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23 out 2019

Você já ofereceu comida caseira para o seu filho de 4 patas?

Meu filhote de 4 patas. O nome dele é Sol

Como muitos leitores do Blog Saúde do Meio já sabem, eu sou vegetariana há 7 anos e tento manter uma postura equilibrada sobre o assunto. Foi uma decisão consciente com bases na minha jornada espiritual de longos anos. Por isso, não tento impor as minhas preferências alimentares, nem mesmo para o meu filho adolescente. Ele consome carne e outras proteínas de origem animal. É claro que o meu doguinho chamado Sol também não está na lista dos vegetarianos da família.

No entanto, lá em casa, procuro oferecer uma comidinha caseira balanceada feita com muito amor para todos. Até o meu filho de quatro patas é beneficiado, principalmente porque ele desde pequenino apresenta problemas intestinais.  É um sufoco. Já tentei trocar de ração várias vezes, mas o problema persiste. Até que eu ofereci angu sem sal (nem temperos) com um pouco de sardinha. Sol amou a novidade. Foi um milagre.  No outro dia, as fezes estavam mais endurecidas. Desde então, procuro incluir no cardápio uma comidinha caseira.

Conversei com a médica veterinária nefrologista, Juliana Baldassarri Bizzarri, sobre os cuidados na hora de optar pela comida caseira. Veja:

Adriana Santos:  É possível uma alimentação caseira para cães, sem perda de nutrientes?

Juliana B. Bizzarri: A alimentação caseira é viável sim, principalmente para animais com restrições na dieta, mas sempre deve ser feita de acordo com a orientação do médico veterinário

Alimentação caseira ou ração?

Eu particularmente prefiro a ração, por sua praticidade e especificações para algumas raças e doenças específicas

Quais os benefícios da ração?

A ração é um alimento balanceado e específico para cada espécie e manutenção da saúde dos animais

Quais os benefícios da alimentação caseira?

A alimentação caseira é excelente para alguns animais que tem restrições alimentares como doenças e alergias, mas ela deve ser muito bem elaborada levando em conta a individualidade de cada indivíduo

Quais os alimentos proibidos para cães?

Cebola, alho, frutas cítricas, uva, carambola e abacate, principalmente

Quais os cuidados na hora de preparar a comida caseira para os cães?

Principalmente seguir as orientações do veterinário e suplementar adequadamente para cada indivíduo

Um cão pode ser “vegetariano”?

Os cães são animais onívoros, isso significa que eles necessitam da proteína de origem animal para garantir alguns nutrientes essenciais para boa saúde do organismo

Quem alimenta os cães com comida caseira, precisa oferecer suplementos de vitaminas aos animais?

A alimentação caseira deve ser sempre suplementadas com suplementos específicos para cada um de acordo com as necessidades de cada indivíduo

Considerações finais

Alimentação natural está em alta e na moda, mas pode ser perigoso para a saúde do cão se não for muito bem orientada pelo médico veterinário.

23 out 2019

Conheça o “Quarteto da Felicidade” contra a depressão, mas antes sorria

Arquivado em acolhimento, Comportamento

Muito acreditam que o sorriso sincero abre as portas da felicidade e previne a depressão. Acredito que sim e as pesquisas comportamentais mostram que, além de estreitar as relações interpessoais, somos tomados por uma sensação de bem estar contagiante. Diversos estudos comprovam que o sorriso provoca a dilatação dos minúsculos vasos capilares do endotélio o revestimento interno dos vasos sanguíneos, aumentando a circulação do sangue. Assim que sorrimos, mais sangue e, consequentemente, mais oxigênio chegam ao nosso cérebro e estimulam a produção do quarteto da felicidade ou dos hormônios da felicidade: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

Já que a endorfina é considerada a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural. A dopamina, tachada como viciante, é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria. É considerado o hormônio “mediadora do prazer”. A serotonina é um neurotransmissor extremamente importante para a sobrevivência do nosso organismo,  vista como a  ‘mensageira’ do nosso sistema nervoso. Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”.

O motivo é o condicionamento da mente humana: assim que sorrimos, o cérebro recebe o sinal positivo de que estamos felizes, “de bem com a vida”. Por conseguinte, a produção de endorfina é automaticamente estimulada, o que também contribui para elevar o nosso humor. E se nosso interlocutor sorri de volta por reflexo, o ânimo dele também melhora.

Estudos da Universidade de Oxford (Inglaterra), apontam as vantagens do sorriso. A pesquisa revelou que dar uma boa risada ajuda a reduzir a sensação de dor. O International Journal of Geriatric Psychiatry (Revista Internacional de Psiquiatria Geriátrica), também descobriu que sorrir pode ser usado como complemento no tratamento contra depressão.

“O humor parece ter o potencial de efetivar o alívio da dor, fortalecer a função imunológica, melhorar as emoções positivas, estresse moderado, dissociar-se do sofrimento e melhorar os processos interpessoais”, destaca trecho do estudo.

Por isso, sorrir é o melhor remédio para controlar as oscilações do humor e prevenir a depressão. Veja ainda como melhorar a produção do “Quarteto da Felicidade”:

Sorrir, sempre! Endorfina, Serotonina, Dopamina e Oxitocina

Tomar sol. Aproveitar as manhãs de calor para receber os raios do nosso Astro Rei. Serotonina

Dançar Endorfina

Trabalhar em equipe Endorfina

Cantar no chuveiro Endorfina

Recordar momentos felizes faça um álbum de família). Serotonina

Praticar exercícios aeróbicos, corrida e ciclismo. Serotonina

Definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. Dopamina

Celebrar as vitórias. Dopamina

Abraçar. Oxitocina

Presentear e doar. Oxitocina

22 out 2019

Unicef: 1 a cada 3 crianças menores de 5 anos não cresce adequadamente

Imagem ilustrativa

Por Marieta Cazarré – Repórter da Agência Brasil Montevidéu. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou um novo relatório dedicado à saúde alimentar e à nutrição das crianças em todo o mundo. O documento Situação Mundial da Infância 2019: Crianças, alimentação e nutrição traz dados preocupantes, como por exemplo, que há 250 milhões de crianças sofrendo de desnutrição ou sobrepeso no mundo.

Dados de 2018 do Unicef mostram que 149 milhões de crianças menores de 5 anos sofrem de déficit de crescimento ou estão muito baixas para a idade. E 50 milhões delas estão com baixo peso para a sua altura.

Além disso, metade das crianças com menos de 5 anos (340 milhões) sofrem de fome oculta, caracterizada pela falta de nutrientes essenciais, como vitamina A e ferro, o que prejudica a capacidade de crescerem e desenvolverem todo o seu potencial. O levantamento também aponta que 40 milhões delas estão obesas ou com sobrepeso.

Atualmente, a má alimentação é o principal fator de risco para doenças. Uma dieta pobre em nutrientes mas alta em calorias é a realidade de milhões de pessoas em todo o mundo e afeta, principalmente, as populações mais pobres. De acordo com as Nações Unidas, é preciso que as crianças tenham acesso a alimentos nutritivos, seguros, acessíveis e sustentáveis.

Dados Mundiais

Entre 2000 e 2016, a proporção de crianças de 5 a 19 anos com excesso de peso aumentou de 10% para quase 20%. O sobrepeso pode levar ao aparecimento precoce de diabetes tipo 2 e depressão.

O número de crianças com crescimento atrofiado diminuiu em todas as regiões, exceto na África, enquanto o número de crianças com excesso de peso aumentou em todas as regiões, incluindo a África.

Nas áreas rurais e entre as famílias mais pobres, apenas uma em cada 5 crianças de até 2 anos de idade recebe o mínimo de nutrientes para um desenvolvimento cerebral adequado. Cerca de 45% das crianças entre 6 meses e 2 anos não consomem frutas ou legumes e 60% não consomem ovos, leite, peixe ou carne.

Apenas 40% das crianças com menos de 6 meses são alimentadas exclusivamente com leite materno. A amamentação pode salvar a vida de 820 mil crianças por ano ao redor do planeta.

Um número crescente de bebês é alimentado com fórmulas infantis. As vendas de fórmula à base de leite cresceram 72% entre 2008 e 2013 em países de renda média-alta, como Brasil, China e Turquia, em grande parte devido a propagandas inadequadas e políticas ineficientes para estimular e apoiar a amamentação.

Muitos adolescentes consomem regularmente alimentos processados: 42% bebem refrigerante pelo menos uma vez por dia e 46% consomem fast food pelo menos uma vez por semana. Essas taxas sobem para 62% e 49%, respectivamente, para adolescentes em países de renda alta.

Brasil

De acordo com o Unicef, o Brasil reduziu a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos de 19%, em 1990, para 7%, em 2006. No entanto, ainda é um sério problema para indígenas, quilombolas e ribeirinhos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, a prevalência de desnutrição crônica entre crianças indígenas menores de 5 anos era de 28,6%. Os números variam entre etnias, alcançando 79,3% das crianças ianomâmis.

No Brasil, o consumo de alimentos ultraprocessados (com baixo valor nutricional e ricos em gorduras, sódio e açúcares) vem crescendo, assim como as taxas de sobrepeso e obesidade. Uma em cada três crianças de 5 a 9 anos possui excesso de peso. Entre os adolescentes, 17% estão com sobrepeso e 8,4% são obesos.

Na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de crianças menores de 5 anos têm desnutrição crônica (baixo crescimento para a idade), 0,7 milhão têm desnutrição aguda (baixo peso para a altura) e 4 milhões têm excesso de peso, incluindo obesidade.

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