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27 ago 2015

Cooperativa de Artesanato inova no mercado de vendas diretas com produtos sustentáveis

Arquivado em Comportamento

Cooperativa-Futurarte-Ramacrisna1

Diante de uma oportunidade de expansão de mercado e necessidade de manter a sustentabilidade do projeto gerando trabalho e renda para as mulheres da comunidade de Betim, a Cooperativa de Artesanato Futurarte, apoiada pela Instituição Social Ramacrisna, vislumbrou no mercado de vendas diretas, uma oportunidade para fazer o seu negócio perpetuar, proporcionando renda extra para pessoas que se identifiquem com o conceito dos produtos e a causa social.

“Utilizar ferramentas eficazes para promover a sustentabilidade econômica de grupos em vulnerabilidade, principalmente quando o material reciclado se transforma em arte, deve ser implementado e valorizado pois o resultado social dignifica a mulher e sua família”, explica a vice-presidente da Instituição Social Ramacrisna, Solange Bottaro.

A venda direta é um sistema de comercialização de bens de consumo e serviços baseado no contato pessoal entre vendedores e compradores, fora de um estabelecimento comercial fixo.

A Futurarte será pioneira atuando nesta modalidade de vendas, com foco em produtos artesanais sustentáveis. Além disso, inova também no formato de apresentar seus produtos. Ao contrário das empresas convencionais, a Futurarte utiliza um catálogo virtual, que será apresentado por meio de um tablet ou smartphone, itens necessários para se tornar um revendedor. Esta ação vai de encontro ao trabalho da Cooperativa que busca a sustentabilidade biental através da reutilização de materiais como: jornais, sacos de cimento, banners e retalhos de tecidos.

As mudanças no comportamento dos consumidores são reais e vêm aumentando a partir de sua interação com o meio e vivência de experiências que demandam uma mudança de postura em suas escolhas no dia a dia visando a sustentabilidade do planeta que perpassa por três eixos fundamentais que são o ambiental, social e econômico.

Quando um consumidor mais consciente se depara com um produto que tem qualidade, criatividade, design inovador, são ecologicamente corretos, feitos de materiais reaproveitados e ainda são efetivamente instrumentos de inclusão social e geração de trabalho e renda, imediatamente cria-se uma conexão com o público em geral.

“Estas constatações de adesão imediata do público ao projeto, foram concluídas em projetos pilotos que fizemos com alguns revendedores pré-selecionados. A Futurarte além de entrar no mercado de venda direta com um posicionamento bem diferenciado, prima também por uma excelente remuneração dos revendedores dos produtos”, ressalta Thayane Fidelis, consultora de marketing da Futurarte.

No Brasil, esse mercado conta com mais de 4,5 milhões de pessoas em sua força de vendas, gera cerca de 8 mil empregos diretos e atingiu, em 2013, US$ 14,6 bilhões em volume de negócios. O país ocupa a quarta posição no ranking da World Federation of Direct Selling Associations (WFDSA), atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e China.

Sobre a Futurarte

A Cooperativa Futurarte foi criada em julho de 2004 pela Instituição Social Ramacrisna, com patrocínio da Petrobras. Tem como objetivo gerar trabalho e renda para mulheres da zona rural de Betim a partir da produção e comercialização de produtos artesanais sustentáveis.

26 ago 2015

Meu Filho é Esquizofrênico

Arquivado em Saúde & Literatura
Maione e Vilma1-foto Wilson Avelar

Foto divulgação

O “Saúde e Literatura” apresenta o livro , “Meu Filho é Esquizofrênico”, um relato denso de uma mãe em busca de respostas.

Sem a pretensão de ser um tratado sobre a doença ou um histórico manicomial de Minas Gerais, “Meu Filho é Esquizofrênico” relata a luta de uma mulher contra o preconceito em relação à esquizofrenia e a tentativa de entender a doença presente de forma dramática na família, inclusive na vida do próprio filho.

Em algumas ocasiões de crise, o filho da professora Maione Rodrigues Batista, conhecido como Djalminha, tentou matar a própria mãe. Nessa caminhada, ela passou por uma série de médicos, terapias das mais diversas até chegar ao que ela considera o sentido de sua vida: a Casa Hollos, uma casa de apoio idealizada por ela para amparar pessoas com esquizofrenia.

“Meu Filho é Esquizofrênico” foi feito a quatro mãos. Para realizar um sonho e ajudar mais pessoas a entender melhor a doença, Maione contou com a ajuda da experiente jornalista mineira, Vilma Fazito.

Conversei com as autoras do livro. Confira:

Adriana Santos: A esquizofrenia é uma doença mental cercada de preconceitos e desinformação. Como surgiu a ideia de escrever o livro?

Vilma Fazito: A ideia de escrever o livro foi de Maione, uma amiga, que solicitou-me contar sua história, que é, na realidade, a luta constante de uma mãe pelo menor sofrimento do filho.

Adriana Santos: Quanto tempo foi necessário para as amigas amadurecessem a ideia de relatar uma experiência pessoal, íntima e afetiva sobre a esquizofrenia?

Vilma Fazito: Era uma ideia antiga da Maione e que ela somente agora conseguiu concretizar, sobretudo porque precisava estar pronta para começar a falar sobre o assunto.

A vida de Maione nunca foi um mar de rosas, muito pelo contrário, daí a necessidade de ser acompanhada por psicólogos, psicanalisas e psiquiatras desde tenra idade, fato que lhe deu forças suficientes para suportar todos os reveses que surgiram ao longo de sua existência e não foram poucos.

Tenho para mim, que, desde que se entende por gente, minha amiga se preparou para essa catarse. Isso mesmo, o relato trata-se de uma catarse, difícil demais de ser processada pela inquieta mente da protagonista. Para se ter uma ideia, demorei mais de um ano para escrever um livro de 128 páginas, tão denso o assunto e a situação.

Adriana Santos: O livro contou com a ajuda de profissionais da saúde mental?

Vilma Fazito: Contamos com a colaboração do psiquiatra de Belo Horizonte, Paulo Roberto Vaz de Melo, que me orientou quanto à utilização dos nomes corretos de doenças e medicamentos, inclusive, produzindo os textos para as notas disponibilizadas no final do livro.

As informações sobre o transtorno e outras doença citadas no livro e a sua linguagem ideológica são da responsabilidade da própria Maione em função de sua larga experiência com o problema. Mas gostaria de deixar bem claro que o livro “Meu filho é esquizofrênico” não é nenhum tratado científico sobre o tema, nem foi escrito com esse propósito.

Não coloca em questão a luta antimanicomial, embora o assunto tenha sido levantado “en passant”, e não é nenhuma obra para prêmio Nobel de Literatura. É apenas a história de uma mãe que dá a vida pela felicidade do filho doente.

Adriana Santos: Qual a narrativa do livro que foi mais difícil escrever?

Vilma Fazito: Acredito que todas as narrativas foram difíceis, até mesmo as hilárias. Embora a dureza do assunto, houve momentos de descontração sim. E por incrível que pareça, o momento mais difícil para Maione e para mim, consequentemente, não foi nenhum relacionado ao seu filho, nem mesmo ao irmão com problema parecido, mas a relação de Maione com a mãe. Esse sim foi o mais difícil, mais contundente, mais triste.

Adriana Santos: Como foi a experiência de escrever “Meu filho é esquizofrênico”?

Maione Rodrigues Batista: Para mim, esse livro é uma lavagem de alma no sentido da missão cumprida. Acredito que, com essa obra, contribuo para desmistificar uma doença que não tem cura e que, embora os psiquiatras afirmem que tem tratamento, eu digo que o mesmo não é tão eficaz quanto se imagina.

O tratamento medicamentoso aliado a terapias reduz os sintomas mas não acaba com todos eles, nem faz a mágica de tornar a vida do paciente “quase normal”. O portador da doença continua incapaz de desempenhar funções sociais básicas diárias, como higiene pessoal, trabalho, estudo e relacionamento em geral. Essas questões ficam comprometidas.

Acho que o livro pode contribuir para diminuir o preconceito da maioria da população sobre a doença e servirá, certamente, de exemplo para outras famílias que sofrem com o mesmo problema. O relato deixa uma mensagem de otimismo. Passei pela fase de desespero, pela fase de esperança de cura. Hoje passo pela fase de aceitação, sem estigma, sem “frescura”. Não tenho mais medo de enfrentar a esquizofrenia.

capa2

“Meu Filho é Esquizofrênico” conta com o prefácio do jornalista e psicólogo Mauro Werkema. Valor do livro: 40 reais.

Esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno mental psicótico que acomete 1 por cento da população mundial, sem distinção de raça, credo ou poder aquisitivo.

As pessoas que apresentam esquizofrenia têm alucinações, manias de perseguição. Muitos ficam apáticos em determinadas fases da doença.O uso de álcool e drogas pode ser considerado agente desencadeador de paranoias.

25 ago 2015

Unidade Móvel de Esterilização Animal realiza 1800 castrações por mês

Arquivado em Animais, SUS
adocão

Foto: Blog AdoCão

O Programa de Controle Reprodutivo de cães e gatos da Prefeitura de Belo Horizonte teve início em 2005, mas a aquisição da Unidade Móvel de Esterilização Animal (SUS) ocorreu no final do mesmo ano.

A Unidade Móvel tem capacidade para realizar aproximadamente 400 cirurgias de esterilização por mês. Somando-se o atendimento nos 3 Centros de Esterilização são realizadas aproximadamente 1800 intervenções cirúrgicas por mês.

O mais importante é o controle reprodutivo evitando-se os acasalamentos indesejáveis, reduzindo o abandono de animais e consequentemente maus tratos.

Segundo a assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, com a supressão dos hormônios sexuais teremos ainda como benefícios a redução das fugas para acasalamento, a diminuição da micção para delimitação territorial nos machos, as fêmeas não entram mais no cio, antes do primeiro cio das fêmeas reduz a possibilidade de tumores de mamas relacionados ao hormônio sexual, reduz a possibilidade de agressão motivadas pela excitação sexual, neutraliza a possibilidade de infecções e tumores testiculares e uterinos.

Como os interessados podem ter acesso ao calendário das visitas da unidade móvel de castração? Antes da ida da Unidade Móvel para uma região da cidade a equipe de controle de zoonoses local realizada uma captação dos interessados no local, gerando a agenda de atendimentos.

A prefeitura lançou também uma cartilha sobre guarda responsável. A intenção é orientar os tutores dos animais quanto aos cuidados básicos e principalmente reforçar a questão da responsabilidade em relação à vida e ao bem estar daquele animal que se tem a guarda.

É uma aposta na mudança de comportamento, garantindo o cuidado e o bem estar em detrimento do abandono, negligência e maus tratos.

Para castrar seu animal entre em contato com:

CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES
Endereço: R. EDNA QUINTEL, 173 SÃO BERNARDO
TEL: 3277-7411 3277-7413

CENTRO DE ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS NOROESTE
Endereço: R. ANTÔNIO PEIXOTO GUIMARÃES 33 – CAIÇARA
TEL: 3277-8448

CENTRO DE ESTERILIZAÇÃO DE CÃES E GATOS OESTE
Endereço: RUA ALEXANDRE SIQUEIRA 375 – SALGADO FILHO
TEL: 3277-7576

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