Facebook Twitter Youtube Google+ Image Map
30 set 2015

O SUS está na corda bamba

Arquivado em SUS

corda-bamba (1)

OPINIÃO A expressão popular “estar na corda bamba” significa estar numa situação instável, aparentemente, perigosa. Em geral, os equilibristas usam uma corda presa em dois pontos, uma corda bamba, para fazerem exercícios de equilibrismo.

A palavra “bamba” também é empregada como sinônimo de “bambúrrio”, que significa “sorte no jogo”, “acaso”. Em determinados jogos, especialmente no jogo de bilhar, a expressão “por bambúrrio” refere-se a uma forma de ganhar sem aplicar uma estratégia de jogo. Ganha-se por acaso, por sorte.

Quem assume um cargo por  livre nomeação e exoneração nos governos sabe que a posição é transitória, arriscada e, na maioria das vezes, os critérios de escolha para ocupar o tal “cargo” não são por meritocracia, mas por “sorte” ou “azar” da população. O nomeado faz a “passagem” em uma corda bamba e pode ser destituído do cargo a qualquer momento, sentimento, humor ou conveniências políticas e partidárias que estão em cada ponta.

Por isso não acho que a saída do ministro Athur Chioro seja algo desproporcional. Também analiso que o foco da discussão não pode ser a forma como ele foi comunicado “oficialmente” sobre a decisão final do chefe de estado. Já fui nomeada e exonerada duas vezes e, acreditem, conheço bem os bastidores de quem ocupa um cargo de governo.

Por isso, minha preocupação nunca foi de defender “Fica Chioro” nas redes sociais, apesar de reconhecer as capacidades práticas e acadêmicas de um ministro que tinha nas mãos a pasta com maior orçamento na Esplanada dos Ministérios (R$ 91,5 bilhões para 2015, após o corte orçamentário). Minha maior preocupação é a escolha e os interesses do sucessor, articulados com o destino do maior sistema público de saúde do planeta, SUS.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é quase um balzaquiano, mas com pinta de adolescente. Foi criado em um caldeirão ideológico democrático pela Constituição Cidadã. Ao meu ver um sistema crescidinho o suficiente para pensar novos modelos de gestão que priorizem, efetivamente, a participação popular.

O grande golpe com a saída do ministro Athur Chioro é contra os movimentos suprapartidários que defendem um sistema universal e participativo. A decisão da presidente Dilma fere a gênese do SUS. Isso é grave e autoritário. Talvez um golpe violento contra a participação popular que defendia a permanência do Chioro em uma das pastas mais disputadas do planalto.

  • Chester da Silva Rodrigues

    Em 30.09.2015

    Olá; segue o meu bom dia a você. Sempre dou uma passadinha aqui no seu site. Quando estava me preparando para um concurso, o tema saúde era central, sendo assim, por força do edital, tive que conhecer o SUS. Fiquei impressionado com a estrutura que foi montada para que o sistema funcionasse. Procuro agora sempre que posso, passar um pouco do que aprendi sobre este sistema de saúde, que é de todos nós. Foi através da mobilização dos brasileiros que o sistema saiu do papel para virar realidade, principalmente para os mais necessitados, que na verdade é quase 90% da população.

  • Adriana Santos

    Em 30.09.2015

    Oi Chester, que bom ler seu comentário. Fico feliz em saber que você é um visitante diário. Gratidão!

  • Carlos

    Em 30.09.2015

    Corda Bamba sempre esteve.

  • Tana

    Em 30.09.2015

    Olha da hora esse website. falando da minha vida acertar um travesseiro bom barra mesmo, eu gostei desse. At fez eu largar meu remdio para enxaqueca

Você deve estar logado para comentar.