Categoria "Saúde & Literatura"
17 fev 2019

Madame Blavatsky: a buscadora espiritual considerada a mãe da espiritualidade moderna

HelenaBavatsky

SAÚDE & LITERATURA. Filha de aristocratas russos, Helena Petrovna Blavatsky foi uma buscadora espiritual que viajou por cinco continentes na tentativa de sintetizar o conhecimento esotérico e oculto, unindo Oriente e Ocidente. Foi uma das fundadoras da Sociedade Teosófica. Amada por muitos, mas também considerada uma fraude por alguns opositores. Confira a minha resenha sobre o livro Madame Blavatsky: A mãe da espiritualidade Moderna do autor – Gary Lachman.

04 fev 2019

Veja alguns dos problemas que a comida empacotada pode causar em nossos peludos

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Uma alimentação balanceada, composta por ingredientes naturais e minimamente processados, é o segredo de uma vida plena, longe de doenças crônicas, degenerativas e mentais Alguém duvida? A dica também vale para a nutrição de cães e gatos. Afinal, desejamos que os nossos peludos vivam com saúde.

Por isso, cada vez mais, os tutores desconfiam das “comidas” industrializadas – oferecidas pelas grandes marcas de ração. Segundo informações do “Guia Completo para cães: alimentação natural“, uma publicação digital e de fácil leitura, algumas doenças são agravadas pelo consumo de alimento empacotado. Veja:

ALERGIA ALIMENTAR
A alergia alimentar é uma resposta exagerada do organismo a determinada substância presente no alimento, como conservantes, corantes, aromatizantes e outras substâncias químicas pesadas comumente utilizadas em rações industrializadas. Os tipos mais comuns de alergia alimentar são coceiras, vermelhidão e descamação da pele com lesões provocadas pela unha do animal.

PROBLEMAS NO FÍGADO

O fígado é um dos órgãos que mais podem ser comprometidos em cães e gatos. Muitas das doenças originadas nele são causadas pela alimentação deficiente, inadequada e de baixa qualidade. O fígado atua no metabolismo de carboidratos, gorduras e sintetiza proteínas. Ele também é o responsável pela metabolização e excreção de drogas e toxinas, por isso sofre com medicamentos e agentes químicos. As doenças no fígado são geralmente silenciosas e quando apresentam os sintomas geralmente já estão em estado avançado, quando 75% ou mais da função hepática está comprometida.

PROBLEMAS DE OBESIDADE

É proveniente do acúmulo excessivo de gordura decorrente da alteração e desequilíbrio no balanço energético do animal. Normalmente é consequência de dietas inadequadas e sedentarismo. Cães e gatos gorduchos podem desenvolver diabetes, problemas de articulações, doenças cardiovasculares e até alterações neurológicas, além de baixa qualidade de vida e suas consequências.

DEPRESSÃO

Embora ainda faltem trabalhos que expliquem exatamente o que acontece no cérebro dos animais melancólicos, alguns apresentam um distúrbio muito parecido com a depressão dos seres humanos. As causas podem ser muitas, inclusive desnutrição, agentes químicos, hormônios… A angústia é geralmente sinalizada pela mania de se lamberem freneticamente. Os bichos passam a recusar comida e brincadeiras, mudam repentinamente de comportamento e eventualmente ficam arredios.

INSUFICIÊNCIA RENAL AGUDA

É a alteração da capacidade de filtragem dos rins, o que acarreta a retenção de ureia e creatinina no sangue (dois compostos tóxicos) e, consequentemente, na eliminação de água, vitaminas e proteínas importantes pela urina. Costuma estar ligada a fatores isquêmicos, infecciosos ou tóxicos. Seu agravamento pode provocar infecções no trato urinário, úlceras na boca e no estômago, e pressão alta, que leva a cegueira. Alguns ainda desenvolvem anemia.

PROBLEMAS NO TRATO URINÁRIO

Inflamação do revestimento da bexiga e da uretra do animal, ou a formação de depósitos e pedras minerais urinárias é bastante comum em cães e particularmente e gatos. Os sintomas aparecem como aumento da frequência de micção, aparência de sangue na urina e, em casos graves, desconforto extremo, com esforço e bloqueio parcial ou completo da bexiga. Quase invariavelmente, o primeiro ataque segue um histórico de alimentação de alimentos comerciais secos durante um longo período.

Embora as implicações raramente sejam óbvias no curto prazo, são inegáveis no longo prazo. Doenças degenerativas crônicas, doenças autoimunes, obesidade, alergias, doenças renais, pancreáticas e hepáticas estão desenfreadas na população de animais de estimação, e as taxas de câncer continuam a aumentar. A lista é longa e assustadora.

No entanto, infelizmente, ainda existe o mito que as comidas empacotadas são os únicos alimentos capazes de suprir completamente as necessidades nutricionais dos animais e, ironicamente, este é o pior alimento para a saúde e para a vida de nossos indefesos peludos.

SAIBA MAIS

Antes de você oferecer qualquer alimento para o seu cão, é preciso entender o que pode e não pode, além de aprender umas receitinhas bem gostosas. A minha dica SAÚDE & LITERATURA é o “Guia Completo para cães: alimentação natural

01 fev 2019

Vamos conversar sobre relação médico-paciente?

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Quando voltamos um pouquinho no tempo, temos a sensação que a relação entre o médico, o paciente e os seus familiares tinha bases mais sólidas, contribuindo para o sucesso do tratamento oferecido pelo profissional. Infelizmente, aquele médico da família, que acompanhava todos os seus integrantes ao longo da vida, não existe mais. Talvez alguns profissionais mais antigos e resistentes aos modismos de cada época ainda consigam estabelecer relações afetivas duradouras com seus pacientes.

Uma das hipótese para o “esfriamento” da relação médico-paciente seja o avanço da tecnologia dura, que proporciona notáveis benefícios ao diagnóstico precoce de várias doenças, salvando vidas. No entanto, ao mesmo tempo, as máquinas que promovem o prolongamento da vida distanciam as relações entre profissionais de saúde e pacientes ávidos por uma atenção diferenciada. Será? São hipóteses. Inclusive, estou pesquisando sobre o assunto, por meio de uma pesquisa online. Se puder me ajudar, acesse AQUI.

livroEntrevistei o coloproctologista e curador do Centro de Memória da Faculdade Ciências Médicas, Geraldo Magela Gomes da Cruz.  Ele também é autor do livro “Câncer no reto: meu paciente e eu”.  “O livro relata a história de dez pacientes (todos já faleceram) que me marcaram muito e foram exaustivamente discutidos no Ciclo Psicanalítico de Minas Gerais”, esclarece.

Sobretudo nas décadas de 60 e 70 os cânceres retais baixos e mesmo de reto médio (alcançados pelo toque retal) eram operados sem muita tecnologia. Diagnosticado o câncer retal baixo ou médio o paciente era submetido a uma cirurgia altamente mutiladora, levando o paciente, com frequência, a impotência sexual e bexiga neurogênica (ora retenção ora incontinência urinária).

Em seu desespero, o paciente procurava respostas e ajuda do médico, que quase sempre se resumiam a palavras rápidas de consolo e encaminhamento ao oncologista (na década de 60 e 70 estava iniciando a especialidade). E, em seu desespero, o médico se sentia impotente para lidar e ajudar o paciente. Tratava de “se livrar dele”, encaminhando-o ao psiquiatra, ao clínico, que também não tinham a menor ideia de como ajudar. O médico já entrava em pânico quando via o paciente amputado na sala de espera do consultório. Como tudo era empírico, as mentiras ficavam soltas: “a colostomia vai ser revertida quando seus eosinófilos atingissem 50% no sangue circulante”, dentre outras tantas. Hoje, com o Google, isto não seria possível, porque o paciente veria que o normal no sangue circulante é 3%, e, excepcionalmente atinge 10 ou 15% em estados alérgicos e imunológicos especiais.

“Esta situação passou a me incomodar de forma cada vez mais marcante. Primeiro porque, na verdade, trocava uma doença (câncer) por outras insuportáveis (colostomia, ausência de ânus, etc); e em segundo lugar porque não tinha condições de dar ao paciente algo em troca da mutilação que nele fizera. Sentia-me devedor”, conclui o curador.

Adriana Santos:  Qual a importância do aprimoramento das técnicas de comunicação por parte dos médicos no atendimento clínico, principalmente com a proliferação das redes sociais?

Geraldo Magela: Independentemente de ser médico e de estar atendendo, é importante dominar a relação com a mídia e entender sobre as redes sociais, porque já é parte da nossa vida. Se você não integra no meio midiático, você está alijado do convívio social. No que se refere ao atendimento ao paciente, ele hoje em dia não suporta esperar por uma resposta do médico. Ele quer uma resposta para suas dúvidas ou alívio para sua dor agora! Perdemos a noção de tempo e de espaço: todos estamos ligados instantaneamente e independente de onde estejamos. Parece que o médico está presente e disponível o tempo todo! Por isso, é importante aprimorar e saber usar os métodos de comunicação, se não vai estar fadado a permanecer desatualizado e alheio às tendências.

Na sua opinião, por que que muitos médicos têm dificuldades em estabelecer vínculos com seus pacientes?

Esta dificuldade pode vir de dois lados, o primeiro lado é da própria formação dos médicos enquanto seres humanos que são: como seu sistema neuropsicogênico foi formado pelo desejo e condução de seus cuidadores. Os médicos não tiveram infâncias iguais e sabemos que esta fase do ser humano marca todo seu futuro em relação com o outro (no caso o paciente é o outro). Em segundo lugar, porque não encontra motivação: falta de reconhecimento pelo trabalho, baixa remuneração, condições de trabalho precárias, a insatisfação com honorários pagos pelo SUS e pelos convênios.

Como a comunicação pode ajudar os médicos a recuperar o vínculo perdido com seus pacientes?

Se a comunicação for midiática, eu acredito que nunca. Se o médico não consegue manter uma boa relação médico-paciente na presença dele, na ausência, por meio de um site de relacionamento, por áudios, vídeos e imagens, jamais conseguirá. Repito: relação médico-paciente é um caso de amor, de respeito, de compreensão. Tem que haver a presença. Há um mal necessário: a interposição de SUS e planos de saúde entre o médico e o paciente. Digo “mal necessário” porque a medicina está caríssima e acima do poder aquisitivo da grande maioria dos brasileiros.

O que é humanização no atendimento médico na sua opinião?

Para mim, humanização no atendimento médico é o médico agir de tal forma com o paciente, que mesmo no meio de 20 outros pacientes na sala de espera cada um tenha certeza de que ele é o mais importante. Para isto o médico tem que estar satisfeito com o retorno de sua profissão. Esta resposta é uma resposta singela de um médico! Esta mesma pergunta terá respostas diferentes se formuladas para o Ministério de Saúde, para o SUS e para os planos de saúde.

Você acredita que as redes sociais podem aproximar médicos e pacientes?

Pode, mas é uma aproximação muito superficial. Não é uma aproximação de contato. E pode acontecer o oposto: afastar, em decorrência da superficialidade do contato. Eu não acho que é a rede social que vai aproximar. A rede social vai facilitar a relação, em tempo (imediatamente) e espaço (seja lá onde o médico estiver). O paciente que está com dor não pode esperar um médico atender um telefone fixo 3 ou 4 horas depois, é preciso que ele atenda o Whatsapp ou SMS e na hora dê uma solução orientação.

Quais os cuidados que os médicos devem ter na hora de usar as redes sociais?

Muito cuidado. Todo cuidado é pouco! Como coloproctologista já recebi imagens de clientes mostrando-me hemorroidas edemaciadas ou trombosadas, perguntando-me o que fazer. Imagine se tais coisas vazem. Algumas especialidades são potencialmente mais vulneráveis, como a minha, a ginecologia, a urologia, a andrologia, a obstetrícia. São imagens enviadas por pacientes pela por mídia eletrônica. Mas, há o perigo também para o médico: ser vítima de divulgação de áudio e vídeo sem anuência dele! Então, é necessário muito cuidado porque você não sabe quem vai acessar e quem vai mostrar o que foi escrito, ou que foi fotografado.

As redes sociais podem ajudar na humanização do atendimento médico?

Nunca! As redes sociais podem é facilitar, tornar o atendimento não presencial mais rápido, substituir a relação direta médico-paciente. Mas, não melhorar e humanizar. Humanizar inclui estar presente, é o paciente sentir a mão do médico em seu ombro, sentir o apoio. Todos os sentidos têm que estar envolvidos na presença do paciente: o olhar, a escuta o contato físico. Até os jeitos e trejeitos do paciente podem ser úteis na relação médico-paciente. A relação médico-paciente é um ato de amor: não pode ser virtual. Tem que ser presencial. Um vídeo, um áudio ou mensagens do google não podem substituir a presença dos dois.

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