Categoria "SUS"
09 dez 2019

Domingo solidário: Movimento “Juntos pelo Heitor” mobiliza Sabará

O Movimento “Juntos pelo Heitor” está cada vez mais forte.  Heitor Junio de Pádua dos Santos, 3 anos, tem uma doença rara e precisa de medicamentos caros, além de uma dieta rica em cálcio. Com o objetivo de arrecadar dinheiro para garantir o tratamento do garotinho, domingo (8/12) foi  dia de ação, amor e solidariedade, em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Amigos e familiares organizaram um evento solidário na Praça de Esportes da cidade. Os convidados tiveram a oportunidade de participar do Bingo Beneficente; comprar roupas, sapatos e acessórios no Bazar do Heitor e prestigiar as bandas: Fuzuê, Mistura Nossa e Swing do Tapa.    Os artistas da região também abraçaram a causa do garotinho.

“O meu filho pode ficar com os membros atrofiados e até mesmo não conseguir mais andar. Ele está perdendo precocemente os dentinhos. Heitor tem uma doença rara chamada hipofosfatasia alcalina baixa“, esclarece Adriana Fátima de Pádua, mãe do garotinho.

As doze ampolas importadas do medicamento Stresing (Astotase Alfa|), que podem oferecer mais qualidade de vida ao Heitor, custam cerca de cem mil reais por mês. A família não pode arcar com os custos; e o SUS não fornece o remédio pela rede pública de saúde. A solução foi acionar a Justiça, além de contar com o apoio dos amigos. “O processo já está nas mãos da juíza. Acreditamos na justiça. Acreditamos na solidariedade”, diz confiante a mãe do Heitor.

 

18 set 2019

SUS oferece mais quatro medicamentos para tratar psoríase

Arquivado em saúde, SUS

Ilustração

Por Agência Brasil: O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer gratuitamente mais quatro medicamentos para o tratamento de psoríase. De acordo com o Ministério da Saúde, as novas opções de tratamento são alternativas para casos mais graves da doença ou para quando o paciente não responde bem aos medicamentos já ofertados.

Os medicamentos já eram ofertados pelo SUS, mas tinham indicação para tratamento de outras doenças. Segundo o Ministério, entre os medicamentos incluídos para tratamento da psoríase estão adalimumabe, indicado para a primeira etapa do tratamento após falha da terapia padrão para psoríase; o secuquinumabe e o ustequinumabe, indicados na segunda etapa do tratamento após falha da primeira; e o etanercepte, indicado na primeira etapa de tratamento da psoríase após falha da terapia padrão em crianças.

Eles foram incluídos no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de psoríase em setembro deste ano após consulta pública realizada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec).

Psoríase

A psoríase é uma doença crônica da pele, não contagiosa, caracterizadas por placas avermelhadas ou róseas, recobertas por escamas esbranquiçadas, que afeta a pele, as unhas e pode acometer as juntas. A doença pode ocorrer em qualquer idade, tanto em homens quanto em mulheres e, até o momento, não tem cura.

O protocolo de tratamento de psoríase, a ser seguido pelos profissionais de saúde, foi publicado pelo Ministério da Saúde em 2013, para disponibilizar tratamentos e medicamentos que ajudem pacientes a alcançarem períodos prolongados de remissão da doença. Desde então, são ofertados tratamentos com fototerapia e fototerapia com fotossensibilização, além de medicamentos como ciclosporina, em cápsulas ou solução oral; metotrexato, em comprimido ou injetável; acitretina, em cápsulas; calcipotriol, em pomada; clobetasol, em creme; e dexametasona, creme.

Estes medicamentos, somados aos tratamentos médicos e sessões de fototerapia, segundo o Ministério da Saúde, melhoram as lesões, mas não curam a doença. “A melhor forma de tratamento e administração de remédios é feita com base em avaliação clínica, caso a caso, entre o médico e o paciente”, disse pasta em nota.

15 ago 2019

O pequeno guerreiro com “ossos de vidro” pede ajuda para viver com mais dignidade

Adriana Santos, jornalista e especialista em Comunicação e Saúde

É muito fácil ficar encantada pelo pequeno Heitor Junio de Pádua dos Santos de  de três anos, morador de Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O sorriso é meigo e a coragem está nos pequenos gestos. Como grande parte das crianças, ele ama brinquedos e super-heróis. Se não fossem as limitações impostas por uma saúde frágil, o garotinho estaria pilotando o Batmóvel com um plano infalível para salvar o mundo das desigualdades sociais. Ou quem sabe seria um jogador de futebol. Heitor é apaixonado por bola e pelo time do coração: o Cruzeiro. No entanto, ele tem uma doença genética, rara e degenerativa, conhecida como “ossos de vidro”. “O meu filho pode ficar com os membros atrofiados e até mesmo não conseguir mais andar. Ele está perdendo precocemente os dentinhos. Heitor tem uma doença rara chamada hipofosfatasia alcalina baixa“, esclarece Adriana Fátima de Pádua, mãe do garotinho.

Heitor faz parte de uma família de guerreiros e tem a felicidade de contar com o amor incondicional do irmão dele. Eles aproveitam os momentos juntos para cantar. É uma forma de amenizar as dores físicas e emocionais provocadas por uma doença que não tem cura. A mãe é cuidadora de idosos, mas precisou deixar o trabalho para se dedicar exclusivamente ao tratamento do Heitor.

A família conta  com o apoio de uma grande amiga  que surgiu como uma fada na vida do garotinho. A técnica de enfermagem, Fátima de Oliveira Souza, organiza eventos beneficentes – com o objetivo de ajudar no tratamento e outras necessidades do Heitor. “Amo crianças e sei que ele precisa de muita ajuda para enfrentar a doença”, diz determinada.

As doze ampolas importadas do medicamento Stresing (Astotase Alfa|), que podem oferecer mais qualidade de vida ao Heitor,  custam sessenta e oito mil reais por mês. A família não pode arcar com os custos; e o SUS não fornece o remédio pela rede pública de saúde. A solução foi acionar a Justiça. “O processo já está nas mãos da juíza. Acreditamos na justiça”, diz confiante a mãe do Heitor.

A família do Heitor não é a única a recorrer a Justiça para garantir a compra de medicamentos não disponibilizados pelo Sistema único de Saúde (SUS). São aproximadamente dois mil processos novos por mês, em Minas Gerais. Segundo o  desembargador Renato Dresch do Tribunal de Justiça de Minas Gerais “a vida não tem preço, mas a saúde tem custos”. Ele me ajudou a entender uma equação que afeta toda a sociedade, principalmente quando os aventureiros da justiça resolvem agir. No final das contas, quem paga a fatura é o contribuinte e o assunto é sempre delicado.

Segundo o desembargador, o Brasil precisa de um pacto pela saúde, ao invés da judicialização da saúde; “além de regras mais definidas com relação ás diretrizes do SUS, como a integralidade, e a comprovação científica dos medicamentos solicitados na Justiça”.

Quem puder ajudar o pequeno Heitor, entre em contato com Adriana de Fátima pelo WhatsApp (31) 98705 4274.

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