Categoria "SUS"
13 ago 2019

Falta de medicamentos para transplantados preocupa Comissão de Saúde da Assembleia

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Foto: Carla Cleto

A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promove, hoje, terça-feira (13/8/19), audiência pública para debater a falta de medicamentos imunossupressores no Estado. A reunião, solicitada pelo deputado Doutor Jean Freire (PT), será às 14h30, no Auditório do andar SE.

Esses remédios são utilizados por toda a vida por pessoas transplantadas, para que os órgãos recebidos não sejam rejeitados. A interrupção do tratamento ou a redução da dosagem recomendada podem não só causar a perda do órgão, como até mesmo a morte do paciente, nos casos mais graves.

No último mês de junho, foram publicadas na imprensa relatos de pessoas transplantadas sobre as dificuldades relacionadas à descontinuidade de fornecimento de imunossupressores pela Secretaria de Estado de Saúde. Os medicamentos mais difíceis de serem encontrados eram o tacrolimo, a ciclosporina e o micofenolato de sódio.

Em alguns casos, a espera chegou a seis meses. Os remédios são caros e não podem ser adquiridos diretamente em farmácias, apenas em distribuidoras.

Transmissões ao vivo – Todas as reuniões do Plenário e das comissões são transmitidas ao vivo pelo Portal da Assembleia. Para acompanhá-las, basta procurar pelo evento desejado na agenda do dia.

Convidados – Foram convidados a participar da reunião os secretários de Estado de Saúde e de Fazenda, Carlos Eduardo Amaral e Gustavo Barbosa, o diretor-geral do MG Transplante, Omar Lopes, e a superintendente do Ministério da Saúde Lilinquiel Fagundes.

Audiência da Comissão de Saúde para debater a falta de medicamentos para transplantados no Estado
Data e horário: Terça-feira (13), às 14h30
Local: Auditório do SE (ALMG)

15 abr 2019

Santa Casa de BH inaugura serviço de diagnóstico e tratamento do retinoblastoma

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SANTA CASANo ano em que completa 120 anos, a Santa Casa BH comemora mais uma vitória no tratamento das crianças com câncer em Minas Gerais. No dia 22 de abril, será oficializada a implantação do Serviço de Diagnóstico e Tratamento do Retinoblastoma (único na capital mineira), que marca também o início das atividades do Instituto de Oncologia. A cerimônia será realizada, às 16 horas, no Ambulatório de Oncologia Pediátrica da instituição, que funciona no 2º andar do Hospital São Lucas (entrada pela Rua dos Otoni). Até então, as crianças diagnosticadas com retinoblastoma – o câncer intraocular mais comum na infância – eram encaminhadas para tratamento em São Paulo. Com o novo serviço, os pacientes mirins receberão atendimento integral pelo SUS em Belo Horizonte. Os agendamentos via convênio ou particular poderão ser realizados no Hospital São Lucas – unidade de saúde do Grupo Santa Casa BH.

Para funcionamento do serviço, foi fundamental a aquisição do RetCam – adquirido com recursos próprios da Santa Casa BH e com verba doada pela ONG Marchadores pela Vida e ARD Foundation. Trata-se de um moderno e avançado sistema de mapeamento e avaliação da retina baseado em imagens fotográficas digitais de alta resolução, que permite diagnósticos precisos das mais diversas patologias oculares. A câmera de alta resolução do RetCam captura as imagens e as amplia em um monitor, onde é possível ajustar o brilho, contraste e equilíbrio de cores, permitindo o diagnóstico oftalmológico e acompanhamento das lesões.

De acordo com a oncologista ocular, Dra. Rafaela Caixeta, o retinoblastoma é a principal causa de remoção do globo ocular em crianças. “É um câncer com altos índices de cura, desde que diagnosticado precocemente e adequadamente tratado. A chegada do RetCam é uma grande vitória. Agradecemos a todos que colaboraram para que isso fosse possível, em especial à família Marchadores pela Vida”, ressalta.

Para o oncologista pediátrico, Dr. Joaquim Caetano Aguirre Neto, cerca de 80% dos casos da doença são diagnosticados antes dos 4 anos. “O sinal mais comum é a leucocoria ou reflexo pupilar branco [olho de gato], seguido do estrabismo. Outras formas de apresentação menos frequentes são inflamação, irritação ocular, glaucoma, massa em órbita e proptose. Em casos avançados, podem ocorrer sintomas de comprometimento do sistema nervoso central [cefaleia e vômitos] e da medula óssea [dor óssea]. A detecção do primeiro sinal é percebida, na maioria dos casos, por um familiar da criança ou pelo pediatra. Diante de qualquer suspeita, é imprescindível encaminhá-las para um serviço de referência”, explica.

A Santa Casa BH já está em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais para oferecer o serviço especializado e, com isso, ampliar o número de crianças atendidas.

Sobre o Instituto de Oncologia:

O Instituto de Oncologia SCBH é um projeto importante dos 120 anos da instituição. Para alcançar mais esta realização, o hospital busca apoio de parceiros. As novas instalações permitirá o aumento do número de atendimentos aos pacientes oncológicos, com a oferta de novas vagas para a população de todo o Estado. Será disponibilizado, em um único local, equipe multidisciplinar completa, proporcionando a integralidade na assistência e trazendo maior agilidade na realização do diagnóstico e tratamento, além de garantir a agilidade e assertividade nos processos assistenciais administrativos. De acordo com o DATASUS do Ministério de Saúde, a SCBH é a que mais trata pacientes oncológicos e a segunda que mais realiza cirurgias oncológicas em Minas Gerais. No caso de pacientes com menos de 17 anos, a instituição assume a liderança no estado.

Serviço: Abertura do Serviço de Diagnóstico e Tratamento de Retinoblastoma | 22 de abril (segunda-feira) |16 horas | no Ambulatório de Oncologia Pediátrica da SCBH, que funciona no 2º andar do Hospital São Lucas. A entrada é pelo Pronto Atendimento Adulto (rua dos Otoni, 660, Santa Efigênia).

16 mar 2019

Tuberculose é a doença infectocontagiosa que mata cerca de um milhão de pessoas por ano

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No dia 24 de março é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Tuberculose. A data foi criada em homenagem ao descobrimento do bacilo causador da doença pelo médico Robert Koch, em 1882, e até hoje é um importante meio de conscientização. Em todo o mundo, são cerca de 10 milhões de novos casos e mais de um milhão de mortes por tuberculose por ano, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 2017.

No Brasil, ocorrem cerca de 4,6 mil mortes em decorrência da tuberculose a cada ano, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A doença infectocontagiosa que mais mata no mundo, superando inclusive o HIV/AIDS. Só em Minas Gerais, foram notificados mais de 3 mil novos casos da doença em 2017, sendo que a região metropolitana de Belo Horizonte concentra, aproximadamente, um terço dos casos do Estado. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, dos 1.075 novos casos de tuberculose em 2016, 800 eram de moradores da capital, ocorrendo a morte de 30 pessoas.

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, ou bacilo de Koch. Transmitida de pessoa para pessoa, principalmente por via aérea, em situações comuns como conversar, espirrar e tossir, é causada pela referida microbactéria que afeta principalmente os pulmões, e também pode atingir qualquer outro órgão, como ossos e rins.

De acordo com Leonardo Meira, médico pneumologista do Hospital Felício Rocho, a gravidade da doença pode variar de acordo com diversas condições, incluindo desde características individuais do paciente, como a presença de doenças associadas antecedentes, estado nutricional, imunológico e perfil de resistência da microbactéria. Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de identificação e cura.

Os sintomas mais comuns da doença são a tosse habitualmente produtiva e contínua, além de sintomas sistêmicos, como febre baixa, falta de apetite, cansaço excessivo, sudorese noturna e a perda de peso. Diagnosticar e tratar de forma correta os casos de tuberculose são as principais medidas para o controle da doença. O tratamento tem a duração de no mínimo seis meses e os medicamentos são fornecidos gratuitamente e exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No entanto, um dos maiores desafios é a adesão do paciente ao tratamento. A taxa de cura, em 2016, foi de 69,1%, com 11,5% de abandono. “A adesão é prejudicada pela extensão do tratamento e potenciais efeitos colaterais como a toxicidade hepática, além de rótulos estigmatizantes. Não existe exclusão de faixa etária, nível social ou sexo, embora dados corroborem a maior prevalência em populações com maior desamparo social. Uma das principais formas de interromper a progressão da doença dentro do contexto familiar e social, principalmente em comunidades carentes, é a adequada identificação dos contatos domiciliares e a adequada implementação da estratégia DOTS (Tratamento Diretamente Observado), fundamental na atenção básica”, explica Leonardo Meira.

Segundo o médico, o paciente precisa ingerir de dois a quatro comprimidos, em jejum, por dia durante seis meses. Mas, após os 20 dias iniciais, habitualmente não há mais transmissão da doença. Entre as principais causas de abandono, conforme citado, também está o tempo prolongado do tratamento: “Muitas pessoas param de tomar os medicamentos quando os sintomas desaparecem. O tratamento é longo, mas deve ser completado independente da melhora nesse tempo, já que os tratamentos irregulares podem levar à resistência ao esquema básico (RIPE)”, completa o pneumologista.

EM MINAS GERAIS

Em Belo Horizonte, todos os Centros de Saúde realizam o diagnóstico e o tratamento gratuitamente, além de oferecer a vacinação dos recém-nascidos com a BCG. A capital mineira atende também casos de moradores de outras cidades da Região Metropolitana, que representam em média 25% dos casos notificados pelo município.

A estratégia empregada por Belo Horizonte para controlar a doença consiste no uso dos medicamentos sob a supervisão direta de um profissional de saúde devidamente treinado para tal. Inclusive, esse tipo de tratamento, denominado Tratamento Diretamente Observado (TDO), é indicado pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de aumentar a qualidade do diagnóstico, identificar precocemente os casos de resistência ao medicamento e, assim, diminuir a taxa de abandono para que sejam toleráveis até 5%.

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