Categoria "saúde"
16 jan 2019

Santa Casa de BH oferece curso de Cuidados de Enfermagem com Sondas e Cateteres

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A Santa Casa BH Ensino e Pesquisa realiza, nos dias 22, 30 e 31 de janeiro, o curso de Cuidados de Enfermagem com Sondas e Cateteres. A capacitação visa instruir sobre os tipos de sondas, drenos e cateteres, suas indicações, formas de manuseio e troca de curativos. Também aborda os cuidados gerais e específicos para prevenção de eventos adversos infecciosos e não infecciosos. O investimento é de R$ 110. Inscrições: www.santacasabh.org.br/ver/iep. Informações: (31) 3238-8601 / 3238-8672.

14 jan 2019

Hospital Felício Rocho e Faculdade de Ciências Médicas realizam procedimento inédito na América Latina

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Divulgação

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A vida do jovem Iago Lopes dos Santos, 23 anos, mudou após dar entrada no bloco cirúrgico do Hospital Felício Rocho (HFR), no último dia 07 de dezembro de 2018. O paciente foi submetido à um transplante inédito na América Latina, no qual recebeu um rim através de uma cirurgia robótica.

Antes do procedimento, Iago vivia em constantes sessões de hemodiálise por conta de complicações de doença renal em estágio terminal. Ele vive em Governador Valadares (MG), região do Vale do Rio Doce, e se deslocava semanalmente à Belo Horizonte para realizar o procedimento exaustivo que o mantinha vivo. Até que sua irmã, Viviane Lopes dos Santos, de 36 anos, foi diagnosticada como apta para a doação de um rim.

Após avaliações do corpo clínico do Hospital Felício Rocho, onde Iago fazia seu tratamento, a decisão foi realizar o primeiro transplante de receptor renal por via robótica da América Latina. Trata-se de um procedimento inovador, pouco invasivo, no qual o órgão é inserido no corpo do paciente e a cirurgia é feita pelo cirurgião através de uma plataforma robótica. Tanta inovação é resultado de uma parceria entre o Hospital Felício Rocho e a Faculdade Ciências Médicas De Minas Gerais (Feluma).

A cirurgia foi realizada com a equipe de transplantes e de cirurgia robótica do Hospital Felício Rocho, assistida pelo médico Cirurgião Geral, Dr. Enrico Benedete, Chefe de Departamento da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. Antes disso, em outubro deste ano, e também de forma pioneira, a equipe do HFR já havia feito a cirurgia de retirada do rim do doador para transplante, também por via robótica.

O transplante renal é a melhor terapia de substituição renal em portadores de insuficiência renal crônica. Ele melhora a qualidade de vida e o tempo de vida desses pacientes. Implantar o robô nesse tipo procedimento colabora para essa cirurgia tornar-se ainda mais segura, eficaz e para que a recuperação seja mais rápida e menos dolorosa.

Todo o procedimento durou cerca de três horas.

O rim transplantado funcionou imediatamente. Iago evoluiu muito bem no pós-operatório e já tinha condições de alta antes de uma semana após a realização do procedimento robótico. Os benefícios da cirurgia robótica incluem visão magnificada em três dimensões, maior amplitude dos movimentos, resultando em uma maior precisão cirúrgica, menor agressão ao organismo e uma recuperação pós-operatória mais rápida, menos dolorosa e com retorno mais precoce do paciente às suas atividades habituais. Sem dúvida, esse procedimento realizado pela parceria do Hospital Felício Rocho com a Feluma é um avanço e tanto para a medicina brasileira.

A plataforma robótica é de uma precisão gigantesca. Bastante usada em cirurgias renais, prostáticas, mas também em muitos outros tipos de procedimentos, de várias especialidades médicas e, com resultados muito satisfatórios. Tudo isso porque o robô atua com uma visão tridimensional, magnificada, que capta detalhes anatômicos de uma forma ampliada e com ótima qualidade de imagem, além de uma maior amplitude de movimentos.

11 jan 2019

Mulheres devem ficar atentas com surgimento de doenças ginecológicas durante o verão

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Com a chegada do verão, é hora de aproveitar, seja para ir à praia, cachoeira ou clube. No entanto, essa época do ano também exige cuidados redobrados com a saúde íntima da mulher. Isso porque o verão é o período em que a proliferação de bactérias é maior e o calor intenso favorece o surgimento de doenças ginecológicas, principalmente por conta dos hábitos adotados durante a estação.

“Usar roupas com tecidos sintéticos, bem como trajes apertados, pode ser mais prejudicial em dias quentes, além de fazer com que os corrimentos se tornem mais recorrentes”, orienta o médico ginecologista João Oscar de Almeida, do Hospital Felício Rocho. Segundo ele, essas roupas acabam “abafando” a área genital, o que faz com que a temperatura local aumente e a umidade também, criando condições favoráveis para o crescimento de fungos e bactérias. “Da mesma forma, é muito comum ficar com roupas molhadas após passeios, o que contribui para alterar as condições físicas da região e, consequentemente, para a proliferação de microrganismos prejudiciais à saúde íntima”, completa. Esses hábitos de verão causam um desequilíbrio da flora vaginal, aumentando a chance do desenvolvimento de infecções vaginais como a candidíase, tricomoníase e a vaginose bacteriana, por exemplo.

A candidíase é a mais recorrente nessa época do ano, sendo causada pelo crescimento do fungo cândida, que prefere lugares úmidos, causa coceira e dores para urinar e no ato sexual. Embora possa ser transmitida sexualmente, não é considerada uma Doença Sexualmente Transmitida (DST). Já a tricomoníase é uma DST causada pelo parasita Trichomonas vaginales, e apresenta corrimento amarelo-esverdeado com odor desagradável, além de dores ao urinar e durante o sexo. “Apesar de a doença ser transmitida sexualmente, no verão a flora vaginal está em constantes mudanças, o que favorece para o surgimento da doença”, explica o Dr. Oscar. A vaginose bacteriana é provocada pela bactéria Gardnerella Vaginalis, seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um odor forte, e que piora durante as relações sexuais e na menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. Todas elas podem ser tratadas com medicamentos via oral e cremes vaginais.

Para prevenir esses problemas, o ginecologista garante que o ideal é evitar ficar muito tempo com roupas úmidas, inclusive os trajes de banho; optar por roupas mais leves e arejadas, como vestidos e saias; e limpar a genitália com sabonetes neutro ou íntimo: “É fundamental manter uma higienização adequada e evitar a umidade prolongada na região da vagina especialmente durante o verão, assim como buscar orientação médica sempre que notar algo errado. Como são situações comuns, é frequente o tratamento sem uma instrução adequada, às vezes baseada em experiências prévias ou sugestões de colegas. No entanto, o tratamento inadequado pode levar a um desequilíbrio ainda maior da flora vaginal. Por isso a avaliação médica especializada é tão importante para um tratamento correto”, adverte.

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