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07 nov 2019

Pesquisadores conseguem controlar sintomas do Alzheimer com compostos extraídos da maconha

Arquivado em Comportamento, saúde

 

Por Agência Brasil. Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu combater os sintomas do Alzheimer usando um composto canabinoide. Os testes apresentaram bons resultados em ratos em que houve a simulação dos estágios iniciais da doença. Os resultados forma publicados na revista científica Neurotoxicity Research.

Para os experimentos foi usado o composto sintético ACEA (Araquidonil-2′-cloroetilamida) em animais em que receberam no cérebro a droga estreptozotocina (STZ), que provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios. Em seguida, foram aplicados teste da memória nos ratos, com o reconhecimento de objetos.

São colocados objetos novos no ambiente onde estavam os animais. Os ratos que não estavam sob o efeito da droga exploraram mais os locais com as novidades, enquanto aqueles com Alzheimer mantiveram o mesmo interesse por todo o ambiente. Os testes foram repetidos com o intervalo de uma hora e de um dia, para avaliar memória de curto e longo prazo.

Resultados

A partir daí, os ratos passaram a ser tratados com o ACEA, uma forma sintética de um dos compostos extraídos da maconha. Ele se liga ao receptor CB1, presente especialmente no hipocampo, parte do cérebro relacionada à memória e que é afetada pelo Alzheimer.

Segundo a coordenadora do estudo, professora Andréa Torrão, os resultados da administração do canabinoide foram “bem positivos”. De acordo com a pesquisadora, foi verificada uma “reversão do déficit cognitivo”. Segundo ela, isso significa que o composto foi capaz de impedir a progressão da doença que foi simulada em uma fase inicial.

Andréa disse que o ACEA tem sido usado por diversos grupos de pesquisa no mundo, porém, ainda existem aspectos não investigados, que a equipe do Instituto de Ciências Biomédicas tentou avaliar. “Ele foi bem descrito bem mais recentemente. Mas tinha muitas outras perguntas, lacunas, que a gente queria entender”, enfatizou.

Apesar dos bons resultados, as pesquisas com o canabinoide no instituto foram paralisadas. “Os complexos canabinoides estão muito caros para a gente importar com os cortes de verbas que tem sido feito nos últimos anos”, ressaltou a pesquisadora. Por isso, o grupo tem usado outras substâncias que agem em outros aspectos do Alzheimer.

05 nov 2019

Pólio: 25 anos sem a doença nas Américas

Arquivado em Comportamento, criança, saúde

Por OPAS Em agosto de 1991, Luis Fermín Tenorio Cortez, uma criança nascida nas montanhas de Junín, no Peru, foi a última vítima do poliovírus selvagem na Região das Américas. Fermín não havia sido vacinado e, portanto, o vírus conseguiu se apoderar de seu corpo, resultando em paralisia irreversível nas pernas.

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) comemora 25 anos de eliminação de pólio nas Américas do Norte, Central e do Sul, bem como no Caribe. Não existe cura para a poliomielite, mas a doença é evitável com vacinação.

“Essa conquista crucial é resultado do compromisso dos países com a vacinação e do esforço dos trabalhadores de saúde para vacinar 95% das crianças em todos os cantos do continente, mantendo altos índices de cobertura ao longo dos anos e com forte vigilância”, disse Cuauhtemoc Ruiz Matus, chefe de Imunizações da OPAS.

Em 1975, antes da vacinação massiva e sistemática nas Américas, quase 6.000 ficaram paralisados como consequência da poliomielite. Em 1991, os últimos seis casos foram registrados e, em 1994, a Região foi a primeira do mundo a ser certificada como livre da doença. Atualmente, apenas o Paquistão e o Afeganistão relatam casos e o mundo está se aproximando da erradicação.

Com o apoio técnico da OPAS, a cobertura vacinal em crianças menores de 1 ano aumentou de 25% em 1978 para mais de 80% em 1993. Pelo menos 8 em cada 10 crianças foram vacinadas e, graças à imunização de “rebanho”, conferida pela vacina oral, a proteção coletiva estava garantida.

Quase uma década depois, em 1985, a OPAS propôs aos seus Estados Membros a meta de interromper a transmissão do poliovírus selvagem nas Américas. Os países concordaram e assumiram o compromisso, adotando ações sustentáveis para mobilizar a população e parceiros estratégicos, como igrejas e organizações da sociedade civil. As agências parceiras e outras organizações multiplicaram seus esforços, oferecendo cooperação técnica e mobilizando recursos para apoiar os esforços dos países.

De 24 a 25 de agosto de 1994, após três anos sem casos, os cientistas e especialistas que compunham a Comissão Internacional para a Certificação da Erradicação da Poliomielite (ICCEP) informaram ao diretor da OPAS à época, Carlyle Guerra de Macedo, que a transmissão do poliovírus selvagem foi interrompida.

Atualmente, as crianças das Américas têm acesso garantido a vacinas gratuitas, seguras e de alta qualidade. A vacinação tem sido considerada um bem social, com acesso universal e igual a todas as pessoas. A OPAS ajuda a tornar a vacinação sustentável por meio de seu Fundo Rotatório, usado pela maioria dos países da América Latina e do Caribe para adquirir vacinas, agulhas e outros suprimentos usados pelos programas de imunização. O fundo ajuda os países fornecendo vacinas e suprimentos a preços acessíveis.

Fase final

“No momento, estamos na fase final de erradicação da poliomielite – o fim do jogo – em que apenas um em cada três poliovírus selvagens ainda está ativo”, afirmou Ruiz. “Os países devem manter a cobertura vacinal igual ou superior a 95% e fortalecer a vigilância epidemiológica.” Enquanto até uma criança em qualquer lugar estiver infectada com a poliomielite, todas as crianças em todo o mundo correm o risco de contrair a doença se não estiverem vacinadas. No entanto, Ruiz observou que “um mundo livre da pólio é possível e estamos muito perto de alcançá-lo”.

Os casos de poliomielite diminuíram mais de 99% desde 1988, quando se estimou 350 mil casos em mais de 125 países endêmicos, em comparação com 33 casos de poliomielite relatados em 2018 por dois países. Mais de 15 milhões de pessoas em todo o mundo, que hoje podem andar, poderiam ter ficado paralisadas sem a vacinação.

Os esforços globais que resultaram nessas conquistas foram liderados pela Global Polio Eradication Initiative (GPEI), liderada pela OMS, Rotary International, Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) e UNICEF.

A erradicação da poliomielite – o que significaria um mundo livre de poliomielite para as gerações futuras e uma economia de US$ 40 a 50 bilhões – exige altas taxas de cobertura em todos os cantos do mundo para impedir a transmissão desse vírus altamente contagioso. No entanto, ainda existem crianças que não têm acesso à vacinação por diferentes motivos: falta de infraestrutura, áreas remotas, populações deslocadas, conflitos e insegurança ou resistência à vacina.

Se a poliomielite não for erradicada, pode haver um ressurgimento da doença, o que pode resultar no aparecimento de até 200 mil novos casos em todo o mundo a cada ano, dentro de 10 anos.

A poliomielite foi a segunda doença evitável por vacina a ser eliminada das Américas (1994), precedida pela erradicação regional da varíola (1971). Foi seguida pela eliminação da rubéola e síndrome da rubéola congênita (2015) e pela eliminação do sarampo em 2016.

 

01 nov 2019

Black Friday: uma oportunidade de mover o mercado de forma ética e criativa

 

Novembro é o mês das promoções em todo mundo. Muitos consumidores aproveitam as ofertas da Black Friday para garantir os presentes de Natal; do tão esperado “Amigo Oculto”; e das lembrancinhas de final de ano que não podem faltar. Pelo menos é assim que muitos pensam.  Para tanto, as lojas, físicas e virtuais, procuram reforçar as equipes de vendas para oferecer inúmeras vantagens de parcelamentos no crediário. São muitas oportunidades de compras, mas também de alguns arrependimentos quando o mês acaba e a conta não fecha. Por isso, é sempre bom recorrer as velhas dicas do Procon e também tentar aproveitar a data para exercitar o consumo consciente.

O que é consumo consciente? Resumindo: é a capacidade de escolher de forma racional e ética os produtos e serviços oferecidos pelo mercado. Muitas vezes consumimos movidos por emoções desequilibradas, ansiedade, depressão, preguiça, medo e pressa. É justamente por falta de planejamento que as dívidas aparecem e provocam tantos transtornos, principalmente na época da Black Fridy.

No entanto, podemos fazer diferente, exercitando a nossa cidadania e movendo o mercado de forma racional e criativa.  A Black Friday pode ser uma ótima oportunidade de exercitar o consumo consciente. Já faz um tempo que tento modificar os meus hábitos de consumo, principalmente depois que deixei de consumir carne de seres vivos e evitar outras proteínas de origem animal. Hoje, presto atenção naqueles mínimos detalhes, como por exemplo: as empresas têm posturas éticas com relação aos animais? Realizam testes em animais? São sustentáveis? Oferecem produtos de qualidade?  Respeitam a biodiversidade? Respeitam a diversidade humana?  Apoiam projetos sociais? Estão em dia com as obrigações previstas pela lei? Oferecem canais de comunicação éticos? É assim que exercito a minha cidadania, procurando me tornar uma consumidora ética e responsável.

Conheça os 12 princípios do consumo consciente, segundo o Instituto Akatu, uma organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente.

1. Planeje suas compras
Não seja impulsivo nas compras. A impulsividade é inimiga do consumo consciente. Planeje antecipadamente e, com isso, compre menos e melhor.

2. Avalie os impactos de seu consumo
Leve em consideração o meio ambiente e a sociedade em suas escolhas de consumo.

3. Consuma apenas o necessário
Reflita sobre suas reais necessidades e procure viver com menos.

4.Reutilize produtos e embalagens
Não compre outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar.

5.Separe seu lixo
Recicle e contribua para a economia de recursos naturais, a redução da degradação ambiental e a geração de empregos.

6.Use crédito conscientemente
Pense bem se o que você vai comprar a crédito não pode esperar e esteja certo de que poderá pagar as prestações.

7.Conheça e valorize as práticas de responsabilidade social das empresas
Em suas escolhas de consumo, não olhe apenas preço e qualidade do produto. Valorize as empresas em função de sua responsabilidade para com os funcionários, a sociedade e o meio ambiente.

8. Não compre produtos piratas ou contrabandeados
Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.

9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços
Adote uma postura ativa. Envie às empresas sugestões e críticas construtivas sobre seus produtos e serviços.

10. Divulgue o consumo consciente
Seja um militante da causa: sensibilize outros consumidores e dissemine informações, valores e práticas do consumo consciente. Monte grupos para mobilizar seus familiares, amigos e pessoas mais próximas.

11. Cobre dos políticos
Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática de consumo consciente.

12. Reflita sobre seus valores
Avalie constantemente os princípios que guiam suas escolhas e seus hábitos de consumo.1. Planeje suas compras.

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