Categoria "Ufologia"
20 set 2019

Ufólogos explicam os dois lados da notícia: Invasão Área 51 e OVNIs avistados pela Marinha dos EUA

@jgreenevans

As últimas semanas renderam muitas notícias com relação aos fenômenos ufológicos, principalmente nas redes sociais. Muitos ficaram surpresos com a confirmação oficial da Marinha dos Estados Unidos – de que os  três vídeos publicados na internet, onde e possível ver objetos voadores não identificados (OVNIs), são reais.  Na semana passada, um oficial americano  disse que os tais objetos são considerados  “Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês). A outra notícia que está “quebrando a internet” é a “invasão da Área 51”, base ultrasecreta da Força Aérea dos EUA, local onde o governo americano estaria realizando experiências com alienígenas.  No começo, foi apenas uma “brincadirinha” de um estudante, mas o evento bombou e ganhou repercussão internacional.

“São duas notícias sobre ufologia, sendo que uma é a contraposição da outra. O lado sério é justamente o reconhecimento da Marinha Americana com relação aos “objetos aéreos não identificados”. Mas como tudo na ufologia acaba se misturando na palhaçada,  a tentativa de invasão da Área 51 é o lado espetaculoso da notícia sobre ufologia. A visita da área 51, tentativa de invasão digamos assim, é puramente movida por conspirações. É o lado mambembe da ufologia. Desde a  Primavera Árabe, as redes sociais são catalizadoras de coisas muito importantes. Precisamos lembrar que as redes sociais simplesmente mudaram a política do Brasil nos últimos seis anos, portanto influenciam todos os aspectos da nossa sociedade”, esclarece o sociólogo e ufólogo, Fábio Gomes.

O editor da Revista Ovni Pesquisa, Paulo Baraky Werner, explica que a  instalação da Área 51 pela Força Aérea dos Estados Unidos  é um destacamento remoto da Base Aérea de Edwards, dentro da Área de Teste e Treinamento de Nevada. Durante décadas, o local foi pano de fundo para teorias da existência de um depósito de naves alienígenas acidentadas, inclusive o  OVNI de Roswell, suposta queda ocorrida em julho de 1947, seria um deles. No local, o governo norte americano aplica a “engenharia reversa”, obtendo das aeronaves alienígenas tecnologias para uso militar em aviões bombardeiros (furtivos), como o da linha Stealth, aqueles que possuem um RCS (Radar Cross Section) baixíssimo. Tal aeronave é capaz de fazer essa proeza refletindo ondas eletromagnéticas ou as absorvendo, tornando-os quase imperceptíveis a radares.

“A Área 51, assim como milhares de outras instalações espalhadas por todo o globo são locais estratégicos, com soberania nacional e com padrões rígidos de segurança e privacidade. A Ufologia nada a tem a ganhar com este tipo de atitude, que transforma o estudo sério feito por uma minoria, em um ato estritamente circense. E depois que a poeira abaixar, as estranhas aeronaves continuarão a sobrevoar a região, e a Área 51 continuará com seu véu impenetrável de mistério”, argumenta.

02 set 2019

Moradores rurais relatam aparições de objetos luminosos nas serras de Minas Gerais

Arquivado em Comportamento, Ufologia

Ovni Pesquisa

Por: Revista Ovni Pesquisa

A Zona da Mata, assim como boa parte das demais regiões de Minas Gerais, sempre foram pouco exploradas ufologicamente. O CIPFANI realizou inúmeras expedições nestes locais. No ano de 2000, tivemos informações de que casos interessantes estavam ocorrendo. Direcionamos todos os nossos esforços para coletar o maior número possível de dados sobre a mesma. Apesar da grande área de pesquisa, ficamos satisfeitos com os resultados. Mais uma vez, constatamos que nossos “visitantes” ainda nos espreitam, e continuam agindo da mesma maneira há mais de 30 anos.

CASOS ANTIGOS SÃO VÁLIDOS?

A Ufologia, a qual conhecemos hoje, com toda a sua estrutura, sistemas de classificação, formatos de naves, seres e modos de operação é fruto de décadas de pesquisas de campo. De coleta sistemática de dados e cruzamento de informações. Um relato obtido em 1945 pode vir a complementar uma ocorrência registrada em 2010. Casos similares nos apresentam elementos de que o fenômeno não é de origem natural ou provocado pelo acaso. Há convergências em vários pontos. Os casos antigos na nossa opinião, oferecem mais elementos de credibilidade dos que os registrados no início do anos 2000. No passado havia erros de interpretação, porém os relatos eram mais limpos e com pouca influência externa. Relatos de moradores de áreas rurais que não possuem acesso à energia elétrica e que em sua grande maioria, mal sabem ler e escrever. A casuística ufológica das décadas de 60 até o final de 90 é a prova disso. Milhares de casos fantásticos, que são os pilares da Ufologia moderna. Portanto, assim como na arqueologia, dados antigos podem ser de grande valor na busca de respostas para o fenômeno OVNI. Desprezar ou ignorar isso é um erro comum da atual safra de “estudiosos” do fenômeno OVNI.

OVNIs NA DÉCADA DE 60

No dia 10 de julho de 2000, realizamos uma pesquisa na região compreendida entre Faria Lemos e a Fazenda São José das Palmeiras, distante 12 km de Carangola. É uma região montanhosa, cercada pela serra da Cayanna, que divide os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Uma bela região. Visitamos o Rancho do Biló e entrevistamos o morador local, José Dias da Silva, 75 anos, casado e pai de três filhos.

O Sr. José mora no local há mais de 11 anos. Com toda a sua simplicidade, contou-nos diversos casos de observações. Logicamente, 90% se enquadra dentro da fenomenologia sonda – ou como dizem, mãe-do-ouro. O Sr. José relatou um caso interessante, que mesmo tendo ocorrido há mais de 40 anos, vale a pena comentar.

Era o mês de junho. Segundo José, fazia muito frio. Ele ia de Faria Lemos para Carangola. Por volta das 2 horas da madrugada, ele notou uma luz muito forte vindo em sua direção. Ela era intensa e fazia uma espécie de ruído, diferente de todos os outros que ele conhecia. Assustado, sem saber para onde correr, ficou parado, admirando o trajeto sinuoso da luz. O OVNI era grande, bem maior que os carros da época. Perguntamos se ele tinha alguma opinião sobre o que poderia ser a luz. Ele disse que “talvez fosse o tal do Disco Voador”.

Atualmente, o número de observações diminuiu muito na região. Uma possível explicação seria a chegada recente da luz elétrica e da televisão nas zonas rurais. O conforto proporcionado pela tecnologia segura todos em casa, reduzindo a chance de se avistar alguma coisa incomum no céu. Não há mais um trânsito intenso de pessoas pelas estradas do interior como antigamente.

Na propriedade do Sr. Nelson Hosken, ficamos conhecendo o administrador “Canarinho”, 54 anos, casado, pai de três filhos. Pessoa simples e conhecedora da região, contou-nos diversos casos de avistamentos. A observação de sondas é comum. Para ele, trata-se simplesmente de um fenômeno natural. Em sua opinião, o caso mais expressivo aconteceu quando tinha 14 anos.

Estava caçando com amigos, na região conhecida como Dom Pedro. Era tarde da noite, quando observaram um OVNI multicolorido passar bem próximo deles. Era enorme e iluminava uma grande área. Todos ficaram espantados. Ninguém conseguiu explicar a estranha observação. Entretanto, o mais interessante é que este mesmo OVNI também foi avistado por centenas de pessoas, na cidade de Carangola.

A BOLA DE FOGO

Em meados de agosto de 1.998, Ana Célia estava preparando-se para deitar, quando resolveu fumar antes de ir para o quarto. Depois de alguns minutos, observou, para seu espanto, uma estranha luminosidade que parecia estar atrás das montanhas, no sentido leste. Viu surgir uma imensa bola vermelha, que segundo ela, teria 4 vezes o tamanho da Lua.

O objeto, era muito intenso e iluminava toda a área. Clareando tudo como se fosse um pequeno Sol. Não havia sons característicos e a estranha bola fazia leves movimentos oscilatórios.

Ana Célia chamou seus filhos, os pais e a governanta para compartilhar a estranha visão. Tudo isso, durou vários minutos. Não havia como registrar o estranho fenômeno, pois todas as máquinas estavam sem filme. A fazenda é visitada quase que diariamente, e é muito raro levarem máquinas e filmadoras, somente quando há alguma festividade. “Infelizmente não consegui registrar aquilo”, disse Ana Célia.
O que mais espantou a todos, foi o fato da “Bola de Fogo avermelhada” iluminar tudo em sua volta, mas a luz que clareava a vegetação não era vermelha. Ana Célia chegou a ligar para seus parentes em Carangola para saber se estava havendo algum tipo de incêndio. Mas tudo estava normal.

Depois de algum tempo, a estranha luz começou a sumir na direção leste. Ana Célia chegou a ligar novamente para seus parentes e perguntar se teriam visto a luz, mas nada foi observado. Vale lembrar que nesta mesma região, no ano de 1945, uma estranha luz foi observada em Faria Lemos. Em sua trajetória passou por Carangola, quando estava havendo uma festa agropecuária. Dezenas de pessoas presenciaram o fato. Neste caso, o estudo das Ortotenias é válido, e sugere um padrão de comportamento. E isso é muito importante em uma pesquisa científica.

Este caso colhido na Fazenda São José das Palmeiras, no município de Faria Lemos é muito interessante e tem credibilidade pelas referências dos envolvidos. Tentamos coletar informações adicionais com moradores próximos, mas não houve testemunhas do ocorrido. A fazenda fica isolada, próxima a uma cadeia de montanhas. E é uma região muito acidentada, com um relevo bem acentuado. Realmente a visibilidade não é grande em todas as direções. Existem várias testemunhas que estavam na casa e acompanharam as evoluções do fenômeno.

27 ago 2019

Qual a capacidade de controle dos radares da Força Aérea Brasileira?

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

OVNI Pesquisa

Por Sérgio Santana. Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL); Pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC-MG)

O Sistema de Controle de Tráfego Aéreo brasileiro opera três tipos de radares: os radares de aproximação de precisão (que são móveis e utilizados quando aeronaves estão em procedimento de aterrissagem, instalados em Bases Aéreas, estando capacitados para receber as aeronaves e conduzi-las até um pouso seguro, sob quaisquer condições meteorológicas), os de vigilância em áreas terminais (gerenciando o tráfego aéreo próximo a aeroportos, integrando a rede conhecida pela abreviatura APP, “approach”, aproximação) e os radares de rota (que controlam o tráfego aéreo a longa distância e podem ser bi ou tridimensionais). Os bidimensionais determinam a direção horizontal (azimute) dos contatos, enquanto que os radares tridimensionais determinam também a sua altitude.

Na rede de aproximação os radares são do tipo bidimensional, ou seja, fornecem dados sobre o azimute (que é a representação de uma determinada direção calculada em função da sua separação angular de um determinado ponto de origem; o chamado Norte Astronômico) e a distância – não informando a altitude.

No controle de Tráfego Aéreo em Rota são usados os radares primários, que podem ser bi e tridimensionais, instalados em áreas estratégicas por todo o território nacional – onde estão os DTCEA, ou Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo. Integram os ACC (Area Control Center, Centros de Controle de Área), que empregam radares primários instalados em locais que propiciem melhores desempenhos em alcance e visualização, como no topo de montanhas, por exemplo, onde estão sediados os já referidos DTCEA.

Para complementar os dados dos radares primários, estão instalados os radares secundários, que captam informações sobre a altitude quando as aeronaves estão com seus transponders ligados, equipamentos que contém informações codificadas, como matrícula da aeronave, altitude, posição e direção – dados esses fundamentais na atividade de Controle do Espaço Aéreo e de Tráfego Aéreo.

No âmbito da Defesa Aérea, os dados coletados pelos Radares Secundários distinguem as aeronaves amigas das inimigas, permitindo que os órgãos competentes tomem decisões e cumpram suas missões. A utilização deste dispositivo contorna algumas limitações de radares convencionais, tais como baixa refletividade e falta de posicionamento vertical. Atualmente o uso de radares secundários é obrigatório em aeroportos de grande movimentação aérea.

Apenas os de longo alcance serão descritos neste texto.

Modelos em operação

Os radares de rota da Força Aérea Brasileira são os franceses Thales TRS 2230 (treze dos quais foram entregues entre 1982 e 1987, plenamente operacionais a partir de 1991) e Thomson-CSF LP 23M (cinco instalados em 1994); os norte-americanos Lockheed Martin TPS-77 B34 (seis entregues entre 1999 e 2001, implantados entre 2002 e 2005) e Raytheon ASR-23SS (sete operacionais ao mesmo tempo dos TPS-77 B34) e os espanhóis Indra IRS-20MP/S (dois adquiridos entre 2011 e 2012).

O Thales TRS 2230 é um radar fixo. A sua antena está limitada à velocidade de varredura de 6rpm, durante as quais até 90 alvos podem ser detectados em uma gama de altitudes variando entre o nível médio do mar até 30.500 metros e a distância máxima de 400 km. Por sua vez, o LP 23 opera associado ao processador PR800, que fornece ao centro de controle até 300 “tracks” (pistas) confirmadas, com dados de alcance, altitude e azimute, com outras 700 adicionais à espera de confirmação. Possuía alcance entre 0.5 e 370 km contra alvos se deslocando entre o nível médio do mar a até 30.500 metros de altitude. Atualmente está sendo oferecida uma versão modernizada do LP 23, denominada LP23SST, que de acordo com o fabricante pode ter incorporado um canal meteorológico e a função altimetria e possui um alcance padrão de 370 km que pode ser estendido para até 463 km através do aumento da potência emitida.

O radar LP23SST pode operar nas configurações totalmente autônomas, associado a um radar de vigilância secundária/Identificação Amigo-ou-Inimigo ou operação em modo S com os dados de saída do radar sendo configurados em todos os formatos possíveis de protocolos de comunicação.

O Lockheed Martin TPS-77B34 (conhecido na FAB como “TPS-B34”), de origem norte-americana, também é um equipamento radar de pulso Doppler, mas com varredura eletrônica na determinação da altitude dos contatos, cerca de 1000 deles podendo ser detectados a cada varredura da antena, com velocidade de rotação entre cinco e 12 rpm. O alcance varia entre 10 e 463 km, enquanto o teto de serviço é de 30.500 metros. Já o Raytheon ASR-23SS possui uma antena que opera entre quatro e 12 rpm, com o alcance variando de 148 a 463km, nos quais mais de 1000 contatos se deslocando à velocidade superior a 1.800km/h podem ser detectados simultaneamente. O B34 pode ser transportado em aviões ou caminhões. Na FAB esses radares por vezes são instalados em uma plataforma de 12 metros de altura, aumentando o seu alcance para 475 km.

Por fim, o espanhol Indra IRS-20MP/S é capaz de atuar em todas as condições meteorológicas e sob interferências naturais e artificiais, seja em relação a contatos aéreos cooperativos ou não, assim complementando a função de transponder dos radares secundários. Apresenta velocidade de rotação da antena entre cinco e 15 rotações por minuto, com alcance entre 149 a 333 km, teto de serviço de 24.384 metros e capacidade de detectar 1000 contatos a cada varredura, 500 destes podendo ter a sua trajetória determinada. Apresenta a vantagem de ser transportável. E, como o B34, pode ser instalado em uma torre de 12 metros, o que aumenta o seu alcance. Recentemente foi anunciado investimento para aumentar essa rede de radares, de modo a incrementar a capacidade de cobertura de todo o sistema.

Breves considerações gerais sobre a capacidade de detecção dos radares

De um modo geral, todos os radares são projetados para atuarem em determinada situação. Assim, como demonstrado, mesmo para controle de tráfego aéreo, há vários tipos de radares, cada um concebido com suas peculiaridades. Contudo, todos eles possuem limites operacionais, que estabelecem, por exemplo, as velocidades e altitudes mínimas e máximas dos alvos que podem ser detectados por suas antenas. Qualquer objeto voador, terrestre ou não, que se desloque fora desses parâmetros não será detectado. Isso explica (mesmo em parte, porque não se sabe a composição material de tais objetos ou suas técnicas/recursos de voo) o porquê de avistamentos de objetos voadores não identificados não serem detectados pelos órgãos de controle de tráfego aéreo.

 

Thomson-CSF LP 23M

 

RADAR TPS-77 B34

 

Thales TRS 2230

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