Categoria "Uncategorized"
25 jan 2016

Nutricionista esclarece os benefícios da mistura de água com limão em jejum

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Imagem/Google

Tomar um copo de água com 1 limão espremido todo dia de manhã, ainda em jejum, é tudo que precisamos para começar nosso dia bem. A nutricionista Alessandra Feltre indica três motivos para aderir este hábito, que além de simples e prático, pode ser feito com qualquer tipo de limão:

. Ajuda na digestão. O ph do limão, super ácido, é uma ótima forma de estimular a secreção pancreática e biliar, ou seja, estimula a secreção de enzimas e agentes que favorecem a digestão. Assim, o processo digestivo é mais eficiente. Tomar 1 limão espremido antes de refeições como almoço e jantar também é uma ótima estratégia para facilitar a digestão;

. Função antioxidante. O limão possui diversos compostos antioxidantes além da famosa Vitamina C. Estes compostos estão concentrados principalmente na casca do limão. Por isto, quando for espremer um limão, aperte bastante para extrair todos os fitoquímicos benéficos da casca. Eles são ideais para diminuir os radicais livres e manter saúde da pele e prevenindo envelhecimento e doenças;

. Auxilia na função imunológica. O limão possui alta concentração de ácido ascórbico (Vitamina C), uma das vitaminas importantes para manutenção da saúde de sistema imunológico.

O ideal é espremer o limão em cerca de 30 a 50ml de água, que não precisa ser morna. Pessoas com hipersensibilidade a compostos cítricos não devem usar este método. Para ajustes individuais, é importante a orientação de um nutricionista.

Alessandra Feltre - 18-07-2014 (Edy Fernandes) 030(2)

Divulgação/Clínica Speciale

17 dez 2015

Médico alerta sobre o uso indiscriminado do WhatsApp nas consultas

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médicos

Reprodução/Google

O uso do WhatsApp para facilitar o fluxo de comunicação hospitalar e para a interação entre consultas médicas é uma realidade, embora esse não seja o aplicativo mais seguro e preparado para esse tipo de comunicação.

Com a suspensão temporária do serviço, alguns médicos questionam alguns prejuízos com relação a comunicação interna dentro do hospital para avisar, por exemplo, sobre a alteração de resultado em um laudo crítico de exame. E o acompanhamento de um paciente crônico que está em contato com o médico pelo WhatsApp? Tudo terá que ser feito manualmente? Afinal, em saúde, 48 horas pode decidir uma vida.

Conversei com o neurologista e fundador do Medicinia, Daniel Branco, que alerta sobre o uso excessivo do aplicativo nas consultas médicas.

O Medicinia é uma plataforma de comunicação em saúde que pode ser utilizada por médicos, instituições de saúde e demais profissionais da área médica. Atualmente, o Medicinia conta com mais de seis mil médicos cadastrados e está presente em dez importantes hospitais do país, além de instituições de saúde nos EUA e Alemanha. Nos hospitais, o aplicativo atua de forma a otimizar os gargalos de comunicação presentes nessas instituições, com o propósito de melhorar o desempenho operacional, reduzir custos e aumentar a receita. Mais informações www.medicinia.com.br

Adriana Santos: Qual a importância do WhatsApp para a comunicação entre médicos e pacientes da atualidade?

Daniel Branco: A comunicação online entre médicos e pacientes se tornou fundamental nos dias de hoje. Antigamente, quando os médicos visitavam seus pacientes em casa, os vínculos das famílias com os médicos era muito mais forte. Com o tempo, a tecnologia e a evolução da medicina foram distanciando os pacientes de seus médicos. A medicina se tornou uma prática exclusiva de consultórios e interações médico-pacientes pontuais. Com a comunicação online, médicos estão voltando a conseguir fazer um acompanhamento continuado de seus pacientes, o que é maravilhoso.

Adriana Santos: Podemos comparar o WhatsApp com o antigo bina?

Daniel Branco: O bina permitia saber quem estava ligando. O Whatsapp de certa forma também. Mas o Whatsapp e outras ferramentas de mensagens de texto revolucionaram a forma de comunicação na nossa sociedade. O problema é que nem tudo pode ou deve ser resolvido através do Whatsapp. Para a relação médico-paciente, por exemplo, o Medicinia é uma ferramenta muito mais apropriada, que garante a privacidade do médico e do paciente, além de oferecer uma série de funcionalidades que permitem um melhor acompanhamento dos pacientes.

Adriana Santos: Qual a maior preocupação dos médicos com relação à decisão judicial de bloquear o WhatsApp?

Daniel Branco: Os médicos jamais deveriam estar utilizando o Whatsapp, que é uma rede social, para interagir com seus pacientes. A maior preocupação do médico deve ser não utilizar o Whatsapp e buscar soluções profissionais para esse tipo de comunicação.

Adriana Santos: Como os médicos pretendem contornar a situação?

Daniel Branco: É provável que o Whatsapp retorne e tudo volte à normalidade. Mas o alerta permanece: o Whatsapp não é um meio adequado para comunicação entre médicos e pacientes. Acho que esse episódio só serviu para deixar isso ainda mais claro.

Adriana Santos: Considerações finais

Daniel Branco: Até então, os médicos estavam utilizando o WhatsApp para se comunicarem com os pacientes ou mesmo trocarem ideias com os colegas sobre casos específicos. O uso desse tipo de aplicativo de mensagem não é seguro e os termos de privacidade não foram feitos para uso com pacientes. No próprio termo de uso do aplicativo, o usuário concorda que as informações poderão ser usadas pelo Facebook, dono do Whatsapp. Além disso, em função do seu caráter social, um paciente pode facilmente encaminhar as mensagens dos médicos para outras pessoas, quebrando o sigilo que existe na relação médico-paciente. Isso acaba aumentando o risco de expor as informações clínicas dos pacientes, que devem ser sigilosas.

14 dez 2015

Secretário da Sociedade Brasileira de Virologia diz que zika vírus surgiu na Copa de 2014

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Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da Dengue e da febre Chikungunya, o zika vírus é motivo de preocupação por parte dos brasileiros, em especial das mulheres grávidas. No dia 15 de dezembro, às 20h, na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), o secretário da Sociedade Brasileira de Virologia, Maurício Nogueira estará em Belo Horizonte para um encontro com profissionais da saúde. Ele também é professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e estuda o novo vírus desde o surgimento em território nacional que, segundo ele, data da Copa do Mundo de 2014.

Nogueira afirma que o objetivo da reunião será, além de trocar experiências com os profissionais presentes, fazer uma abordagem do histórico do Zika vírus no Brasil e no mundo. “Quero colocar em discussão nossas dúvidas e certezas, porque o que se tem de concreto é que esse fenômeno não vai acabar em pouco tempo.” De acordo com ele, 1200 microcefalias recentes levam a crer que estão associadas ao Zika, mas como o vírus causou isto, ainda não sabem. “A informação que conseguimos levantar é que pode ter vindo de regiões da Ásia.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a relação entre a infecção pelo Zika vírus e os casos de bebês que nasceram com microcefalia, resultado do desenvolvimento anormal do cérebro durante a gestação. Ela pode causar retardo mental em 90% dos casos, problemas de visão e de audição e distúrbios neurológicos como a epilepsia. Porém, como advertiu o virologista, o vírus ainda requer estudos e a busca de novas estratégias que minem de vez o risco de doenças.

O virologista explica que, embora as notícias sobre o aparecimento do Zika vírus tenham começado a circular no meio científico no ano passado, o primeiro caso foi detectado somente em abril de 2015. “Desde então começamos a estudar mais de perto, inclusive a possível relação com a microcefalia”, conta. A hipótese da relação entre o vírus e os casos de má formação foi levantada por autoridades de saúde brasileiras depois que mais de uma centena de casos foram detectados em Pernambuco, até outubro.

Em novembro, o Instituto Oswaldo Cruz anunciou ter encontrado sinais do vírus no líquido amniótico de duas gestantes cujos bebês foram diagnosticados com microcefalia. Atualmente, 1.248 casos de microcefalia foram confirmados em bebês de 14 estados. Estes números, segundo o virologista são preocupantes: “No entanto, acredito que alarmar a população, como tem sido feito pelo Ministério da Saúde e divulgado pela imprensa, não é a melhor solução para barrar novas ocorrências. É necessário conhecer melhor a situação, e ressaltar que ainda não temos respostas imediatas a dar”.

Maurício Nogueira chama atenção para o fato do Governo não conseguir derrotar um mosquito que circula há quase 30 anos no país. “As ações precisam ser mais eficazes e contar com o apoio da comunidade, afinal, as esferas do Estado não têm como fazer vigilância na residência de cada cidadão.” Em sua opinião, talvez seja a hora de envolver associações de bairro e, até mesmo, as igrejas, no trabalho de combate ao vetor da dengue, febre Chikungunya e, atualmente, também do Zika vírus. “Em São Paulo, estamos nos preparando para o que está por vir, como que é o caso de Minas Gerais, aonde o vírus ainda não chegou com toda força”, destaca.

Conversei, por e-mail, com o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira. Confira:

Adriana Santos: Qual a relação entre zika e microcefalia?

Maurício Lacerda: No momento podemos dizer que existe apenas uma associação temporal entre as duas situações. É provavelmente uma causalidade. A única explicação. Apesar do Ministério ter dado como comprovada esta associação devido a detecção do vírus em um feto e no liquido amniótico de duas crianças com microcefalia, eu e outros pesquisadores consideramos que os critérios científicos para esta comprovação ainda não foram todos cumpridos. Porém devido a gravidade da situação e das potenciais implicações do problemas, devemos considerar esta associação como real até que prova em contrario.

Adriana Santos:  O teste atualmente disponível para diagnosticar o zika vírus no Brasil ainda é complexo e só pode ser realizado em laboratórios altamente especializados. Como evitar uma epidemia e controlar a doença sem um diagnóstico preciso por parte do sistema público de Saúde?

Maurício Lacerda: Existem alguns testes. Os métodos sorológicos, que são geralmente mais baratos, não são eficientes nem estão disponíveis para Zika devido a não existência de testes comerciais e de um risco e reação cruzada com dengue. Já os testes moleculares (que são mais caros) são amplamente usados no mundo e podem ser feitos no Brasil. Embora a rede de laboratórios e saúde pública capacitada a fazer isto seja pequena (com centros de excelência como o Instituo Evandro Chagas e Instituo Adolfo Lutz) as universidades brasileiras têm dezenas (ou centenas) de laboratórios equipados para fazer este tipo de exame. O que se precisa é de uma decisão econômica e política, já que estes laboratórios não são utilizados pela rede de saúde pública. Aqui mesmo em Belo Horizonte tanto a UFMG como o René Rachou têm diversos laboratórios equipados e com gente qualificada para realizar estes exames.

Na verdade em termos de saúde publica o diagnostico individual é teoricamente desnecessário. Apenas saber quais os agentes circulando em determinada região já seriam suficiente. Porém a nossa realidade e outra. Temos a obrigação de fazer o diagnóstico de dengue, pois dengue mata se não for abordada corretamente. Além disto temos chickungunya também circulando além do Zika. O direito individual de cada cidadão saber o que tem (ou teve) precisa ser respeitado, porém considero isto inviável em termos de financiamento.

Adriana Santos:  Na sua opinião as autoridades foram omissas quando apareceram os primeiros casos?

Maurício Lacerda: Omissão não. Ninguém esperava que algo assim aparecesse. Na verdade o sistema de vigilância se mostrou falho, pois mais de 5000 casos suspeitos ocorreram antes de fazermos o primeiro diagnostico. Após o diagnostico se tomou uma atitude de complacência com o Zika, pois diante do Dengue e do CHKV ele é considerado um vírus benigno. Ai fomos surpreendidos com a microcefalia, que não havia sido vista em lugar nenhum antes.

Adriana Santos:  Representantes de movimentos sociais e populares do campo protestaram na última quinta-feira (3) contra o uso indiscriminado de agrotóxicos – que para eles têm a ver com o aumento no número de casos de microcefalia. Há estudos que confirmam ou negam essa afirmação?

Maurício Lacerda: Nem que comprovem e nem que neguem. Mas se deve ter muito cuidado com “agendas ocultas” que aparecem neste momento. Tanto os movimentos populares do campo quanto o movimento anti-vacinação estão utilizando esta crise para divulgar a sua agenda, que não tem nada a ver com a situação. Mas voltando a questão do agrotóxico, ele só foi utilizado agora? Por que não teve microcefalia antes? O movimento esta aproveitando de uma situação de crise, e a falta dos estudos corretos para provar a associação, para levantar sua agende e obter atenção.

Adriana Santos: Estamos preparados para controlar o zika vírus?

Maurício Lacerda: Não. Nem Zika. Nem CHKV. Nem Dengue. São 30 anos de tentativas e não conseguimos. A epidemia de Zika será enorme no pais, assim como será a de CHKV nos próximos anos.

Adriana Santos:  Quais as consequências imediatas do aumento do zika vírus?

Maurício Lacerda: Um aumento enorme de atendimentos de emergência, um grande aumento nos dados oficiais de dengue (pois haverá erro de diagnóstico) e um grande número e formas atípicas (incluindo a microcefalia, se outros fatores não tiverem envolvidos).

Adriana Santos:  Como pode ser transmitido o zica vírus?

Maurício Lacerda: A única forma importante é a picada de mosquito. Transmissão por transfusão, leite ou sexual é mais anedótica do que de importância médica.

Adriana Santos:  Como a mulher grávida pode se proteger?

Maurício Lacerda: Evitar contato com mosquitos infectados. O que e difícil. Primeiros precisamos saber onde estão estes mosquitos (e não fazemos este tipo de controle no pais). Mas em locais de circulação de Zika devemos prevenir este contato através da utilização de repelentes, roupas compridas e permanecer dentro das casas. Nada fácil de se fazer no verão brasileiro.

Adriana Santos:  Mulheres grávidas podem realizar os testes?

Maurício Lacerda: Depende do teste e com qual objetivo. Não temos testes confiáveis que permitam dizer se ela foi exposta ou não ao Zika. E não sabemos qual a frequência de casos de zica que podem levar a microcefalia (e nem o período). Na verdade sabemos muito pouco do que esta acontecendo. Na maioria das vezes estamos dando opiniões embasadas em experiência pessoal em outras doenças. Esta situação nunca ocorreu em lugar nenhum do mundo.

Adriana Santos: Conclusões finais. Obrigada pela entrevista.

Maurício Lacerda: Muito ainda precisa ser feito para podermos responder estas perguntas. Muitas pesquisas são necessárias e muitos recursos precisam ser alocados a esta questão. Infelizmente as respostas só virão quando a maior parte do problema passar.

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