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04 mar 2021

Sexpionage: o agente secreto da sedução

Arquivado em Uncategorized

depositphotos

As histórias de espionagem ficam ainda mais quentes, quando entram em cena os agentes secretos da sedução: no jargão policial, as andorinhas (mulheres) ou corvos (homens). Elas ou eles são treinados para seduzir as vítimas  até encontrarem provas, documentos, senhas, vídeos e informações relevantes para o sucesso da missão. Como missão dada é missão cumprida, os espiões do sexo fazem de tudo para conquistar a confiança dos “inimigos”, por isso usam e abusam das artimanhas do sexo.

A prática do sexo nos serviços de espionagem tem nome: sexpionage. Muitos espiões do sexto foram presos e até mesmo executados.  Entrevistei Thiago da Silva Pacheco, doutor em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde defendeu a tese Da Ditadura a Democracia: Uma comparação das atividades de Inteligência da Polícia Política no Estado Novo e na República de 1946. É autor de vários artigos no campo da espionagem, Operações Encobertas, Serviços Secretos, Crime Político e Terrorismo. Pesquisador do Ateliê de Humanidades. Confira:

Adriana Santos: O que é Sexpionage?

Thiago Peixoto: É o uso da sedução e do sexo para se aproximar de um alvo e obter informações dele. Pode ser usado também para coagi-lo por meio de chantagens ou distraí-lo para roubo de documentos, por exemplo.

Qual foi o primeiro caso de sexpionage registrado na história mundial?

É impossível precisar isto. As Kunoichi (mulheres ninja) já dominavam técnicas sofisticadas para isto pelo menos desde o século XVII, mas sem dúvida sexpionage era usada antes e em outros espaços geográficos.

No Brasil, há casos registrados de sexpionage nas operações de inteligência?

Um caso detalhado com uma personagem biografada, não que eu saiba. Mas o uso da sedução e do sexo consta nos relatórios policiais pelo menos desde a década de 1930. Uma certa espiã de codinome “Princesa” no DOPS de São Paulo. O Manual de Polícia Política de 1943 alerta pormenorizadamente o perigo que mulheres sedutoras podiam representar aos agentes brasileiros. E Cecil de Borer, importante personagem ligado à espionagem na História do Brasil, elogia moças que iam “até a cama” se fosse necessário.

Alguém já foi preso por praticar sexpionage?

Sim. Um caso recente e que gerou repercussão foi o da espiã russa Anna Chapman. Ruiva, bonita e sem desprendimento sexual, seduziu alvos americanos mas foi presa pelo FBI em 2010. Há outros casos.o

Como são recrutados mulheres ou homens?

É difícil responder a esta pergunta porque cada Agência tem seus métodos. Os soviéticos usavam dançarinas e atrizes, por exemplo. Na verdade, o candidato ou candidata deve ter alto poder de sedução e desprendimento para não se envolver. Há casos em que se usa prostitutas, ou se coagem um(a) amante próximo(a) do(a) alvo.

Quando é utilizado o sexpionage? (espionagem governamental, empresarial…)

A sexpionage é uma ferramenta assim como o suborno, a coerção, o grampeamento de telefones, etc. Embora oficialmente os americanos demonstrassem no passado algum pudor ao falar dela, a sexpionage foi e é usada sempre que se considerar uma forma prática de se chegar a um objetivo.

Qual o caso mais emblemático sobre sexpionage?

Como gera escândalo, é muito complicado falar de um caso específico. Pela fama e repercussão, sem dúvida Mata Hari e seus amantes são uma demonstração de sexpionage, embora Mata Hari não tenha sido uma espiã relevante como normalmente se imagina.

“Margaretha Gertruida Zelle (Leeuwarden, 7 de agosto de 1876 — Vincennes, 15 de outubro de 1917), conhecida como Mata Hari, foi uma dançarina exótica dos Países Baixos acusada de espionagem que foi condenada à morte por fuzilamento, durante a Primeira Guerra Mundial. Em diferentes ocasiões sua vida foi alvo da curiosidade de biógrafos, romancistas e cineastas. Ao longo do tempo, Mata Hari transformou-se em uma espécie de símbolo da ousadia feminina. “Mata Hari”, seu nome artístico, é uma palavra malaia que significa “Sol”, mas traduzida literalmente significa Olho do dia”. (Wikipédia)

Homens ou mulheres são mais vulneráveis ao sexpionage?

A questão é descobrir a vulnerabilidade. A preferência sexual (hétero ou homo) e o gênero importam menos que a vulnerabilidade do alvo ao jogo da sedução e a viabilidade de aplicá-lo.

Por que o tema é pouco abordado no Brasil?

Acredito que não pelo tema em si, mas, infelizmente, pelo fato de abordamos muito pouco o assunto da espionagem no Brasil em qualquer aspecto que seja, excetuando-se a ficção. Por falarmos pouco sobre espionagem no geral, falamos pouco sobre sexpionage em específico.

02 mar 2021

Tudo está conectado

Divulgação Netflix

A série é um estilo audiovisual que agrada o paladar brasileiro, praticamente em toda faixa etária. Em tempos de quarentena covid-19, nada melhor do que conferir o cardápios de opções e escolher conforme o gosto do freguês.

Devorei duas séries em menos de uma semana: Por Trás de Seus Olhos e Secret Ciy. Foi uma maratona deliciosa. Listei alguns aprendizados que anotei durante as séries e gostaria de dividir com o meu leitor. Mas antes uma pequena sinopse das séries. Vamos lá!

A série Por Trás De Seus Olhos, inspirada no romance homônimo de Sarah Pinborough, é uma viagem do início ao fim. A princípio, parece uma história de triângulo amoroso. No entanto, a narrativa ganha elementos “paranormais”, como: sonambulismo, experiências fora do corpo, telepatia, além de alguns ingredientes policiais. O fim é surpreendente.

  • A realidade é apenas um ponto de vista
  • Nada é o que parece ser
  • Coincidências não existem
  • A droga é uma droga
  • Inveja mata
  • Falsos amigos são piores que inimigos
  • Psiquiatras também piram
  • Sonhos também são fragmentos de uma realidade que ainda desconhecemos
  • Evite transar com o seu chefe. Você pode ficar sem sexo e desempregada
  • Tudo está conectado

Divulgação Netflix

Secret City é uma série australiana exibida pela Netflix no Brasil que conta com doses cavalares de suspense. Em plena tensão entre a China e os Estados Unidos, a jornalista política sênior Harriet Dunkley descobre um programa militar ultra secreto que nem mesmo o primeiro-ministro tinha conhecimento das ações de inteligência. A série é baseada nos romances The Marmalade Files e The Mandarin Code, de Chris Uhlmann e Steve Lewis.

  • Jornalista sênior tem mais faro para investigar pautas de interesse social
  • Jornalista investigativo é 90% mente e 10% tecnologia de dados
  • Governantes também desconhecem informações ultra secretas
  • Bastidores da política é um campo minado
  • Câmeras de vídeos estão por todo lado
  • Você pode estar sendo vigiado nesse exato momento
  • Na política, vale tudo
  • Arapongagem é realidade nos governos
  • Agentes secretos utilizam métodos nada seguros, como sexo sem camisinha… (ironia)
  • Sexpionage é uma realidade dentro e fora dos governos
  • Envolvimento entre jornalista e fonte pode ser explosivo
  • Serviço de inteligência é um mosaico de informações
  • Tudo está conectado
01 mar 2021

Ministros participam de webinário sobre espionagem comercial e segredos de negócio

Arquivado em Cidade, Comportamento

Imagem: https://pixabay.com/illustrations/hack-hacker-elite-hacking-exploits-813290/

A revista Justiça & Cidadania promove no próximo dia 11, às 16h, o webinário Segredos de Negócio – Proteção, espionagem e direito comparado. O evento, que tem como objetivo ampliar o debate sobre os instrumentos jurídicos disponíveis para a proteção dos segredos comerciais, é realizado em parceria com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e outras instituições e associações.

O webinário, transmitido ao vivo pelo canal da revista no YouTube, poderá ser acompanhado gratuitamente pelo público, em português ou inglês. A mediação dos debates estará a cargo do ministro do STJ Luis Felipe Salomão, que preside o conselho editorial da revista. Também participará do evento o ministro Villas Bôas Cueva.

A proposta do webinário é estimular a reflexão sobre os diversos aspectos relacionados ao segredo de negócio – tema que, apesar de estar em pleno desenvolvimento nas práticas comerciais e industriais, ainda não tem conceituação expressa no ordenamento jurídico. Assim, as discussões poderão ampliar a segurança jurídica dos operadores do direito e dos agentes econômicos envolvidos.

Além dos ministros Salomão e Villas Bôas Cueva, o webinário contará com a participação da juíza federal Carolina Tauk, do professor Ansgar Ohly (Universidade de Munique) e do advogado Phillipe Bhering. Para mais informações, acesse a página do evento.

Crédito: STJ – Superior Tribunal de Justiça 

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