Categoria "Mamãe"
28 nov 2019

“Trocar fraldas é tarefa da mãe”: que pensamento mais ultrapassado, hein?

Divulgação Natura

Ser pai é mais do que ajudar. É dividir as tarefas e dobrar o cuidado. É ser pai todos os dias e as madrugadas também. Porque é o afeto do dia a dia e a presença noite a noite que torna o vínculo cada vez mais forte e durável. E para incentivar um novo olhar sobre a paternidade, A Natura criou o movimento de doação de trocadores para banheiros masculinos de restaurantes em todo Brasil.

A empresa lançou, em 2017, a edição dos produtos de higiene “Papai e Bebê”- porque acreditou que a importância do vínculo não se limita às mães. A Natura mergulhou fundo no universo dos pais e encontrou alguns desafios e resolveu dar uma forcinha.

Como o pai troca a fralda do bebê se no restaurante que a família adora não tem um trocador no banheiro masculino? 

“Infelizmente, esta ainda é uma cultura muito enraizada no nosso país, que é gigantesco e tem muitas realidades distintas nos diferentes estados. Essa transformação pela qual o homem vem passando – e o “ser pai” é apenas uma parte disso – com certeza é um dos principais motores de transformação do futuro da sociedade como um todo. Mas isso não acontece do dia pra noite”, diz Beto Lima, publicitário, pai do João Pedro, 5, e da Helena, 1, à frente do perfil @eupapai, que trata de questões familiares do ponto de vista paterno.

Pensando nisso, em setembro de 2018, “Papai e Bebê” doou trocadores para os banheiros masculinos de 40 restaurantes em cinco capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Porto Alegre. Nas redes sociais, os embaixadores digitais da Natura incentivaram o projeto.

“Este foi um dos movimentos de maior engajamento que já participei e até hoje recebo mensagens e fotos de pessoas que se deparam com os trocadores em diversas cidades do país. A imensa maioria apoia a iniciativa e pede, inclusive, que outras empresas participem deste movimento para termos cada vez mais escala”, conta Beto Lima, um dos embaixadores.

O resultado: após o sucesso da campanha, o projeto entrou na segunda fase, mais cidades foram contempladas por votação nas redes sociais. As cidades mais votadas foram São Paulo, Salvador, Belo Horizonte e Fortaleza. Confira a lista completa dos restaurantes. AQUI

EM BELO HORIZONTE
– Pizzaria 68
Rua Felipe dos Santos, 68

– Est! Est!! Est!!!
Avenida Getúlio Vargas, 107

Confira os produtos no Espaço Digital Natura Saúde do Meio. AQUI

  • Com informações do Site Oficial da Natura
15 jul 2019

Mulheres que têm doenças reumáticas podem engravidar?

Google

Por Ana Flávia Madureira, Diretora Científica da Sociedade Mineira de Reumatologia

Uma das grandes questões envolvendo as mulheres com doenças reumáticas é o medo de não engravidarem. Elas representam o maior percentual do público atingido por patologias autoimunes. Nos últimos anos, com o avanço no diagnóstico e tratamento, a gravidez nas mulheres com doença reumática já é uma realidade de sucesso. As doenças reumáticas atualmente apresentam restrição para gravidez apenas naquelas que atingem órgãos com maior risco, como pulmão e rim. Algumas doenças reumáticas, como o lúpus eritematoso sistêmico, tem uma tendência a piorar durante a gestação e também no período pós-parto, por isto o acompanhamento destas mulheres deve ser feito por um reumatologista e obstetra experientes durante toda a gravidez.

A decisão sobre engravidar deve ser tomada em uma conversa com o médico, sendo baseada em três fatores: atividade da doença, o uso de medicamentos e as doenças associadas. É extremamente importante uma avaliação antes da concepção. O lúpus, por exemplo, é uma doença flutuante, caracterizada por períodos de atividade e remissão. Uma maior chance de gestação bem sucedida requer que a doença esteja inativa por pelo menos seis meses. Algumas doenças, como a artrite reumatoide, geralmente melhoram a atividade durante a gravidez, sendo possível muitas vezes reduzir e até mesmo suspender o tratamento neste período.

Antes e durante a gravidez o reumatologista deve estar ciente de todos os medicamentos utilizados pela paciente, sendo necessário a troca de alguns antes mesmo de engravidar. Entretanto, existem algumas drogas que reduzem o risco da gestação e do feto. A hidroxicloroquina, por exemplo, é uma medicação redutora da atividade do lúpus, reduz o risco de bloqueios cardíacos fetais, desenvolvimento da trombose e perdas gestacionais que podem ocorrer em quem tem lúpus.

A síndrome do anticorpo antifosfolipideo, mais conhecida como SAF, é uma doença autoimune que pode levar a abortamentos consecutivos e tromboses. Contudo, os exames para o diagnóstico e o tratamento instituído nos últimos anos revolucionou e ampliou as perspectivas. As técnicas de fertilização in vitro também apresentaram uma grande avanço e já são possíveis também em mulheres com doenças reumáticas.

As últimas pesquisas revelam que a grávida com lúpus sofre mais com pré-eclâmpsia (pressão alta durante a gestação), tromboembolismo e parto prematuro. Os problemas podem ser evitados com conversa e avaliação de um reumatologista e obstetra, antes de engravidar. É preciso saber qual é a doença autoimune e a gravidade do comprometimento para avaliação do risco relativo. Cada caso é um caso e o médico saberá conduzir da melhor forma possível.

A decisão de engravidar entre as mulheres reumáticas é complexa e de extrema importância, sendo um dos assuntos que serão abordados na “XI Jornada Mineira de Reumatologia”, apresentando as novidades e tendências no acompanhamento e tratamento da artrite reumatoide durante a gravidez e amamentação; acompanhando a mulheres com lúpus durante a gravidez e infertilidade.

A gravidez pode ser liberada, dependendo da gravidade. Um bom planejamento com a adequada ajuda profissional evita problemas. O reumatologista deve avaliar cada caso e o ideal é somente engravidar quando a doença estiver totalmente controlada, por pelo menos seis meses. Antes de engravidar, a recomendação é conversar com o reumatologista já que alguns medicamentos devem ser avaliados e assim é possível tratar e prevenir problemas. Saber identificar os fatores de risco é essencial para alcançarmos uma gestação de sucesso.

23 ago 2018

Fertilizações in vitro aumentam no Brasil

 fertilizacao-in-vitro
Por: Dr. Sandro Sabino, diretor da Clínica Vilara

Após uma queda em 2016, o número de fertilizações in vitro voltou a crescer no Brasil e chegou a um total de 36.307 ciclos realizados em 2017. Os dados são do relatório Sisembrio mais recente divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os mais de 36 mil ciclos originaram mais de 340 mil óvulos, uma taxa de fertilização de 76%. Ou seja, a cada 10 óvulos fecundados, 7,6 deram origem a um embrião. Essa taxa mostra que o Brasil não está atrás dos países desenvolvidos e que o procedimento não é mais tão inacessível do ponto de vista financeiro, como era antes.

O Brasil é um país de ponta para tratamentos de reprodução assistida. Nossas taxas de sucesso são excelentes e se equiparam aos países europeus e aos EUA. Para se ter uma ideia, a região sudeste corresponde a 65% dos tratamentos realizados no Brasil. Apesar do procedimento não estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), financeiramente ele tornou-se muito mais acessível nos últimos anos. Existem inclusive programas de responsabilidade social em hospitais e clínicas que tornam possível o acesso a casais com problemas de infertilidade, que possuem dificuldades para arcar com os custos dos tratamentos de Reprodução Assistida, a tratamentos como a Fertilização in vitro (FIV).

Existente há mais de 30 anos, a Fertilização in-vitro é considerada o TRA mais usado em todo o mundo, tendo já nascido mais de um milhão de crianças com ela. É considerada como uma técnica segura e com ótimos resultados. De acordo com a Anvisa, considera-se como ciclo realizado de fertilização in vitro, os procedimentos médicos nos quais a mulher é submetida à produção (estímulo ovariano) e retirada de óvulos para realizar o procedimento. Para a inseminação intrauterina, a paciente é submetida à uma estimulação da ovulação, com doses bem baixas, sendo acompanhada por ultrassonografia (total de três a quatro exames). Quando ela apresenta folículos de tamanho adequado, a ovulação é desencadeada e o casal recebe instruções para comparecer à Clínica para a realização do preparo seminal e da inseminação intra-útero.

As possibilidades de se obter uma gravidez após um ciclo de inseminação são de aproximadamente 15%, sendo recomendado um máximo de 3-4 ciclos, quando se pode alcançar a 35% de chances de gravidez. A taxa de gestação múltipla é de cerca de 15%.

Algo importante a ser levado em consideração é a experiência profissional e a estrutura do Laboratório de Fertilização in vitro escolhido para o procedimento. É crucial na decisão pelo tratamento. Procurar um laboratório que tenha um profissional de embriologia treinado e experiente é tão importante quanto a escolha do médico especialista: um laboratório que não tenha excelência em qualidade pode afetar negativamente as chances de sucesso do tratamento, ainda que os fatores clínicos sejam promissores.

Página 1 de 212