Categoria "saúde"
05 nov 2019

Pólio: 25 anos sem a doença nas Américas

Arquivado em Comportamento, criança, saúde

Por OPAS Em agosto de 1991, Luis Fermín Tenorio Cortez, uma criança nascida nas montanhas de Junín, no Peru, foi a última vítima do poliovírus selvagem na Região das Américas. Fermín não havia sido vacinado e, portanto, o vírus conseguiu se apoderar de seu corpo, resultando em paralisia irreversível nas pernas.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) comemora 25 anos de eliminação de pólio nas Américas do Norte, Central e do Sul, bem como no Caribe. Não existe cura para a poliomielite, mas a doença é evitável com vacinação.

“Essa conquista crucial é resultado do compromisso dos países com a vacinação e do esforço dos trabalhadores de saúde para vacinar 95% das crianças em todos os cantos do continente, mantendo altos índices de cobertura ao longo dos anos e com forte vigilância”, disse Cuauhtemoc Ruiz Matus, chefe de Imunizações da OPAS.

Em 1975, antes da vacinação massiva e sistemática nas Américas, quase 6.000 ficaram paralisados como consequência da poliomielite. Em 1991, os últimos seis casos foram registrados e, em 1994, a Região foi a primeira do mundo a ser certificada como livre da doença. Atualmente, apenas o Paquistão e o Afeganistão relatam casos e o mundo está se aproximando da erradicação.

Com o apoio técnico da OPAS, a cobertura vacinal em crianças menores de 1 ano aumentou de 25% em 1978 para mais de 80% em 1993. Pelo menos 8 em cada 10 crianças foram vacinadas e, graças à imunização de “rebanho”, conferida pela vacina oral, a proteção coletiva estava garantida.

Quase uma década depois, em 1985, a OPAS propôs aos seus Estados Membros a meta de interromper a transmissão do poliovírus selvagem nas Américas. Os países concordaram e assumiram o compromisso, adotando ações sustentáveis para mobilizar a população e parceiros estratégicos, como igrejas e organizações da sociedade civil. As agências parceiras e outras organizações multiplicaram seus esforços, oferecendo cooperação técnica e mobilizando recursos para apoiar os esforços dos países.

De 24 a 25 de agosto de 1994, após três anos sem casos, os cientistas e especialistas que compunham a Comissão Internacional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite (ICCEP) informaram ao diretor da OPAS à época, Carlyle Guerra de Macedo, que a transmissão do poliovírus selvagem foi interrompida.

Atualmente, as crianças das Américas têm acesso garantido a vacinas gratuitas, seguras e de alta qualidade. A vacinação tem sido considerada um bem social, com acesso universal e igual a todas as pessoas. A OPAS ajuda a tornar a vacinação sustentável por meio de seu Fundo Rotatório, usado pela maioria dos países da América Latina e do Caribe para adquirir vacinas, agulhas e outros suprimentos usados pelos programas de imunização. O fundo ajuda os países fornecendo vacinas e suprimentos a preços acessíveis.

Fase final

“No momento, estamos na fase final de erradicação da poliomielite – o fim do jogo – em que apenas um em cada três poliovírus selvagens ainda está ativo”, afirmou Ruiz. “Os países devem manter a cobertura vacinal igual ou superior a 95% e fortalecer a vigilância epidemiológica.” Enquanto até uma criança em qualquer lugar estiver infectada com a poliomielite, todas as crianças em todo o mundo correm o risco de contrair a doença se não estiverem vacinadas. No entanto, Ruiz observou que “um mundo livre da pólio é possível e estamos muito perto de alcançá-lo”.

Os casos de poliomielite diminuíram mais de 99% desde 1988, quando se estimou 350 mil casos em mais de 125 países endêmicos, em comparação com 33 casos de poliomielite relatados em 2018 por dois países. Mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo, que hoje podem andar, poderiam ter ficado paralisadas sem a vacinação.

Os esforços globais que resultaram nessas conquistas foram liderados pela Global Polio Eradication Initiative (GPEI), liderada pela OMS, Rotary International, Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e UNICEF.

A erradicação da poliomielite – o que significaria um mundo livre de poliomielite para as gerações futuras e uma economia de US$ 40 a 50 bilhões – exige altas taxas de cobertura em todos os cantos do mundo para impedir a transmissão desse vírus altamente contagioso. No entanto, ainda existem crianças que não têm acesso à vacinação por diferentes motivos: falta de infraestrutura, áreas remotas, populações deslocadas, conflitos e insegurança ou resistência à vacina.

Se a poliomielite não for erradicada, pode haver um ressurgimento da doença, o que pode resultar no aparecimento de até 200 mil novos casos em todo o mundo a cada ano, dentro de 10 anos.

A poliomielite foi a segunda doença evitável por vacina a ser eliminada das Américas (1994), precedida pela erradicação regional da varíola (1971). Foi seguida pela eliminação da rubéola e síndrome da rubéola congênita (2015) e pela eliminação do sarampo em 2016.

 

30 out 2019

Resenha: Comunicação médico-paciente no tratamento oncológico

A comunicação entre médico e paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. Quando o assunto é o câncer, ela é ainda mais vital. Partindo da experiência de mais de 30 anos em oncologia, o médico Ricardo Caponero criou um guia de orientação sobre como estabelecer, de forma respeitosa e franca, uma comunicação efetiva e terapêutica com os pacientes que enfrentam o câncer.

No livro “A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico – Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares”, publicado pela MG Editores, o médico  explica como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca e, ao mesmo tempo, efetiva e terapêutica.

Confira o meu vlog

 

28 out 2019

RosaApp: aplicativo ajuda mulheres na prevenção do câncer de mama

Muito se fala que a melhoria do atendimento à saúde está atrelada à qualificação profissional. Sim, é realmente necessário qualificar os profissionais para satisfazer a necessidade de quem busca atendimento nas redes pública e privada de saúde. Mas, só qualificar não basta. É preciso que as novas tecnologias sejam incorporadas à rotina dos profissionais.

Foi com esse objetivo que no ano passado a farmacêutica Renata Alcântara criou o RosaApp, um aplicativo que atua na prevenção, no controle e no apoio ao tratamento do câncer de mama ao longo de todo ano e não apenas em Outubro.

O RosaApp traz lembretes sobre mamografia e ultrassom, oferece endereços dos locais mais próximos para realização dos exames, armazena dados para as próximas consultas e oferece dicas sobre hábitos saudáveis e ainda personaliza o cuidado, promovendo a interação com a usuária. Para isso, tem a “Rosa”, um robozinho capaz de conhecer a mulher à medida que o aplicativo é utilizado.

E foram essas funcionalidades do Rosa que atraíram a aposentada Marilene Martins e a servidora pública Gilda Resende. Marilene descobriu o aplicativo recentemente por indicação de uma vizinha. Entusiasmada com a novidade recomendou o novidade às amigas da Igreja de São João Evangelista, no bairro Serra, em Belo Horizonte, onde é uma das voluntárias.

A aposentada mantém uma rotina pesada. Na igreja, participa de oficinas, dos bazares beneficentes ainda canta no Coral. Os cuidados com a casa e com o sítio também ocupam grande parte de seu tempo. “Como estou sempre muito ocupada vi no aplicativo um apoio importante. Com o Rosa vou ficar mais atenta aos cuidados com a minha saúde”, assegura, enumerando os serviços que mais a atraíram no aplicativo: o Rosa me alerta sobre horários dos medicamentos, sobre a data dos exames e o endereço de laboratórios, clínicas e hospitais próximos à minha residência.

Gilda Resende, uma apaixonada por novas tecnologias, também é usuária do Rosa. “O chat bot foi o que mais me atraiu no aplicativo”, diz ela, referindo-se à “Rosa”, a atendente que, na verdade, é um programa de computador. Para esclarecer as dúvidas dos usuários, o programa utiliza-se de inteligência artificial e funciona como uma espécie de assistente que se comunica e interage com os usuários, por meio de mensagens de texto automatizadas.

A satisfação de usuárias como Marilene e Gilda deixam Renata Alcântara otimista com o Rosa. O próximo passo, anuncia, é a municipalização do App. O primeiro município a aderir à ferramenta foi Taquaraçu de Minas. A partir desse mês, os agentes comunitários de saúde deste município da Região Metropolitana de Belo Horizonte passarão a usar o Rosa para fazer busca ativa de mulheres na faixa de risco do câncer de mama.

“O processo de inovação tecnológica na área de saúde, tanto pública, quanto privada, é irreversível. “O custo/benefício é enorme. Impacta também na redução do gasto quanto na resolutividade da atenção integral à saúde”, garante Renata.

Como baixar o RosaApp.

Passo 1: Clique no aplicativo do Google Play (Play Store) em seu telefone.

Passo 2: Busque pela RosaApp. Para isso, clique no espaço em branco, no topo de sua tela e escreva o nome do aplicativo. Para confirmar, clique na lupa do teclado do seu telefone.

Passo 3: Clique em “Instalar”.Passo 4: O aplicativo pedirá acesso a algumas informações. Responda e clique em “Aceitar”.

Pronto. O RosaApp agora é seu parceiro. A sua saúde agradece.

Câncer de mama 

O câncer de mama é o segundo tipo que mais mata as mulheres no Brasil. Se diagnosticado precocemente aumenta a cura e a qualidade de vida das mulheres em até 90%.

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