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HOJE: O que você fez para melhorar a vida de outra pessoa?

 O mais estranho de tudo isso é que alguns humanos se acham muito melhores do que de fato são

Por Adriana Santos (jornalista e especialista em Comunicação e Saúde)

Hoje, aqui em Belo Horizonte, o tempo é cinza… Os trovões indicam que pode chover a qualquer momento. As ruas estão vazias. A maioria das pessoas está em casa. O domingo está chato demais da conta. Muitas famílias não estão completas. Falta café no bule.  Falta alegria em torno de uma mesa farta de macarronada. Falta paz. Falta tolerância. Falta música. Falta tanta coisa boa… Inclusive, falta clareza mental para agradecer por tudo e por todos.

O planeta passa por transformações profundas, antes mesmo do surgimento da pandemia COVID. O vírus é só mais uma sinalização que precisamos ter cosmovisão e abandonar as ilusões. O Antropocentrismo já não faz nenhum sentido civilizatório. Fazemos parte de um projeto maior de humanidade. Por isso, no atual momento, não podemos jamais nos esquecer: a vida se comporta em redes. O sucesso de um depende do esforço do outro. O fracasso de muitos depende do sucesso de poucos. A evolução humana depende da união de todos.

No entanto, nós não acordamos ainda com relação às armadilhas de um ego demasiadamente humano e de uma posição arrogante em relação às necessidades do outro. Infelizmente, muitos ainda dormem, enquanto alguns estão cansados de tantas injustiças e poucos colocam a mão na massa em prol da nossa civilização humana. Nesse sentido, nada faz tanto sentido do que uma vida que não tem sentido nenhum. Aí surgem as velhas perguntas: Por que estamos aqui? De onde viemos? Para onde vamos?

Algumas novas perguntas surgem para nos causar ainda mais desconforto: Estamos sozinhos no universo? A ciência é capaz de responder todas as nossas perguntas? Os fins dos tempos estão chegando?  Qual a minha missão de vida? Sim, a quarentena está sendo uma oportunidade de lançar novos questionamentos existenciais.

No entanto, ainda não nos conscientizamos sobre a importância de uma evolução civilizatória ética. A ganância ainda dita as “regras do jogo”. As desigualdades sociais são cada vez mais evidentes no nosso Continente, mas isso nos importa pouco. A miséria é ainda a grande aposta dos impérios econômicos espalhados no mundo, mas acreditamos que não podemos fazer nada para reverter essa situação. A corrupção é endêmica no Brasil e achamos isso cultural. As relações de trabalho são, geralmente, abusivas e discriminatórias. Os idosos são discriminados no mercado de trabalho, principalmente as mulheres mais velhas. As brasileiras ainda ocupam poucos cargos de chefia e muitas são assediadas moralmente ou sexualmente pelos ditos “superiores”. Ainda temos poucas mulheres na política e na ciência. A política deixou se ser uma ciência para se transformar em um reduto de homens habilidosos na arte de enganar a população. A Justiça está cada vez mais cega. A imprensa é movida por interesses econômicos. Jornalistas independentes são vistos como ameaças a soberania nacional. Os jovens encontram nas drogas a única forma de enxergar uma nova realidade…

O mais estranho de tudo isso é que alguns humanos se acham muito melhores do que de fato são.

Para finalizar: Qual a sua missão de vida? O que você tem feito para melhorar o planeta Terra? O que você tem feito para melhorar a vida de outra pessoa? Com o objetivo de colaborar um pouco, listei algumas dicas para iluminar suas reflexões:

  • Escreva em um caderno as boas ações do dia ou o que você fez para melhorar a vida de outra pessoa. Ex: reservei um pedaço de bolo para o porteiro do seu prédio; preparei um almoço especial para o meu marido; lavei as roupas da minha mulher; elogiei o meu colega de trabalho; ajudei o meu amigo(a) a encontrar um novo trabalho; fiz as compras do mês para os meus vizinhos que já são idosos; telefonei para o meu um amigo que enfrenta a depressão; orei pelo bem da humanidade; fiz uma doação anônima para alguma instituição social; comprei um brinquedo lindo para uma criança em situação de rua…;
  • Medite durante 30 (trinta) minutos todos os dias. No Youtube,  é possível encontrar várias boas meditações guiadas. Gosto muito das meditações da Louise Hay; 
  • Escolha um dia da semana para escrever uma carta de agradecimento para uma pessoa amada (filho, marido, esposa, primos, irmãos. colegas de trabalho, avós…). Se possível, envie a cartinha (correio, WhasApp, e-mail…);
  • Ouça músicas clássicas e anote as emoções que surgiram durante a experiência;
  • Faça caminhadas (pelo menos 30 minutos)
  • Antes de dormir, agradeça a oportunidade de fazer diferença no mundo.

Por Adriana Santos

Jornalista e especialista em Comunicação e Saúde