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02 jun 2015

Livro esclarece sobre os benefícios da psicoterapia breve em situações de crise

Arquivado em Saúde & Literatura

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Conversei com o psicoterapeuta, Eduardo Ferreira Santos, que lançou pela editora Ágora o livro: “Psicoterapia Breve – Abordagem sistematizada de situações de crise”. O autor faz uma retrospectiva histórica, explicando conceitos e critérios de indicação. Além disso, ele analisa o uso de medicamentos em concomitância com o atendimento clínico e apresenta casos em que a psicoterapia breve foi usada com sucesso. Em um capítulo especial, Eduardo trata o uso da abordagem com vítimas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Dividido em nove capítulos, o livro mostra a psicoterapia breve em um enfoque psicodramático como proposta de solução da situação de crise em que se encontram determinadas pessoas, que buscam ou demandam por psicoterapia, principalmente em instituições, ambulatórios de saúde mental e postos de saúde. O psicoterapeuta discute as implicações metodológicas do psicodrama na abordagem e apresenta a proposta de um modelo de ação terapêutica, considerando não só a discussão da indicação do próprio processo como também as fases que envolvem a evolução da psicoterapia breve psicodramática.

Adriana Santos: Há diferença entre psicoterapia e terapia?

Eduardo Ferreira: Não, não há. Na verdade se chama terapia para simplificar, mas o processo é o mesmo, embora o termo terapia queira dizer tratamento e vale para qualquer processo até mesmo uma “quimioterapia”.

Adriana Santos: A psicoterapia breve é indicada em quais situações de crise?

Eduardo Ferreira: Em todas aquelas situações em que um incidente externo (desde uma separação conjugal até um assalto) tenham gerado um desiquilíbrio psíquico que não ocorria antes. Isto é, a pessoa estava bem com seus problemas do cotidiano até que tal acontecimento tenha sido tão traumático que rompeu os mecanismos habituais de adaptação e defesa que todos nós temos para enfrentar as vicissitudes da vida.

Adriana Santos: Quais os benefícios da psicoterapia breve?

Eduardo Ferreira: A Psicoterapia Breve trabalha com objetivo determinado (restabelecer o equilíbrio psíquico anterior) e com um tempo definido (aproximadamente 12 a 15 semanas), durante os quais procura-se encontrar o motivo inconsciente mais profundo que, associado ao trauma propriamente dito, causou o estado de estresse e depressão.

Adriana Santos: Como a psicoterapia pode ajudar as pessoas que passam por grandes traumas emocionais, como exemplo, o abuso sexual e o estresse pós traumático?

Eduardo Ferreira: A Psicoterapia, através de seus métodos de resolução, procura transformar a pessoa que se sente uma vítima em sobrevivente, incorporando a experiência traumática em sua história de vida, mostrando o quanto tal fato pode ter contribuindo para seu crescimento, como ocorre com as diversas frustrações que vivemos no desenvolver de nossa vida.

Adriana Santos: Qual o profissional apto para sugerir a psicoterapia breve?

Eduardo Ferreira: Qualquer profissional da área médica ou psicológica ou até mesmo um familiar ou amigo que perceba o estado de estresse de desiquilíbrio que a pessoa esteja vivendo. No entanto, para aplicar a Psicoterapia Breve, exige-se do profissional, psiquiatra ou psicólogo, uma grande experiência em lidar com estas situações.

Adriana Santos: Crianças e adolescentes podem se beneficiar da psicoterapia breve?

Eduardo Ferreira: Sim, desde que acompanhadas por um profissional experiente

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