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27 maio 2015

No Dia Nacional da Mata Atlântica, a onça pede socorro

Arquivado em Direito Animal

onça filhote

Hoje é Dia Nacional da Mata Atlântica, um dos cinco biomas mais ricos em diversidade biológica do mundo, fonte de água para 60% da população brasileira. Infelizmente, não me sinto á vontade para comemorar tal data com entusiasmo. Como não é segredo para ninguém, sou uma amiga, declarada, da onça. Fico indignada ao saber que o felino pode desaparecer nos próximos 80 anos por conta da nossa negligência política. E mais, o meu estado (MG) é o segundo que mais desmatou a Mata Atlântica, em 2013 e 2014, segundo dados da ONG SOS Mata Atlântica.

Na Mata Atlântica, a estimativa é de que existam apenas 250 onças-pintadas ou jaguar, maior felino do continente americano e maior predador terrestre do Brasil. Em uma análise feita pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos e Carnívoros (Cenap), do Ibama, oito pintadas desapareceram em cada 10 onças, somente nos últimos 15 anos. A perda do habitat natural da espécie em razão do desmatamento para dar lugar a atividades agropecuárias ou pastagens nativas é crítica para o animal.

Vários fatores são atribuídos ao cenário, como, por exemplo, a questão da ausência de ações do poder público para prevenir, enfrentar e punir as mortes arbitrárias. A caça é a principal origem do decréscimo populacional de onças-pintadas. São de dois tipos: a predatória – pele, carne e outros, para a indústria e/ou comércio ilegal – e a retaliatória – ou seja, pelo fato de a onça atacar um rebanho, os proprietários rurais acabam matando a onça-pintada.

Para que as próximas gerações conheçam de perto a beleza da onça-pintada, são necessárias políticas públicas eficientes de promoção, educação e comunicação em favor do nosso maior felino. A máxima dos ambientalistas e dos apaixonados pela onça é: Só preservamos aquilo que conhecemos. Então, sejamos amigos e amigas da onça.

Blog “AMIGA DA ONÇA

27 maio 2015

Não é a primeira vez que a família Huck utiliza o SUS

Arquivado em SUS

luciano

Não é a primeira vez que a família Huck utiliza do SUS e, provavelmente, não será a única. Não é praga, meus amigos! É informação! Com certeza o casal foi à farmácia adquirir um medicamento, vacinou os filhos pequenos, fez uma compra no supermercado, foi à padaria, cuidou da aparência e das unhas em um respeitado salão de beleza, embarcou e desembarcou nos terminas internacionais dos Aeroportos. Não fiquem espantados, infelizmente, os brasileiros não têm essa informação disponível nos meios de comunicação. É incrível, mas até hoje, depois de 27 anos, muitos dizem que enfrentam as longas filas do INAMPS (criado pelo regime militar em 1974).

Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em fevereiro de 2011, indica que boa parte da população ainda desconhece a amplitude do SUS: 34,3% afirmaram nunca ter usado o sistema — o que é pouco provável. A iniciativa apontou que a avaliação positiva do SUS se dá por quem utiliza os serviços assistenciais. O sistema público de saúde recebeu melhor avaliação de quem declarou tê-lo utilizado (68,9%) do que daqueles que afirmaram não fazê-lo.

Outro equívoco é achar que o SUS “é coisa do PT”, assim como o programa de governo Bolsa Família. O SUS é uma política de Estado, resultado de conquistas, movida pela determinação de bravos sanitaristas, políticos de partidos diferentes, movimentos sociais, intelectuais. O SUS é garantido pela Constituição de 1988 e regulamentado dois anos depois, pelas leis 8.080 e 8.142.

Poucos conhecem sobre a abrangência e os pilares que norteiam o SUS, até mesmo os comentaristas sobre saúde. Meu querido e eterno professor, o jornalista Valdir Oliveira, desde 2000 já chamava atenção para uma pesquisa realizada em 1998, que mostrava que a maioria dos entrevistados não sabia definir com precisão o significado da sigla SUS. No artigo publicado na edição de agosto de 98 da revista Interface (www.interface.org.br) — voltada a comunicação, saúde e educação —,  ele apontava que as principais imagens e informações divulgadas pela mídia sobre o sistema realçavam aspectos negativos, impedindo que o SUS criasse para si melhor imagem na esfera pública.

Para finalizar, o Sistema Único de Saúde é para todos: ricos, pobres, famosos ou anônimos. Até mesmo aqueles que condenam a Saúde do Brasil utilizam os serviços públicos de uma maneira ou de outra, inclusive os brasileiros que pagam planos de saúde. Por isso a necessidade da soma de forças nas esferas públicas e privadas para que o SUS seja de qualidade e universal.

Quer saber mais sobre a história do SUS?

27 maio 2015

Aliso não, mãe!

Arquivado em Comportamento

aliso não

A mineira Carolina Monteiro, de apenas 8 anos de idade, está dando aulas de autoestima contra o preconceito na internet. A pequena garota usa seu canal no YouTube para mostrar sua identidade e beleza e rebater críticas dos coleguinhas da escola sobre seu cabelo black power.

Fique de olho!

A busca por novas técnicas de alisamento de cabelos é rotina nos salões de beleza, até mesmo quando os clientes são crianças. Desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a utilização do formol nestas técnicas em 2009, surgiram diversas novas escovas e com diferentes nomenclaturas. A novidade que vem sendo divulgada é a escova de aminoácidos, que promete não agredir os fios e pode ser usada até por grávidas e crianças. No entanto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) alerta que o aminoácido, por si só, não promove o alisamento, o que provavelmente ocorrerá com a associação de uma outra substância ou a conversão dessa em formol, quando o cabelo é submetido ao calor.

Saiba mais sobre os riscos do alisamento de cabelos com formol. Anvisa

Racismo na universidade

A estudante de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) Lorena Monique resolveu trazer à tona a discussão sobre o racismo presente no dia a dia acadêmico. Inspirada na campanha organizada por alunos negros e negras da Universidade de Harvard (EUA), a aluna desenvolveu um ensaio fotográfico com pessoas que transitavam pelo campus e pediu que elas posassem com frases preconceituosas que já ouviram.

A ideia é mostrar como a discriminação, mesmo que de forma velada, tem consequências devastadoras para quem passa por isso todos os dias. Veja o ensaio completo aqui.

cabelo

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