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01 fev 2018

Secretaria de Saúde lança site de alerta para os dias de chuva em Minas Gerais

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O período chuvoso já começou! Chuvas intensas e/ou prolongadas, enchentes e enxurradas, deslizamento, alagamento, granizo, vendaval, descarga atmosférica, além de um aumento na incidência de algumas doenças são comuns nesse período. Pensando em orientar a população sobre os cuidados necessários para manter a segurança e a saúde no período, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) colocou no ar o site www.saude.mg.gov.br/alertachuva

“O hotsite #AlertaChuva nasceu de uma demanda da Vigilância Epidemiológica da SES-MG que queria deixar de forma pública no nosso site dicas de prevenção à saúde no período chuvoso. Essas dicas são importantes para prevenir doenças e, principalmente, ensinar a população cuidados com o manejo de alimentos e água para consumo”, explicou Wander Veroni, coordenador da Comunicação Digital da SES-MG.

Nas ancoragens “Água e Alimentos”, “Limpeza e Desinfecção”, “Enchentes e Alagamentos”, “Animais Peçonhentos” e “Doenças”, é possível obter diversas informações, dados e dicas de saúde. O site traz, ainda, vídeos e cartilhas sobre como proceder em caso de enchentes, desmoronamento e raios. Informações sobre procedimentos de limpeza e de higiene em caso de inundações para reduzir os riscos á saúde, dicas para limpar a caixa d’água, entre outros.

“O hotsite agrega em um só espaço várias informações sobre os riscos à saúde durante o período das chuvas. Traz esclarecimentos de forma didática sobre as ações e as medidas mais adequadas em caso de chuva. Ensinando a população como proceder para evitar acidentes, enxurradas e doenças mais comuns no período”, disse Marcela Ferraz, Diretora de Vigilância Ambiental da SES-MG. De acordo com Wander além do hotsite “Alerta Chuva”, nas próximas semanas serão divulgados posts para serem compartilhados nas redes sociais.

Doenças mais comuns durante as chuvas

Segundo Marcela Ferraz, durante o período das chuvas aumentam muito os riscos de aparecimento de doenças como leptospirose, hepatites infecciosas, diarreias agudas, febre tifóide, dengue, chikungunya, zika, doenças dermatológicas e respiratórias infecciosas.

Em 2017 em Minas, por exemplo, ocorrem 95 casos de leptospirose com 7 óbitos. A ocorrência dos casos tende a ser maior nos períodos de enchentes porque a enxurrada traz para os ambientes humanos a urina de roedores que estão nos esgotos e bueiros. Por isso qualquer pessoa que entrar em contato com a água ou lama pode infectar-se.

A transmissão de Hepatite A está relacionada diretamente às condições de saneamento básico e higiene pessoal. Normalmente transmitida por meio de alimentos mal lavados, também pode surgir com a ingestão acidental de água das chuvas contaminado. No ano passado foram 91 casos notificados da doença.

Também é preciso estar atento aos sintomas de diarreia, especialmente nas crianças. Se não for tratada adequadamente, pode evoluir para uma desidratação grave e até mesmo levar ao óbito. Em crianças de 1 a 4 anos, por exemplo, foram notificadas no ano passado 6 óbitos causado pela doença.

A febre tifoide é outra doença cuja incidência pode aumentar nesse período. Transmitida por bactéria, provoca febre alta, dores de cabeça, mal-estar geral, falta de apetite, retardamento do ritmo cardíaco, aumento do volume do baço, manchas rosadas no tronco, prisão de ventre ou diarreia e tosse seca. É transmitida pela ingestão de água ou de alimentos contaminados com fezes humanas ou com urina contendo a bactéria.

A Chikungunya, Zika e Dengue também tendem a aumentar nesse período isso porque com a chegada da época do calor e do período chuvoso aumenta a quantidade de água parada facilitando a proliferação do vetor dessas doenças. Informações sobre a doença, campanha de mobilização e dicas sobre como evitar a proliferação do mosquito também estão no site www.saude.mg.gov.br/aedes

Outra doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, a Febre Amarela também pode aumentar nesse período chuvoso. Para o enfrentamento da doença, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente a vacina por meio do Calendário Nacional de Vacinação nas Unidades Básicas de Saúde. Confira mais informações no site www.saude.mg.gov.br/febreamarela   

Animais peçonhentos

Marcela Ferraz alerta, ainda, que durante esses períodos aumentam muito os acidentes com animais peçonhentos. Por isso, o site traz informações sobre como evitar os acidentes tanto dentro quanto fora de casa.

“Durante essa época, animais como escorpião, cobras e aranhas procuram lugares secos para se abrigarem, podendo ser encontrados nas proximidades das casas, jardins e parques, tanto em áreas urbanas, quanto rurais. Para evitar acidentes é importante manter jardins e quintais limpos, não acumular entulhos, lixo doméstico e material de construção nas proximidades das casas e terrenos baldios”, explicou.

Em 2017 foram registrados em Minas cerca de 40.077 mil casos de acidentes envolvendo algum tipo de animal peçonhento, desses 78 evoluíram para óbito.

Por Juliana Gutierrez 

22 jan 2018

Saúde será prioridade da Comissão de Assuntos Sociais em 2018

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Pedro França/Agência Senado

A presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), informou que a área de saúde será a prioridade do colegiado ao longo de 2018, a exemplo do que ocorreu no ano passado.

Uma das primeiras tarefas dos senadores na volta do recesso legislativo, em fevereiro, será analisar o relatório final de avaliação do programa Mais Médicos. No decorrer de 2017, os senadores discutiram os resultados e os principais problemas do programa, criado em 2013, no governo Dilma Rousseff.

O relatório foi elaborado pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), com base em audiências públicas com pesquisadores, autoridades e entidades médicas e na análise de auditorias de órgãos de fiscalização e controle. De acordo com o relatório, entre 2013 e 2017, o governo federal gastou cerca de R$ 13 bilhões com o programa.

Projetos

Há atualmente 205 projetos de lei apresentados pelos senadores tramitando na comissão. Destes, 61 estão diretamente relacionados ao setor de saúde. Um deles é o PLS 225/2017, do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que obriga o SUS a prestar assistência integral à pessoa com diabetes.

Além disso, a proposta apresenta princípios, diretrizes e as competências dos serviços de saúde no tratamento da doença, bem como a  instalação de centros especializados em diabetes mellitus, distribuídos territorialmente, conforme o perfil epidemiológico de cada localidade do Brasil.

O autor alega que, em 2015, o Brasil tinha 14,3 milhões de diabéticos, e houve quase 250 mil mortes em decorrência das complicações da doença. O custo para o país foi superior a R$ 70 bilhões.

Outra proposição de grande interesse social é o PLS 393/2015, do senador Reguffe (sem partido-DF), que obriga a publicação na internet da lista de espera dos pacientes que serão submetidos a cirurgias médicas eletivas realizadas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

As listas devem ser atualizadas semanalmente e divididas por especialidades médicas. O autor argumenta que o objetivo é garantir transparência e publicidade, visto que a fila de espera tem sofrido adulterações e fraudes. Segundo Reguffe, manter um registro público permitirá um controle mais eficiente por parte do próprio SUS, dos órgãos de controle da administração pública e da sociedade.

Entre as propostas com origem na Câmara, os senadores vão avaliar, por exemplo, o PLC 104/2015, do deputado Tadeu Mudalen (DEM-SP), que obriga o poder público a oferecer exame de vista e de acuidade auditiva aos alunos que ingressam no ensino fundamental. O relatório do senador Otto Alencar (PSDB-BA) é favorável à iniciativa e já foi entregue à comissão.

Audiências

Além de votar projetos, a CAS também vai receber especialistas para debates. Entre os requerimentos de audiências públicas a serem votados, está um da senadora Ana Amélia (PP-RS) para uma reunião para tratar do aproveitamento da membrana amniótica da placenta no tratamento alternativo de queimaduras.

Ana Amélia também pediu uma audiência sobre os critérios utilizados para a revisão de preços de remédios pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O requerimento foi aprovado em dezembro passado, e só falta a data da reunião ser marcada. A CMED é um órgão interministerial responsável por regular o mercado e estabelecer critérios para o ajuste de preços.

As reuniões ordinárias da CAS ocorrem às quartas-feiras, sempre às 9h, sob o comando da senadora Marta Suplicy. O vice-presidente da comissão é  Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Crédito: Agência Senado

18 jan 2018

Perguntas e respostas sobre a Febre Amarela

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sus

Crédito: Blog da Saúde – Ministério da Saúde

1. O que é febre amarela (FA)?

A febre amarela (FA) é uma doença viral aguda, imunoprevenível, transmitida ao homem e a primatas não humanos (macacos), por meio da picada de mosquitos infectados.

2. Onde ocorre a FA?

Nas últimas décadas, a Febre Amarela (FA) tem sido registrada a ocorrência de casos e epizootias, além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica), a exemplo do Espirito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.

3. O que são áreas com recomendação de vacinação (ACRV) e áreas sem recomendação de vacinação (ASRV) e Área de Recomendação de Vacinação Parcial (ASRVP)?

Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV): Área com registro histórico de febre amarela (FA) silvestre e, portanto, com recomendação permanente de vacinação. Área Sem Recomendação de Vacinação (ASRV): Área sem registro histórico de FA silvestre e, portanto, sem recomendação de vacinação.

Área de Recomendação de Vacinação Parcial (ASRVP): Área afetada quando registrada em regiões metropolitanas, com grandes centros urbanos e elevados contingentes populacionais, para efeito de priorização das populações sob maior risco e priorização da vacinação para bloqueio de foco.

4. Existe tratamento para a FA?

Não existe um tratamento específico, é apenas sintomático. Os pacientes que necessitarem de hospitalização devem ter uma cuidadosa assistência, permanecendo em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.

5. Como se previne a doença FA?

A principal forma de prevenção da FA é por meio da vacinação.

6. Quais outras medidas se previne a doença FA?

Recomenda-se que outras medidas de proteção individual sejam adotadas, principalmente para quem tem alguma contraindicação para receber a vacina como: usar repelente de insetos de acordo com as indicações do produto; proteger a maior extensão possível de pele através do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados; evitar na medida do possível o deslocamento para áreas rurais e, principalmente, adentrar em matas, seja a trabalho ou turismo; passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, uso de mosquiteiros e telas nas janelas. Atenção às crianças menores de 9 meses de idade, pois não irão receber a vacina, devendo utilizar-se repelente de acordo com as orientações de faixa etária de cada produto, bem como utilizar mosquiteiros e ou ambiente protegido.

7. Qual é a vacina febre amarela utilizada no país e oferecida pelo SUS?

Desde 1937, a vacina utilizada no Brasil, é composta de vírus vivo atenuado, contendo subcepa 17DD do vírus da febre amarela, cultivado em ovos de galinha embrionados livres de germes patogênicos. É produzida no Brasil, pelo Laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz, do Ministério da Saúde, credenciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

8. O que é dose fracionada da vacina febre amarela?

É a utilização de um quinto (1/5) de uma dose padrão (0,5 mL) da vacina febre amarela (VFA), ou seja, 0,1mL. Retira-se do frasco da vacina uma dosagem menor do que habitualmente é utilizado. No entanto, a proteção e segurança da dose fracionada é a mesma do que a dose padrão.

9. Qual é a diferença da dose fracionada para a dose padrão?

A diferença está na dosagem e no tempo de proteção. Na dose padrão será aplicado 0,5 mL da vacina febre amarela, enquanto da dose fracionada será aplicado 0,1 mL. O tempo de proteção da dose padrão é para toda a vida, já com a dose fracionada ela tem duração de pelo menos 8 anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

10. Qual a via de administração da vacina febre amarela, dose fracionada?

Via injetável (subcutânea).

11. O que especialistas dizem a respeito da dose fracionada?

A Organização Mundial da Saúde, em julho de 2016, revisou evidências existentes que demonstraram que o uso de dose fracionada da vacina febre amarela proporciona proteção contra a doença similar à observada com o uso da dose padrão.  Portanto, uma dose fracionada de 1,5, definida como 0,1mL foi recomendada para a utilização (dose padrão consiste de 0,5mL).

12. Qual é a validade da dose fracionada?

Estudos realizados por Bio-Manguinhos/Fiocruz apontam a presença de anticorpos contra febre amarela, após 8 anos, semelhante ao observado com a dose padrão neste mesmo período. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

13. Quando a dose fracionada da vacina febre amarela deve ser utilizada?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a utilização da dose fracionada em situações de surtos, quando existe o risco de expansão da doença em cidades com elevado contingente populacional e que exigem intensificação das estratégias de vacinação em curto período de tempo.

14. Por que a dose fracionada da vacina febre amarela deve ser utilizada?

O uso de doses fracionadas é a melhor maneira de ampliar o suprimento de vacinas e proteger o maior número possível de pessoas, impedindo, portanto, a propagação da febre amarela em situações de emergência.

15. Quem deverá ter avaliação dos serviços (tanto para a dose padrão como para a fracionada)

• Crianças menores de 9 meses de idade
• Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade
• Pessoas com alergia grave ao ovo
• Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350
• Pessoas em de tratamento com quimioterapia/ radioterapia
• Pessoas portadoras de doenças autoimune
• Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo)

16. Quem não pode tomar a vacina?

• Crianças menores de 9 meses de idade
• Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade
• Pessoas com alergia grave ao ovo
• Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350
• Pessoas em de tratamento com quimioterapia/ radioterapia
• Pessoas portadoras de doenças autoimune
• Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo)

17. Quem são as pessoas que devem receber a dose padrão da VFA?

• Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 maior que 350;
• Pessoas que terminaram tratamento de quimioterapia e radioterapia;
• Pessoas com doenças hematológicas (do sangue);
• Grávidas;
• Crianças de 9 meses a menores de 2 anos de idade;
• Viajantes internacionais também receberão a dose padrão, uma vez que o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) ainda não autorizou a utilização da dose fracionada para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Deverá ser apresentado no ato da vacinação, comprovante de viagem (boleto de passagem área ou hotel, convite para participação em eventos internacionais, entre outros) para países que exijam o CIVP para entrada no país.

18. As pessoas que receberão a dose fracionada receberão o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)?

Não, pessoas que irão viajar para países para que exijam o CIVP para entrada no país deverão receber uma dose padrão, pois somente essa é válida e dá direito a emissão do CIVP. Deverá ser apresentado no ato da vacinação, comprovante de viagem (boleto de passagem área ou hotel, convite para participação em eventos internacionais, entre outros) para países que exijam o CIVP para entrada no país.

19. A pessoa residente em município sem recomendação para vacinação contra febre amarela e que irá se deslocar para uma área onde está ocorrendo vacinação contra febre amarela com dose fracionada, deverá receber a dose fracionada ou dose padrão antes da viagem?

Deverá receber a dose padrão, 10 dias antes da viagem.

20. A pessoa residente no município onde está ocorrendo vacinação contra febre amarela com dose fracionada e que irá se deslocar para uma área com recomendação para vacinação (ACRV) deverá receber a dose fracionada ou dose padrão antes da viagem?

Deverá receber a dose fracionada de acordo com a estratégia local.

21. Como serão identificadas as pessoas que receberem a dose fracionada da VFA?

O Ministério da Saúde disponibilizará aos estados etiquetas adesivas para a identificação da dose fracionada administrada. Esta etiqueta deve ser preenchida e fixada na Caderneta de Vacinação.

22. Existe um maior risco de ocorrência de eventos adversos com uma dose fracionada da vacina?

A composição da dose fracionada é mesma vacina de dose padrão e é tão segura e eficaz quanto esta. Não há evidências de aumento de eventos adversos ao usar uma dose fracionada.

23. Como deve ser realizado o registro da dose fracionada?

Deve ser realizado nominalmente por meio de formulário próprio a ser utilizado pelos serviços de saúde do SUS. As informações contidas neste, devem ser digitadas exclusivamente no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) por meio do site http://sipni.datasus.gov.br para quem utiliza SIPNI online ou por meio do SIPNI desktop.

22. Depois de quanto tempo após receber a vacina febre amarela, eu posso doar sangue?

A doação de sangue só poderá ser feita após 28 dias do recebimento da vacina, com isso, o doador poderá procurar o serviço de hemoterapia para realizar a doação antes de receber a vacina.

23. Como proceder em relação à emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) diante da decisão de adotar o fracionamento da Vacina de FA nos estados SP, RJ e BA? Para tanto como se dará a diferenciação entre um comprovante de vacinação fracionado e o padrão?

Caso a pessoa que tomou a dose fracionada necessite do CIVP para viajar, deverá ser vacinada novamente com a dose padrão, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Deverão apresentar no ato da vacinação, comprovante de viagem (boleto de passagem área ou hotel, convite para participação em eventos internacionais, entre outros) e desta forma receberão a dose padrão.

Na caderneta de vacinação das pessoas que serão vacinadas com a dose fracionada haverá uma etiqueta que comprove o recebimento desta dose.

Mais informações sobre os países que exigem vacinação para febre amarela podem ser obtidas por meio do link:

http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/quais-paises-exigem-vacina-de-febre-amarela-/219201?inheritRedirect=false

24. Quem são as pessoas que devem receber a dose fracionada da VFA?

Todas as pessoas a partir de 2 anos de idade sem comprovação de vacinação, inclusive idosos e indígenas, exceto aquelas com alguma contraindicação ou com recomendação de receber a dose padrão.

25. Se a pessoa não reside na área de recomendação da vacina ou não vai se deslocar a essas áreas, precisa vacinar?

Não, a vacina é recomendada para quem reside ou vai se deslocar para as áreas com recomendação para vacinação (ACRV).
Para maiores informações sobre estas áreas, acessar http://bit.ly/2DfpIcg e www.saude.gov.br/viajante.

26. Todas as pessoas que vão viajar para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia precisam se vacinar?

É necessário avaliar, exatamente, para onde a pessoa vai se deslocar nesses estados, pois existem as seguintes situações a serem consideradas:

• Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV): Área com registro histórico de febre amarela (FA) silvestre e, portanto, com recomendação permanente de vacinação.
• Área Sem Recomendação de Vacinação (ASRV): Área sem registro histórico de FA silvestre e, portanto, sem recomendação de vacinação.
• Área de Recomendação de Vacinação Parcial (ASRVP): Área afetada quando registrada em regiões metropolitanas, com grandes centros urbanos e elevados contingentes populacionais, para efeito de priorização das populações sob maior risco e priorização da vacinação para bloqueio de foco.

No entanto, os viajantes com destino aos municípios destes estados (SP, RJ e BA) onde haja circulação do vírus ou registro histórico da doença, sobretudo àqueles que vão se deslocar ou pretendem realizar atividades na zona rural, áreas próximas ou dentro de florestas e que não estão vacinados, ou sem registro de vacina, devem ser vacinados dez dias antes da viagem. Estas pessoas estão mais expostas e apresentam maior risco de contrair a doença.

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