Categoria "Uncategorized"
25 mar 2020

Brasília: começou como um sonho bom e, em abril, completa 60 anos

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No dia 21 de abril de 2020, Brasília será uma sexagenária. São 60 anos de muitas histórias. Fico toda arrepiada só de pensar na energia que vai rolar na terra de todos. Amo tudo isso. Amo, em especial JK, o homem que sonhou e projetou a capital do Brasil. São várias conexões que me unem ao presidente pé de valsa: temos o mesmo sobrenome Oliveira; amamos aviões, somos sonhadores; admiramos profundamente a Polícia Militar de Minas Gerais; acreditamos na humanidade; amamos nossas origens; a minha mãe também foi professora; meu pai também foi militar; pensamos no povo; trabalhamos pela saúde da população… além de outras conexões mais íntimas e indecifráveis – que ainda não consigo entender todas as teias de ligação.

Conhecido como JK, Juscelino Kubitschek de Oliveira  foi prefeito de Belo Horizonte (1940-1945), governador de Minas Gerais (1951-1955), e presidente do Brasil entre 1956 e 1961. Foi o primeiro presidente do Brasil a nascer no século XX e foi o último político mineiro eleito para a presidência da república pelo voto direto.

Kubitschek nasceu nas hospitaleira cidade de Diamantina, Minas Gerais, no dia 12 de setembro de 1902, filho de João César de Oliveira e de Júlia Kubitschek. Seu pai, após vivências no garimpo, foi delegado de polícia e fiscal de rendas do município, embora tenha-se dedicado, primordialmente, à profissão de caixeiro-viajante. Sua mãe, professora primária desde 1898, lecionava no distrito de Palha, percorrendo a pé, diariamente, extensa distância.

Como presidente, Juscelino lançou o Plano Nacional de Desenvolvimento, também chamado de Plano de Metas. Foi o poeta Augusto Frederico Schmidt – conselheiro de JK na Presidência da República – quem criou o slogan “Cinquenta anos em cinco”, que caracterizou o governo de JK e seu Plano de Metas: energia, transporte, alimentação, indústria de base e educação.

JK estudou medicina em Belo Horizonte, formando-se em 1927. Posteriormente, fez pós-graduação e estágio complementar em Paris e Berlim, em 1930, especializando-se em urologia. Após ser nomeado capitão-médico da Polícia Militar de Minas Gerais, serviu como médico durante a Revolução Constitucionalista de 1932, trabalhando junto às tropas mineiras. Sua carreira política começou em 1934, quando foi nomeado chefe da Casa Civil de Minas Gerais. Posteriormente, chegou ao posto de tenente-coronel médico da Polícia Militar de Minas Gerais.

Enquanto médico, em 1931, foi nomeado para integrar o corpo de médicos do hospital militar da forca publica do estado de minas gerais. Em 1932, JK foi capitão-médico na Revolução Constitucionalista.  Em 1938, Juscelino foi promovido a tenente-coronel da Forca publica e nomeado chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital Militar

A Polícia Militar teve teve nos seus quadros pessoas como o Alferes Tiradentes e, mais recentemente, o nosso ex-Presidente Juscelino Kubitschek, que era tenente-coronel da Polícia Militar. Passaram pela PM, também, o escritor Guimarães Rosa e o Coronel Fulgêncio, sendo este considerado “herói da corporação”, morto na Revolução de 1932.

Acredita-se que a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais é a instituição mais antiga, e uma das mais bem preparadas dentre todas as Polícias do Brasil, com mais de dois séculos de atuação.

23 nov 2019

25 de novembro: Dia do Doador Voluntário de Sangue

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Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, 16 em cada mil pessoas doam sangue, o que soma 1,6% da população. Infelizmente, o número é desanimador. Por isso, no próximo dia 25 de novembro é comemorado o Dia do Doador Voluntário de Sangue com o objetivo de conscientizar a população da importância de aumentar o estoque de sangue.

Para o responsável pela captação de doadores do Hospital Lifecenter, psicólogo Matheus Sousa, a data comemorativa reforça as doações voluntárias de sangue, tão necessárias para salvar vidas. “Sempre falamos que doação é um ato de caridade, que ajuda, mas é, principalmente, um ato de responsabilidade social. Mesmo que você não conheça a pessoa para quem está doando, você está fazendo o bem por alguém”, contou.

Matheus ressalta ainda que o trabalho de conscientização é o único meio de os bancos de sangue conseguirem deixar seus estoques abastecidos, porque é algo que não se compra. “Dentre os tipos de sangue o O negativo é o mais demandado pois pode ser doado para pacientes de todos os outros tipos sanguíneos. Entretanto, apenas uma pequena parcela da população brasileira tem esse tipo de sangue, o que o torna muito demandado. O mais comum é o O positivo visto que grande parte da população brasileira tem esse tipo sanguíneo. Ambos precisam estar sempre em grande quantidade no estoque”, esclareceu.

Para efetuar a doação é preciso:

• Apresentar documento de identificação;

• Pesar mais que 50kg;

• Ter entre 16 e 69 anos (a primeira doação de sangue só é possível até os 60 anos de idade / entre 16 e 18 anos também podem doar, porém precisam da autorização por escrito dos pais ou responsável);

• Estar alimentado;

• Não ingerir bebida alcóolica nas 12 horas anteriores a doação;

• Dormir no mínimo cinco horas nas últimas 24 horas;

• Ingerir bastante líquidos nos dias precedentes.

30 set 2019

Vigilantes dos Céus: como a Força Aérea Brasileira intercepta objetos voadores não identificados

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Revista Ovni Pesquisa

Por Sérgio Santana. *Bacharel em Ciências Aeronáuticas (Universidade do Sul de Santa Catarina, UNISUL); Pós-graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, PUC-MG e consultora da Revista OVNI Pesquisa)

Na hipótese de uma aeronave ingressar no espaço aéreo brasileiro e, por algum motivo, não puder ser identificada pelo radar do já mencionado ACC mais próximo, ao não exibir a sua etiqueta (ou “label”, o conjunto de dados que indicam seu tipo, matrícula, destino e velocidade) a mesma será detectada pelo ACC e pelo Centro de Operações Militares (COpM), cujo controlador, seguindo o protocolo específico, contatará os centros de controle mais próximos à região para averiguar se alguém tinha ciência daquela aeronave, tendo exatamente três minutos para fazer a classificação do tráfego desconhecido, até então classificado como suspeito.

Passada a Fase de Identificação, o controlador do COpM já em contato com o Centro de Operações de Defesa Aeroespacial (CODA, o seu elo de contato com o Comando de Operações Aeroespaciais, COMAE), aguardará as devidas instruções para a próxima fase. Desejando manter a segurança e obter as tais informações primordiais, um Esquadrão de Caça foi imediatamente acionado e duas das suas aeronaves foram ao encontro do avião não identificado.

E aqui cabe um esclarecimento: embora o termo “Esquadrão de Caça” se aplique geralmente a uma unidade aérea da FAB equipada com aeronaves projetadas para “caçar” outras (como os Northrop/Embraer F-5EM Tiger II, propulsados por motores a jato) voados por esquadrões baseados nos estados de Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Manaus, podem ser ativados outros tipos de aeronaves, de acordo com a variedade de aeronave a ser interceptada. Assim, no caso de uma pequena aeronave movida a hélice, que não atinge velocidades elevadas, podem ser acionadas as aeronaves de ataque Embraer A-29 Super Tucano (baseadas em Roraima, Rondônia e Mato Grosso do Sul) e mesmo helicópteros, como os Mil Mi-35 Hind, baseados em Porto Velho.

Iniciando a Fase de Reconhecimento Visual a Distância e vetorados pelo controlador do COpM, os pilotos de caça se aproximaram e se posicionaram de modo a não serem vistos pelo piloto suspeito. Mantendo-se invisível, um dos pilotos do caça começa a mandar os dados ao CODA por fonia e por satélite, informações em áudio (descrição da aeronave) e por imagens (fotos e filmagem do avião em voo) transmitidas em tempo real ao CODA, no qual uma equipe especializada verifica, baseada nos dados obtidos, cadastros da aeronave e de seus proprietários junto à Agência Nacional de Aviação Civil e demais órgãos governamentais.

A fase seguinte, a do Acompanhamento, ocorre se os dados necessários não forem obtidos, sendo ordenado que os caças sem se mostrarem à aeronave suspeita a sigam para verificar qual seria o seu destino. E se acompanhar se mostrar insuficiente, seguindo mais um passo no Protocolo, pilotos dos caças interceptadores adentrarão para a Fase do Interrogatório, que consiste em que um dos caças se posicione ao lado da aeronave suspeita e ordene, por meio de uma placa, que o seu piloto entre em comunicação com ele pela Frequência Internacional de Emergência (121,5MHz). Caso o piloto do avião suspeito obedeça às ordens recebidas, ele será interrogado, perguntando-se o seu nome, de onde ele está vindo, para aonde está indo e o que está transportando.

Não havendo obediência às ordens e orientados pelo COMAE, os pilotos dos caças iniciam a fase seguinte que consiste em fazer com que a aeronave suspeita mude de rota e pouse imediatamente no aeródromo mais próximo. Se ainda assim houver resistência às ordens, os pilotos dos caças ingressarão na fase dos Tiros de Aviso. Um dos caças então se posicionou mais à frente da aeronave suspeita, enquanto outro caça ainda estava atrás da mesma, garantindo e disparou uma rajada de tiros. Se ainda assim houver resistência os próximos disparos visarão a abater a aeronave, atingindo-a nas suas partes vitais. Dentre as armas que podem ser empregadas pelas aeronaves interceptadoras estão metralhadoras calibre .50, canhões automáticos de 30mm e mísseis de curto e médio alcance.

Para cada fase do procedimento descrito acima existe uma autoridade responsável pelo acompanhamento da operação e pelo aval das ações a serem tomadas: Autoridade Operacional de Defesa Aérea (AODA) – que participa do processo até à Fase do Interrogatório; Alta Autoridade de Defesa Aeroespacial (AADA) – do Chefe do Estado-Maior do Sistema de Defesa Aérea Brasileira, SISDABRA, passando pelo seu Comandante até o Comandante do COMAE – tomam as decisões até a Fase dos Tiros de Aviso; e Alta Autoridade de Defesa Aeroespacial (AADA) – do Comandante da Aeronáutica, passando pelo Ministro da Defesa até o Presidente da República – tomam as decisões até a Fase dos Tiros de Destruição. Os Controladores do COpM e os Pilotos de Caça são as Autoridades Executivas de Defesa Aérea (AEDA).
Por outro lado, a literatura ufológica está repleta de situações nas quais as aeronaves de interceptação não conseguiram acompanhar ou destruir invasores do espaço aéreo reconhecidos como “objetos voadores não identificados”.

Caso a Defesa Aérea brasileira se encontre em uma situação similar, as aeronaves de interceptação serão desautorizadas pelo Alocador de Armas do COpM a continuar a perseguição e a defesa antiaérea dos locais onde o invasor está situado passarão à situação de alerta máximo – alerta vermelho. Assim, as armas antiaéreas de baixa e média altura (que variam desde canhões automáticos de 30mm a 40mm até mísseis portáteis de curto alcance lançados de ombros, passando por canhões de 76mm e mísseis de curto e médio alcance a bordo de navios, se o contato estiver sobre o mar) são alocadas para fazer frente ao OVNI.

Leia também: Qual a capacidade de controle dos radares da Força Aérea Brasileira?

Quer saber mais sobre objetos voadores não identificados? Acesso o site da Revista OVNI Pesquisa.

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