Categoria "saúde"
28 set 2015

‘Setembro Violeta’ alerta sobre a doença de Alzheimer

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Setembro é o mês das cores e da prevenção: Amarelo contra o suicídio, Dourado contra o câncer infantil e Verde alerta à população sobre a necessidade de prevenção do câncer colorretal.

Para orientar a população sobre a doença de Alzheimer, foi criada uma campanha de conscientização sobre os primeiros sinais da doença e mostrar como é possível auxiliar as pessoas que sofrem desse transtorno neurogenerativo. Chamada de “Setembro Violeta”, a iniciativa é do Instituto Alzheimer Brasil (IAB).

A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta por deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Essa doença tem maior prevalência nas pessoas com idade mais avançada. Seu sintoma primário é a perda de memória, mas com a progressão, vão aparecendo sintomas mais graves, como irritabilidade, falhas na linguagem, prejuízo na capacidade de se orientar. A doença pode vir acompanhada também de depressão, ansiedade e apatia.

Esses sintomas podem ter a sua progressão diminuída com o trabalho da reabilitação, envolvendo fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional e suporte psicológico e familiar, buscando evitar e/ou retardar a perda das funcionalidades e habilidades cognitivas. Tais serviços são ofertados na Rede SUS nos Centros Especializados em Reabilitação com modalidade de reabilitação intelectual. Além de retardar os efeitos do Alzheimer, os exercícios físicos podem prevenir a doença nas pessoas mais vulneráveis.

Alguns fatores de risco conhecidos para a Doença de Alzheimer são a idade e a história familiar, ou seja, se a pessoa já teve um histórico na família de demência ou de algum problema vascular.

Doença de Alzheimer e o SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vários medicamentos capazes de retardar o processo da doença e minimizar os distúrbios de humor e comportamento que surgem. O objetivo do tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos, este é ofertado pelo SUS, e regulamentado pelo Protocolo Clínico e de Diretrizes Terapêuticas, publicada pela portaria nº 1298, de 21 de novembro de 2013.

Castanha do pará pode ajudar na prevenção do Alzheimer

O consumo diário de castanha-do-pará pode ajudar idosos que apresentam problemas cognitivos.

É o que mostra o estudo “Efeitos do consumo de castanha-do-brasil (Bertholetia excelsa H.B.K.) sobre a cognição e o estresse oxidativo em pacientes com comprometimento cognitivo leve e a relação com variações em genes de selenoproteínas”.

A pesquisa foi realizada pela nutricionista Bárbara Rita Cardoso, da Universidade de São Paulo (USP) e pós doutoranda do Instituto de Neurociência da Austrália. Ela se atentou especialmente ao selênio, micronutriente essencial para a manutenção das funções cerebrais. Mais informações: AQUI

 

Saúde e Literatura. Para Sempre Alice

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“Alice encontra-se na espiral rápida do Alzheimer com apenas tem 50 anos. Professora universitária, esposa e mãe de três filhos, ainda tem muitas coisas para fazer – escrever livros, lugares para ver, netos para conhecer. Mas quando não consegue se lembrar de como fazer o seu famoso pudim de Natal, se perde em seu próprio quintal e deixa de reconhecer sua filha atriz depois de um excelente desempenho, se sente desesperada. Mas ela pode ver através disso? Deveria ela ver através disso? Perdendo seus dias passados, vivendo cada dia, sua memória de curto prazo é apoiada por um par de fios desgastados. Mas ela ainda é Alice.“

Para Sempre Alice; O FILME

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Julianne Moore ganhou mais de 30 prêmios por sua atuação em Para Sempre Alice – incluindo O Oscar, o Globo de Ouro, o Spirit Award, BAFTA, o SAG e o Hollywood Awards. E o longa-metragem, no entanto, não foi indicado em nenhuma categoria de “melhor filme” na temporada de premiações.

Fonte: Ministério da Saúde

23 set 2015

Países das Américas se comprometem a reforçar as ações para eliminar a raiva

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vacinação raiva

Imagem: Google

Representantes dos países da região das Américas, especialistas e outros parceiros estratégicos se comprometeram a fortalecer as ações para avançar rumo à eliminação da raiva humana transmitida por cães, durante a 15ª Reunião de Diretores de Programas de Raiva nas Américas (REDIPRA 15), e dias antes do Dia Mundial da Raiva realizado a cada 28 de Setembro. Os casos de raiva humana caíram mais de 95% desde 1980 na região. No entanto, os casos ainda são relatados em alguns países. Durante o período de 2014 a Junho de 2015, foram notificados 13 casos de raiva humana na Bolívia, Haiti, Guatemala, Brasil e República Dominicana, e casos de raiva caninas, tanto em áreas casos anteriormente não registradas, tais como zonas declaradas livres doença.

“A região das Américas fez grandes avanços no controle da raiva, por isso não podemos baixar a guarda e permitir a reintrodução de uma doença que é completamente evitável”, disse Ottorino Cosivi, diretor do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) da Organização de Saúde/Organização Pan-Americana de Saúde Global (OPAS/OMS) no final REDIPRA 15, realizada em Brasília.

A raiva é uma doença causada por um vírus transmitido aos seres humanos por meio de picadas ou arranhões de animais infectados (principalmente cães e animais silvestres como, por exemplo, morcegos). Existem vacinas seguras e eficazes para previnir a raiva nos animais, assim como vacinas para uso humano que devem ser administrada antes e depois do contato com o animal. Caso tenha sido ferido por algum animal infectado, a limpeza imediata da ferida e a vacinação imediata evita, na maioria dos casos, o início da doença e da morte. A alta cobertura de vacinação de cães tem reduzido a freqüência de casos de raiva canina em alguns países da região das Américas.

Em junho, a OPAS/OMS emitiu um alerta epidemiológico, que incentiva os países membros a intensificarem os seus esforços para prevenir e controlar a raiva. Entre as medidas estão, a imunização dos cães, a promoção da saúde, e a disponibilização de profilaxia pós-exposição (vacinas pré-qualificadas pela e imunoglobulina antirrábica) para responder a eventuais casos suspeitos e orientar os profissionais de saúde a sua aplicação em seres humanos.

O diretor de Panaftosa considerou que a eliminação da raiva “é uma vítima do seu próprio sucesso”, a grande diminuição de casos em cães e seres humanos foi acompanhada por um declínio na atenção à doença, que deixou de ser vista como um problema.

Os diretores das nações programas raiva dos 25 países que participaram da REDIPRA concordaram sobre a necessidade de promover os esforços de colaboração entre os países que há mais casos humanos de raiva transmitida por cães na região. A decisão está alinhada com o tema do Dia Mundial da Raiva deste ano, “Vamos acabar com a raiva juntos”.

“A prevenção da raiva humana deve ser um esforço conjunto”, disse Cosivi e sublinhou que “é urgente que os governos, as ONGs, as organizações nacionais e internacionais, a sociedade civil e o público em geral trabalhem em conjunto para eliminá-la.”

Em todo o mundo surgem, a cada ano, mais de 50.000 casos de raiva humana transmitida por cães, principalmente na Ásia e África.

Durante REDIPRA, a Panaftosa /OPAS/OMS e seus parceiros na Iniciativa Pan-Americana do Dia Mundial da Raiva lançaram a convocatória para um concurso de fotografia, que premiará as imagens que melhor ilustrarem a luta contra esta doença na região das Américas.

Fonte: Organização Pan Americana de Saúde

15 set 2015

Dia Mundial da Conscientização sobre o Linfoma

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O termo Linfoma se refere ao câncer que surge nos tecidos linfáticos, tais como os linfonodos, fígado, baço e medula óssea. O problema se inicia quando um linfócito – um tipo de glóbulo branco presente no sangue – se transforma de uma célula normal, em uma célula doente. Essas células doentes podem se disseminar e provocar a formação de tumores em diversas partes do corpo.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), o diagnóstico precoce de um Linfoma aumenta a chance de cura em até 90%. Devido à importância de se comentar sobre o assunto, para prevenir a doença, no calendário da Organização Mundial da Saúde (OMS) existe uma data anual, celebrada em 15 de setembro, que é Dia Mundial da Conscientização sobre o Linfoma. O objetivo é alertar a população mundial sobre os sintomas, para que procurem orientação médica ainda no estágio inicial da doença.

Segundo a médica Jandira Menezes, hematologista da equipe do Oncocentro Minas Gerais, a doença tem como principal alerta o surgimento de ínguas – sem motivos específicos, emagrecimento rápido, febre diária – principalmente à tarde e à noite, coceira e sudorese noturna, falta de ar e tosse.

Tipos e sintomas

“Existem dois tipos principais de Linfoma, Hodking e não Hodking. O linfoma de Hodgkin é responsável por 12% dos casos de linfoma, sendo caracterizado pela presença de células grandes e facilmente identificáveis no linfonodo acometido, conhecidas com células de Reed-Sternberg. Os linfomas não Hodgkin, muito mais comuns, não têm um tipo celular característico, apresentando expressiva heterogeneidade morfológica, imunofenotípica e genética”, descreve a hematologista.

No último ano, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou um crescimento de 4.940 novos casos de linfoma não Hodgkin (LNH) em homens e 4.850 em mulheres no Brasil. Tais valores correspondem a um risco estimado de 5,04 casos novos a cada 100 mil homens e 4,77 a cada 100 mil mulheres.

O diagnóstico é feito através da biópsia do linfonodo ou do órgão acometido. São usados para o diagnóstico, também, exames de imagem tais como tomografias e/ou PET scan.
O tratamento é geralmente baseado em quimioterapia podendo ou não ser associado a radioterapia. O transplante de medula óssea é necessário em alguns casos.

Sendo o linfoma uma doença com grandes chances de cura, é fundamental a detecção o mais precoce possível. A qualquer sinal da doença – aparecimento de nódulos, emagrecimento, febre vespertina, o individuo deve procurar imediatamente ajuda médica especializada.

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