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15 abr 2021

OVNI: o clássico caso em São Vicente

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

 

Por Edison Boaventura Júnior, presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá – Revista Ovni Pesquisa 

No dia 1° de outubro de 1995, na cidade de São Vicente, no litoral paulista, ocorreu um pouso de OVNI que foi testemunhado por dois pescadores e amplamente veiculado pela Imprensa escrita e televisiva. Em 2013, mereceu destaque em uma reportagem no History Channel, da série Contato Extraterrestre. Este caso de 2º grau foi pesquisado, inicialmente, pelo GUG (Grupo Ufológico de Guarujá) em parceria com o extinto INFA (Instituto Nacional de Fenômenos Aeroespaciais).

Os pescadores Fernando Bezerra e Wilson da Silva Oliveira recolhiam suas redes de pesca, por volta das 23h00, quando a bordo da sua embarcação observaram assustados a aterrissagem, a poucos metros, de um OVNI fortemente iluminado, na Ilha do Major. Eles pensaram que era um balão. Porém, quando o objeto se aproximou velozmente, perceberam que estavam diante de uma nave em forma de disco voador.

“Quando a luz estava em cima de nossas cabeças, mudou de direção e foi a uma ilhota, onde pousou. Na parte de baixo do aparelho tinha luzes que giravam”, relatou Fernando Bezerra. Aterrorizado, Wilson Oliveira disse: ”Quase morri de medo. Me escondi no porão do barco”.

No momento em que o OVNI estava próximo ao barco, houve a parada do funcionamento do motor da embarcação.
“Fizemos umas dez tentativas até o motor pegar, depois saímos rapidamente dali. Pudemos ver, na fuga, que o objeto aterrissou em uma pequena ilha situada entre os meandros dos mangues do rio Piaçabuçu”, complementou Fernando.

MARCAS NO SOLO

O OVNI foi descrito como tendo uma luminosidade amarelada muito intensa e era totalmente silencioso.
Após os momentos de terror, os pescadores foram para suas casas e contaram o fato aos familiares. Não conseguiram dormir e ao amanhecer, voltaram ao local.

Ao chegarem ao local e descer do barco, percorreram uns dez metros da margem e se depararam com uma marca, uma espécie de círculo de 5,5 metros de diâmetro, onde a vegetação estava seca, amassada e nivelada, em sentido horário.

Dentro desse círculo estavam dispostas quatro marcas de sapatas de apoio retangulares, cada uma medindo 10 x 15 centímetros. Estas marcas dos trens de aterrissagem do objeto voador estavam proporcionalmente distribuídas e com afundamento no terreno de 1,5 centímetro.

Os pescadores retornaram para a cidade e comunicaram o fato aos repórteres do Jornal “A Tribuna”, de Santos, que veiculou uma matéria sobre o estranho episódio em 8 de outubro de 1995.

PESQUISAS REVELAM MAIS DADOS

O pesquisador Edison Boaventura Júnior tomou conhecimento da ocorrência por meio dos jornalistas e reuniu uma equipe interna, convidando também alguns integrantes do INFA. Durante a investigação IN LOCO foram realizadas filmagens, fotografias, medições, moldes em gesso das sapatas, coleta do solo e da vegetação, além da reconstituição do ocorrido por meio de entrevista com as testemunhas. Um desenho colorido do OVNI também foi realizado por uma delas.

Durante a pesquisa de campo, o caso foi classificado com sendo de 2° Grau, pelas seguintes características apresentadas:

Efeito mecânico: caracterizado pela marca impressa no solo e pela vegetação amassada e quebrada no local. A vegetação sofreu uma queima de luz excessiva;

Efeito EM (eletromagnético): que causou a parada de funcionamento do motor da embarcação. Em seguida, os componentes elétricos do barco, como o alternador, sofreram danos, chegando a queimar. Posteriormente, as ferramentas e as partes metálicas do barco apresentaram uma corrosão que não existia;

Efeitos fisiológicos: as testemunhas queixaram-se de irritação nos olhos e diarreia.

O solo coletado na ocasião passou por análise para verificação de possíveis alterações no pH. Todavia, não revelou nada de anormal. Mas, em alguns testes envolvendo o plantio de sementes, constatou-se, curiosamente, que nas amostras de solo obtidas dentro da marca elas germinaram facilmente, sendo que as plantadas nas amostras colhidas fora do círculo não germinaram e foram atacadas por fungos.

Na maioria dos casos de pouso investigados mundialmente, ocorre a esterilidade do solo. Porém, numa pequena parcela de casos deste tipo, ocorre o contrário, ou seja, uma super adubação no terreno.

“Uma tampinha de garrafa encontrada no local apresentou um campo eletromagnético/magnético dobrado”, disse Mário dos Santos Filho, investigador do GUG, após efetuar as medições no local.

NÃO ERAM MARCAS CONVENCIONAIS

O presidente do GUG verificou que as marcas do trem de aterrissagem do OVNI não eram idênticas. Porém, possuíam algumas semelhanças na sua geometria e o desenho interno era diferente. Este detalhe de não serem iguais foi determinante para que fosse descartada, na ocasião, a hipótese de fraude com utilização de um molde, por exemplo.

Considerando o terreno de mangue e a profundidade das marcas, calculou-se que cada sapata estaria suportando um peso de aproximadamente 25 kg. Portanto, a nave teria apenas 100 kg de peso total. Entretanto, os pesquisadores formularam a hipótese de que o OVNI seria mais pesado do que esta aferição e, ao perceber que o terreno era mole, apenas se apoiou, não colocando todo o seu peso no chão.

Ficou evidente para os pesquisadores que as marcas não eram de helicópteros ou de aeronaves convencionais. Verificou-se também que não houve acampamento no local durante aquele final de semana. O 2° Batalhão de Caçadores – que costuma promover treinamentos na mata – informou posteriormente que não esteve naquele local e muito menos ao longo do Rio Piaçabuçu. A Base Aérea de Santos foi consultada e também informou que não esteve no local na data do pouso.

ANTECEDENTES DO CASO

Durante o mês de outubro de 1995, muitos casos de avistamentos foram registrados! Houve até um caso de avistamento na Praia do Indaiá, que ocorreu no dia seguinte ao pouso, e ao longo do mês de outubro daquele ano houve várias ocorrências de luzes não identificadas na região. Mas, um caso que pode ter alguma correlação com o pouso ocorreu às 22h10 do mesmo dia, no bairro Japuí, em São Vicente, SP.

Márcio dos Santos contou que estava passando em frente à Escola Estadual Antônio Luiz Barreiros e viu sobre a escola um OVNI que flutuava e não produzia som algum. “Eram dois pratos invertidos e cúpula amarela. Na parte inferior, uma luz amarelada projetada para baixo. Possuía mais ou menos 5 metros de diâmetro. Vi dentro do muro da escola uma criatura luminosa, com macacão e botas. Brilhava muito e tinha cerca de 1 metro de altura. Parecia uma criança luminosa. Sumiu e a nave foi em direção à ponte do mar pequeno”, afirmou Márcio.

VINTE ANOS DEPOIS NÃO NASCEU MAIS MATO

Em 2015, passados vinte anos da ocorrência, Edison Boaventura Júnior foi convidado para voltar ao local e entrevistar os pescadores novamente. Juntamente com uma equipe de “A Tribuna”, chefiada pelo José Cláudio Pimentel, foram reconstituídos os fatos no local.

Duas décadas depois, a marca de pouso ainda estava lá, sem muita vegetação no local. Os pescadores confirmaram os detalhes daquele fatídico dia e disseram que a saúde deles foi afetada desde o encontro com o estranho aparelho voador. Talvez, por terem ficado expostos ao cone de luz projetado pelo OVNI. Perguntamos se eles tiveram alguma outra experiência semelhante e eles responderam que nunca mais viram algo parecido com aquele objeto não identificado.

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