Categoria "saúde"
27 maio 2019

A enxaqueca é a sexta doença mais incapacitante no mundo, segundo OMS

Arquivado em Comportamento, saúde

ENXAQUECAA dor é tão forte que muitas pessoas não conseguem sequer levantar da cama. Esse é um dos comentários mais frequentes de quem sofre com a enxaqueca. Sentir dor de cabeça já é muito ruim, imagina conviver com a doença acompanhada de sensibilidade à luz, ao som, aos movimentos corporais e ainda sentir náuseas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a enxaqueca é a 6ª enfermidade mais incapacitante no mundo. A doença ataca cerca de 30 milhões de pessoas e, como consequência, existe ainda o impacto social e emocional, afetando o dia a dia das pessoas, como por exemplo, a diminuição de desempenho e a ausência ao trabalho.

Segundo a Dra. Anna Paula Batista de Ávila Pires, otorrinolaringologista do Hospital Felício Rocho, quem sofre com enxaqueca tem consciência que não se trata apenas de uma simples dor de cabeça. É um desequilíbrio químico do cérebro e pode causar uma série de sintomas. “O mais comum é a dor latejante ou pulsátil em um dos lados da cabeça, acompanhada de enjoo e vômito. Também há intolerância à luz, cheiro e barulhos, além de tontura e até mesmo vertigem, podendo ser confundida com uma doença do labirinto”, explica.

A doença é classificada como crônica, quando ocorre por mais de 15 dias ao longo do mês. Ela está associada a diminuição significativa da qualidade de vida e as crises costumam levar ao afastamento do trabalho, além de queda de produtividade.

Ainda de acordo com a Dra. Anna Paula, por ser uma doença bioquímica do cérebro com um forte componente genético, a enxaqueca ainda não tem cura. “Ela pode ser controlada com alimentação adequada, atividades físicas regulares e medicamentos corretos”, diz.

A enxaqueca pode aparecer em qualquer faixa etária, mas o índice é maior em mulheres jovens, em vítimas de trauma na cabeça ou região cervical, em pessoas que abusam de analgésicos, cafeína, açúcar e passam longos períodos em jejum.

09 maio 2019

Mortes por insuficiência cardíaca aumentam em adultos mais jovens

Arquivado em saúde

insuficiência_cardíaca

Por Agência Brasil

As taxas de mortalidade devido à insuficiência cardíaca estão aumentando, e esse aumento é mais proeminente entre os adultos com menos de 65 anos, considerados como morte prematura, segundo um estudo da Northwestern Medicine.

O estudo utilizou dados da ampla gama de dados online dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para Pesquisa Epidemiológica, que inclui a causa de morte subjacente e contribuinte de todas as certidões de óbito de 47.728 milhões de indivíduos nos Estados Unidos de 1999 a 2017. Pesquisadores analisaram a taxa de mortalidade ajustada por idade para adultos negros e brancos entre 35 e 84 anos que morreram de insuficiência cardíaca.

O estudo mostrou, pela primeira vez, que as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca vêm aumentando desde 2012. O aumento das mortes ocorre apesar dos avanços significativos nos tratamentos médicos e cirúrgicos para insuficiência cardíaca na última década.

O aumento no número de mortes prematuras por insuficiência cardíaca foi maior entre homens negros com menos de 65 anos de idade, e estima-se que 6 milhões de adultos nos Estados Unidos tenham insuficiência cardíaca. É a principal razão pela qual os adultos mais velhos são admitidos em hospitais.

“O sucesso das últimas três décadas em melhorar as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca está agora sendo revertido, e é provável que seja devido às epidemias de obesidade e diabetes”, disse Sadiya Khan, professora assistente de medicina na Escola de Medicina da Universidade Northwestern Feinberg e cardiologista da Northwestern Medicine.

“Dada a população em envelhecimento e as epidemias de obesidade e diabetes, que são os principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, é provável que esta tendência continue a piorar”, disse ela.

Dados recentes mostram que a expectativa média de vida nos Estados Unidos também está diminuindo, o que compõe a preocupação de Khan.

No próximo passo, os pesquisadores vão tentar entender melhor o que causa as disparidades na morte cardiovascular relacionada à insuficiência cardíaca.

O estudo foi publicado na segunda-feira no Diário do Colégio Americano de Cardiologia.

Northwestern Medicine é uma colaboração entre a Northwestern Memorial Healthcare e a Escola de Medicina Northwestern da Universidade Feinberg, que inclui pesquisa, ensino e assistência ao paciente.

02 maio 2019

Santa Casa de BH participa de mutirão nacional de cirurgia da criança

Arquivado em criança, saúde

cirurgia
O maior hospital filantrópico de Minas Gerais participa do ‘XIII Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança’ no próximo sábado (4 de maio). A iniciativa faz parte das comemorações pelos 120 anos da Santa Casa BH e é realizada em parceria com a Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE), com o objetivo de reduzir as filas de espera por cirurgias pediátricas na rede pública de saúde do país. Em Minas Gerais, a SCBH e o Hospital das Clínicas da Universidade do Triângulo Mineiro, de Uberaba, aderiram ao evento. A ação – que se repete anualmente desde 2007 e beneficia milhares de crianças e adolescentes – conta com a adesão de 14 serviços, de 10 estados e do Distrito Federal.

Ao todo, 19 crianças que aguardavam por cirurgias ambulatoriais eletivas foram encaminhadas pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte para participar do mutirão na Santa Casa BH. Estão programadas operações de hérnias (umbilicais e inguinais), criptorquidia (testículo), hidrocele, biopsia retal e colecistectomia (retirada cirúrgica da vesícula biliar).

De acordo com o chefe da Cirurgia Pediátrica da SCBH, Dr. Moacir Tibúrcio, esses são procedimentos realizados em regime ambulatorial. “A nossa expectativa é que as crianças cheguem ao hospital no sábado, operem, permaneçam por algumas horas em observação e no mesmo dia voltem para casa. Posteriormente, eles retornarão para curativos e novas avaliações. Participamos da ação há anos e sabemos da importância do envolvimento do serviço para diminuir a fila de espera do SUS e para o bem-estar desses pacientes mirins. Estamos muito felizes por fazer parte dessa história”, explica.

A Santa Casa BH é referência em Cirurgia Pediátrica no estado e conta com equipe altamente capacitada, composta por 10 cirurgiões pediátricos. Anualmente, são realizadas cerca de 1700 cirurgias infantis – média de 141 cirurgias mensais.

Sobre o mutirão nacional

Com essa iniciativa, a CIPE procura restabelecer a qualidade de vida dessas crianças em menor tempo e permitir que também as cirurgias de média e alta complexidade, que exigem internação, possam ser realizadas em prazos menores. O presidente da entidade, Dr. João Vicente Bassols, destaca que todas as edições primaram pela segurança dos pacientes, sem registro de intercorrências, resultado que a CIPE espera que se repita também neste ano. “Mais uma vez a associação procurou sensibilizar a direção dos serviços de Cirurgia Pediátrica do país, visando abreviar o tempo de espera por cirurgias de crianças e adolescentes, sobretudo nos hospitais públicos, que em algumas localidades pode chegar a meses”, declara.

Página 3 de 641234567... 64Próximo