%)

Medo de falhas humanas (86.5%)

Medo de falhas técnicas (85.7%)

Medo de cair (82.6%)

Medo da turbulência (81.2%)

Medo de morrer (78.2%)

Adriana Santos:  Como surgiu a iniciativa do “Voar Sem Medo”?

Dra Cristina AlbuquerqueAo fim de longos anos de experiência como psicologa clínica da aviação, fui-me apercebendo da magnitude da Fobia de voo e da forma (por vezes dramática) como este problema afecta a vida das pessoas: luas-de-mel que não se fizeram porque o noivo abandona o avião; profissionais competentes e de reconhecido mérito profissional impedidos de evoluir na carreira devido ao medo de voar; evitamento de férias no estrangeiro; famílias separadas “à força”; negócios não consumados; atletas de alta competição impossibilitados de participar em campeonatos desportivos internacionais.  Enfim, tudo consequências dramaticas relacionadas com o medo de viajar de avião (um problema  que, de acordo com um estudo realizado pela Boeing, afecta entre 20 a 40 % da população adulta).

Além do tratamento da aerofobia, desenvolvemos actividades de âmbito preventivo (acções de informação e sensibilização para o publico em geral, formação de profissionais da aviação/turismo, seminários para médicos, etc) e também investigação científica na área da fobia de voo

Adriana Santos: Como uma pessoa pode deixar de ter medo de avião?

Dra Cristina Albuquerque: À semelhança do que acontece na generalidade das fobias, as pessoas com fobia de voo têm a perfeita noção de que o seu medo é excessivo, irracional e desproporcionado à realidade. No entanto, a verdade é que não conseguem controlar a sua reação emocional quando chega a hora de andarem de avião (o coração dispara, as pernas tremem, as mãos suam e os pensamentos catastróficos não param de invadir a mente. Em suma, a emoção vence a razão…).

Uma vez assumido o problema, o segundo passo é procurar ajuda médica especializada. Como se processa o tratamento? Primeiro, é necessário fazer uma avaliação psicológica com o objectivo de conhecer as necessidades particulares de cada paciente e, em função disso, decidir qual a abordagem terapêutica mais adequada: individual ou em grupo. Em ambos os casos, a intervenção termina com um “voo terapêutico” (ida e volta) na companhia dos terapeutas. O voo terapêutico é uma etapa decisiva do processo, sendo a derradeira prova de que a pessoa ultrapassou o seu medo de voar.

O tratamento é conduzido por uma equipa pluridisciplinar, composta por dois psicólogos, um piloto, um tripulante de cabine, um engenheiro aeronáutico e um controlador de tráfego aéreo. Após o tratamento fazemos o acompanhamento de todos os participantes ao longo de dois anos, avaliando a sua evolução clínica.

Adriana Santos: O que se pode fazer quando se é surpreendido por uma crise de
ansiedade a bordo?

Dra Cristina Albuquerque: O passageiro deve chamar um tripulante de cabine dizendo que está ansioso e solicitar a sua ajuda. As tripulações  possuem formação em primeiros socorros e estão preparadas para ajudar o passageiro a controlar a crise de ansiedade.

Adriana Santos: Bebidas alcoólicas agravam o problema do stress da viagem?

Dra Cristina Albuquerque: Muitas pessoas com medo de viajar de avião ingerem álcool Para tentar reduzir o medo e tornar a viagem mais suportável. Para aqueles que têm medo de voar, pode ser muito grande a tentação de recorrer a substâncias que supostamente podem ajudar a aliviar o sofrimento associado à viagem.

Contudo, o consumo de álcool a bordo dum avião produz efeitos fisiológicos no corpo que muitos desconhecem. Numa cabine pressurizada, em que a concentração de oxigénio do ar é inferior ao normal (equivalente a uma altitude de 2000 metros), os efeitos fisiológicos da ingestão alcoólica encontram-se significativamente aumentados, podendo observar-se um nível de intoxicação inesperado com apenas uma ou duas bebidas. (a mesma quantidade de álcool bebida a 12 000 metros de altitude produz um efeito 2 a 3 vezes superior ao que é obtido ao nível do mar. Ou seja, beber um whisky a bordo é o mesmo que beber 2 a 3 whiskies em terra). Assim, o consumo de bebidas alcoólicas antes e durante o voo está longe de ser a melhor forma para lidar com a ansiedade de voo.

Em alternativa ao álcool, recomendamos a ingestão de pelo menos um copo de água por cada hora de voo, ajudando assim a eliminar a adrenalina que se encontra em excesso no corpo.

Adriana Santos: Quais as principais dicas e sugestões para não agravar o stress associado à viagem?

Dra Cristina Albuquerque:  

  • Na véspera do voo restrinja o consumo de café e açucar. Evite bebidas alcoólicas. Beba muita água.
  • Organize-se e prepare  tudo com tempo. Evite deixar tarefas para a última hora.
  • Garanta uma boa noite de sono na noite anterior ao voo.
  • No dia do voo, levante-se assim que o despertador tocar. Tome o seu duche relaxadamente seguido dum pequeno-almoço ligeiro. Evite sumo de laranja (ou outras bebidas ácidas). Evite o café. Beba água. Procure fazer tudo num ritmo calmo e pausado.
  • Saia de casa com tempo de forma a chegar ao aeroporto com a calma e antecedência necessárias.
  • Depois de fazer o check-in, passeie calmamente pelas lojas e boutiques do aeroporto. Se encontrar uma revista interessante, adquira-a .
  • Esteja atento à hora de embarque de forma a não chegar atrasado à sala de embarque. Uma vez lá, sente-se, relaxe e dê uma olhadela às revistas que comprou. Observe também o movimento das pessoas.
  • Vá preparado para lidar com os atrasos. Pense “não posso fazer nada, não depende de mim, quando chegar cheguei…”
  • Durante o voo vá entretido e desfrute o melhor possível do tempo que vai permanecer dentro do avião. Pense que se fôr ocupado e distraído com tarefas que lhe preenchem a mente, o tempo passa mais depressa. Leve consigo um bom livro ou uma revista.
  • Mantenha o seu pensamento no presente. Se começarem  a surgir pensamentos negativos, não os alimente. Interrompa a corrente do pensamento e dedique-se a fazer alguma coisa que o distraia. Por exemplo, faça palavras cruzadas ou SUDOKU. Conversar com a pessoa que vai ao seu lado também pode ser útil.
  • Acima de tudo, confie no sistema da aviação e na segurança de voo. Em aviação, nada é deixado ao acaso: tudo está regulamentado e pensado até ao mais ínfimo pormenor, existindo uma complexa engrenagem de procedimentos e regulamentos que garantem  a máxima segurança dos passageiros.
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