Facebook Twitter Youtube Google+ Image Map
03 dez 2015

Organização Mundial da Saúde declara Brasil país livre da rubéola

Arquivado em saúde

rubeola3

O Brasil recebeu o certificado de eliminação da rubéola, depois de cinco anos sem registros de casos de transmissão da doença. O reconhecimento foi entregue pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, nessa quarta-feira (2).

Para receber o título, o Brasil teve que comprovar à OMS que desde 2008 não registra casos de rubéola e desde 2009 não registra casos de síndrome da rubéola congênita. Em abril a OMS reconheceu toda a América como a primeira região do mundo a alcançar a eliminação da rubéola e da síndrome.

Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, lembrou que assim como o vírus Zika, o vírus que provoca a rubéola também pode causar defeitos no feto, como microcefalia, quando a gestante é infectada no início da gestação.

Segundo o ministro, esse título é devido um esforço de vacinação em massa de mulheres entre 20 e 39 anos, que começou no início da década passada. “Nada é mais efetivo para a saúde publica do que as vacinas, e foi esse trabalho intenso da vacina em massa contra a rubéola que nos levou a esse certificado.” Segundo o ministro, apesar dos recentes casos de sarampo no nordeste do Brasil, a OMS está analisando se o país também pode ser considerado livre dessa doença.

Rubéola

No campo das doenças infecto-contagiosas, a importância epidemiológica da rubéola está representada pela ocorrência da Síndrome da Rubéola Congênita (SRC) que atinge o feto ou o recém-nascido cujas mães se infectaram durante a gestação. A infecção na gravidez acarreta inúmeras complicações para a mãe (aborto e natimorto) e para os recém-nascidos, como malformações congênitas (surdez, malformações cardíacas, lesões oculares e outras).

Vacinação

A vacina contra a rubéola é a única medida preventiva e a mais segura. Para isso, é importante que o esquema vacinal esteja completo.

A primeira dose deve ser aplicada aos doze meses de vida e o reforço entre quatro a seis anos de idade. Todas as mulheres e homens até 49 anos também devem ser vacinados, independentemente de história pregressa da doença.

Qual o microrganismo envolvido?

É o vírus do gênero Rubivírus, da família Togaviridae.

Quais os sintomas?

O paciente apresenta febre baixa, linfoadenopatia retro auricular, occipital e cervical, acompanhado de exantema máculo-papular.

Como se transmite?

A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções nasofaríngeas expelida pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar.

Como tratar?

Tratamento assintomático.

Você deve estar logado para comentar.