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12 mar 2021

Saiba mais sobre as maravilhas do açafrão para fortalecer o sistema imunológico

Sou simplesmente apaixonada pelo sabor marcante do açafrão-da-terra ou cúrcuma. É um dos alimentos funcionais que não pode faltar na minha cozinha. Logo pela manhã, em jejum, tomo 200 ml de água geladinha, 1 colher de chá de açafrão e um limão espremido. Que maravilha!! A bebida provoca uma sensação tão boa e os benefícios da receitinha são muitos: anti-inflamatório, antioxidante, antisséptico, cicatrizante e, ainda, ajuda no controle da depressão e fortalece o sistema imunológico do nosso organismo.

Na verdade, uso o açafrão com frequência, como, por exemplo, na água que eu preparo o macarrão; nos molhos com creme de leite, no arroz e nos chás. A cor já chama atenção e o cheirinho é sensacional.  Fica tudo muito irresistível com uma pitada de açafrão.

Conversei com a nutricionista vegetariana Mônica Vitorino (Julho/2018) sobre os benefícios do açafrão. Confira:

“O açafrão é uma planta medicinal que tem como princípio ativo a curcumina que é a substância que fortalece o sistema imunológico e ajuda estabilizar a microbiota do corpo. A microbiota é hoje o nome dado a flora intestinal e que tem uma série de funções muito importantes para imunidade. O açafrão tem também ação na resposta ao estresse que tem relação com a imunidade. Quanto mais estresse, menos imunidade.

A cúrcuma exerce também um papel importante na proteção e desintoxicação do fígado, retirando as substâncias químicas tóxicas, aumentando a imunidade e protegendo o organismo dos efeitos de muitos poluentes.

Podemos usar o açafrão ou cúrcuma ao cozinhar legumes, ao fazer arroz, além de preparar vitaminas.  Podemos também usar a raiz no preparo do feijão, molhos e até colocar em maionese para dar cor. Age na culinária como se fosse um colorau amarelo. Quando cozinhamos junto com os alimentos, podemos perceber uma melhora na digestão de gorduras e proteínas. As pessoas com cálculos biliares, mulheres grávidas e mulheres que amamentam devem consultar um nutricionista antes de usar”.

12 mar 2021

Feiura e beleza: Quem ama o feio, bonito lhe parece?

A dica “Saúde & Literatura” de hoje é um passeio histórico em torno de dois aspectos que movem artes, desde a antiguidade clássica até a atualidade, e, consequentemente, influenciam toda estética social: beleza e feiura. Afinal, o que é beleza? O que é feiura? Gosto se discute? O que é arte? O que é estética?

“Que me perdoem as feias, mas beleza é fundamental” (Vinícius de Moraes)

“Quem ama o feio, bonito lhe parece” (Provérbio popular)

“A beleza está nos olhos de quem vê” (Provérbio popular)

Para mergulhar fundo nas águas profundas de dois conceitos  filosóficos que mexem com as nossas emoções, nada melhor do que dois livros maravilhosos do escritor, filósofo, professor e semiólogo,  Umberto Eco.

No último dia 19 de fevereiro, completaram-se cinco anos desde a morte do autor das obras: História da Feiura e História da Beleza. Os livros buscam testemunhos teóricos capazes de delimitar o gosto de determinada época.

Depois de registrar, o curso do belo na civilização ocidental, no livro História da beleza, Umberto Eco se volta para a feiura e nos faz refletir sobre os padrões estéticos que influenciam o surgimento das culturas. Para um ocidental, por exemplo, uma máscara ritual africana pode causar estranhamento, repulsa, terror, ao passo que para o nativo pode representar uma divindade benévola.

Nos quinze capítulos do livro “História da Feiura”, Umberto Eco reflete sobre as diversas transformações do conceito de feiura, em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a política e a economia.

Entre demônios, loucos e deformidades, descobre-se uma veia iconográfica rica e curiosa. As ilustrações do livro são sensacionais e ajudam no entendimento de cada conceito.

Beleza deve ser analisada ou sentida?  O que é beleza? Umberto Eco propõe essas indagações em História da beleza, evitando ideias preconcebidas em torno do belo e do ponto de vista limitante de uma determinada cultura.  Até o feio, o cruel e o demoníaco merecem considerações importantes do autor, no sentido de ancorar argumentos teóricos e conceituais do belo, desde a antiguidade clássica.

O livro “História da Beleza” conta com 17 capítulos, dos quais escreveu nove (os outros são de autoria do escritor italiano Girolamo de Michele). A linguagem é original, inteligente e comparativa, afinal Umberto Eco é um amante das palavras.

Pra discutir conceito tão complexo, Eco investiga as múltiplas ideias de Beleza expressadas e discutidas da Grécia antiga até hoje, traçando paralelos curiosos, como, por exemplo, entre a nudez da Vênus de Millo, do século II A.C., com a da modelo Monica Bellucci, num calendário da Pirelli; ou entre o corpo atlético do Apolo do Belvedere, exibido no Musei Vaticani, em Roma, e os bíceps anabolizados de Arnold Schwarzenegger no filme Comando.

Sensacional!!!

11 mar 2021

Vamos falar sobre incontinência urinária

Arquivado em Comportamento, saúde

Divulgação

Por: Dr. Renato Teixeira Mascarenhas*

Quatorze de março é o dia mundial da conscientização sobre a incontinência urinária. Definida como a perda involuntária de urina, acomete 45% das mulheres e 15 % dos homens com mais de 40 anos, segundo estudo realizado no Brasil.

Apresenta-se de forma diversificada, desde perdas leves e esporádicas de urina até perdas iminentes e abundantes, trazendo a necessidade do uso de absorventes e até de fraldas. Muitas vezes relevada, seja por conformismo ou mesmo vergonha, pode causar impacto significativo na qualidade de vida do indivíduo, com repercussões na sua higiene e saúde.

Dermatites causadas pelo contato da urina com a pele são frequentes. Distúrbio do sono causado por idas constantes ao banheiro durante a noite favorecem o cansaço crônico, quedas em populações mais idosas e predispõe a doenças como hipertensão arterial, dentre outras.

É comum notar uma significativa redução na ingestão de líquidos em portadores de incontinência, sob o raciocínio equivocado de que produzir menos urina implica menor perda. A desidratação crônica poderá desencadear outras consequências para a saúde. Ansiedade, piora da autoestima, diminuição da atividade sexual e depressão são condições que poderão se instalar a partir de um quadro de incontinência.

Há, também, o impacto social. O afastamento de amigos e família pode ocorrer devido ao constrangimento de perda urinária em público ou a preocupação com o eventual odor de urina exalado pela roupa.

Idas e vindas a qualquer lugar ficam restritas aos locais que apresentam banheiros acessíveis no trajeto.

Mais que um problema do indivíduo, trata-se de um problema de saúde pública. Provavelmente, milhões de reais são gastos por ano no Brasil por tudo que envolve a incontinência urinária, desde a aquisição de fraldas geriátricas e medicamentos, até a realização de eventuais cirurgias para o tratamento, fato que, em janeiro de 2020, o senado brasileiro realizou uma sessão especial para discussão sobre o tema.

Existem vários tipos de incontinência urinária, dependendo dos fatores causais, sendo mais frequentes a incontinência por esforço, a incontinência por urgência, além da incontinência mista.

Na incontinência por esforço, a perda urinária ocorre quando o indivíduo ri, tosse, espirra ou caminha. Nas mulheres, a causa está relacionada, principalmente, à fraqueza dos músculos pélvicos que sustentam a uretra e a bexiga; nos homens, por outro lado, tal condição é mais comumente relacionada a problemas relacionados à próstata.

Na incontinência por urgência, ocorre uma vontade súbita de urinar em decorrência de contrações inesperadas da bexiga. O principal fator causal é o envelhecimento, embora tal quadro possa ser notado eventualmente em indivíduos jovens saudáveis.

Finalmente, o tipo misto que engloba as características dos dois tipos de perda urinária anteriormente descritas.

Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da incontinência estão a idade, obesidade, tabagismo, ingestão excessiva de cafeína, diabetes, doenças neurológicas, dentre outros.

No caso das mulheres, o número de gestações, tipo do parto e história de cirurgia do útero são relevantes. Nos homens, frequentemente, as doenças da próstata estão associadas a perda urinária.

O tratamento deverá ser orientado por um médico urologista com avaliação histórica do quadro, exame físico e, eventualmente, alguns poucos exames e testes a fim de se diagnosticar o tipo da incontinência, sua intensidade e fator causal.

Mudanças de hábitos, fisioterapia, medicamentos e eventualmente cirurgias poderão ser indicadas, caso a caso. Com o tratamento adequado, a melhora e até a cura são observadas em mais de 80% dos casos.

Fica o conceito de que a perda urinária pode afetar (e muito) a qualidade de vida. Então, se você é portador de incontinência urinária ou conhece alguém que seja, a hora é de atitude!

No ano 1 d.C., Sêneca, filósofo romano, conselheiro de César, imperador de Roma, escreveu: “Não importa o quanto viveremos, mas a qualidade de vida que teremos”.

  • Urologista do Corpo Clínico do Biocor Instituto, Membro titular da sociedade brasileira de urologia, mestre em ciências da saúde pela Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, coordenador do departamento de urologia feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, seção MG
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