Categoria "saúde"
07 maio 2021

Saiba mais sobre a história e a evolução da maternidade

Arquivo pessoal

Por Marco Melo, Especialista em reprodução assistida e sócio-diretor da Clínica Vilara

Por muitos anos, mulheres com dificuldade para engravidar eram desconsideradas aos olhos dos homens e da sociedade. Muitas se sentiam amaldiçoadas e, mesmo, abandonadas por Deus. O pensamento era comum e ganhou mais força por estar referendado pela própria bíblia. As histórias de Sara, Rebeca, Isabel e da mulher sunamita deixam claro que a condição estéril só poderia ser revertida pela “graça divina”.

Felizmente, com o passar dos séculos, a mentalidade mudou. Elas conquistaram seu espaço, deixando de viver em função dos maridos para ser protagonistas de sua própria história. E, o mais interessante disso tudo é que, mesmo com outras tarefas, ser mãe ainda move muitos corações. Entretanto, não é mais preciso esperar por um milagre para engravidar. A medicina encontrou um novo recurso para quem tem problemas de fertilidade.

Em meados da Década de 70, alguns estudos, ligados à Reprodução Humana Assistida, ocorreram com maior intensidade, sendo que, em 1978, nasceu o primeiro “bebê de proveta”, em Manchester, na Inglaterra. Com o passar do tempo, cada vez mais os especialistas alcançaram resultados positivos, a partir de novos desafios dessas técnicas.

Apesar do grande avanço, começaram a surgir críticas sobre os limites da interferência humana na gestação de uma criança e seu nascimento. O que muitos não compreendem é que, em primeiro lugar, o médico é um profissional que preza pela vida e, portanto, todas as suas ações são pautadas pelo bem-estar da paciente e da criança.

Talvez, não seja simples a compreensão, mas somente quem, por seu trabalho, estudo e dedicação, torna real a tão esperada maternidade, conseguirá compreender. O primeiro dia de consulta é inesquecível: olhares cheios de esperança e, ao mesmo tempo, dúvidas e a insegurança que muitas têm em relação ao sucesso do tratamento. As incertezas falam mais alto. O papel do médico vai muito além de responder às questões de forma técnica e burocrática. É preciso compreender, colocar-se no lugar do casal e, principalmente, passar confiança.

Terminado o tratamento com sucesso, resta ao médico a sensação de dever cumprido e a certeza que colocou em prática o que foi prometido no Juramento de Hipócrates: exercer a profissão com consciência e dignidade e, de acordo com as boas práticas médicas. Afinal, de nada adiantariam os estudos, as pesquisas e as experimentações, se o profissional não for empático, benevolente e, no caso dos que trabalham com reprodução, capazes de ajudarem na realização do sonho da maternidade.

É normal que as mulheres, apesar dos desejos da maternidade, sintam medo. Porém, é como disse algum autor: Quando nasce uma criança, nasce uma mãe. E, essa figura é quem move céus e terras pela felicidade do filho tão desejado.

05 maio 2021

O que é síndrome de burnout? Entenda sintomas e tratamentos

Divulgação

O que é síndrome de burnout? Você provavelmente já ouviu falar da expressão, pois é um tema frequente nos debates da internet ligados à saúde psicológica no trabalho.

Se você já passou por uma situação de estresse e cansaço extremo provocado por pressões do emprego, provavelmente sabe o que é síndrome de burnout e nem se dava conta disso.

Muito recorrente em profissões que demandam muita pressão e responsabilidade, como a de médico, professor e jornalista, essa síndrome pode gerar consequências graves e comprometedoras. Por isso, deve ser tratada e discutida com transparência com o público.

Neste artigo, falaremos um pouco sobre o que é síndrome de burnout, quais são suas principais causas, sintomas e as melhores formas de prevenção e tratamento. Leia até o fim para entender melhor!

O que é síndrome de burnout?

A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psicológico causado por um estresse relativo ao trabalho.

Pode ser proveniente de altas demandas de tarefas, jornadas laborais longas, situações de pressão por resultados positivos, relações interpessoais difíceis com companheiros de trabalho ou com clientes e disfuncionalidades em virtude de problemas pessoais ou emocionais diversos na vida pessoal.

Os desgastes emocionais e psicológicos provocados pela síndrome podem transcender o ambiente de trabalho e prejudicar a vida pessoal e cotidiana.

Entender as causas da síndrome de burnout é de fundamental importância, pois o distúrbio pode gerar uma série de consequências mais graves, como depressão profunda e crises de ansiedade.

Segundo pesquisa, as principais profissões vulneráveis ao burnout são as seguintes: profissionais da saúde em geral;

jornalistas;
advogados;
professores;
psicólogos;
policiais;
bombeiros;
carcereiros;
oficiais de Justiça;
assistentes sociais;
atendentes de telemarketing;
bancários;
e executivos.

Tendências para o perfeccionismo também pode ser uma causa relevante para o burnout. É comum o profissional desenvolver auto-cobranças exageradas para provar competência a si mesmo e aos seus superiores.

Dessa forma, o que poderia ser algo positivo, como tratar as funções laborais com esmero e competência, pode se tornar algo negativo e com sérias consequências à saúde mental do trabalhador.

Como prevenir a síndrome de burnout?

Em muitos casos, os profissionais acabam não aproveitando o momento de lazer e descanso de maneira adequada. Dessa forma, acabam sendo consumidos e extenuados de forma exagerada pelo trabalho.

Portanto, é fundamental que o trabalhador saiba dosar sua jornada de trabalho e procure valorizar os tempos de lazer entre família e amigos, como forma de descarregar as tensões do emprego.

Seguem algumas dicas de como prevenir a síndrome de burnout:

Encontrar tempo para praticar atividades físicas; ter tempo de lazer com as pessoas que gosta e te trazem paz;
praticar hobbies prazerosos; evitar ambientes que causam estresse ou mal-estar; desenvolver uma relação humanizada com os companheiros de trabalho; evite o consumo excessivo de álcool e drogas que agravam o problema; cuidar da saúde sexual; e tenha um sono reparador de pelo menos 8 horas por dia.

Portanto, encontrar práticas e pessoas que trazem uma energia leve e positiva para os dias em off é o grande segredo para preservar as emoções e a saúde psicológica no trabalho.

No tópico seguinte, falaremos dos sintomas da síndrome.

Quais os sintomas da síndrome de burnout?

Os sintomas da síndrome de burnout podem ser vários e quando juntos corroboram para gravidade do distúrbio nos profissionais. Não só estresse e cansaço são os sintomas: o problema também pode gerar falta de apetite, problemas na saúde sexual, entre outros.

Entre os principais sintomas, estão:

Desânimo e apatia; dores de cabeça e no corpo; negatividade constante; sentimentos de derrota, de fracasso e de insegurança; isolamento social; pressão alta; tristeza excessiva; cansaço mental e físico excessivos; insônia;
dificuldade de concentração; perda de apetite; irritabilidade e agressividade; lapsos de memória; depressão;
problemas de ereção; perda de libido; ejaculação precoce; e baixa autoestima.

Apesar de gerar inúmeros sintomas e de algumas vezes se transformar em um distúrbio grave, a síndrome de burnout tem tratamento e pode ser superada com práticas adequadas.

Quais os tratamentos para a síndrome de burnout?

Primeiramente, cumpre destacar que diagnosticar o que é síndrome de burnout e sua manifestação em pacientes deve ser a ação de um profissional competente de saúde mental, seja um psicólogo ou um psiquiatra.
Dessa forma, a melhor forma de tratamento, além de seguir as dicas de prevenção listadas mais acima, é se dedicar a um procedimento psicológico constante e efetivo.

Caso seja necessário, um psiquiatra pode diagnosticar medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos de forma a aliviar os sintomas e tornar o profissional mais funcional e menos vulnerável ao estresse e ao cansaço extremo.
Para alguns sintomas específicos da síndrome de burnout, como as disfunções sexuais (problemas de ereção, ejaculação precoce e perda de libido), é sugerido também buscar a ajuda de um urologista.

Inclusive, se você deseja atendimento com um urologista para acompanhamento da sua saúde sexual, existem plataformas de telemedicina disponíveis que oferecem consultas discretas, efetivas e seguras com profissionais capacitados registrados no CRM (Conselho Regional de Medicina).

Gostou do conteúdo? Esperamos que tenham entendido a importância de saber o que é síndrome de burnout e como o problema, além de recorrente, pode ser grave e trazer consequências extremamente negativas para a saúde psicológica da pessoa.

*Esse artigo foi escrito pela Omens, plataforma direta, online e segura de acompanhamento da saúde sexual. Nossa equipe é formada por médicos urologistas certificados pelo CRM e especificamente qualificados para teleconsulta

04 maio 2021

11 alimentos que ajudam no fortalecimento do sistema imunológico do corpo

Alguns alimentos fazem verdadeiras maravilhas no sistema imunológico do corpo, promovendo saúde e bem-estar.  Por isso, na despensa da cozinha da minha casa, não podem faltar produtos que auxiliam o fortalecimento do organismo saudável, principalmente em tempos de pandemia Covid19. No entanto, é bom lembrar: o consumo deve ser diário para que possamos colher os benefícios dos alimentos. Confira a minha listinha:

CÚRCUMA

A cúrcuma é uma benção e milenarmente conhecida por apresentar propriedades medicinais. O principal ingrediente ativo desse alimento é a curcumina, que desempenha efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes e contribui para o fortalecimento do sistema imune. Experimente usar no preparo do arroz. Fica uma delícia! Você pode também colocar uma colher de café de cúrcuma em um copo de água com limão. É uma maravilha, principalmente consumido em jejum.

CACAU

Chocolates com 70% de cacau (no mínimo) amenizam os níveis de estresse, inflamação, humor, memória e aumentam a imunidade. O chocolate amargo é o ideal. O cacau é uma importante fonte de flavonóides, substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias extremamente potentes à saúde cerebral. Aqui em casa, eu e meu filho consumimos o cacau 100%. São várias formas de consumo, como exemplo: no preparo de bolos e no capuccino.

LIMÃO

Assim como a laranja, o limão é também uma das principais fontes de vitamina C. O corpo humano não consegue sintetizar nem armazenar esse nutriente e, por isso, o ideal é consumir alguma dessas opções diariamente para contribuir com a imunidade. Experimente algumas gotinhas de limão no feijão e na couve. Muito bom!

BATATA-DOCE

Contém uma grande quantidade de betacaroteno, antioxidante que atua no corpo para evitar diversos problemas inflamatórios, já que ele se transforma em vitamina A e é usado para produzir o tecido conjuntivo. A batata-doce possui diversas outras propriedades que auxiliam na saúde geral do corpo, por isso é um dos alimentos preferidos de quem deseja levar uma vida saudável. Experimente purê de batata-doce ou batatas assadas com azeite e cúrcuma.

ALHO

O principal componente do alho é a alicina, que possui ação anti-inflamatória e anti-infecciosa. O ideal é consumir o alimento cru, pois o calor pode desativar os seus compostos, perdendo com isso a eficácia.

PIMENTÃO

O pimentão protege o organismo de infecções. Utilizo sempre pimentões (vermelhos, amarelos e verdes) no preparo de assados de legumes.

GENGIBRE

O alimento contribui muito para a defesa do organismo por conter importante ação bacteriana, assim como as vitaminas B6 e C. O gengibre pode ser consumido em sucos, chás e tempero em alimentos salgados. Experimente gengibre com água morna.

PIMENTA
A pimenta é fonte de betacaroneto, substância que se transforma em vitamina A, nutriente que protege o organismo de infecções.

ÓLEO DE COCO

O ácido láurico e o ácido cáprico, presentes no óleo de coco, tem a propriedade de modular o sistema imunológico, agindo contra fungos, vírus e bactérias. Além disso, uma forma indireta de ele contribuir com a imunidade está na melhora do trabalho do intestino ao eliminar as bactérias ruins.

AVEIA

Os flocos de aveia são prebióticos, pois servem de alimento para as tais bactérias boas do intestino. Além disso, eles contêm betaglucana, uma boa quantidade de proteínas, vitaminas e minerais essenciais. Toda essa composição faz com que a aveia entre para a lista de alimentos que aumentam a imunidade. Prefira os flocos de aveia orgânicos.

AZEITE

O azeite, além de agregar muito sabor às preparações, é rico em diversos compostos, como vitaminas A, D, K e E, capazes de proteger as células sadias, retardando o aparecimento de várias doenças e favorecendo o sistema imune.

Ouça

 

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