Categoria "saúde"
04 jul 2018

FAB realiza quarta etapa da interiorização dos imigrantes venezuelanos

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Fonte: Ala 7, DIRAP e CINDACTA II 

Eram 08h35 (horário local) da manhã da última terça-feira (03/07), quando a aeronave Boeing 767 do Esquadrão Corsário (2°/2° GT) decolou de Boa Vista (RR) com destino a Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ), levando a bordo mais de 160 venezuelanos que viviam na capital roraimense. A missão fez parte do processo de interiorização da Operação Acolhida.

Os 115 imigrantes cujo destino era Recife foram distribuídos para as cidades de Igarassu (PE) e Conde (PB). Equipes do Exército Brasileiro, da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude do Estado de Pernambuco organizaram a infraestrutura necessária para esse acolhimento emergencial. Segundo o Secretário da pasta, Cloves Benevides, toda ação é uma política do Governo Federal com os comitês de saúde, com os Ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Social, em articulação com organismos internacionais. “Ao chegarem nas cidades, a pretensão é inseri-los no mercado de trabalho e na educação. Por isso, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Município, as secretarias de educação, somadas com esforços do próprio Governo do Estado irão procurar construir as alternativas e, a partir de agora, começa uma nova operação entre os órgãos do Município, do Estado e do Governo Federal”, ressaltou o secrerário.

Para os venezuelanos que desembarcaram na cidade, a expectativa é de uma vida melhor. “Espero que meus filhos tenham educação aqui no Brasil e que eu possa dar melhores condições à minha família que ficou na Venezuela”, disse Virginia Marque, que veio ao país com três filhos pequenos.

O Prefeito de Igarassu (PE), Mário Ricardo, esteve presente na recepção aos imigrantes. “A expectativa em recebê-los é grande e há uma preocupação em fazer a integração dessas pessoas, que vêm de um outro local completamente diferente do nosso. Mas estamos preparados para acolhê-los: são nossos vizinhos e irmãos”, disse.

Após o pouso em Recife, o avião da FAB seguiu viagem com os demais venezuelanos para a capital fluminense, onde pousou às 18h05 nas dependências da Ala 11. Esta será a primeira vez que essas três cidades recebem os voluntários da interiorização. Ao todo, já foram interiorizadas quase 530 pessoas para as cidades de São Paulo (SP), Cuiabá (MT) e Manaus (AM).

Elisa Lafon chegou ao Rio, acompanhada pelo filho mais velho, de 19 anos, cheia de expectativas. “Estou há sete meses em Boa Vista, fiquei os primeiros quatro morando na rua. Consegui trabalhos como diarista pra ganhar R$ 300,00 por mês, mas meu filho não conseguiu nada. Lá não tem oportunidade para os homens”, conta a mãe e professora de Biologia, que deixou o marido e três filhos na Venezuela, e ainda tem uma filha que migrou para o Panamá em busca de uma vida melhor. “Agradeço ao governo brasileiro e à ONU, estamos sendo muito bem cuidados. Tenho esperança de conseguir emprego aqui no Rio e oportunidade para trazer minha família”, comenta.

Paulo Sergio de Almeida, representante da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que apoiou o desembarque no Rio de Janeiro (RJ), explicou que a cidade, embora esteja recebendo imigrantes venezuelanos pela primeira vez, já recepcionou pessoas provenientes da Síria e do Congo. “Conforme a existência de locais para acomodar essas famílias e uma rede de apoio, é feita a escolha das cidades. Cada abrigo tem um perfil de pessoas que pode acomodar, este, por exemplo, ajudará a muitas famílias com crianças”, disse.

Voluntário para o processo de interiorização, Eduardo José Medrano, que embarcou com sua esposa e três filhos, disse que veio ao Brasil em busca de novas oportunidades e de um recomeço na vida da sua família. “Quero trabalhar e dar uma melhor condição de vida para minha família. Fui muito bem tratado no abrigo e espero retribuir de alguma forma a acolhida brasileira. Sonho com ensino de qualidade para meus filhos e um emprego digno”, contou, emocionado.

Missão gratificante

Um dos pilotos da aeronave, o Major Aviador Marcos Fassarela Olivieri, considera a missão gratificante. Segundo ele, a tripulação do Boeing 767 se sentiu realizada por ajudar, em um só voo, dezenas de pessoas. “A expressão de contentamento no rosto de homens, mulheres e crianças é também um reconforto aos militares envolvidos na missão”, disse. Outro piloto, o Tenente Edgard Gomes Almeida, concorda. “Essa missão é muito importante para nós, uma vez que fazemos parte de uma ação que contribui para dar um pouco mais dignidade para essas pessoas que estão precisando da nossa ajuda”, relatou o oficial.

Na oportunidade, o Esquadrão Corsário também realizou o transporte de mais de 50 militares da FAB e do Exército Brasileiro que participaram da Operação Acolhida para seus locais de origem, concluindo mais uma etapa do processo de substituição do efetivo.

Por mais de 60 dias corridos, o Tenente Intendente Guilherme Teixeira Alcântara, da FAB, esteve à frente do efetivo que produz, diariamente, 4.500 refeições para os abrigos de venezuelanos em Boa Vista. Ele relata que, em sua primeira missão operacional fora de sede, retorna para casa com o sentimento de dever cumprido e com o pensamento de que seu trabalho, de alguma forma, serviu para dar mais conforto aos imigrantes.

“Nossa equipe volta para casa com bastante orgulho de poder ter ajudado essas pessoas que passam por bastante dificuldade, de uma forma que está ao nosso alcance, de uma maneira que a gente gosta, sanando uma das necessidades básicas do ser humano que é a alimentação”, disse o Tenente Alcântara.

Interiorização dos imigrantes

Desde março desse ano, a Operação Acolhida busca reduzir os impactos da migração venezuelana no Estado de Roraima, por meio de um esforço conjunto de diversos ministérios, Forças Armadas, instituições federais, estaduais municipais e conta, ainda, com apoio de agências da ONU como a Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Agência das Nações Unidas para as Migrações (OIM) e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), além das ONGs de ajuda humanitária. De acordo com números da Polícia Federal, cerca de 110 mil venezuelanos cruzaram a fronteira entre os países entre 2017 e 2018 e mais de 50 mil vivem na capital.

Uma das vias dessa Operação é o processo de interiorização dos venezuelanos pelo território nacional. Sob coordenação da Casa Civil, da OIM (órgão da ONU com experiência mundial em realocação geográfica de grandes efetivos populacionais), os imigrantes voluntários passam por uma sessão de orientação sobre o processo de interiorização e as cidades de destino, realizam exame de saúde, são imunizados, abrigados na cidade de destino e acompanhados nos abrigos.

*Com a colaboração de Tenente Ranyer (Ala 7), Tenente Bianca (CINDACTA III) e Tenente Paola (DIRAP)

Fotos: Sargento Rocha/Ala 11; Sargento Neves/Ala 7; Sargento Jairo/CINDACTA III

08 jun 2018

“Existe uma família atrás da farda”, desabafam familiares de policiais mortos no Rio de Janeiro

pm Tânia Rêgo ABr

Foto: Tânia Rêgo /Agência Brasil

OPINIÃO. Caro leitor, ontem fui dormir com um nó na garganta, depois de ler os noticiários sobre a trágica morte de Maria José Fontes, de 56 anos, mãe de mais um policial morto nas mãos de bandidos, no Rio de Janeiro.  Senti na pele o significado da palavra empatia, a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.

O sargento Douglas Fontes Caluete estava de carro com a namorada quando foi abordado por cinco bandidos, dois deles armados com fuzis, que atiraram contra o PM ao ver que ele tinha uma arma. Dona Maria foi chamada para reconhecer o corpo e teve um mal súbito ao vê-lo morto. A Polícia Militar afirmou que ela chegou a ser socorrida na UPA, em Duque de Caxias, mas não resistiu e também morreu.

O coração de uma mãe é grande, mas não é perfeito… Ela morreu de uma síndrome do coração partido.  Não é de hoje que poetas, escritores, filósofos, psicólogos e psiquiatras nos contam casos, no mínimo curiosos, a respeito das reações que são descritas por algumas pessoas ao viverem uma grande perda afetiva.

O filho de dona Maria José Fontes é o 56º policial morto no Rio, de janeiro de 2018 até agora. Em  2017, no Brasil, foram 542 policiais mortos em serviço ou em decorrência da profissão.  Na soma de 1995 a 2017, morreram mais de 3 mil policiais militares, ou 3,52% dos 90 mil homens que, nesse período, formaram a corporação na cidade. Entre os soldados americanos que lutaram a Segunda Guerra, o índice de mortalidade foi menor: 2,52% da tropa perdeu a vida entre 1942 e 1945.

Com o objetivo de exigir que os crimes contra os policiais sejam elucidados e os bandidos devidamente punidos, familiares criaram a a Associação Somos Todos Sangue Azul.  No próximo dia 09 de junho , em Nova Iguaçu, na Via Light, em frente a loja da Leader, às 15:00 horas, esposas, mães e filhas de policiais vão estar reunidas para uma grande manifestação. Avante!

familia policia

07 jun 2018

Voluntários realizam campanha para incentivar doação de medula óssea, em Betim

doação

A campanha Quinta do Bem, de incentivo a doação de medula óssea, está de volta ao Centro Administrativo João Paulo II. No próximo dia 14 de junho, a quarta edição será realizada na sede do governo municipal de Betim. A campanha é idealizada pela jornalista Flávia Freitas, em parceria com a Fundação Hemominas. Em Betim, as secretarias municipais de Saúde e Comunicação também apoiam a ação. O objetivo do evento é incentivar o cadastro para doação de medula óssea e ajudar a salvar vidas de pessoas em tratamento contra a leucemia.

Para participar, os interessados devem levar o documento de identidade. Qualquer cidadão com idade entre 18 e 55 pode se cadastrar como doador de medula óssea. Ao todo, 50 pessoas serão cadastradas no dia 14. Em seguida, os dados pessoais preenchidos no formulário, juntamente com 5 ml de sangue coletado (similar a coleta de exame de sangue normal), são encaminhados para o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Voluntários da campanha serão responsáveis pelo preenchimento do formulário e será a Fundação Hemominas a responsável pela coleta da amostra de sangue. Os participantes serão convidados a usar lenço (homens) em apoio à causa.

Para o dia do cadastro está confirmada a presença da servidora pública da Procuradoria-Geral, Eliana Santos, doadora compatível, cadastrada na coleta para doação de medula óssea durante a campanha realizada na Prefeitura de Betim, em 2011. Ela realizou o transplante que salvou a vida de um paciente de leucemia morador de Natal, capital do Rio Grande do Norte, em 2015. Haverá também a distribuição dos exemplares da revista em quadrinhos “A Liga da Quinta do Bem”, criada pela Flávia Freitas, que é servidora da Secretaria de Saúde.

Doação

De acordo com o Ministério da Saúde, as chances de encontrar um doador compatível fora da família é de 1 em 100 mil voluntários. Havendo a compatibilidade genética, o Instituto Nacional do Câncer (Inca)/Ministério da Saúde, órgão responsável por manter os dados sigilosos, entra em contato com o doador para confirmar o interesse da doação. Confirmado o interesse, o doador é chamado para fazer exames complementares. Após a realização dos procedimentos, o transplante é agendado.

A doação é realizada em ambiente hospitalar, quando é coletada a medula óssea na região da bacia do doador – ele sentirá um pequeno incômodo passageiro. Para o leucêmico, o gesto de solidariedade representa a esperança de cura. O cadastro é feito nos hemocentros de todo o país. Em Minas Gerais, os interessados devem procurar a Hemominas.
Mais informações no site do Inca: www.inca.gov.br

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