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18 jun 2015

Alimentação saudável muda o ritmo de vida

tânia

Todo mundo sabe da importância dos hábitos saudáveis, das atividades físicas e de uma alimentação equilibrada: traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Uma alimentação saudável é aquela que reúne todas as substâncias importantes para o melhor funcionamento do nosso organismo. Requer variedades de cores, ingredientes, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e adolescentes, isso se torna ainda mais relevante. Mas como colocar a turminha no ritmo da alimentação que prioriza verduras, frutas, legumes e água limpa? O lúdico poder ser um bom aliado dos professores, das mães, dos pais e dos demais responsáveis pela saúde dos filhos.

Tânia Bicalho é nutricionista, cantora, compositora, arranjadora, multi-instrumentalista e especialista em Nutrição Clínica e Docência da Educação Ambiental para a Cidadania e Sustentabilidade.  Seu quarto CD, intitulado MPN – Música Popular Nutritiva tem o objetivo de prestar atenção primária à saúde através da educação nutricional e da música. Ela participa ativamente de palestras de conscientização em escolas públicas e particulares do Brasil. Conversei com a mineira de Juiz de Fora, Zona da Mata. Não deixe de conferir, também, a paródia do omelete, um sucesso que diverte e educa a criançada. Tânia tem também um canal no Youtube. Vale a pena uma visitinha.

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arquivo pessoal

 

Adriana Santos: Por que crianças e adolescentes têm dificuldades de comer alimentos frescos, como frutas e legumes?

Tânia Bicalho:  Porque, muitas vezes, não vêem os pais e ou familiares comendo alimentos frescos e saudáveis. Com o processo de industrialização dos alimentos e a jornada de trabalho, muitas vezes tornou-se mais fácil ofertar e consumir alimentos processados. Há também o modismo e a influência da mídia. Por estas e outras a  (Re)Educação Nutricional é fundamental para os pais e para os filhos, enfim, para toda a família.

Adriana Santos: Recentemente, a apresentadora Bela Gil – do programa Bela Cozinha do canal pago GNT, sofreu duras críticas porque colocava na merendeira da filha alimentos como, batata doce e banana da terra. Qual a importância de alimentos naturais e regionais nas merendeiras dos filhos?

Tânia Bicalho:  Esta resposta complementa a primeira. É importante justamente para que as crianças tenham contato com uma alimentação saudável e menos processada! A saúde agradece. Isto aumenta a qualidade de vida, pois o desempenho emocional e psiquico também é influenciado pela alimentação. É importante valorizar também a sazonalidade: frutas e verduras de época são mais baratas.

Adriana Santos: Como a música e o lúdico podem ajudar a conscientizar pais, mães e filhos sobre a importância da alimentação saudável?

Tânia Bicalho: A música é um excelente veículo para divulgar a alimentação saudável. Faço isto de forma divertida. As pessoas assistem minhas palestras-show e saem cantando comigo, “inspiradas”  a mudarem seus hábitos alimentares. Isto me deixa extremamente feliz e realizada.

Adriana Santos: Como surgiu a iniciativa de unir música e alimentação?

Tânia Bicalho:  Eu sempre trabalhei com música e, como nutricionista, uni minhas duas paixões: música e saúde. Faço um trabalho diferenciado, fazendo as palestras-show. A partir deste “pontapé inicial”  dou treinamento a empresários,  professores e nutricionistas para darem continuidade a este trabalho de atenção primária à saúde em suas respectivas escolas ou empresas.

Adriana Santos: Você concorda em lancheiras em festas de aniversários com o objetivo de evitar que o filhos comam doces, refrigerantes e outras guloseimas cheias de açúcar e sal?

Tânia Bicalho:  Acho que pode soar um pouco antipático e as crianças precisam e gostam de socializar. Sou a favor de que as pessoas passem a fazer festas com maior variedade de alimentos, com oferta de opções mais saudáveis. Tenho muita experiência nesta área e garanto que todos apreciam tanto os  novos sabores quanto  o ineditismo. As festas com alimentos mais naturais ficam incríveis, recheadas de criatividade e valorização da saúde!

Adriana Santos: Como a escola pode ajudar os pais e as mães na árdua tarefa de escolher melhor os alimentos do dia a dia?
Tânia Bicalho:  Com muita (Re)Educação Nutricional. Esta é minha especialidade e sei o quanto é importante explicações e demonstrações sobre alimentos que fazem bem, assim como os que fazem mal. As pessoas ficam surpresas quando têm acesso às informações de que, muitas vezes, alimentos considerados “deliciosos” são extremamente prejudicias  a saúde. É importante divulgar e esclarecer, e isto se faz, com excelente êxito,  através da (Re)Educação Nutricional.

 Paródia do omelete com crianças de escolas públicas

17 jun 2015

Gasparzinho, o robô amigo das crianças com câncer

Arquivado em Internacional
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Miguel A. Lopes/Lusa (Jornal de Notícias)

Carinhosamente apelidado de “Gasparzinho”, o robô MOnarCH já circula pelos corredores da ala pediátrica do Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil de Lisboa (IPO de Lisboa) e por onde passa desperta amizade.

O “Gasparzinho” foi criado por um grupo de investigadores portugueses do Instituto Superior Técnico com o intuito de poder interagir com as crianças internadas naquela unidade de saúde. João Sequeira, coordenador do projeto do Instituto Superior Técnico de Lisboa, esclarece que a interatividade entre crianças e “Gasparzinho” tem sido muito positiva, o que “tem permitido tirar lições importantes sobre a introdução de robôs em ambientes sociais”.

Filomena Pereira, médica do IPO, diz que “tudo o que é lúdico é terapêutico” e defende que o robô dá à criança a possibilidade de “ser criança”, promovendo a interação entre elas e contrariando assim o isolamento que, muitas vezes, estes meninos vivenciam durante os tratamentos.

O robô foi concebido com três finalidades: tornar-se um assistente na sala de aula do IPO; brincar com as crianças, promovendo jogos não competitivos e interagir com as crianças, nos corredores, enquanto elas brincam. João Sequeira ressalva que “o grande objetivo desde projeto é que as crianças o vejam como um companheiro de brincadeira”.

O projeto deverá estar finalizado a 31 de janeiro de 2016, data após a qual o robô MOnarCH poderá assumir-se como uma presença assídua e divertida na vida das crianças que passam pela enfermaria pediátrica do IPO de Lisboa.

Assista neste vídeo ao dia a dia do “Gasparzinho”.

Gasparzinho – Um robot social na pediatria do IPO from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo. Fonte: Câmara Municipal de Lisboa

16 jun 2015

Proposta de mudança no Código Civil estabelece que ‘os animais não são coisas

Arquivado em Direito Animal

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Começou a tramitar no Senado Federal nova proposta de Lei do Senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que acrescenta um ponto importante no Código Civil para proteção dos animais. “Os animais não serão considerados coisas”. Parece pequeno detalhe, mas não é. Até hoje, pelo código, animal não é sequer considerado ser vivo. A nova regra vai permitir a introdução de leis de proteção e colocará a legislação brasileira em igualdade com países europeus, que já avançaram neste tema.

“Alguns países já alteraram os seus Códigos, fazendo constar expressamente que os animais não são coisas ou objetos, embora regidos, caso não haja lei específica, pelas regras atinentes aos bens móveis. Isso representa um avanço que pode redundar no reconhecimento de que os animais, ainda que não sejam reconhecidos como pessoas naturais, não são objetos ou coisas”, explicou Anastasia ao justificar a pertinência do seu projeto.

Na mesma justificativa, o senador oferece exemplos de como a questão já é tratada em outros países. O Código Civil Alemão reconhece a categoria jurídica “animais” como intermediária entre “coisas” e “pessoas”. Já na Áustria, o Código Civil dispõe expressamente que os animais não são objetos e são protegidos por leis especiais. Caso seja aprovado, o projeto do senador vai possibilitar ainda a criação de leis específicas, como já ocorre também nesses países.

“Consideramos que a medida é um grande passo para uma mudança de paradigma jurídico em relação aos animais”, afirma Anastasia. A proposta já está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e poderá receber emendas dos senadores até a próxima quinta-feira (18/06), data a partir da qual deverá ser indicado relator para matéria.

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