Categoria "SUS"
15 ago 2019

O pequeno guerreiro com “ossos de vidro” pede ajuda para viver com mais dignidade

É muito fácil ficar encantada pelo pequeno Heitor Junior dos Santos de Pádua de três anos, morador de Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O sorriso é meigo e a coragem está nos pequenos gestos. Como grande parte das crianças, ele ama brinquedos e super-heróis. Se não fossem as limitações impostas por uma saúde frágil, o garotinho estaria pilotando o Batmóvel com um plano infalível para salvar o mundo das desigualdades sociais. Ou quem sabe seria um jogador de futebol. Heitor é apaixonado por bola e pelo time do coração: o Cruzeiro. No entanto, ele tem uma doença genética, rara e degenerativa, conhecida como “ossos de vidro”. “O meu filho pode ficar com os membros atrofiados e até mesmo não conseguir mais andar. Ele está perdendo precocemente os dentinhos. Heitor tem uma doença rara chamada hipofosfatasia juvenil“, esclarece Adriana Fátima de Pádua, mãe do garotinho.

Heitor faz parte de uma família de guerreiros e tem a felicidade de contar com o amor incondicional do irmão dele. Eles aproveitam os momentos juntos para cantar. É uma forma de amenizar as dores físicas e emocionais provocadas por uma doença que não tem cura. A mãe é cuidadora de idosos, mas precisou deixar o trabalho para se dedicar exclusivamente ao tratamento do Heitor.

A família conta  com o apoio de uma grande amiga  que surgiu como uma fada na vida do garotinho. A técnica de enfermagem, Fátima de Oliveira Souza, organiza eventos beneficentes – com o objetivo de ajudar no tratamento e outras necessidades do Heitor. “Amo crianças e sei que ele precisa de muita ajuda para enfrentar a doença”, diz determinada.

As doze ampolas importadas do medicamento Stresing (Astotase Alfa|), que podem oferecer mais qualidade de vida ao Heitor,  custam sessenta e oito mil reais por mês. A família não pode arcar com os custos; e o SUS não fornece o remédio pela rede pública de saúde. A solução foi acionar a Justiça. “O processo já está nas mãos da juíza. Acreditamos na justiça”, diz confiante a mãe do Heitor.

A família do Heitor não é a única a recorrer a Justiça para garantir a compra de medicamentos não disponibilizados pelo Sistema único de Saúde (SUS). São aproximadamente dois mil processos novos por mês, em Minas Gerais. Segundo o  desembargador Renato Dresch do Tribunal de Justiça de Minas Gerais “a vida não tem preço, mas a saúde tem custos”. Ele me ajudou a entender uma equação que afeta toda a sociedade, principalmente quando os aventureiros da justiça resolvem agir. No final das contas, quem paga a fatura é o contribuinte e o assunto é sempre delicado.

Segundo o desembargador, o Brasil precisa de um pacto pela saúde, ao invés da judicialização da saúde; “além de regras mais definidas com relação ás diretrizes do SUS, como a integralidade, e a comprovação científica dos medicamentos solicitados na Justiça”.

Quem puder ajudar o pequeno Heitor, entre em contato com Adriana de Fátima pelo WhatsApp (31) 98705 4274.

13 ago 2019

Falta de medicamentos para transplantados preocupa Comissão de Saúde da Assembleia

Arquivado em saúde, SUS

Foto: Carla Cleto

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove, hoje, terça-feira (13/8/19), audiência pública para debater a falta de medicamentos imunossupressores no Estado. A reunião, solicitada pelo deputado Doutor Jean Freire (PT), será às 14h30, no Auditório do andar SE.

Esses remédios são utilizados por toda a vida por pessoas transplantadas, para que os órgãos recebidos não sejam rejeitados. A interrupção do tratamento ou a redução da dosagem recomendada podem não só causar a perda do órgão, como até mesmo a morte do paciente, nos casos mais graves.

No último mês de junho, foram publicadas na imprensa relatos de pessoas transplantadas sobre as dificuldades relacionadas à descontinuidade de fornecimento de imunossupressores pela Secretaria de Estado de Saúde. Os medicamentos mais difíceis de serem encontrados eram o tacrolimo, a ciclosporina e o micofenolato de sódio.

Em alguns casos, a espera chegou a seis meses. Os remédios são caros e não podem ser adquiridos diretamente em farmácias, apenas em distribuidoras.

Transmissões ao vivo – Todas as reuniões do Plenário e das comissões são transmitidas ao vivo pelo Portal da Assembleia. Para acompanhá-las, basta procurar pelo evento desejado na agenda do dia.

Convidados – Foram convidados a participar da reunião os secretários de Estado de Saúde e de Fazenda, Carlos Eduardo Amaral e Gustavo Barbosa, o diretor-geral do MG Transplante, Omar Lopes, e a superintendente do Ministério da Saúde Lilinquiel Fagundes.

Audiência da Comissão de Saúde para debater a falta de medicamentos para transplantados no Estado
Data e horário: Terça-feira (13), às 14h30
Local: Auditório do SE (ALMG)

15 abr 2019

Santa Casa de BH inaugura serviço de diagnóstico e tratamento do retinoblastoma

Arquivado em criança, saúde, SUS

SANTA CASANo ano em que completa 120 anos, a Santa Casa BH comemora mais uma vitória no tratamento das crianças com câncer em Minas Gerais. No dia 22 de abril, será oficializada a implantação do Serviço de Diagnóstico e Tratamento do Retinoblastoma (único na capital mineira), que marca também o início das atividades do Instituto de Oncologia. A cerimônia será realizada, às 16 horas, no Ambulatório de Oncologia Pediátrica da instituição, que funciona no 2º andar do Hospital São Lucas (entrada pela Rua dos Otoni). Até então, as crianças diagnosticadas com retinoblastoma – o câncer intraocular mais comum na infância – eram encaminhadas para tratamento em São Paulo. Com o novo serviço, os pacientes mirins receberão atendimento integral pelo SUS em Belo Horizonte. Os agendamentos via convênio ou particular poderão ser realizados no Hospital São Lucas – unidade de saúde do Grupo Santa Casa BH.

Para funcionamento do serviço, foi fundamental a aquisição do RetCam – adquirido com recursos próprios da Santa Casa BH e com verba doada pela ONG Marchadores pela Vida e ARD Foundation. Trata-se de um moderno e avançado sistema de mapeamento e avaliação da retina baseado em imagens fotográficas digitais de alta resolução, que permite diagnósticos precisos das mais diversas patologias oculares. A câmera de alta resolução do RetCam captura as imagens e as amplia em um monitor, onde é possível ajustar o brilho, contraste e equilíbrio de cores, permitindo o diagnóstico oftalmológico e acompanhamento das lesões.

De acordo com a oncologista ocular, Dra. Rafaela Caixeta, o retinoblastoma é a principal causa de remoção do globo ocular em crianças. “É um câncer com altos índices de cura, desde que diagnosticado precocemente e adequadamente tratado. A chegada do RetCam é uma grande vitória. Agradecemos a todos que colaboraram para que isso fosse possível, em especial à família Marchadores pela Vida”, ressalta.

Para o oncologista pediátrico, Dr. Joaquim Caetano Aguirre Neto, cerca de 80% dos casos da doença são diagnosticados antes dos 4 anos. “O sinal mais comum é a leucocoria ou reflexo pupilar branco [olho de gato], seguido do estrabismo. Outras formas de apresentação menos frequentes são inflamação, irritação ocular, glaucoma, massa em órbita e proptose. Em casos avançados, podem ocorrer sintomas de comprometimento do sistema nervoso central [cefaleia e vômitos] e da medula óssea [dor óssea]. A detecção do primeiro sinal é percebida, na maioria dos casos, por um familiar da criança ou pelo pediatra. Diante de qualquer suspeita, é imprescindível encaminhá-las para um serviço de referência”, explica.

A Santa Casa BH já está em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para oferecer o serviço especializado e, com isso, ampliar o número de crianças atendidas.

Sobre o Instituto de Oncologia:

O Instituto de Oncologia SCBH é um projeto importante dos 120 anos da instituição. Para alcançar mais esta realização, o hospital busca apoio de parceiros. As novas instalações permitirá o aumento do número de atendimentos aos pacientes oncológicos, com a oferta de novas vagas para a população de todo o Estado. Será disponibilizado, em um único local, equipe multidisciplinar completa, proporcionando a integralidade na assistência e trazendo maior agilidade na realização do diagnóstico e tratamento, além de garantir a agilidade e assertividade nos processos assistenciais administrativos. De acordo com o DATASUS do Ministério de Saúde, a SCBH é a que mais trata pacientes oncológicos e a segunda que mais realiza cirurgias oncológicas em Minas Gerais. No caso de pacientes com menos de 17 anos, a instituição assume a liderança no estado.

Serviço: Abertura do Serviço de Diagnóstico e Tratamento de Retinoblastoma | 22 de abril (segunda-feira) |16 horas | no Ambulatório de Oncologia Pediátrica da SCBH, que funciona no 2º andar do Hospital São Lucas. A entrada é pelo Pronto Atendimento Adulto (rua dos Otoni, 660, Santa Efigênia).

Página 1 de 1712345... 17Próximo