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31 jul 2019

Não se preocupe: o barro que está nas suas asas é sinal de recomeço

Em algum momento da vida nos perguntamos: “o que eu estou fazendo aqui?”. As perguntas podem até ser repetitivas, como no meu caso. Às vezes acredito que sou uma soldada no quartel, aguardando a hora exata de colocar em prática o treinamento de uma vida que já passou dos 40… talvez de uma somatória de várias vidas passadas, segundo a grande Lei da Evolução. Mas quem é a comandante da minha existência? EU SOU. Eu sou a comandante das minhas escolhas.

Como é difícil criar asas e saber que ainda não é hora de voar. Qual o motivo de tanta inércia? Covardia? Ambição? Perfeccionismo? Erudição? São várias direções que nos levam ao Pai, mas o caminho é sempre surpreendente e, às vezes, apavorante. Meu espírito é grande, mas meu corpo é frágil. Viver na Terra é respeitar os limites da criação. E não é nada fácil para aqueles, que carregam o divino no DNA, viver em um mundo demasiadamente humano. Por isso, viver é sempre um risco que nos causa medo, porque a polaridade faz parte da vida. A sombra é a única forma de entender que a luz, muitas vezes, nos queima a visão. Entender Deus é amar a escuridão, porque as trevas nos impede de ver o Pai, mas não nos impossibilita de sentir a doce presença do Senhor.

Os limites são condições inerentes da existência humana. E a evolução é conhecer cada limitação com amor e total reverência. Como é difícil ser filha do Divino e viver como escrava em um mundo rodeado de matéria bruta. No entanto, para ver Deus, meus irmãos, é necessário voltar os olhos para o barro. “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gênesis 2:7).

Não tenhamos medo do barro que nos impede de voar. Isso pode significar um sopro divino do recomeço.

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